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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Saúde no ministério pastoral: anotações práticas

fonte: Prof. Ronaldo Sathler Rosa

"Ter saúde é ter coragem para viver, coragem para sofrer e coragem para morrer"

(Jürgen Moltmann)

O tema da saúde adquire grande relevância nas sociedades contemporâneas. Vários profissionais, organizações sociais e instituições encontram-se envolvidas em atividades de contínua Educação para a Saúde de indivíduos, comunidades e famílias. A meta da educação para a saúde, em olhar cristão, é o alcance de nível elevado de bem-estar integral e o máximo de harmonia no convívio entre os humanos, com a natureza e com o Criador. Nesse quadro se insere a atenção à saúde daqueles e daquelas que são, entre outros, agentes importantes na promoção da saúde: mulheres e homens vocacionados ao pastoreio cristão.

Esboço, a seguir, a partir da experiência de colegas, de minha própria vivência pastoral e de estudos recentes, alguns fatores que podem ajudar pastores e pastoras no processo de alcançar-se certo grau de saúde que inspire e favoreça o mesmo bem-estar de eclesianos e daquelas pessoas que nos sejam mais próximas.

Outro dia, um pastor que se aproxima de seu vigésimo ano de ministério, falou-me de suas preocupações com a própria saúde e de seus colegas. Saliente-se que esse colega não se encontra “doente” no sentido limitado que é atribuído ao termo: alguém com sintomas físicos identificados, em fase de tratamento ou não. Observou que, por exemplo, o fato de pastores e pastoras serem administradores de seu próprio tempo favorece a ausência de disciplina pessoal que permita organizar melhor seu cotidiano. A auto-disciplina conduz à melhor administração do tempo. Cria espaços diários para oração, para estudo das Escrituras, para leituras, preparo das atividades, convívio familiar, atendimentos, visitação pastoral, além dos costumeiros imprevistos e outras. Não há regras rígidas para estabelecer-se certa organização do tempo. Cada pessoa pode montar seu próprio esquema de cuidados pessoais e agenda de trabalho. Faz bem à saúde, evita atropelos, correrias e abuso de improvisações.

Esse pastor disse, também, que conhece poucos colegas que fazem exercícios físicos regularmente. A prática rotineira de atividades físicas, devidamente orientadas e ajustadas à condição particular de cada um, é fator positivo para a eliminação de cansaços desproporcionais e para o equilíbrio da personalidade. A vida sedentária atinge, obviamente, o humor, a vitalidade, e pode comprometer o exercício prudente e responsivo do ministério pastoral.

Observou também que às vezes o dinheiro é mal gasto. Consome-se produtos que não favorecem uma dieta equilibrada que proporcione bem-estar e renove forças para lidar atentamente com os desafios do ofício pastoral. Lamentavelmente os meios de comunicação social, embora haja exceções, não dão devida ênfase às recentes descobertas científicas que valorizam o consumo de legumes, hortaliças e frutas, além de mais água e menos refrigerantes. Hábitos saudáveis, adaptados a cada pessoa, requerem “mudança de cabeça” e atitudes de não submissão às pressões por consumo exagerado de produtos que não alimentam.

A dificuldade que muitos homens demonstram em expor suas inquietações, seus sofrimentos a alguém de sua confiança é fator de patologias. Aliás, suspeito que a saúde das colegas pastoras é, geralmente, melhor do que a de pastores. Uma provável explicação deve-se ao fato de que as mulheres, em geral, não retêm para si suas preocupações. Buscam ombros de outros onde se apoiar e, assim, desenham o caminho da cura. Pastores e pastoras atuam em marcos centrais da vida humana: sentido da existência, dúvidas, relacionamentos, tomadas de decisões, afetividade, responsabilidade social e política... São questões que “mexem” muito com o interior da pessoa, seus relacionamentos mais fundamentais, com sua fé e com valores. Sofre-se com sofrimentos e dúvidas de outros. São, portanto, fatores potenciais de desestabilizações emocionais e interferem em relacionamentos familiares e outros.
A responsabilidade pelo cuidado da saúde não é de médicos. Cada pessoa é encarregada de sua própria saúde. É claro que profissionais de medicina e ciências afins devem ser consultados não apenas em situações de dor física, mas, principalmente, para assitir no importante trabalho de prevenção de condições doentias. Todavia, é bom lembrar que em nossa cultura brasileira os homens, em geral, não dão muita importância ao aspecto preventivo para o seu próprio bem-estar integral. O “cuidar de si”, tanto corretiva como preventivamente, é condição para “cuidar de outrem” por meio do cuidado pastoral.

Finalmente, outro fator que contribui para que não se dê maior atenção à saúde entre pastores é a ausência de uma Teologia da Saúde: a saúde considerada como inserida na mensagem cristã da salvação. Não se restringe, portanto, às curas das patologias individuais e da sociedade. A mensagem da salvação visa à criação de novo modo de vida, de renovação da mente, de novas atitudes em linha com os ensinamentos das Escrituras. Uma causa provável da pouca atenção da teologia sobre a saúde, deve-se à ênfase unilateral na “união da alma com Deus”. O corpo, é, então, ignorado. Sofre a alma com o corpo danificado; sofre o corpo com a alma ferida!

Em resumo, hábitos simples como cuidadosa organização de seu dia, a prática de exercícios físicos, atenção à qualidade dos alimentos que consome, ter alguém a quem abrir-se em confiança e aceitar que o cuidado com a saúde é, primeiramente, responsabilidade pessoal, podem ser canais de cura e de alegria. Resta-nos continuar o caminho na reflexão sobre a Teologia da Saúde.

Ronaldo Sathler-Rosa, professor titular aposentado da Universidade Metodista de São Paulo. Presbítero da Igreja Metodista na 3ª. RE.

www.cuidadopastoral.blogspot.com

Entrevista: Estresse pastoral

fonte: Expositor Cristão

Entrevista com o psicólogo e pastor metodista, Josias Pereira, concedida ao Jornal Expositor Cristão em junho de 2010, p. 8 e 9.

Qual é o maior estresse entre os pastores/as: físico ou psicológico? Por quê?
Resposta: No caso das atividades específicas do pastorado o estresse é sempre psicológico (emocional e mental), pois não há desgaste orgânico, porém, quando não se manifesta com distúrbios psíquicos ou emocionais produz o desencadeamento das somatizações, que são os sintomas orgânicos que se manifestam em quaisquer árias do organismo: cardíacas, circulatórias, gástricas, respiratórias, urinárias, neurológicas, dermatológicas, musculares ou esqueléticas (ossos). Em fim qualquer parte do corpo pode ser atingida. São as doenças psicossomáticas. Elas podem atingir as pessoas em qualquer faixa etária.
Quando o distúrbio se manifesta somente no âmbito mental, psicológico ou emocional é mais difícil de ser compreendido, e, no contexto religioso, pode ser atribuído a manifestações espirituais ou demoníacas, dada a sua subjetividade, já que é sentido, mas não pode ser entendido e nem tampouco ser explicado. Estes estados são modernamente chamados de Síndrome de Burnaut e que popularmente é conhecido como esgotamento nervoso.

Por que isso acontece e qual a razão do ministério pastoral estar mais suscetível?
Resposta:
Considerando que o desencadeamento desses processos está sempre vinculado a situações de conflitos psicológicos, tais como valores e costumes confrontados com sentimentos, desejos e opiniões pessoais em relação às cobranças e espectativas da comunidade, além de compromissos e deveres familiares e às próprias necessidades pessoais que nem sempre podem ser efetivadas.
Assim, pela natureza e características do ministério pastoral, cuja carga emocional, dada a variedade de situações adversas, é consideravelmente elevada,há de se convir que o desempenho pastoral é altamente estressante.

Quais são os sintomas que se apresentam com maior freqüência?
Resposta:
Não conheço estatísticas confiáveis que indiquem quais sintomas são mais freqüentes.
As manifestações psicossomáticas dependem de uma gama extensa de fatores para o surgimento de sintomas que são oriundos de duas vertentes básicas: as determinantes e as desencadeantes. As primeiras são decorrentes de fatores internos e as segundas de acontecimentos externos. Quando então podem entrar em jogo hereditariedade, suscetibilidade, temperamento ( jeito de ser), história de vida e seus traumas, bem como o potencial individual e outros tantos.
Entretanto, podemos considerar os sintomas em função de suas conseqüências, isto é, hà manifestações somáticas que são graves, porém, não apresentam urgência, pois suas conseqüências ocorrem a longo prazo, tais como fenômenos digestivos ou dermatológicos e outros tantos. Já as agudas são as crises circulatórias ou cardíacas, são os casos de AVCs ( acidente vascular cerebral= derrame cerebral ou infarto cerebral) que exigem atendimento com muita urgência, pois qualquer demora pode ser fatal.
Entretanto, é bom saber que para todos estes casos a prevenção ainda é o melhor.

Existe um período (em anos de ministério) mais estressante para o/a Clérigo/a?
Resposta:
A rigor não, pois tudo depende muito das condições pessoais e circunstanciais, bem como das contingências. Mas apesar de não termos conhecimento de dados estatísticos, a experiência indica que é mais provável nos primeiros anos de ministério e nas proximidades da aposentadoria, talvez pela insegurança do porvir, que também se apresentam com freqüência em outras atividades.

Existe um grupo de risco quanto as patologias? Se há um grupo de risco, quais são as propostas ou possibilidades para se tratar essa questão?
Resposta:
na minha experiência a atividade pastoral é o próprio risco pelos motivos já apresentados acima. Porém, quanto mais definida a vocação e quanto maior convicção do chamado divino, menor é o risco de estresses, pois o principal fator determinante são os conflitos de valores, embora esteja sempre inconsciente, pois quando conscientizados os sintomas podem a ser resolvidos.
Quanto a riscos agudos é a faixa etária que está entre quarenta e sessenta anos a mais exposta, sendo os quarenta e cinco a referência culminante, daí a importância da profilaxia.

O nível de estresse do clérigo/a pode repercutir no lar? Como evitar essa questão?
Resposta:
Sim, inquestionavelmente, pois uma pessoa estressada afeta as outras com as quais convive dispersando o seu mal estar entre os demais, pois o relacionamento inter e intrapessoal é altamente afetado.

José Geraldo Magalhães Jr

sábado, 17 de julho de 2010

Conhecendo a Vontade de Deus

TExto: Josué 9

Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao SENHOR. Josué concedeu-lhes paz e fez com eles a aliança de lhes conservar a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento. Ao cabo de três dias, depois de terem feito a aliança com eles, ouviram que eram seus vizinhos e que moravam no meio deles. VS 14-16

Qual a última vez que você “quebrou a cara?”

Ruth Paxson, missionária na China, conta sobre uma mulher que, na Finlândia, embarcou no mesmo trem que ela. O primeiro aspecto que a senhorita Paxson notou foi seu radiante semblante feliz. A senhorita Paxson também observou que a mulher não tinha a Mão direita e que em seu lugar havia um gancho de aço.

Durante a conversa, a senhorita Paxson ficou sabendo que a mulher havia sido missionária na Índia onde cantraíra uma doença nos pulmões. Por essa razão a missionária foi enviada de volta ao seu País, sem esperança de vida. Ao retornar à Finlândia, adquiriu uma fazenda.

Certo dia, enquanto trabalhava com a debulhadora, sua mão direita foi decepada. Continuando a conversa, ela contou à senhorita Paxson: “quando minha mão foi cortada, imediatamente olhei para meu Senhor e disse: Senhor que queres que eu faça, pois não tenho minha mão direita! Qual é a obra? Não estou perguntando “por quê”, mas “o quê”!

Sem esmorecer por causa da sua limitação, Deus lhe dera o encargo de transformar sua fazenda em uma casa para cristãos idosos – e dessa forma trazer benção para muitos nos seus últimos dias.

Quando adversidades como essa acontecem, quão rapidamente o inimigo entra em cena e sussurra: “o Senhor está contra você! Certamente essa não é a vida que o Senhor lhe prometeu”. Se não tomarmos cuidado, acabaremos aceitando a seguinte acusação: “o Senhor é um mestre muito severo. A vida com Ele não é tudo aquilo que deveria ser. O seu Deus lhe enganou!”

Desenvolvimento

O Povo de Israel tinha experimentado tanta provisão de Deus que começaram a ficar independentes Dele.

Os Gibeonitas amarraram o povo de Deus quando estavam despreparados. Com medo, se aproximaram e os fizeram prometer que jamais iriam atacá-los. Isso foi um laço para Josué, pois fora obrigado a suportá-los para sempre, mesmo transformando-os em cortadores de lenha e escravos! Porém, poderia ter sido diferente.

Josué 9

Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao SENHOR. Josué concedeu-lhes paz e fez com eles a aliança de lhes conservar a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento. Ao cabo de três dias, depois de terem feito a aliança com eles, ouviram que eram seus vizinhos e que moravam no meio deles. VS 14-16

Chega um momento que nossa capacidade toma conta e passamos a agir por si mesmos. São nesses momentos que os nossos inimigos nos pegam: quando estamos despreparados espiritualmente.

Precisamos crescer na fé e conhecer ao nosso Pai. Deus nos chama a isso.

Para não cairmos em ciladas, a Palavra nos ensina a:

1)- Orar e Vigiar

Lucas 12.39 Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, [vigiaria e] não deixaria arrombar a sua casa.

Marcos 14.38 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

Quando oramos ficamos atentos e vigilantes. Pedir conselhos ao Senhor sobre todas as decisões nos poupam muito sofrimento.

Muita coisa seria diferente em nossa vida se antes o Senhor nos tivesse encontrado de joelhos pedindo e clamando seus conselhos. A pressa e a ansiedade nos faz errar sem parar. Mas a vida com Jesus nos ensina a orar por todas as coisas. (Filipenses 4.6ss)

2)- Conhecer a Palavra

Mateus 22.29 Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.

Os saduceus queriam saber de que qual dos sete irmãos seria a mulher viúva que teve a obrigação de suscitar descendentes da família. Eles estavam preocupados, talvez ninguém queria aquela que despachara todos os irmãos. Então viveram muito preocupados à toa!

Mas muitas da nossas preocupações podem ser infundadas quando conhecemos o poder de Deus revelado na Sua Palavra. Aquilo que o preocupa tem solução na Bíblia?

João 5.39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

Procure conhecer a Palavra para ter uma vida plena de fé!

3)- Provar os espíritos

1 João 4.1 Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.

Geralmente os bons crentes têm boa vontade e muitos são os que pensam ser espiritual qualquer pessoa que usa “em vão” o nome do Senhor.

Sinceramente, 99 por cento das palavras que nos chegam como ditas “pelo Senhor” partem de corações cheios de boa vontade mas de pouco discernimento. O Senhor não sai por aí falando a todo mundo. Ele tem os Seus critérios, e em 100 por cento parte da Sua Palavra, deixada para nossa segurança.

Hebreus

1.1 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,


1.2 nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

Quando alguém vier a você dizendo que “o Senhor lhe mostrou”, use o critério acima. Coloque-o à prova da Palavra: bate com as escrituras? Eu posso esperar? Posso pedir para Deus falar comigo? Então espere pacientemente pela ação de Deus. Geralmente a palavra de Deus vem para fomentar conforto, paciência, prudência e perseverança.

Mas também não seja mal educado e mal agradecido. Nem cético às coisas espirituais, beirando a incredulidade, pois Deus fala através das pessoas. Pouco,para nossa segurança, mas fala.

O povo de Israel agiu por conta própria.

Aquela mulher que a missionária conheceu procurou conhecer a vontade de Deus

Não negamos que as adversidades, perseguições e sofrimentos acometem tantos cristãos quanto as demais pessoas no mundo, mas isso não significa que o Senhor esteja contra nós. Precisamos compreender a advertência de Oswald Chambers: “a raiz dos males é a suspeita de que Deus não é bom”.

Lembre-se que ainda que Deus não tenha lhe enviado certa situação, Ele a usará a fim de ajudá-lo a conhecê-Lo. Portanto, não perguntemos o “por quê”. o que poderia ser mais importante do que conhecê-Lo?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Não o "por quê", mas "o quê"

Ruth Paxson, missionária na China, conta sobre uma mulher que, na Finlândia, embarcou no mesmo trem que ela. O primeiro aspecto que a senhorita Paxson notou foi seu radiante semblante feliz. A senhorita Paxson também observou que a mulher não tinha a Mão direita e que em seu lugar havia um gancho de aço.

Durante a conversa, a senhorita Paxson ficou sabendo que a mulher havia sido missionária na Índia onde cantraíra uma doença nos pulmões. Por essa razão a missionária foi enviada de volta ao seu País, sem esperança de vida. Ao retornar à Finlândia, adquiriu uma fazenda.

Certo dia, enquanto trabalhava com a debulhadora, sua mão direita foi decepada. Continuando a conversa, ela contou à senhorita Paxson: “quando minha mão foi cortada, imediatamente olhei para meu Senhor e disse: Senhor que queres que eu faça, pois não tenho minha mão direita! Qual é a obra? Não estou perguntando “por quê”, mas “o quê”!

Sem esmorecer por causa da sua limitação, Deus lhe dera o encargo de transformar sua fazenda em uma casa para cristãos idosos – e3 dessa forma trazer benção para muitos nos seus últimos dias.

Quando adversidades como essa acontecem, quão rapidamente o inimigo entra em cena e sussurra: “o Senhor está contra você! Certamente essa não é a vida que o Senhor lhe prometeu”. Se não tomarmos cuidado, acabaremos aceitando a seguinte acusação: “o Senhor é um mestre muito severo. A vida com Ele não é tudo aquilo que deveria ser. O seu Deus lhe enganou!”

Não negamos que as adversidades, perseguições e sofrimentos acometem tantos cristãos quanto as demais pessoas no mundo, mas isso não significa que o Senhor esteja contra nós. Precisamos compreender a advertência de Oswald Chambers: “a raiz dos males é a suspeita de que Deus não é bom”.

Lembre-se que ainda que Deus não tenha lhe enviado certa situação, Ele a usará a fim de ajudá-lo a conhecê-Lo. Portanto, não perguntemos o “por quê”. o que poderia ser mais importante do que conhecê-Lo?

sábado, 10 de julho de 2010

O HOJE

Estou lendo o livro O SUCESSO DE AMANHÃ... que indico ao lado.
Um ótimo livro do Mawell para aperfeiçoamento pessoal, na ajuda de carreira. Um trecho:

"Aquele que tem tão pouco conhecimento da natureza humana a ponto de procurar pela felicidade através da mudança de todas as coisas, menos de sua própria disposição, perderá a vida em esforços infrutíferos e multiplicará o desgosto que pretendia remover. Seus pensamentos e atitudes serão mais importantes do que coisas em sua vida. Fama e fortuna são fugazes".

A atitude interior é capaz de mudar nossa realidade.

Shalom.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Esposas à Beira de Um ataque de Nervos!!


É muito comum ouvir uma mulher em meio a uma crise de nervos falar que quer matar o marido, e ela nem precisa estar de TPM para isso! É apenas força de expressão. Fato é que muitas coisas que ele faz ou fala, ou deixa de dizer e fazer, são estopim para uma verdadeira guerra dentro de casa, ou para um estado de profunda infelicidade e apatia por parte da esposa.

Seria um sonho ter um esposo compreensivo, carinhoso, que não bagunçasse a casa, que ajudasse nas tarefas domésticas, tivesse tempo para a família, cuidasse das crianças e desse a devida atenção ao sexo. Este é o sonho de toda mulher, até mesmo daquelas que se dizem satisfeitas com o casamento. Até para essas, sempre há algo a ser mudado no marido.

Kevin Leman apresenta a todas as esposas uma proposta diferenciada para tirar o casamento do marasmo, recuperando a energia do início da relação e estabelecendo pontes firmes entre o casal, as quais tornarão o relacionamento mais prazeroso e desejado: Transforme seu marido até sexta.

Este lançamento da editora Mundo Cristão é um programa de cinco dias, nos quais a esposa trabalhará para transformar atitude, comportamento e comunicação de seu querido, derrubando todas as barreiras que impedem o casamento de prosperar.

Homens e mulheres são completamente diferentes em diversos aspectos. Para Dr. Leman, que também é autor de Transforme seu filho até sexta, é fundamental que a esposa conheça essas diferenças, compreendendo as formas de agir e pensar de homens, assim como suas necessidades e desejos. Munida dessas informações, ela estará apta a revolucionar o casamento!

O texto agradável de Kevin Leman, é recheado de depoimentos de pessoas reais, que ele conheceu em seu consultório, e também de situações vivenciadas por ele e sua esposa. Leve e bem-humorado, Transforme seu marido até sexta garantirá a qualquer esposa ótimas risadas e profundas reflexões, que a levarão a conhecer um novo homem: seu marido!

“Sim, os princípios deste livro realmente funcionam. Foram testados em mi¬lhares de relacionamentos, com resultados muito satisfatórios. E, melhor de tudo, são simples. Você não precisa agendar três almoços com as amigas para discuti-los e compreendê-los. Seu homem é uma criatura muito simples. Se você fizer algumas coisas de maneira correta e sistemática para atrair a atenção dele, ficará surpresa ao ver como realmente é simples”.

Kevin Leman
Nas livrarias ou no site: www.mundocristao.com.br

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mensagem de Domingo

Estou compartilhando com a Igreja acerca da ansiedade.


SAINDO DO BECO DA AFLIÇÃO

Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Filipenses 4:6.

O mundo em que nascemos oferece todas as condições necessárias para vivermos ansiosos. Vivemos num império de trevas que tem como principal característica, a aparência. Satanás conhece bem a vaidade humana e investe pesadamente nesta área. As vitrines do mundo estão sempre coloridas, cheias de produtos que mais satisfazem a vaidade do homem do que propriamente as suas necessidades. A Bíblia nos mostra que a tentação no Éden teve a sua origem através dos olhos. Lemos em Gênesis 3:6: Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. A tentação no jardim do Éden aconteceu numa "vitrine", chamada árvore do conhecimento do bem e do mal. A mulher foi fisgada pelos seus próprios olhos e foi apanhada juntamente com seu marido. Seis mil anos depois, a tática continua a mesma, pois Satanás continua investindo nos três pilares básicos que envolveram a tentação no Éden. No livro de 1 João 2:15-17 lemos assim: Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. Concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida são as terríveis armas usadas por Satanás para manter o homem preso neste mundo aparente. Infelizmente, toda a humanidade é vítima desta artimanha satânica e vive presa ao sistema deste mundo caído. O homem que vive com os seus olhos fixos neste mundo, é um prisioneiro da sua própria vaidade, consequentemente, é um ansioso. A queda nos deixou uma terrível herança, a insatisfação; e a insatisfação gera a ansiedade. O que este mundo caído pode oferecer ao homem, e com abundância, é a ansiedade. Como é estúpido de nossa parte pensarmos que aquilo que a traça come e a ferrugem consome, pode satisfazer o vazio do coração humano. Alguém disse que a ansiedade é o grande flagelo dos tempos modernos: é um insidioso adversário, é aniquilador da personalidade humana. Se não existe nenhum tipo de ansiedade que seja justificável, precisamos do ensino bíblico para sairmos deste beco maldito.

Há na Bíblia cinco verdades que o homem precisa experimentar para desfrutar a vitória sobre este mundo condenado. A primeira e a mais importante delas encontra-se em Colossenses 1:13, onde lemos: Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor. Se o mundo em que vivemos é um mundo de aparência e gerador de ansiedades, precisamos sair dele. A única maneira de alguém ser liberto deste mundo caído, é morrendo para ele. Precisamos ser transportados deste império de trevas para o reino de luz. Se viemos a este mundo caído pelo nascimento, a única solução para sairmos dele, é morrendo para ele. O livro de Gálatas 6:14, é esclarecedor: Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Quando cremos na nossa inclusão em Cristo, morremos para este império de trevas, consequentemente, somos transportados para o reino de Jesus Cristo. A Bíblia fala que aqueles que crêem na sua inclusão, morte e ressurreição em Cristo, são arrancados, pela raiz, deste mundo perverso. Lemos, em Gálatas 1:4: O qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai. Verdadeiramente morremos para este mundo. Porém, a Bíblia nos apresenta um paradoxo. É verdade que realmente morremos para o mundo, mas também é verdade que continuamos vivendo nele. Não pertencemos mais a este mundo, ainda que nele estejamos. No livro de João 17:16 está escrito: Eles não são do mundo, como também Eu não sou. Não foi parte do plano de Deus nos tirar deste mundo. Em João 17:15 lemos: Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. O regenerado habita num mundo caído, mas não pertence mais a ele. Apesar de estar assentado nos lugares celestiais em Cristo, é um peregrino e forasteiro neste mundo. As limitações do regenerado, o mundo caído e Satanás, podem causar algum nível de ansiedade naquele que foi salvo por Cristo. Jesus foi enfático quando disse em João 16:33b: No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo.

Este pensamento nos leva para a segunda verdade bíblica em relação à nossa vitória sobre a ansiedade. No livro de Lucas 10:40-42, lemos: Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. Precisamos ter uma escolha sábia. Muitas vezes nos perdemos em meio a tantas agitações neste mundo, e ficamos sufocados pelas coisas superficiais que envolvem a vida. Somente aos pés do Senhor encontramos descanso para a nossa alma agitada. O mundo é um gerador de aflições, expectativas e cobranças, mas em Jesus temos a vitória, pois Ele venceu o mundo.

A terceira orientação bíblica para sermos livres da ansiedade encontra-se em Filipenses 4:6, onde lemos: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Tudo aquilo que estiver afligindo o nosso coração, gerando ansiedade, deve ser colocado em oração ao Senhor. Orar é dizer: Senhor, eu nada posso, mas Tu podes todas as coisas. Ao orarmos ao Senhor estamos reconhecendo a nossa total incapacidade em resolvermos as nossas expectativas; estamos crendo que Ele cuida de cada detalhe de nossa vida.

O quarto ensino bíblico sobre a nossa vitória sobre a ansiedade está registrado em 1 Pedro 5:7, onde lemos: Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. Ao sermos picados pela preocupação, imediatamente, devemos lança-lá sobre o Senhor, porque Ele tem cuidado de nós. Não está na estrutura humana a capacitação para resolver as questões de ansiedade. Vance Havner escreveu: A ansiedade é semelhante a uma cadeira de balanço: exigirá que você faça alguma coisa, mas não o conduzirá a nenhum lugar. O estado de inquietação no coração do homem o levará a uma vida miserável. O nosso coração repousará em paz somente quando a nossa confiança estiver não em nós, mas no Senhor. Lancemos sobre Ele toda a nossa inquietação.

A quinta verdade que está ao nosso alcance para termos vitória sobre a ansiedade está em Mateus 6:25-26, onde está escrito: Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Jesus quer que sejamos observadores atentos. Através de um passeio num campo, podemos aprender preciosas lições com a própria criação de Deus. Para muitos, isto seria uma tarefa desprezível e sem cabimento. Porém, para aqueles que crêem nas palavras do Senhor, experimentam, pela observação, a vitória sobre a ansiedade. Estas cinco verdades bíblicas apresentadas são gratuitas, e estão ao alcance do homem. Pela graça, podemos sair do beco apertado da aflição e entrar na espaçosa avenida da liberdade que Deus preparou para os seus filhos.

Shalom.