sábado, 25 de abril de 2015

A História por Trás de Pecadores nas Mãos de um Deus Irado


George Marsden22 de Abril de 2015 - Vida Cristã
No outono 1740, a visita de George Whitefield a Jonathan Edwards trouxe consigo uma onda de entusiasmo com respeito à fé. Um novo avivamento irrompeu. Muitos clérigos da Nova Inglaterra começaram a ser itinerantes e a cruzar os interiores da região, pregando o avivamento. Pastores estabelecidos também achavam que provavelmente despertariam mais fervor espiritual se eles mesmos se aventurassem fora de suas paróquias. Ninguém tinha visto um avivamento desta dimensão antes. Até em Boston, ministros favoráveis ao avivamento registraram interesses espirituais sem precedentes e uma aparente transformação da cidade. Este grande avivamento também cresceu dramaticamente em intensidade. Em resposta à pregação de avivamento, pessoas choravam frequentemente pelo estado de sua alma, desfaleciam e eram até tomadas de êxtases.
Edwards aproveitou o momento de uma maneira que tem sido lembrada por muito tempo. Seguindo as novas tendências do avivamento, ele alterou seus sermões para criar uma intensidade dramática e começou a pregar mais fora de sua paróquia. Essa combinação levou ao mais famoso – ou infame – incidente de sua vida: a pregação de “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, em Enfield (Connecticut).
O ambiente era uma vila próxima da fronteira de Massachusetts e Connecticut, em meados de julho de 1741. A cidade vizinha, Suffield, estivera experimentando um avivamento admirável por algum tempo. No domingo, três dias antes do seu sermão em Enfield, Edwards, como um ministro convidado, presidira um culto de Ceia do Senhor em que um número admirável de 97 pessoas foram recebidas como membros comungantes. O avivamento em Suffield havia produzido intensas erupções de êxtases. Na segunda-feira, depois do culto de comunhão, Edwards pregou numa “reunião privada” para uma multidão aglomerada em dois grandes cômodos de uma casa. Um visitante que chegara depois do sermão disse que a uma distância de 400 metros de podia se ouvir berros, gritos e lamentos, “como de mulheres em dores de parto”, quando as pessoas agonizavam pelo estado de sua alma. Alguns desmaiaram ou entraram em transe; outros foram tomados de extraordinário chacoalho no corpo. Edwards e outros oraram com muitos dos consternados e levaram alguns a “diferentes graus de paz e alegria, alguns a enlevo, tudo exaltando o Senhor Jesus Cristo”, e exortaram outros a se achegarem ao Redentor.
Dois dias depois, Edwards se uniu a um grupo de pastores visitantes que estava tentando propagar o avivamento até Enfield, e lhe pediram, tendo em mente, sem dúvida, o seu sucesso em Enfield, que pregasse um sermão. Edwards não era como Whitefield, que poderia cativar uma congregação por meio de eloquência dramática e espontânea. Sua voz era fraca, e pregava com base num manuscrito que ele havia quase memorizado. Usava poucos gestos e fazia pouco contato de olhos. Dizia-se que ele parecia estar fitando a corda do sino no fundo da igreja. Apesar disso, seus sermões eram uma combinação de lógica muito clara e intensidade espiritual que poderia, às vezes, encantar seus ouvintes. No caso de “Pecadores”, diferentemente de muitos dos seus sermões, ele acrescentou muitas ilustrações vívidas. A combinação se revelou poderosa.
“Pecadores” é citado habitualmente como um exemplo da severidade da pregação de fogo do inferno na América primitiva. Entretanto, vê-lo apenas como isso é perder de vista maior parte da verdade. Os pregadores desta época pregavam com regularidade sobre o inferno porque acreditavam que ele era uma realidade terrível sobre a qual as pessoas precisavam ser alertadas. Eles consideravam a doutrina da punição eterna como misteriosa e aterrorizante, mas o próprio Jesus se referira a ela, e a maioria dos cristãos, em todas as eras, o entendera no sentido real. Alertar os paroquianos quanto ao perigo real era uma coisa amável a ser feita, e, quanto mais um ministro pudesse ajudá-los a sentir verdadeiramente seu perigo, tanto mais eficaz era a advertência. Até pregadores de um tipo liberal usavam a doutrina das recompensas e punições eternas para ajudar a controlar as pessoas moralmente. Para os cristãos orientados por conversões, mais do que moralidade estava em jogo. Evangélicos como Edwards falavam de “avivamentos” porque as pessoas que eram cegadas pelos prazeres de seus pecados necessitavam ser vivificadas para ver seu imenso perigo e o remédio de Deus em Cristo.
No famoso sermão de avivamento de Edwards, ele admitiu o fogo do inferno como algo real e colocou a ênfase na solene tensão entre o julgamento de Deus e a misericórdia de Deus. Edwards apresentou Deus como o juiz perfeitamente justo que estava corretamente indignado em face da rebelião dos seres humanos contra seu amor. Ao mesmo tempo, Deus havia se restringido misericordiosamente, por um tempo, na execução de seus juízos, para dar aos pecadores uma oportunidade de receberem o amor redentor de Cristo e serem salvos da condenação horrível, justa e certa.
Edwards formulou as imagens impressionantes do sermão ao redor da ira de Deus iminente e retida por muito tempo. “As negras nuvens da ira de Deus [estão] pairando sobre a nossa cabeça, cheias de tempestade horrível e grandes trovões.” Ou “como grandes águas que são represadas no presente; elas aumentam cada vez mais e sobem cada vez mais”. Outra vez, “o arco da ira de Deus está armado, e a flecha está pronta na corda, e a justiça dispara a flecha em seu coração e desarma o arco”. Assim, Edwards acumulava imagem sobre imagem. Além disso, ele insistia em que não era a ira ou a justiça que estava errada, mas a pecaminosidade essencial de cada pessoas que tornava justo o julgamento. “A sua impiedade o torna tão pesado quanto o chumbo e o faz tender para baixo, com grande peso e pressão, rumo ao inferno”. “Homens não convertidos andam sobre o abismo do inferno, em uma cobertura podre”, e podem cair a qualquer momento. Ou na passagem mais famosa: “O Deus que o segura sobre o abismo do inferno, muito mais do que alguém segura uma aranha ou algum outro inseto abominável sobre um fogo... não é nada, senão a mão de Deus que o segura para não cair no fogo cada momento; e o fato de que você não foi para o inferno na noite passada tem de ser atribuído a nada mais”, ou “visto que você se levantou nesta manhã”, ou “visto que você está sentado aqui na casa de Deus”. “Ó pecador!”, ele apelou. “Considere o terrível perigo em que você está... você está pendurado em um fio muito tênue, e as chamas da ira divina ao redor dele, prontas a cada momento a queimá-lo, e queimá-lo totalmente; e nada você tem... em que segurar para salvar a si mesmo... nada que possa fazer para levar a Deus a poupá-lo por mais um momento.”
Edwards nunca terminou o sermão em Enfield. O tumulto se tornou muito grande quando a audiência foi tomada por gritos, lamentos e clamores: “O que farei para ser salvo? Oh! estou indo para o inferno! Oh! o que farei por Cristo?” Um dos ministros registrou que “os gritos agudos e clamores eram comoventes e admiráveis”. Várias “pessoas foram esperançosamente mudadas naquela noite. Oh! que prazer e alegria havia em seus semblantes!”
O sermão e seus efeitos foram ainda mais assustadores porque a cacofonia no recinto impediu Edwards de chegar à parte que abordava a misericórdia de Deus: “E agora vocês têm uma oportunidade extraordinária, um dia em que Cristo abriu amplamente a porta de misericórdia e está à porta chamando e clamando, com voz alta, a pobres pecadores”. Estes eram temas que Edwards pregava frequentemente em seus outros sermões. Neste dia específico, ele planejara lembrar os ouvintes de tão grande provisão, de como muitos outros tinham ouvido o chamado de Cristo com amor e alegria e de “quão terrível é ser deixado para trás num dia como esse!” Ironicamente, seus ouvintes o impediram de chegar às boas novas que lhes viera comunicar.
Edwards podia, literalmente, amedrontar uma audiência, mas também possuía um lado muito mais gentil. Temos um vislumbre dessa qualidade de cuidado pastoral em uma carta de conselho que Edwards escreveu naquele mesmo verão. Deborah Hathaway, uma jovem de 18 anos convertida no avivamento de Suffield, se voltara a Edwards em busca de conselho. Por isso, ele ofereceu uma lista de orientações para jovens cristãos. Em um tempo, esta carta ficou talvez mais amplamente conhecida do que “Pecadores”, visto que nos anos anteriores à Guerra Civil Americana ela foi impressa em grandes números como um folheto intitulado “Conselho a Jovens Convertidos”. Na carta, Edwards salientava a importância de humildade e de não ser desanimado. O tom de Edwards na carta oferece um impressionante contraste com “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”. O Deus trino é não apenas o espantosamente justo juiz, mas também o Cristo amável, cujas mãos são gentis. “Em todo o seu proceder”, Edwards instou, “ande com Deus e siga a Cristo como uma criança pequena, frágil e dependente, agarrando a mão de Cristo, mantendo os olhos nas marcas das feridas no lado e nas mãos dele, de onde vem o sangue que purifica você do seu pecado”.
Fonte: trecho do livro "A Breve Vida de Jonathan Edwards", por George Marsden

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Voltando a servir com alegria - Final

Sucesso é entender o pastorado

A esposa de um amigo conta que certa noite encontrou seu marido dormindo ao pé da cama, apoiado nos cotovelos e joelhos. Seus braços estavam arqueados à sua frente, como se ele estivesse segurando algo.
- Jorge, o que você está fazendo? – gritou ela
- Shh – ele respondeu, ainda adormecido – estou segurando uma pirâmide de bolinhas de gude e, se eu me mover, elas vão cair!
Um sonho clássico de Pastor. Primeiro, porque foi a revelação subconsciente de um Pastor. Segundo, porque a pirâmide de bolinhas de gude é uma metáfora adequada do trabalho pastoral.

Há alguns perigos que envolvem a vida no ministério Pastoral.
O principal perigo é ele se deixar levar a sério demais. Alguns pregadores nos dias de hoje, embora felizmente não muitos, recaem nesse erro. Certa vez, Spurgeon os caracterizou como tendo a alma enrolada na gravata.  São os pastores sombrios que os romancistas se deliciam em caricaturar. Um epigrama relacionado ao oficio pastoral útil aqui é: embora a seriedade com que encaramos nosso trabalho nunca seja demasiada, precisamos jamais nos levar demasiadamente a sério. Os servos do mestre são, no máximo, vasos de barro – e rachados!
Li uma vez na revista VEJA: "Se uma pessoa quiser ocupar-se incessantemente de coisas sérias e não se abandonar de vez em quando ao divertimento, sem perceber ficará louco ou idiota".  (Heródoto)

Outro perigo semelhante é o complexo de messias. Isso pode ser observado no pastor tão imerso em seu trabalho a ponto de imaginar que nada pode ser feito direito sem ele. Ele é o pregador onipresente, que participa de todas as reuniões e preside todos os cultos e atividades. Esse pastor perdeu qualquer contato com a verdade libertadora de que ele é prescindível.

Um perigo associado ao envolvimento pastoral é o trabalho exagerado. Ele se dedica totalmente ao seu trabalho e pensa ter uma boa justificativa ao fazer isso. E o resultado trágico de tal envolvimento excessivo é negligenciar a família.


TRABALHO DIFICIL
Por que o trabalho pastoral é tão difícil? Porque ele sofre oposição de Satanás. O diabo odeia Cristo, sua igreja e aqueles que a lideram. E, devido a isso, os líderes da igreja são submetidos a especial atenção de suas hostes demoníacas. Isso é especialmente verdadeiro se o ministério de alguém exibe um progresso espiritual particular. Coordenando as forças do mal, existe uma sabedoria diabólica que faz dos ministros alvos inevitáveis de dificuldades. Todas as congregações precisam compreender isso e orar adequadamente por seus pastores se quiserem que eles sejam bem sucedidos.

Além desse motivo espiritual, existe também a pressão de que o pastorado exige que se faça muitas coisas bem feitas. O pastor é chamado a ser um líder administrador, conselheiro e pregador competente, tudo ao mesmo tempo. Isso pode não parecer assustador externamente, mas internamente é algo bastante temível.
Para começar, o pastor atua como o executivo principal de uma organização voluntária! Ninguém, exceto seu secretário e seu assistente (se houver, com muita sorte), é obrigado a fazer qualquer coisa que ele diga. Sua condição seria impossível para um executivo do mundo dos negócios, cujo desejo é um mandamento para seus subordinados. O pastor não pode liderar por ordenanças, precisa liderar por meio de exemplo e influencia. E, se em qualquer outro ponto um dos membros da igreja discordar, ele pode dizer ao seu executivo o que pensa e ir embora ou formar um movimento de oposição. Esse igualitarismo funcional faz da liderança uma arte delicadíssima.

Isso se torna algo complexo pelo fato de a igreja, uma realidade tão simples para os desinformados, ser uma estrutura extremamente complexa. Embora variem os nomes dos conselhos e departamentos, normalmente a igreja terá departamentos separados por presbíteros, diáconos, missões e educação, que por sua vez, terão uma confusão de departamentos permanentes e temporários. A estrutura hierárquica pode parecer boa no papel, mas o funcionamento diário revelará uma teia de responsabilidades confusas e invasões territoriais que desafiariam a liderança de Benjamim Franklin!

PREGAÇÃO
Mas talvez o maior desafio do pastorado seja a pregação. Para Spurgeon, e qualquer outro que enxergue a grandeza da responsabilidade, a pregação torna-se difícil porque nunca pode ser suficientemente boa.

Nesse sentido, pregar é difícil porque exige o melhor do pregador. Descobrir o significado exegético de um texto em seu contexto pode consumir horas de trabalho; transmitir a ideia central dentro do formato de um sermão a partir do texto consome ainda mais horas; sua aplicação e ilustração, mais ainda. E então, mesmo que o pregador seja Santo Agostinho, o sermão pode não corresponder à expectativa. “Minha pregação quase sempre me desagrada”, dizia ele.

Não menos importante, dentre os desafios da pregação é o pastor falar às mesmas pessoas semana após semana. A respeito disso, John Bright, famoso estadista e orador inglês, disse: “Nada do que eu consiga imaginar me induziria a aceitar a falar à mesma plateia uma vez por semana durante um ano!” não obstante, Deus chama seus pastores a fazê-lo uma vez e, frequentemente, duas ou três vezes por semana. Qualquer congregação que teve o mesmo pastor durante vários anos já ouviu todas as suas “soluções milagrosas”, historias favoritas, anedotas e ilustrações. O desafio de pregar para as mesmas pessoas aumenta com o tempo.

Qual o meu segredo? Realmente se depender de ideias e criatividade para apresentar nos finais de semana, a Bíblia ficará pequena. Mas tenho aprendido a pregar expositivamente. Pego um evangelho, depois uma carta e depois um livro do Antigo Testamento e passo a ensinar e a pregar vagarosamente. Lembro-me de ter ouvido a citação de que Lloyd Jones pregou 15 anos no livro de Romanos e não conseguiu terminar. Assim não fico viciado em alguns temas e sou desafiado a pesquisar coisas diferentes. E vou aprendendo e levando o povo junto comigo, me recusando a enjoar do povo que Deus me confiou.

Enfim, se você é Pastor ou Pastora, enfrenta essas dificuldades e desafios e deve conviver sabiamente com eles. “E assim mesmo”, dizia um pastor amigo ao ouvir minhas lamentações. Então vamos lá. Compreendendo as dificuldades é um bom passo para a paz.



quinta-feira, 23 de abril de 2015

Para Meditar

Descanso

Todos nós precisamos de tempos de retiro e descanso, não somente por causa da sobrecarga da vida – mas pela dependência dos recursos do Mestre Jesus. Em nossos dias apressados é essencial encontrar um lugar de tranquilidade, “um lugar de descanso tranquilo, próximo do coração de Deus”. Onde é o teu lugar de descanso?


domingo, 19 de abril de 2015

Notas de Pregação de Domingo, 19

Operação Lava-Jato
Marcos
8.31   Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.


8.32   E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo.


8.33   Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.

ERA NECESSÁRIO SOFRER (31a)
Jesus Cristo preparava os discípulos para participarem da sua “paixão”.
- Por serem seus amigos
- Por amor a eles;
- Para que compreendessem a necessidade.

Esse sofrimento, segundo a Bíblia, era um desígnio da soberania do Pai

Atos dos Apóstolos

2.22   Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis;


2.23   sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos;

A REJEIÇÃO A JESUS CRISTO
O Senhor afirma que mostra o percurso da história da sua rejeição:
a) - pelos “anciãos”.
Os anciãos eram pessoas que guardavam as tradições extra bíblicas, que eles a tornaram “maiores” do que as “escrituras”, aqueles 614 pós mandamentos que eles fizeram dos 10 originais.
Eles realmente não gostavam de Jesus Cristo.

b) - pelos principais dos sacerdotes
Os sacerdotes governavam em nome de Deus.  Eles gostavam do poder que receberam por tradição. Não queriam largar o osso. Ninguém gosta de largar o osso quando rói pela primeira vez. Até o deputado federal Tiririca gostou de mamar nas tetas do governo. Jesus Cristo era uma ameaça aos sacerdotes. Eles nem dormiam a noite de tanto pensar em Jesus.
De fato eles tinham muito cuidado, pois ali muitos vinham em nome de Deus. Até hoje em Israel existem clínicas especializadas para tratar de todos que afirmam ser o messias.

Os principais dos sacerdotes não gostavam de Jesus

c) - os Escribas
Eram basicamente fariseus, profissionais em explicar a Lei. Mas eles preservavam as tradições humanas a todo custo. Eram apegados aos pormenores da Lei. Anulavam as Escrituras para preservar as tradições.
Por exemplo: Maria Madalena fora pega em adultério. As Escrituras afirmavam que os dois deveriam ser apedrejados. Mas eles pegaram somente a Mulher, para preservar a tradição humana de preservar os homens, por ensinamento da sua cultura. Ainda mais: o sentido da Lei era preservar a vida. Mas eles preferiam matar a mulher e preservar “letras mortas”.
Definitivamente os escribas eles não gostavam de Jesus Cristo.

OS MUITOS DEFEITOS DE Jesus Cristo.
Antes de morrer, em 2002, o cardeal vietnamita François Van Thuan apontou seis “defeitos” de Jesus:
1-  Jesus não tem boa memória – ao perdoar os pecadores, esqueceu-se de seus pecados;
2- Jesus não é um bom administrador – ele paga o mesmo salário a quem trabalha uma hora e a quem sua o dia inteiro;
3- Jesus não sabe atrair discípulos – ele não esconde que o convertido precisa negar-se a si mesmo e a carregar a sua cruz;
4- Jesus não é justo – ele coloca  os primeiros da fila nos últimos bancos e os últimos nos primeiros bancos;
5- Jesus não tem dó das pessoas humilhadas – ele manda o esbofeteado na face direita oferecer a face esquerda do agressor;
6- Jesus não tem moderação – ele deixa as 99 ovelhas sozinhas para procurar a única que se extraviou.

Então Jesus Cristo não era nada que todo mundo esperava. Seria rejeitado até pelos ditos crentes de hoje.

OPERAÇÃO LAVA JATO
Era necessário que ele fosse morto. E a consequência seria sua ressurreição.

O versículo 32a afirma que “a isto ele expunha claramente”.
Jesus fez a verdadeira operação “lava jato”.
Seu preço não foi 80 bilhões de reais, mas apenas 30 moedas de prata. Tudo isto foi para se cumprir as Escrituras:

Vejamos:
Zacarias
11.12   Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata.

Mateus

26.15   Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.


ENDIVIDAMENTO
Deus sempre foi contra o endividamento das pessoas.

Sistema divino (Ariovaldo Ramos)
O sistema econômico não pode colocar o ser humano num beco sem saída. Ele deve abrir portas para a recuperação do cidadão

A vontade divina era que não houvesse pobre em Israel. Pobre, em Israel, era aquele que não desfrutava de justiça. Justiça, na perspectiva judaico-cristã, é o estado em que todos, igualmente, desfrutam de tudo o que Deus é e de tudo o que Deus doa.

Para desfrutar de tudo o que Deus é, deveria haver obediência quanto ao devocional, do fiel e da comunidade. Para desfrutar de tudo o que Deus doaria, deveria haver obediência quanto à solidariedade, do fiel e da comunidade.

Para que não houvesse necessitado, o Eterno abençoaria a terra. A bênção divina existia para abençoar a todo o povo; desde sempre o pão era nosso.

“Ao final de cada sétimo ano, cancelem todas as dívidas. O procedimento será este: quem emprestou dinheiro ao próximo cancelará o empréstimo. Ninguém deve forçar o próximo ou o irmão a pagar uma dívida: todas elas serão canceladas – o Eterno é que está dizendo” (Dt 15.1-2, AM).

Todo sistema econômico existe para erradicar a pobreza. Nenhum sistema econômico alcança eficácia sem solidariedade entre os conterrâneos. Nenhum sistema funciona sem consciência de povo, de nação e de mutualidade.

A necessidade de cancelar as dívidas aponta para a exaustão do trabalho. O trabalho pelo trabalho não erradica a pobreza, é preciso haver uma economia redistributiva. O imperativo do perdão de dívidas fala do limite do ganho, principalmente o financeiro.

O limite do ganho era a inviabilização do próximo. O sistema econômico não pode colocar o ser humano num beco sem saída. O sistema econômico deve abrir portas para a recuperação do cidadão. O objetivo do conjunto da atividade econômica é gerar condições de sobrevivência digna para todos.

“No ano do Jubileu, todos voltarão para casa, para a propriedade de sua família” (Lv 25.13, AM). A cada cinquenta anos a sociedade deveria ser reorganizada. Reorganizar a sociedade era voltar a dar, a todos, o acesso à terra. Essa prática redistribui o ônus da produção.

Quando a responsabilidade de produzir é dividida entre todos:

• O risco de colapso da economia é menor.
• A noção de comércio é recuperada, substituindo a noção de consumo:
• Todos produzem, todos vendem, todos compram.
• O conceito de propriedade fica vinculado à função social da terra.
• A sociedade convive a partir da noção de cooperativa.

Esse sistema, proposto por Deus, procurava manter a sociedade em estado de equidade. A equidade era mantida por um sistema de responsabilização de todos pela produção.

A cada cinquenta anos o sistema era revisto para corrigir possíveis desvios, recuperando, assim, a equidade.

O princípio era cooperativo, e a consciência era a de que a terra devia ser tratada como um comodato divino, para cumprir uma função social.

O método é, provavelmente, irrecuperável, até porque não há notícia de que tenha sido posto em prática, mas os princípios continuam válidos; principalmente, a ênfase na mutualidade e na solidariedade, como imperativos na busca por equidade.

Acima de tudo, continua verdadeiro que tudo é dado em comodato por Deus para o cumprimento de um fim social. A Igreja deve manter isso em perspectiva para a humanidade.


Mas o maior endividamento é aquele que custa a sua vida, que te condena à morte.
Então entra Jesus Cristo nessa operação.

Se não acontecesse a morte de Jesus Cristo estaríamos mergulhados na corrupção que leva ao definhamento eterno.
Mateus
9.36   Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.

Romanos
3.21   Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;


3.22   justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção,


3.23   pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,


3.24   sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,


3.25   a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;


3.26   tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
Aqui o Apóstolo Paulo explica a nós três assuntos básicos do Cristianismo, sem o qual você não pode ser chamado de discípulo de Jesus Cristo. Pois nossa dívida é tão alta que não podemos pagar. Por isso Jesus paga a nossa dívida e não financia, pois se fosse assim continuaríamos credores.
1-  Deus é a fonte do pagamento. Em Cristo ele cumpre tanto o castigo quanto os preceitos da Lei Bíblica. Em suma ele não compromete sua justiça nem requer que façamos o que não podemos. Entenda que qualquer movimento nosso em direção a Deus é uma tarefa inútil. Precisamos de Jesus Cristo.

2- A morte de Cristo como nosso substituto paga a penalidade daqueles que não conseguiram cumprir a Lei de Deus. E a obediência de Cristo às exigências de Deus cumpre e satisfaz aquilo que somos incapazes.
Hebreus

9.28   assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.

3) - Porque a Justiça de Deus é eterna. Aquele que recebe a Jesus Cristo desfruta dela para sempre.

O BENEFICIO DA OPERAÇÃO LAVA JATO COM O ESPIRITO SANTO
Agora você pode desfrutar:
- Da benção do perdão;
- Da benção da paz de espírito;
- Da vida eterna.

Em Cristo você é sempre credor e não devedor.


Pr. Fábio Alcantara

terça-feira, 14 de abril de 2015

Frase

"Para quem tem fé, nenhuma explicação é necessária. Para quem não tem, nenhuma explicação é possível".

Tomás de Aquino

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Notas de Pregação do Domingo, 05


A NOSSA CONFISSÃO

Marcos 8.27-30

 Como Jesus Cristo seria classificado num teste de perfil?
Phillip Yancey conta:

A personalidade que brota dos evangelhos, difere radicalmente da imagem de Jesus com a qual estamos acostumados nos filmes de hollywood. Nesses filmes, Jesus recita suas mensagens monotonamente e sem emoção.  Caminha pela vida como um indivíduo calmo entre um elenco de figurantes agitados. Nada perturba. Distribui sabedoria em tons apáticos comedidos. É, em suma, um Jesus prosaico.

Em contrapartida, os evangelhos apresentam um homem com tal carisma, que o povo ficava sentado por 3 dias sem intervalo, sem comer, apenas para ouvir as usas palavras instigantes. Ele parece emocionado, impulsivamente movido pela compaixão” ou “cheio de piedade”. Os evangelhos revelam uma cadeia de reações emotivas de Jesus: súbita simpatia por uma pessoa leprosa, exuberância devido ao sucesso de seus discípulos, um rasgo de raiva diante dos legalistas frios, tristeza por causa de uma cidade não receptiva e depois aqueles gritos horríveis de angustia no Getsêmani e na cruz. Tinha uma paciência quase inexaurível com os indivíduos, mas não tinha paciência nenhuma com os religiosos e a injustiça.

Uma vez estive num retiro para homens destinado a ajuda-los a “entrar em contato com suas emoções” e quebrar os estereótipos restritivos de masculinidade. Enquanto me encontrava sentado num pequeno grupo, ouvindo outros homens contar suas lutas para se expressarem e para experimentarem, verdadeira intimidade, percebi que Jesus Cristo viveu num ideal de realização masculina que dezenove séculos mais tarde ainda escapa à maioria dos homens. Três vezes, pelo menos, ele chorou na frente dos seus discípulos. Não ocultou seus temores nem hesitou em pedir ajuda: “a minha alma está cheia de tristeza até a morte”, ele lhes disse no Getsêmani. “Ficai aqui e velai comigo”. Quantos lideres fortes de hoje se mostrariam tão vulneráveis?

Ao contrário da maior parte dos homens que conheço, Jesus Cristo também gostava de elogiar outras pessoas. Quando operava um milagre, não raro desviava o credito de volta para o contemplado: “a tua é te salvou”. Chamou Natanael “um verdadeiro Israelita, em quem não há nada falso”. De Joao Batista, disse que não havia nenhum homem maior nascido de mulher. Ao instável Pedro deu outro nome: “a rocha”.  Quando um a mulher assustada lhe ofereceu um extravagante ato de devoção, Jesus defendeu-a contra as críticas e disse que a história de sua generosidade seria lembrada para sempre.

Os evangelhos mostram que Jesus rapidamente estabeleceu intimidade com as pessoas que conhecia. Quer falando com uma mulher junto a um poço, quer com um líder religioso no jardim, quer com um pescador no lago, chegava mediatamente ao âmago da questão, e depois de rápidas palavras de conversação essas pessoas revelavam a Jesus seus segredos mais íntimos. As pessoas do seu tempo inclinavam-se a manter os rabinos e os “homens santos” a uma distância respeitosa, mas Jesus extraia delas algo mais, uma fome tão profunda que se aglomeravam dele para lhe tocar as vestes.

Jesus Cristo não segui mecanicamente uma lista de “coisas para fazer hoje”, e duvido que apreciasse a ênfase que damos hoje à pontualidade e ao planejamento preciso. Ele foi a festas de casamento que duravam dias. Deixava-se distrair por qualquer “João ninguém” que encontrasse, quer uma mulher com hemorragia que timidamente lhe tocou o manto, quer um mendigo cego que se tornou maçante. Dois de seus mais impressionantes milagres (a ressurreição de Lazaro e a da filha de Jairo) aconteceram porque ele chegou tarde demais para curar a pessoa doente.

Jesus foi “o homem dos outros”, numa excelente frase de Bonhoeffer. Manteve-se livre – livre para os outros. Aceitava quase qualquer convite para jantar, e por conseguinte nenhuma figura pública tinha uma lista mais diversa de amigos, desde pessoas ricas, centuriões romanos e fariseus, até cobradores de impostos, prostitutas e vítimas de lepra. As pessoas gostavam de estar com Jesus; onde ele estava, havia alegria.

Contudo, devido a todas essas qualidades que remetem para o que os psicólogos gostam de chamar autorrealização, jesus quebrou o protocolo. Como C.S. Lewis diz: “Ele não foi de maneira nenhuma o quadro que os psicólogos pintam de cidadão integrado, equilibrado, ajustado, feliz no casamento, bem empregado, popular. Não podemos realmente estar “bem ajustados” ao nosso mundo se ele nos diz “vá para o inferno” e nos acaba pregando nus a um poste de madeira”.

A cidade

Cesaréia de Filipe. A 40 km ao norte de Betsaisa, perto do monte Hermon.

 João Batista (versículo 28a )

O povo daquele tempo considerava João Batista como um profeta. De fato ele foi o último profeta desde a linhagem do Antigo Testamento. O ministério de Joao foi chamar Israel ao arrependimento coo preparação para chegada do Messias.

Herodes espalhou que Jesus Cristo era João porque estava arrependido e pesado por ter caído numa cilada de bêbado.
Os seguidores de João Batista, existem hoje e são considerados como aqueles que procrastinam (deixam tudo para Depois). Afinal um dia Jesus Cristo virá para cada um.

 Elias (Versículo . 28b)

Os judeus ainda estavam esperando um profeta que viria prenunciar o Messias. Jamis que fosse Jesus Cristo, principalmente por causa das suas qualidades, ou falta delas.

Alguns viam Jesus Cristo como cumprimento de Deuteronômio 8.15, a profecia messiânica que apontava para aquele que, tal como Moisés, lideraria o povo  para libertação do império Romano.

Outros estavam dispostos a reconhecer Jesus Cristo apenas como um grande profeta, ou alguém que estava retomando a linhagem suspensa dos profetas do Antigo Testamento.

Estes, são o tipo de pessoas que seguem apenas as tradições religiosas, destituídos de Jesus Cristo.

 
A NOSSA CONFISSÃO (Versículo 30)

Esta é a pergunta que o Espirito Santo faz a nós.

Pedro teve uma revelação: Tú és o Cristo de Deus.

 O nome que a Bíblia se refere tem muita importância. Percebemos:

Jesus Cristo (Marcos 1.1) – o homem divinizado, no porte de Deus;

Cristo Jesus (Atos 17.3) – Deus humanado, em pele de homem.

É imperioso anunciar que Deus se tornou homem para assumir o nosso pecado. Porém é imperativo anunciar que o homem crucificado se levantou dentre os mortos, pelo poder de Deus, a fim de se tornar  o cabeça de uma nova raça. Se houve um Deus que se encarnou num homem da história, há um homem exaltado no trono de Deus.

O Cristo humanado aqui na terra é o homem divino lá no céu. Cristo Jesus é Deus em pele de homem, Jesus Cristo é o homem no porte de Deus.

A humanidade de Deus e a divindade do homem fazem parte do projeto eterno da salvação. Quando Jesus desceu à Terra, não deixou de ser Deus; quando voltou ao céu, não deixou de ser homem.

Desafio

“E vocês, quem dizem que eu sou?”

Você é um seguidor de João Batista, um procrastinador?

Um seguidor de Elias, adepto à religiosidade morta, sem poder?

 Ou você reconhece Jesus Cristo como o Filho do Deus vivo, que o considera:

- a pessoa mais importante;

- o Senhor da tua vida, de fato;

- o conhecimento da Sua pessoa, sua dependência dele, sua esperança nele e sua energia para viver e para morrer é o fato mais importante da tua existência?

Disto vai resultar tudo o que você é, faz, e fala. Essa confissão determinará todas as suas reações no desempenho da vida.

 Pr. Fábio Alcântara

domingo, 22 de março de 2015

Notas da pregação deste domingo, 22


A cura de um cego de Betsaida

Marcos

8.22   Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.



8.23   Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?



8.24   Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.



8.25   Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.



8.26   E mandou-o Jesus embora para casa, recomendando-lhe: Não entres na aldeia.

 

 

INTRODUÇÃO

Betsaida= Casa da pesca. OS QUE SÃO PESCADOS DEVEM VER ALÉM DO QUE SE VÊ.

 

Parece ter havido dois lugares com este nome: um deles foi a terra natal de André, Pedro e Filipe – o outro estava perto do sítio onde se deu a alimentação das 5000 pessoas.

1. A primeira destas povoações, Betsaida da Galiléia, ficava ao noroeste do lago de Genesaré, à beira da água, não muito distante de Cafarnaum (Mt 11.21 – Mc 6.45 – Lc 10.13 – Jo 1.44). A existência desta Betsaida é, contudo, negada por muitos homens doutos.

O lugar desta cura não era a Betsaida onde houve a multiplicação dos Paes.

 

2. A outra Betsaida, onde se realizou o milagre da multiplicação dos pães (Lc 9.10 a 17), ficava no lado oriental do lago, perto da foz do Jordão. Perto estava, também, o deserto de Betsaida (Mt 14.15 a 21 – Lc 9.10). A povoação, tendo sido apenas uma aldeiaem outros tempos, foi reedificada, embelezada, e elevada à categoria de cidade por Filipe, o tetrarca, que lhe deu o nome de ‘Julias’ em honra de Júlia, filha do imperador romano César Augusto. Diz-se que Filipe ali morreu e foi sepultado. o lugar das ruínas de El-Tell, numa encosta ao oriente do Jordão, tem sido identificado com Betsaida Julias. Se houve apenas uma Betsaida, como muitos supõem, era esse o lugar que umas vezes se acha incluído na Galiléia, e outras vezes como pertencente aos gaulanitas. (*veja o mapa de israel no tempo de Jesus)

 

 

Na bíblia, as figuras de linguagem devem ser lidas, além da letra.

Jesus Cristo quando falava de cegueira, nem sempre estava falando somente de cegueria física.

Tanto que ele não fez desta cura uma receita para curar a visão dos cegos. E os que tentam sabem que não funciona.

Jesus Cristo estava chamando a atenção para a cura da cegueira espiritual.

 

 

8.23   Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia

Jesus Cristo sempre foi um homem discreto. Cuidava de fugir das ciladas da bajulação. Fuja de todo aquele que faz alarde!

 

A Bíblia diz que Ele tem que crescer e nós diminuir!

João - 3.30   Convém que ele cresça e que eu diminua

 

 

 

 

23b – OS 2 ESTÁGIOS DA FÉ

A fé circunstancial

A fé salvadora

 

 

1- A FÉ CIRCUNSTANCIAL

É característica dos que constroem sua fé sobre a areia.

- que vivem pelo que se vê. É sensória. Ela precisa de comprovação para ter crédito;

- Vive para suas superstições. Tem crente que acredita em pé de coelho. Mas além disso, tem crente que diz que bateu o carro porque não deu o dizimo.

- vive com medo. Por isso faz de Deus um funcionário;

 

A BÍBLIA DIZ QUE PARA ESTES NENHUM MILAGRE SERIA FEITO.

João

4.48   Então, Jesus lhe disse: Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis.

 

6.26   Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.

12.37   E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,

 

1 Coríntios

1.21   Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.



1.22   Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria;



1.23   mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;

 

João

2.24   Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia

 

 

2- A FÉ SALVADORA

O segundo toque nos leva à fé fundamentada na rocha.

A fé de uma pessoa salva é aquela que não necessita de nenhum milagree ainda assim continua crendo.

Fé que é alimentada por fatos não é concreta, pois é fácil de se constatar. Se a cada momento que você ora acontecer algo, então é muito fácil. Você até se acostumaria a isso, ficaria banal.

FÉ QUE É FÉ É AQUELA QUE CONTINUA CRENDO AINDA QUE NÃO VEJA NADA ACONTECER. ESTA FÉ É SOBRENATURAL.

 

A pessoa que tem a fé salvadora:

- Não põe os olhos nas circunstancias;

- Vê além do visível. Tem noção da realidade espiritual à sua volta;

- VÊ tudo “muito bem”, através da Palavra:

- morte – eternidade;

- perda – ganho;

Cura do corpo – cura da alma e do espírito;

- se humilha - -é exaltado;

- Quando é fraco – sua força está em Cristo

O papel da Palavra e do Espirito Santo ilumina seus olhos.

 

João

20.29   Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

 

DESAFIO

Jesus cristo desafia a todos nós a andarmos sob a benção do segundo toque.

Jesus Cristo nos desafia a edificar nossa fé na rocha.

Jesus Cristo nos ensina a perseverar e experimentar do mesmo sofrimento e da mesma alegria que ele teve.

Jesus Cristo nos desafia a buscar a coroa da vida.

Você deseja isto?

 

 

Pr. Fábio Alcântara