quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pregação desta Quinta, 10


Como receber milagres

Leitura Bíblica:  Lucas 18. 1-8

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer. (1).

 

Você já pediu um favor ultimamente? Mas não um favor de cavalheiros, daqueles que não custa nada a ninguém. Mas um favor de mendigo? Um necessitado não pede movido por outra razão a não ser a completa desesperança e dolorosa condição de sua pobreza. Por isso ele não tem vergonha de mendigar.

 

Saber pedir significa tudo na vida de alguém que deseja um milagre. Se ainda não recebeu, peça! Não há nada mais difícil do que pedir. Teremos anseios e desejos por algumas coisas e até sofreremos por não termos o que desejamos, mas não pediremos até que atinjamos o limite do desespero.

 

Peça

Lucas 11.10 - Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.

Isso não significa que você não terá certas coisas sem pedir, mas significa que enquanto não pedir, não receberá de Deus (Mateus 5.45). Ser capaz de receber significa que você deve vivenciar o relacionamento de filho/a de Deus, e então, compreender e apreciar as coisas que vem Dele. Aprenda a orar por TODAS as coisas.

 

Humilhação

Tiago 4.6 - Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

A palavra “pedir” na Bíblia significa “mendigar”. Algumas pessoas são suficientemente pobres para estar interessadas em sua pobreza, ou seja, não se importa e não pedem nada; do mesmo modo, alguns são pobres demais espiritualmente para demonstrar o interesse, sendo arrogantes e tentam fazer tudo do seu modo.

Nunca receberemos nada se formos interesseiros, porque pedimos movidos pela nossa cobiça e não pela nossa pobreza. Um necessitado não pede movido por outra razão a não ser a completa desesperança e dolorosa condição da sua pobreza.

OS simples recebem. Você é simples, como diz Jesus: Bem aventurados os pobres de espírito...”? (Mateus 5.3).

 

Espere o inesperado

Romanos 8.32 - Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

Lembre-se de que Deus não deu das suas reservas para nos abençoar com a salvação, pagando toda a nossa divida do pecado. Então Ele não quer que você desconfie de que Ele pode te abençoar nas menores coisas. Em suas orações, cuide, acima de tudo, de não limitar a Deus, não apenas por incredulidade como também pensando que você sabe o que Ele pode fazer. Espere coisas inesperadas, acima de todas as coisas que pedimos ou imaginamos. Sempre que for interceder, primeiro se aquiete e louve a Deus em sua glória. Pense naquilo pode fazer, em como se alegra em ouvir a Cristo, pense na posição que você ocupa junto a Ele e espere grandes coisas.

 

Quando você passar por necessidades, tenha em mente a figura de um mendigo. Seja humilde e simples, pedindo socorro nas suas necessidades. Assim

Pr. Fabio Alcantara

terça-feira, 9 de junho de 2015

Para Meditar


Aquele que sabe o que é ter prazer em Deus, temerá a sua perda;
E aquele que sabe ou já viu a face de Deus, terá medo de ver as suas costas!”
 Joseph Allene

 A Cristandade atual é frívola, não sabe o que é um relacionamento com Deus. Brincam de e pulam de igreja como se troca de time de futebol.
Pr. Glênio

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Nunca se esqueçam de Deus



O romancista e historiador russo Alexandr Solzhenitsyn (1918-2008), Nobel de Literatura em 1970, recebeu em 1983 o prêmio da Fundação Templeton em Londres. Seu discurso, para um público ilustre da sociedade britânica, teve como título: “Nunca se esqueçam de Deus”. Na introdução ele afirma: “Mais de meio século atrás, quando eu ainda era uma criança, lembro-me de ouvir vários idosos dando a seguinte explicação para o grande desastre que caiu sobre a Rússia: o homem se esqueceu de Deus; foi por isso que tudo aconteceu”.

Por mais de 50 anos, ele estudou a história da Revolução Russa, leu centenas de livros, ouviu inúmeros testemunhos pessoais e escreveu oito volumes no esforço de compreender o que aconteceu e afirmou no seu discurso: “Se me fosse pedido hoje para formular, o mais precisamente possível, a causa principal desta trágica revolução que solapou a vida de 60 milhões de pessoas, não poderia colocar de forma mais precisa do que repetir: o homem esqueceu-se de Deus. Esta é a razão por que tudo aconteceu”.

A religião sempre foi reconhecida como o meio que preserva e mantém uma sociedade ou nação mais coesa. Quando a fé diminui e a religião desaparece -- é isso que chamamos de secularização --, os modelos de associação humana tornam-se fragilizados. Quando as convicções pessoais se perdem e começamos a agir conforme nossos instintos ou de acordo com aquilo que julgamos natural, fica impossível sustentar uma sociedade sem o uso de outras forças. No final, temos a violência ou algum tipo de totalitarismo.

O salmista levanta uma pergunta crucial para nós, hoje: “Destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?”. Sem os fundamentos espirituais, a justiça se perde, rapidamente. Sem o temor de Deus, tudo é possível. Política, negócios, prazer, riqueza, trabalho, ciência e a religião, sem o temor de Deus, perdem seus princípios e, quando se perde a consciência de Deus, quando já não existe mais o respeito pelo divino, o ser humano perde sua identidade básica de criatura.

Solzhenitsyn conclui seu discurso dizendo: “Nossa vida não consiste na busca do sucesso material, mas na busca de crescimento espiritual. Toda a nossa existência terrena é uma transição em direção a algo maior, e não podemos tropeçar e cair, nem devemos ficar inutilmente parados em um degrau da escada. As leis materiais não explicam a vida nem podem dar-lhe algum sentido. As leis da física e da fisiologia nunca irão revelar a forma misteriosa como o Criador, constantemente, dia após dia, participa da vida de cada um de nós, nos concedendo a energia da existência; quando esta assistência nos deixa, nós morremos. E na vida de todo o nosso planeta, o Divino Espírito certamente se move com não menos força. É isto que precisamos entender nessa hora escura e terrível”.

O que é verdadeiro para a pessoa o é também para a nação. A intensificação do secularismo penetra, de forma cada vez mais profunda, a consciência humana a ponto de negar a realidade divina ou, na melhor hipótese, mantê-la restrita no mundo privado de cada um. O ser humano sem Deus e sem o temor de Deus perde sua identidade, esquece seus fundamentos e vive como um barco à deriva.

Não podemos nos esquecer de Deus. O apóstolo Paulo afirma que nele (Cristo) nos movemos e existimos. Não há vida real sem Deus e essa verdade se aplica à pessoa e à sociedade. A advertência de Moisés para o povo de Deus foi: “Se te esqueceres do Senhor, teu Deus, e andares após outros deuses, e os servires, e os adorares, protesto, hoje, contra vós outros que perecereis” (Dt 8.19). Nunca se esqueçam de Deus.

• Ricardo Barbosa de Sousa


 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O Caminho de Deus

 
Hebreus 10.22 - aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.

A Segurança daquele que anda no caminho de Cristo fica evidente pela certeza de sua fé na suficiência graciosa da obra consumada por Jesus Cristo. A certeza da fé que se professa é o caminho para o descanso. Aqueles que não sabem em quê acreditam, mistura a pretensa fé com seus pensamentos miseráveis, incapazes de ter resposta para seus dilemas.

Saber que o SENHOR resolveu o problema do pecador nos traz paz. Quando sabemos que a nossa vida está sob controle de alguém que sabe o que está fazendo, ficamos tranquilos. Romanos 5.1 - Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;

O caminho da paz está na estrada da cruz de Cristo. Isso vai além de sua morte em beneficio do pecador. O réu culpado pelo pecado também precisa morrer juntamente com Cristo a fim de cumprir a exigência justa exigência da lei. O profeta Ezequiel afirma: Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. (18.4)

O SENHOR não tem favoritos, mas é justo em considerar cada pessoa responsável pelo seu próprio pecado. A morte aqui descrita é a morte física que, para alguns, resulta em morte eterna.

Todos os seres humanos são pecadores por natureza e todos estão sentenciados à pena capital. Só a morte do réu seria capaz de cumprir a rigor a lei. Por isso o maior milagre que Jesus Cristo realizou aqui na Terra foi a atração do pecador em seu corpo sobre o

 

 

madeiro a fim de crucificar esse pecador juntamente com ele, dando-lhe nova vida na ressurreição. Todos os milagres acabaram aqui na terra, menos a regeneração do pecador. Jesus Cristo não é apenas um substituto para os sintomas – é a cura para a causa.

O SENHOR pode conceder justiça a todos os que creem, tanto judeus como gentios, porque todo ser humano é miseravelmente incapaz de viver de acordo com os padrões divinos. Romanos 3.23 - Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.

A impossibilidade humana abre a possibilidade divina. O ser humano é tão desesperadamente corrompido que nada consegue fazer a não ser lamentar sua própria miséria. O Senhor sabe do que o veneno do pecado é capaz de fazer: torna-nos impossibilitados de qualquer atitude nobre que dure mais de 5 minutos! E os padrões levíticos de santidade ficam há anos luz de distancia da capacidade humana pecadora.

Assim como na antiga aliança o sacrifício de um cordeiro simbolizando a pena de morte do pecador aplacava a necessidade de justiça, o Cordeiro de Deus veio tirar de uma vez o pecado do mundo. João 1.29 - No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

Esse “Cordeiro” pagou o preço de nossa divida moral, quando foi sacrificado em preço da redenção. A Lei exigia a condenação do pecador, pois ela não perdoa. A justiça divina também é inclemente, não pode perdoar quando é ofendida, e condena todos os que cometem iniquidade. E a humanidade, sem exceção, estava a sofrer sob o domínio do pecado, e destinada à condenação eterna, pelo rigor da Lei. No entanto, Paulo afirmou o seguinte, para o nosso beneficio: 2 Coríntios 5.21 - Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

A redenção em Cristo é importante porque tornou possível nossa justificação. É nela que a justiça de Cristo nos é imputada, a nós pecadores indignos, e toda nossa culpa pelo pecado é perdoada. Precisamos compreender que o SENHOR, por sua infinita graça, nos declara e nos considera justos não porque somos merecedores, em razão da prática de boas obras ou por termos fé, mas única e exclusivamente em virtude do amor que nutre por nós, mesmo ainda pecadores, manifestado no sacrifício de Cristo em nosso favor. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8.

A justificação em beneficio do pecador é tão necessária como sua união, pela fé, naquele mesmo sacrifício. Se é uma verdade histórica que Cristo morreu em nosso lugar na cruz, é verdade teológica que nós morremos e ressuscitamos juntamente com ele. Assim como você reconhece a obra substitutiva para a sua justificação, você deve reconhecer a obra inclusiva para a sua regeneração e santificação. Romanos 6.3 - Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

É imperioso crer que Deus se tornou homem para assumir o nosso pecado. Porém é igualmente imperativo anunciar que o homem crucificado se levantou dentre os mortos, pelo poder de Deus, a fim de se tornar o cabeça de uma nova raça. Nós estamos incluídos ai pelo batismo.

No processo de “mistura” entre o Filho de Deus e o Filho do homem (na figura de José). O Cristo humanado aqui na terra é o homem divino lá no céu. Cristo Jesus é Deus em pele de homem. Jesus Cristo é homem no porte de Deus. Quando Jesus desceu à Terra não deixou de ser Deus; quando voltou ao céu não deixou de ser homem, afirma o Pastor Glênio Fonseca. Assim também, há um pouco de Deus em nós e um pouco de nós em Deus.  

O caminho do SENHOR é Cristo, e a via dolorosa de Cristo é a cruz. Ninguém poderá se tornar filho de Deus sem o novo nascimento, e ninguém nasce de novo sem primeiro morrer juntamente com Jesus Cristo. 1 Coríntios 15.36 - Seu tolo! Quando você semeia uma semente na terra, ela só brota se morrer.

Não existe nascimento sem a morte da semente. Não existe novo nascimento sem a morte do pecador por meio da morte de Cristo.

Cristo é o caminho para o Pai. Ninguém poderá ir a Ele fora de Cristo crucificado. Não há atalho nem via paralela. Se omitirmos a cruz de Cristo, omitimos o caminho da redenção. Você e eu só poderemos participar do Reino de se passarmos pela via dolorosa de nossa co-crucificação com Cristo.

Podemos desfrutar dos efeitos dessa obra da cruz. Primeiro, uma nova RELAÇÃO de paz com Deus. A pessoa justificada passa a ter essa paz por ter sido tornado perfeitamente justo, declarado por lei divina e irrevogável. Ela pode repousar tranquilamente visto que sua nova natureza se harmoniza perfeitamente com a natureza santa do Pai. Esta é a nova relação do crente entre aquele que foi justificado e o Aquele que justifica.

Segundo, uma nova POSIÇÃO. Antes estávamos perdidos em delitos e corroídos pela culpa. Agora temos uma nova posição: regenerados em Cristo Jesus, somos novas criaturas com hábitos novos e um novo destino, traçado pelo SENHOR, em direção ao seu Reino.

Terceiro, uma nova PROVISÃO. Pela sua graça, o SENHOR nos provê meios necessários de nossa permanência neste feliz e glorioso estado espiritual. Aquele que nasceu do alto tem firmeza na doutrina e estabilidade emocional nas suas convicções, e certeza da segurança eterna. Jesus fez o resgate de nossa divida moral, pagando com o seu sangue um preço muito alto, o Pai pôs na nossa conta um crédito de justiça plenamente suficiente. Não é um crédito da TIM!

Agora nos resta desfrutar diariamente desta herança, honrando a Jesus em todo o tempo. Que o Espirito nos conceda a graça de continuar nessa convicção que traz segurança a todos nós.

  
╬Pr. Fábio Alcântara

terça-feira, 28 de abril de 2015

Notas de pregação do último Domingo, 26

Cogitando as coisas do mundo
Marcos

8.33   Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.

8.34   Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.

8.35   Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.

8.36   Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

8.37   Que daria um homem em troca de sua alma?

8.38   Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.

·         Jesus tinha acabado de expor cuidadosamente  sobre a Necessidade de sofrer, ser rejeitado e morto.
·         Depois de fazer uma explicação cuidadosa, Pedro o repreende por causa da compaixão humana.
- amor
- apego
- dependência
- “grudentismo”
- afeto humano
- preservação da vida terrena

Tudo isto se constitui numa dependência da alma humana pelas coisas e pessoas deste mundo. Não significa que precisamos nos transformar em robôs para viver, mas muitas vezes isto deixa de ser uma dependência saudável para uma dependência doentia. Isto leva as pessoas a dependerem das coisas deste mundo e não de Deus. Aquele que supre as nossas deficiências humanas e a necessidade de provisão.

·         DESVIANDO DOS PROPOSITOS DE DEUS
Jesus tinha exposto claramente o evangelho, que é o plano redentor preparado pela Trindade. Isto envolvia sacrifício, justiça e entrega do Filho de Deus. Era a vontade de Deus expressa em um relato claro de Jesus Cristo. Então Pedro começou a incentivar o Senhor a sair fora desse propósito.
Jesus então parou tudo o que estava fazendo e percebeu a capa do humanismo de Pedro, sua dissimulação humana, mesmo com boa vontade, e o classificou claramente de DEMONIACO.
Toda vez que saímos da Palavra de Deus nos tornamos fazedores da vontade do Diabo.
Jesus disse que a perfeição consiste em fazer a vontade do Pai. Nem ele, com toda a sua sabedoria dedicava-se a viver como queria. Imagine nós!

Joao 5.30   Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.

Toda vez que fazemos o que queremos, acabamos mal. Você já teve uma experiência assim?

·         COGITANDO AS COISAS DE SATANÁS
Segundo Jesus Cristo, toda vez que fazemos o que queremos, somos pegos servindo ao Diabo. Servir ao diabo é procurar a destruição da nossa vida. O mundo serve ao diabo e aos seus interesses.

1 João 5.19 -  Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno

Jesus nos arrancou deste mundo. O mundo tem que sair de nós.
Gálatas 1.4   o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,

E nos devemos andar conforme a Luz do mundo, que é cristo, buscando a sua vontade.
João 8.12   De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

A DINAMICA DA SEMENTE.
Um Pai chega na fazenda pega um punhado de umas frutas vermelhas venenosas que encontrou em muitos lugares da fazenda e diz aos filhos: filhos, eu quero o bem de vocês e não o mal. Estas frutas parecem bonitas mas são venenosas. Se vocês comerem, vao morrer. Fiquem longe delas.
Assim também é Deus. Ele diz: o mundo exige que vocês se tornem um bagaço e depois vai jogar vocês fora. Se andarem neste mundo, embora não podemos sair dele, vocês vão sofrer mais que cachorro de mendigo. Mas se andarem na luz do meu Filho, vao extrair o melhor desta terra.

·         A VERDADEIRA VIDA ESTÁ EM PERDER A SUA E GANHAR A DE CRISTO
Marcos 8.35   Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
Perder a sua vida é tomar a Cruz dia após dia e recusar a viver por si mesmo, mas por Cristo.
Tomar a sua cruz não é aguentar o seu marido, a sua esposa, o seu chefe, os filhos rebeldes, a pobreza ou coisa parecida que se diz por aí.

Tomar a cruz é não fazer como Pedro fez: rejeitar a palavra de Deus e fazer sua própria vontade.
Quem faz sua própria vontade ganha sua vida podre e perdida e perde a vida boa e salvadora de Cristo. Come as frutas vermelhas e venenosas daquela fazenda da ilustração, que é o mundo.

·         QUANDO COGITAMOS AS COISAS DE SATANÁS E SEUS INTERESSES?

Quando agimos contrários à Palavra de Deus. Tem muitos crentes servindo ao diabo, pois conhecem a Palavra de Deus e não a praticam. Fogem dela.
Nas circunstancias diárias, reagem na sua alma, com ira. Não procuram lembrar-se do que a Palavra de Cristo manda fazer.
Isto é cogitar as coisas de Satanas.

Pense naquelas circunstâncias. Os homens ridicularizaram, zombaram, desafiaram e riram Dele. Jesus tinha todo o direito de pedir ao Pai vingança, mas não o fez. Não havia rancor nem amargura no coração Dele. O que havia em seu coração era amor.
Entre o povo de Deus, em inúmeras oportunidades, nos sentimos ofendidos por alguém. Quando isso ocorre, o que fazemos? Reagimos com um espírito de clamor por vingança? Ou, pedimos ao Pai para perdoar?
Um espírito não perdoador é movido por ressentimentos e desejos de vingança. Por isso, reage como que administrando veneno em doses homeopáticas ao seu desafeto, tendo como objetivo exterminar a sua vítima, mediante cruel e prolongado sofrimento.
Pedro era uma pessoa bem impulsiva, aberta, direta e até rude. Um dia ele se aproximou de Jesus e fez a seguinte pergunta: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Mateus 18:21-22.







·         O RESULTADO DE PEDER A VERDADEIRA VIDA
Rejeitar a Jesus Cristo e sua Palavra é fazer como Pedro: ter vergonha do evangelho simples que Deus nos deu. É se envergonhar de Cristo.

Marcos 8.38 -  Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.

Muitos tem vergonha da Palavra de Deus, porque o mundo a despreza. Muitos tem vergonha de ser crente, de falar no nome  e Jesus, de ser envergonhado diante dos outros, porque a Palavra de Deus traz vergonha ara este mundo soberbo e perdido em ganancia.



Quando lemos o sermão do monte, vemos ali as características, ou o modo de vida dos filhos do reino dos céus. Eles são o povo da Cruz. Eles são humildes de espírito porque a Cruz de Cristo operou neles. Eles são os que choram, eles possuem um coração contrito diante de Deus.
Eles são mansos, eles estão sedentos, eles são misericordiosos, eles são puros de coração, eles são pacificadores. E, por amor de Cristo, estão sendo perseguidos, contudo se alegram. Essas são as pessoas que possuem o espírito da Cruz.
Eles estão exalando o bom perfume de Cristo. Podemos nos perguntar: Temos as marcas de nosso Senhor Jesus em nosso corpo? Que o Senhor tenha misericórdia de cada um de nós.




 Pr Fábio Alcantara 

sábado, 25 de abril de 2015

A História por Trás de Pecadores nas Mãos de um Deus Irado


George Marsden22 de Abril de 2015 - Vida Cristã
No outono 1740, a visita de George Whitefield a Jonathan Edwards trouxe consigo uma onda de entusiasmo com respeito à fé. Um novo avivamento irrompeu. Muitos clérigos da Nova Inglaterra começaram a ser itinerantes e a cruzar os interiores da região, pregando o avivamento. Pastores estabelecidos também achavam que provavelmente despertariam mais fervor espiritual se eles mesmos se aventurassem fora de suas paróquias. Ninguém tinha visto um avivamento desta dimensão antes. Até em Boston, ministros favoráveis ao avivamento registraram interesses espirituais sem precedentes e uma aparente transformação da cidade. Este grande avivamento também cresceu dramaticamente em intensidade. Em resposta à pregação de avivamento, pessoas choravam frequentemente pelo estado de sua alma, desfaleciam e eram até tomadas de êxtases.
Edwards aproveitou o momento de uma maneira que tem sido lembrada por muito tempo. Seguindo as novas tendências do avivamento, ele alterou seus sermões para criar uma intensidade dramática e começou a pregar mais fora de sua paróquia. Essa combinação levou ao mais famoso – ou infame – incidente de sua vida: a pregação de “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, em Enfield (Connecticut).
O ambiente era uma vila próxima da fronteira de Massachusetts e Connecticut, em meados de julho de 1741. A cidade vizinha, Suffield, estivera experimentando um avivamento admirável por algum tempo. No domingo, três dias antes do seu sermão em Enfield, Edwards, como um ministro convidado, presidira um culto de Ceia do Senhor em que um número admirável de 97 pessoas foram recebidas como membros comungantes. O avivamento em Suffield havia produzido intensas erupções de êxtases. Na segunda-feira, depois do culto de comunhão, Edwards pregou numa “reunião privada” para uma multidão aglomerada em dois grandes cômodos de uma casa. Um visitante que chegara depois do sermão disse que a uma distância de 400 metros de podia se ouvir berros, gritos e lamentos, “como de mulheres em dores de parto”, quando as pessoas agonizavam pelo estado de sua alma. Alguns desmaiaram ou entraram em transe; outros foram tomados de extraordinário chacoalho no corpo. Edwards e outros oraram com muitos dos consternados e levaram alguns a “diferentes graus de paz e alegria, alguns a enlevo, tudo exaltando o Senhor Jesus Cristo”, e exortaram outros a se achegarem ao Redentor.
Dois dias depois, Edwards se uniu a um grupo de pastores visitantes que estava tentando propagar o avivamento até Enfield, e lhe pediram, tendo em mente, sem dúvida, o seu sucesso em Enfield, que pregasse um sermão. Edwards não era como Whitefield, que poderia cativar uma congregação por meio de eloquência dramática e espontânea. Sua voz era fraca, e pregava com base num manuscrito que ele havia quase memorizado. Usava poucos gestos e fazia pouco contato de olhos. Dizia-se que ele parecia estar fitando a corda do sino no fundo da igreja. Apesar disso, seus sermões eram uma combinação de lógica muito clara e intensidade espiritual que poderia, às vezes, encantar seus ouvintes. No caso de “Pecadores”, diferentemente de muitos dos seus sermões, ele acrescentou muitas ilustrações vívidas. A combinação se revelou poderosa.
“Pecadores” é citado habitualmente como um exemplo da severidade da pregação de fogo do inferno na América primitiva. Entretanto, vê-lo apenas como isso é perder de vista maior parte da verdade. Os pregadores desta época pregavam com regularidade sobre o inferno porque acreditavam que ele era uma realidade terrível sobre a qual as pessoas precisavam ser alertadas. Eles consideravam a doutrina da punição eterna como misteriosa e aterrorizante, mas o próprio Jesus se referira a ela, e a maioria dos cristãos, em todas as eras, o entendera no sentido real. Alertar os paroquianos quanto ao perigo real era uma coisa amável a ser feita, e, quanto mais um ministro pudesse ajudá-los a sentir verdadeiramente seu perigo, tanto mais eficaz era a advertência. Até pregadores de um tipo liberal usavam a doutrina das recompensas e punições eternas para ajudar a controlar as pessoas moralmente. Para os cristãos orientados por conversões, mais do que moralidade estava em jogo. Evangélicos como Edwards falavam de “avivamentos” porque as pessoas que eram cegadas pelos prazeres de seus pecados necessitavam ser vivificadas para ver seu imenso perigo e o remédio de Deus em Cristo.
No famoso sermão de avivamento de Edwards, ele admitiu o fogo do inferno como algo real e colocou a ênfase na solene tensão entre o julgamento de Deus e a misericórdia de Deus. Edwards apresentou Deus como o juiz perfeitamente justo que estava corretamente indignado em face da rebelião dos seres humanos contra seu amor. Ao mesmo tempo, Deus havia se restringido misericordiosamente, por um tempo, na execução de seus juízos, para dar aos pecadores uma oportunidade de receberem o amor redentor de Cristo e serem salvos da condenação horrível, justa e certa.
Edwards formulou as imagens impressionantes do sermão ao redor da ira de Deus iminente e retida por muito tempo. “As negras nuvens da ira de Deus [estão] pairando sobre a nossa cabeça, cheias de tempestade horrível e grandes trovões.” Ou “como grandes águas que são represadas no presente; elas aumentam cada vez mais e sobem cada vez mais”. Outra vez, “o arco da ira de Deus está armado, e a flecha está pronta na corda, e a justiça dispara a flecha em seu coração e desarma o arco”. Assim, Edwards acumulava imagem sobre imagem. Além disso, ele insistia em que não era a ira ou a justiça que estava errada, mas a pecaminosidade essencial de cada pessoas que tornava justo o julgamento. “A sua impiedade o torna tão pesado quanto o chumbo e o faz tender para baixo, com grande peso e pressão, rumo ao inferno”. “Homens não convertidos andam sobre o abismo do inferno, em uma cobertura podre”, e podem cair a qualquer momento. Ou na passagem mais famosa: “O Deus que o segura sobre o abismo do inferno, muito mais do que alguém segura uma aranha ou algum outro inseto abominável sobre um fogo... não é nada, senão a mão de Deus que o segura para não cair no fogo cada momento; e o fato de que você não foi para o inferno na noite passada tem de ser atribuído a nada mais”, ou “visto que você se levantou nesta manhã”, ou “visto que você está sentado aqui na casa de Deus”. “Ó pecador!”, ele apelou. “Considere o terrível perigo em que você está... você está pendurado em um fio muito tênue, e as chamas da ira divina ao redor dele, prontas a cada momento a queimá-lo, e queimá-lo totalmente; e nada você tem... em que segurar para salvar a si mesmo... nada que possa fazer para levar a Deus a poupá-lo por mais um momento.”
Edwards nunca terminou o sermão em Enfield. O tumulto se tornou muito grande quando a audiência foi tomada por gritos, lamentos e clamores: “O que farei para ser salvo? Oh! estou indo para o inferno! Oh! o que farei por Cristo?” Um dos ministros registrou que “os gritos agudos e clamores eram comoventes e admiráveis”. Várias “pessoas foram esperançosamente mudadas naquela noite. Oh! que prazer e alegria havia em seus semblantes!”
O sermão e seus efeitos foram ainda mais assustadores porque a cacofonia no recinto impediu Edwards de chegar à parte que abordava a misericórdia de Deus: “E agora vocês têm uma oportunidade extraordinária, um dia em que Cristo abriu amplamente a porta de misericórdia e está à porta chamando e clamando, com voz alta, a pobres pecadores”. Estes eram temas que Edwards pregava frequentemente em seus outros sermões. Neste dia específico, ele planejara lembrar os ouvintes de tão grande provisão, de como muitos outros tinham ouvido o chamado de Cristo com amor e alegria e de “quão terrível é ser deixado para trás num dia como esse!” Ironicamente, seus ouvintes o impediram de chegar às boas novas que lhes viera comunicar.
Edwards podia, literalmente, amedrontar uma audiência, mas também possuía um lado muito mais gentil. Temos um vislumbre dessa qualidade de cuidado pastoral em uma carta de conselho que Edwards escreveu naquele mesmo verão. Deborah Hathaway, uma jovem de 18 anos convertida no avivamento de Suffield, se voltara a Edwards em busca de conselho. Por isso, ele ofereceu uma lista de orientações para jovens cristãos. Em um tempo, esta carta ficou talvez mais amplamente conhecida do que “Pecadores”, visto que nos anos anteriores à Guerra Civil Americana ela foi impressa em grandes números como um folheto intitulado “Conselho a Jovens Convertidos”. Na carta, Edwards salientava a importância de humildade e de não ser desanimado. O tom de Edwards na carta oferece um impressionante contraste com “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”. O Deus trino é não apenas o espantosamente justo juiz, mas também o Cristo amável, cujas mãos são gentis. “Em todo o seu proceder”, Edwards instou, “ande com Deus e siga a Cristo como uma criança pequena, frágil e dependente, agarrando a mão de Cristo, mantendo os olhos nas marcas das feridas no lado e nas mãos dele, de onde vem o sangue que purifica você do seu pecado”.
Fonte: trecho do livro "A Breve Vida de Jonathan Edwards", por George Marsden

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Voltando a servir com alegria - Final

Sucesso é entender o pastorado

A esposa de um amigo conta que certa noite encontrou seu marido dormindo ao pé da cama, apoiado nos cotovelos e joelhos. Seus braços estavam arqueados à sua frente, como se ele estivesse segurando algo.
- Jorge, o que você está fazendo? – gritou ela
- Shh – ele respondeu, ainda adormecido – estou segurando uma pirâmide de bolinhas de gude e, se eu me mover, elas vão cair!
Um sonho clássico de Pastor. Primeiro, porque foi a revelação subconsciente de um Pastor. Segundo, porque a pirâmide de bolinhas de gude é uma metáfora adequada do trabalho pastoral.

Há alguns perigos que envolvem a vida no ministério Pastoral.
O principal perigo é ele se deixar levar a sério demais. Alguns pregadores nos dias de hoje, embora felizmente não muitos, recaem nesse erro. Certa vez, Spurgeon os caracterizou como tendo a alma enrolada na gravata.  São os pastores sombrios que os romancistas se deliciam em caricaturar. Um epigrama relacionado ao oficio pastoral útil aqui é: embora a seriedade com que encaramos nosso trabalho nunca seja demasiada, precisamos jamais nos levar demasiadamente a sério. Os servos do mestre são, no máximo, vasos de barro – e rachados!
Li uma vez na revista VEJA: "Se uma pessoa quiser ocupar-se incessantemente de coisas sérias e não se abandonar de vez em quando ao divertimento, sem perceber ficará louco ou idiota".  (Heródoto)

Outro perigo semelhante é o complexo de messias. Isso pode ser observado no pastor tão imerso em seu trabalho a ponto de imaginar que nada pode ser feito direito sem ele. Ele é o pregador onipresente, que participa de todas as reuniões e preside todos os cultos e atividades. Esse pastor perdeu qualquer contato com a verdade libertadora de que ele é prescindível.

Um perigo associado ao envolvimento pastoral é o trabalho exagerado. Ele se dedica totalmente ao seu trabalho e pensa ter uma boa justificativa ao fazer isso. E o resultado trágico de tal envolvimento excessivo é negligenciar a família.


TRABALHO DIFICIL
Por que o trabalho pastoral é tão difícil? Porque ele sofre oposição de Satanás. O diabo odeia Cristo, sua igreja e aqueles que a lideram. E, devido a isso, os líderes da igreja são submetidos a especial atenção de suas hostes demoníacas. Isso é especialmente verdadeiro se o ministério de alguém exibe um progresso espiritual particular. Coordenando as forças do mal, existe uma sabedoria diabólica que faz dos ministros alvos inevitáveis de dificuldades. Todas as congregações precisam compreender isso e orar adequadamente por seus pastores se quiserem que eles sejam bem sucedidos.

Além desse motivo espiritual, existe também a pressão de que o pastorado exige que se faça muitas coisas bem feitas. O pastor é chamado a ser um líder administrador, conselheiro e pregador competente, tudo ao mesmo tempo. Isso pode não parecer assustador externamente, mas internamente é algo bastante temível.
Para começar, o pastor atua como o executivo principal de uma organização voluntária! Ninguém, exceto seu secretário e seu assistente (se houver, com muita sorte), é obrigado a fazer qualquer coisa que ele diga. Sua condição seria impossível para um executivo do mundo dos negócios, cujo desejo é um mandamento para seus subordinados. O pastor não pode liderar por ordenanças, precisa liderar por meio de exemplo e influencia. E, se em qualquer outro ponto um dos membros da igreja discordar, ele pode dizer ao seu executivo o que pensa e ir embora ou formar um movimento de oposição. Esse igualitarismo funcional faz da liderança uma arte delicadíssima.

Isso se torna algo complexo pelo fato de a igreja, uma realidade tão simples para os desinformados, ser uma estrutura extremamente complexa. Embora variem os nomes dos conselhos e departamentos, normalmente a igreja terá departamentos separados por presbíteros, diáconos, missões e educação, que por sua vez, terão uma confusão de departamentos permanentes e temporários. A estrutura hierárquica pode parecer boa no papel, mas o funcionamento diário revelará uma teia de responsabilidades confusas e invasões territoriais que desafiariam a liderança de Benjamim Franklin!

PREGAÇÃO
Mas talvez o maior desafio do pastorado seja a pregação. Para Spurgeon, e qualquer outro que enxergue a grandeza da responsabilidade, a pregação torna-se difícil porque nunca pode ser suficientemente boa.

Nesse sentido, pregar é difícil porque exige o melhor do pregador. Descobrir o significado exegético de um texto em seu contexto pode consumir horas de trabalho; transmitir a ideia central dentro do formato de um sermão a partir do texto consome ainda mais horas; sua aplicação e ilustração, mais ainda. E então, mesmo que o pregador seja Santo Agostinho, o sermão pode não corresponder à expectativa. “Minha pregação quase sempre me desagrada”, dizia ele.

Não menos importante, dentre os desafios da pregação é o pastor falar às mesmas pessoas semana após semana. A respeito disso, John Bright, famoso estadista e orador inglês, disse: “Nada do que eu consiga imaginar me induziria a aceitar a falar à mesma plateia uma vez por semana durante um ano!” não obstante, Deus chama seus pastores a fazê-lo uma vez e, frequentemente, duas ou três vezes por semana. Qualquer congregação que teve o mesmo pastor durante vários anos já ouviu todas as suas “soluções milagrosas”, historias favoritas, anedotas e ilustrações. O desafio de pregar para as mesmas pessoas aumenta com o tempo.

Qual o meu segredo? Realmente se depender de ideias e criatividade para apresentar nos finais de semana, a Bíblia ficará pequena. Mas tenho aprendido a pregar expositivamente. Pego um evangelho, depois uma carta e depois um livro do Antigo Testamento e passo a ensinar e a pregar vagarosamente. Lembro-me de ter ouvido a citação de que Lloyd Jones pregou 15 anos no livro de Romanos e não conseguiu terminar. Assim não fico viciado em alguns temas e sou desafiado a pesquisar coisas diferentes. E vou aprendendo e levando o povo junto comigo, me recusando a enjoar do povo que Deus me confiou.

Enfim, se você é Pastor ou Pastora, enfrenta essas dificuldades e desafios e deve conviver sabiamente com eles. “E assim mesmo”, dizia um pastor amigo ao ouvir minhas lamentações. Então vamos lá. Compreendendo as dificuldades é um bom passo para a paz.