sábado, 18 de março de 2017

Oração para viver

A PARTIR DESTE DOMINGO, VOU COMPARTILHAR UMA SÉRIE DE ESTUDO SOB ORAÇÃO NA IGREJA. ORAÇÃO PÕE JESUS PARA O LADO DE DENTRO DA PORTA!


PAGAR O PREÇO OU RECEBER AS DÁDIVAS?


Blaise Pascal, o célebre cientista e filósofo francês do século 17, experimentou um encontro pessoal e surpreendente com Deus que mudou sua vida. Aqueles que compareceram ao seu funeral viram um papel enrugado e gasto em suas roupas, próximo ao seu coração, aparentemente um lembrete do que ele havia sentido e compreendido na presença de Deus.

No papel estava a mensagem escrita por ele: das dez e meia da noite, até à meia noite e meia – fogo! O Deus de Jesus Cristo, não o de filósofos e sábios, que pode ser conhecido por meio do Evangelho. Segurança. Ternura. Paz. Lágrimas de alegria. Amém! Foi o relato do Êxtase de uma pessoa rendida, durante duas incríveis horas, na presença de Deus.

Certa vez, estava Jesus orando e quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Lucas 11.1.

Como uma realidade espiritual, a oração é uma semente que vem do coração de Deus e é plantada no coração dos Seus filhos, para voltar para Ele. Como disse C. H. Spurgeon: “As verdadeiras orações são como pombos-correios que encontram seu caminho com extrema facilidade; elas não podem deixar de ir para o céu, pois é do céu que procedem; elas estão apenas voltando para o lugar de onde vieram. ” a oração deve ser uma reação humana à ação divina.

Um dos ministérios mais difíceis, no reino de Deus, é o da oração. Talvez o mais. E, além do mais, há pouco ou quase nenhum interesse por esse assunto. Jesus tinha um grupo de 12 apóstolos, mas só um propôs a Ele que os ensinasse a orar. Pouca gente se percebe motivada a orar, ou quer orar.

Orar não é fácil. Trata-se de um diálogo de uma pessoa física com uma pessoa metafísica, isto é, além da física. É a conversa dum ser que vive na esfera tridimensional, com alguém que está numa outra dimensão, completamente fora da nossa. Como posso falar com alguém que não vejo, não escuto e não percebo a sua presença real? Somente pela fé. Alguém que realmente crê na presença invisível do Espírito Santo. Caso contrário, tal pessoa se achará falando sozinha. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. Hebreus 11.6

Há muita dificuldade em orar. É mais complicado orar, do que trabalhar. Hoje é muito mais fácil encontrar um pregador do que um intercessor. Um cantor do que um adorador secreto. Tudo o que exige o suor e o agito do corpo e da alma é mais atrativo do que a quietude e confiança na oração, que exige paciência e um aparente ócio. Falar com as pessoas sobre Deus é uma grande coisa, mas falar a Deus sobre as pessoas é algo ainda maior. No nosso mundo, o agito da alma é mais interessante do que a quietude da alma.

Além do mais, caímos na teia da urgência, negligenciando aquilo que é importante. Vivemos o tempo todo emaranhados em servir as expectativas alheias do que procurando aquilo que realmente vai satisfazer os anseios mais profundos do ser humano, que só se encontra na presença de Deus, nossa origem.

Uma outra questão no processo da oração é o tempo que investimos no tema. “A maioria dos problemas dos crentes modernos origina-se do tempo exagerado que passa usando as mãos e do tempo insuficiente que passa usando os joelhos”, disse muito bem Ivern Boyett. O pequeno valor que damos à nossa oração torna-se evidente pelo tempo que dedicamos a ela.

Orar exige muita concentração. Falar com alguém numa dimensão invisível e imperceptível, sendo distraído, o tempo todo, por tudo o que é sensorial, requer um nível de atenção fora de série. Jesus convidou três dos seus discípulos para orar com Ele, mas vejam o que aconteceu: E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Mateus 26.40. ainda bem que naquele tempo não havia “uatizapi”, senão os problemas de Jesus seriam maiores.

Orar é sempre uma luta espiritual intensa. Quem ora encontra-se num plano material, embora trave uma guerra no mundo transcendente, porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Efésios 6.12. É o combate entre dois mundos: o material e o espiritual. A igreja que não ora, colabora direto com o Diabo na expansão do seu império maligno.

Orar não é um assunto da pessoa natural. Trata-se de um expediente da vida espiritual. Só atenta às realidades espirituais aquele que tem vida espiritual. O ser natural pode rezar, repetir palavras e mantras; mas falar com Deus, nunca. A oração é uma conversa espiritual de um filho de Deus com o seu Pai.

Oração é uma realidade espiritual movida pela fé, e essa só funciona no mundo invisível. Ora, ter fé é ter certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e ter convicção de que uma coisa existe, mesmo quando não a vemos. Hebreus 11.1. Não existe fé nesta dimensão. Nesta, constatamos os fatos sensíveis. Aquele que crê, fica tão seguro das coisas que estão acontecendo em uma outra dimensão que não se preocupa com o balançar da cauda dos leões ao seu redor.

Daniel, o servo de Deus, experimentou novas amizades felinas ao orar com fé. O Rei que o maltratara pode ter ficado sem dormir, mas não aquele intercessor. O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum. (Dn 6.22). Aqui está a lição da serenidade: paz diante de Deus e das pessoas.

A oração é uma realidade espiritual manifesta apenas no ser espiritual, que tem a visão espiritual. Nós não nos concentramos nas coisas que podemos ver, mas nas coisas que não podemos ver. Pois o que nós podemos ver é temporário, mas o que não podemos ver é eterno. 2 Coríntios 4.18. A oração é uma visão do invisível.


Não vamos pagar preço nenhum para orar; mas vamos pagar caro se não orarmos! Não gosto de ouvir, no meio evangélico, de que temos que pagar algum preço, pois Jesus pagou um alto preço por nossa redenção, e jamais teremos que
gar alguma coisa pelas dádivas que Deus nos deu. Não pagamos coisa alguma vivendo em oração, mas pagaremos caro se não orarmos.
Oração é na verdade, uma senha para sermos atendidos e recebermos as dádivas dos céus. Aquele que nasceu de novo deseja a amizade com seu Pai e com seu Filho Jesus Cristo. Além do mais, perde quem não ora, pois muito do seu trabalho seria facilitado, com menos esforço e com mais produtividade. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Filipenses 4.6
As reuniões de oração são termômetros da vida espiritual da igreja. Nenhuma igreja é maior do que suas reuniões de oração. Todos nós devemos orar em nosso lugar secreto, mas se nós não orarmos juntos, como igreja, não somos uma igreja de verdade.
A igreja de Jerusalém tinha o hábito de orar em comunhão congregacional, e, ao orar, o Senhor se manifestava. Vejam essa ocasião, quando oraram pelos apóstolos que foram presos: tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. Atos 4.31. Assim como o fogo precisa de mais combustível para queimar com mais força e vigor, assim a igreja precisa de maior ênfase na oração para se tornar fervorosa.
Todos nós, na igreja, temos diferentes dons, segundo a medida da graça, mas, como filhos de Deus, como trigo legítimo, temos todos a capacidade espiritual de sermos intercessores, portanto, todos nós somos vocacionados a participar da vida de oração na comunidade espiritual.

 
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Notas de uma preciosa mensagem


Ariovaldo Ramos – Missões

Atos 4.23ss

Jesus está vindo ao nosso encontro, e nós temos de ter o que entregar para Ele!

A ocupação da Igreja é levar Jesus a todas as pessoas. Em quê estamos ocupados?. A missão de Israel foi trazer para a história a criança que libertaria o mundo.

A igreja é a chance que o Cordeiro está dando a todos de se renderem ao seu Senhorio, antes da sua volta, que seja por bem e não terem que se ajoelharem de qualquer jeito na perdição, mas por adoração. Ele está dando uma chance às pessoas nesta história.

O Salmo 2 fala sobre o dia do Senhor virá, e feliz aqueles que buscam a proteção de Deus. A mensagem de Jesus Cristo é de conversão e de juízo! Sua mensagem é de esperança e de juízo. Nós somos missionários da esperança. Se não temos noção de que a vinda de Jesus Cristo é vinda de salvação e de juízo, você perde o senso de urgência. Missão é urgente, porque não sabemos quanto tempo temos.

Os apóstolos anunciavam que há um novo Rei e seu nome é Jesus. Isso significa: nova lei, nova forma de viver, novo jeito de ser, novo jeito de se relacionar... novo jeito de fazer tudo!!

Por quê que nós discipulamos? Por que nós queremos ensinar para as pessoas como é que se vive sob a autoridade de Jesus Cristo, senhor do Reino. Como Senhor Ele nos deu ordens claras de como viver, como devemos nos tratar, de como devemos negociar, de como devemos andar. Porque Ele é o nosso Rei e Senhor!

Chamamos as pessoas a se arrependerem por não terem aceito ainda o Senhorio de Jesus Cristo. Porque só ele pode salvar, só seu sangue cobre o pecado deles, porque só Jesus Cristo pode arrancar as pessoas do inferno e o inferno de dentro delas.

Assim vamos viver com os prodígios de Jesus Cristo. Por meio da graça ele manifesta seus milagres. Mas os prodígios nos acompanham em missão. Jesus fez prodígios em busca dos perdidos. Moisés teve o mar aberto porque estava libertando escravos.  Se estamos indo para curar, levar esperança aos perdidos, então os prodígios nos seguirão. Não sem lutas, mas no espírito de Cristo.

Jesus está vindo ao nosso encontro, e nós temos de ter o que entregar para Ele!

Não existe nenhum Pastor que não gema. Nenhum Pastor que não clame de joelho piedade a Deus. Não existe nenhum Pastor sério que não veja o peso de Deus nas suas costas, as marcas de Cristo, a certeza de que tem que falar a Palavra de Deus, de que alguma coisa tem que acontecer, de que ele não tem muito tempo. Não existe nenhum servo de Deus sério que não carrega no corpo as marcas de Cristo. Mas os prodígios seguirão quem obedecer! Porque vamos libertar os que o diabo escraviza.

Por nossa causa crianças serão salvas, mulheres não serão mais escravas, por nossa causa os homens sairão do martírio, porque vamos levar a luz de Jesus Cristo e sua luz vai tirá-los do inferno e tirar o inferno deles e vai lutar com o inferno na sua história. Satanás não é o nosso tormento; nós somos o tormento dele! Onde houver um ser humano oprimido, nós estaremos lá levando Jesus Cristo e sua libertação.

Somos chamados a levar e estabelecer justiça. Justiça é uma palavra cristã que significa: um estado de coisas em que todos os seres humanos desfrutam igualmente de tudo o que Deus é e de tudo que Ele doa.

Por que fazemos missão? Porque quanto mais fazemos, mais Ele quer que façamos. Porque o Espirito Santo tem pressa. Estamos esperando o arrebatamento, não o descanso. Não precisamos de descanso. Não precisamos disso. Levar a mensagem dá sentido às nossas vidas.

mensagem video
 

 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Nosso Pai no céu

Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. (Mateus 6.9)
Como devemos nos dirigir a Deus? Como devemos honrar aquele para quem oramos? E como devemos nos apresentar para que ele seja gracioso e disponha-se a nos ouvir? Nenhum outro nome em lugar algum deixa uma impressão mais favorável em Deus do que o nome “Pai”. Chamá-lo de Pai é uma maneira amistosa, afetiva, profunda e sincera de nos dirigirmos a ele.
Se o chamamos de Senhor, ou Deus, ou Juiz, não temos o mesmo conforto. Pois o nome Pai é instintivo e naturalmente afetivo. Essa é a razão pela qual ouvir-nos chamá-lo de Pai agrada mais a Deus e o comove a nos ouvir. Ao fazê-lo, nós nos reconhecemos como filhos de Deus, o que novamente excita o coração dele. Pois não há voz mais querida para um pai do que a do seu próprio filho.
Também é muito bom quando dizemos “no céu”. Tais palavras expressam necessidade penosa e miséria porque nós estamos na terra e Deus está no céu. Aqueles que oram: “Pai nosso que estás no céu”, e o fazem do mais profundo dos seus corações, reconhecem que eles têm um Pai e que esse Pai está no céu. Além disso, eles reconhecem que eles estão abandonados na terra e na miséria. Aqueles que oram dessa forma logo sentem um desejo sincero e ardente, assim como uma criança que vive longe da terra dos seus pais em miséria e aflição entre estrangeiros.
É como se eles estivessem dizendo: “Oh, Pai, tu estás no céu. Eu sou o teu pobre filho longe de ti na terra, em miséria, em perigo, em aflição e em necessidade. Estou cercado de demônios, grandes inimigos e vários tipos de perigo”. Aqueles que oram dessa maneira permanecem com os corações puros e enaltecidos em direção a Deus. Eles conseguem orar e obter a misericórdia de Deus.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Mal Afamado


Uma amiga cristã de forte testemunho conta que ouvira dizer sobre o filho de uma conhecida sua que tinha muitos problemas. Colocou no coração de falar com esse rapaz um dia.

Num momento muito improvável, Deus respondeu sua oração proporcionando um encontro entre ela e tal rapaz. “Você é o senhor fulano ...?”. – Sim, respondeu o moço – o mal afamado.

Ela então conta que aquele moço não gostava de ser isso, mas por causa das drogas.  Ela então conta que disse ao moço que se ele não quisesse mais essa vida, poderia nascer de novo.

- Nascer de novo é para os certinhos – respondeu - por causa das drogas isso não poderia acontecer, pois Jesus só falava com pessoas de boa conduta.

Mas Jesus falou a um homem chamado Nicodemos, muito certinho sobre sua necessidade de nascer de novo. Não importa o estado de cada pessoa, mas a necessidade de receber a Cristo.

Se aquele moço desejasse nascer de novo, e acabar com seu mal sentimento de ser de má fama, poderia pedir a Jesus, que pode dar a todos uma nova vida. Essa história deixou aquele moço em estado de “parto”.

Jesus respondeu:  — Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo. João 3.3

Conversa de amigo


Conversando com um amigo que está trabalhando na investigação da Lava-Jato:

- Pastor, nesse tempo de investigação, a gente desanima do ser humano! A corrupção está dentro de cada um de nós. Está vendo aquela fila? Ofereça alguma vantagem a qualquer um deles, e eles vão aceitar na hora!

 - Por isso que Deus enviou Cristo. Ele também desacreditou do ser humano. Mas amou tanto a nós e sentiu tanta dor que enviou Jesus para pagar a nossa pena. É tanta ruindade que o pior sofrimento de Jesus não foram os pregos enfiados no seu corpo, mas o pecado, a maldade de TODOS nós que o moeu!

“Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53.5

domingo, 25 de dezembro de 2016

Esboço da mensagem deste domingo, 25 a Noite, na IMCC


CRISTO, A PLENITUDE DE DEUS

Texto biblico

Jesus, o caminho para o Pai

João 8

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10 Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. 11 Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. 13 E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

O evangelho de João 14:7-10 nos apresenta um incidente, bastante instrutivo, na vida de Cristo. O Senhor afirmou a seus discípulos que eles conheciam o Pai e O haviam visto. Mas Filipe não estava satisfeito.

No verso 8 lemos: Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Ele está pedindo uma visão gloriosa do Pai, a qual seria suficiente. Walter J. Chantry, comentando este texto diz: Talvez ele sentisse que nenhum deles havia alcançado as alturas dos santos primitivos como Moisés, que contemplou as costas do Todo Poderoso (Êxodo 33:23). Se eles pudessem ter tão somente uma experiência extática semelhante!...

A resposta de Jesus foi direta. No verso 9a lemos assim: ...Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Filipe não conseguia enxergar a suficiência em Cristo Jesus. Chantry conclui seu pensamento, dizendo: Com quanto entusiasmo Moisés teria trocado a sua visão para escutar as palavras do filho de Deus! Jesus é a Glória viva de Deus, a encarnação viva da sua Pessoa. A busca de Filipe, procurando algo mais, era um insulto para o Filho de Deus. Uma afronta semelhante é manifesta através do desejo atual de obter novas revelações. Uma indicação clara de que aqueles que buscam novas revelações não conseguem perceber a Glória de Deus na face de Cristo. Mais do que tudo, precisamos da graça reveladora do Espírito Santo para crermos na suficiência de Cristo Jesus.

No livro de Colossenses 2:2b e 3 está escrito: ...e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

 

 

A MAIOR RIQUEZA DE DEUS: SEU FILHO

Ele é a cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, Nele, residisse toda a plenitude. Colossenses 1:18-19.

Tudo, absolutamente tudo, de que a igreja precisa, encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. Infelizmente, há um número alarmante de pessoas que buscam, fora de Cristo, os seus recursos espirituais. É uma busca inútil por algo mais. Segundo John F. Macarthur Jr., esta busca é um fogo herético em parte abanado pela falsa noção de que a salvação em Cristo é insuficiente para transformar os crentes e equipá-los para a vida cristã.

Consequentemente, aqueles que se nutrem desta falsa idéia acreditam que precisam de algo mais que Cristo Jesus. A Palavra de Deus é clara quando afirma em Colossenses 2:9-10: Porquanto, Nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, Nele, estais aperfeiçoados.

Quem tem Cristo Jesus, tem tudo. Ter Cristo é possuir todo recurso espiritual. Toda a nossa suficiência está na pessoa de Cristo Jesus. Acrescentar algo à suficiência do Senhor é heresia perniciosa. Não há necessidade de novas revelações. Cristo é a consumação de toda revelação que Deus quis dar a esta humanidade. Todas as coisas convergem para Cristo Jesus.

No livro de Colossenses 1:15-17 lemos: Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, Nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Deus centralizou toda revelação na pessoa de Cristo.

Em Hebreus 1:1-3 lemos: Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

 

 

CONVICÇÃO

Crisóstomo foi o arcebispo de Constantinopla de 398 a 404 d.C. Ele ganhou seguidores com suas críticas eloquentes aos ricos e poderosos. Duas vezes banido pelas autoridades, ele uma vez perguntou:

“O que posso temer? Será a morte? Mas vocês sabem que Jesus Cristo é a minha vida, e isso vou ganhar com a morte.

Será o exílio? Mas a terra e toda a sua abundancia são do Senhor.

Será a perda das riquezas? Mas não trazemos nada para este mundo, e não podemos levar nada dele.

Então todos os terrores deste mundo são desprezíveis aos meus olhos; e eu sorrio para todas as coisas boas. A pobreza eu não temo; por riquezas não suspiro. A morte eu não temo”.

 

 

Mensagem compartilhada neste domingo pela manhã na IMCC



 
 
O SINAL DO NATAL

Não há uma evidência mais absurda do que esta. Os anjos apontam a prova do nascimento do Salvador, com a simples presença de uma criança enrolada em panos e deitada num cocho. Nada pode ser mais esquisito para a visão de um Deus Todo-Poderoso, do que sua dependência completa. O Rei dos reis nasce no seio de uma família pobre, descende de um povo escravizado e tem como berço um tabuleiro de curral. O Salvador divino tem umbigo. O Criador do universo se tornou num momento uma simples célula, passando por todo o processo de gestação. É humilhante para o Soberano Senhor de todas as coisas, tornar-se uma mera criança subalterna, sujeita a todos os cuidados dos seres humanos.

Não estariam os anjos equivocados com a prova do nascimento do Salvador? Não seria melhor apresentar um outro sinal mais contundente e que tivesse as marcas grandiosas da Divindade? Aqui, encontramo-nos diante de um tremendo contrassenso. Como pode o Soberano Criador tornar-se subordinado a uma situação de total dependência? Este despropósito do razoável se constitui a fórmula de Deus chegar na dimensão do finito. Para poder salvar o gênero humano de sua teomania, do seu desejo de grandeza e sua necessidade de importância, Deus se vestiu de plena humanidade. O Natal é a vinda de Deus na estatura de homem, e na forma humana, do tamanho de criança. A medida de um bebê é a extensão do Salvador. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6.

Deus virou criança. Um neném agora é o único sinal apontado pelos anjos aos pastores. Como vocês vão saber que nasceu na cidade de Davi o Salvador? Apenas um recém nascido embrulhado em cueiros, testemunha a presença de Deus no mundo. É extraordinária a metodologia dos céus. Deus abala as estruturas humanas com um bebê, e não com bomba. Enquanto nós provamos nossa estatura pelo pedestal, Deus revela sua grandeza pelo esvaziamento. O homem exibe a sua dignidade pela exaltação, mas Deus mostra que a humildade é a maior manifestação de sua glória. O trono elevado de Deus está posto na soleira do porão. Uma criancinha de colo deitada numa cocheira se constitui na mensagem mais nobre de que Deus está no mundo, a fim de salvar os ho-mens de sua arrogante suspeita de elevação.

O sinal do Natal é o limite de uma criança. Ninguém mais pode falar da magnificência divina do que a perfeita dependência infantil. Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança amamentada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Salmo 131:1-2. Jesus descansa no colo de sua mãe. Como criança amamentada Ele sossega nos braços daquela que o aleita. Ele era totalmente Deus e perfeitamente homem, mas agora como criança dependia de seus pais, como nós humanos devemos depender de Deus. Só a criancinha satisfeita e aconchegada pode dormir tranquila no colo. Somente depois que o homem se tornar uma criança, poderá descansar no colo confortável do Deus Todo-Poderoso. Disse Jesus: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3.

Um homem da cidade e um outro do campo caminhavam, certo dia, por uma estrada rural. De repente o citadino perguntou: - Ouviste este ruído? - Que ruído? Indagou o campesino. Uma moeda caíra sobre as pedras! Depois de algum tempo perguntou o camponês: - Estás escutando isto? - O que? Perguntou o urbano companheiro. - O mavioso canto do sabiá! Destarte, os dois homens só ouviam o que estavam acostumados a ouvir. O mesmo pode acontecer com relação à mensagem do Natal. Alguns ouvem o barulho dos presentes; outros ouvem a voz de um Deus presente na dimensão de uma criança.

Jesus como criança era o sinal de Deus para os pastores, e ao mesmo tempo apela para que nós, convertidos em crianças, sejamos o sinal da regeneração de Deus e participantes do seu reino. Ninguém poderá entrar no reino de Deus se primeiro não for transformado em criança, para recebê-lo como criança. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Marcos 10:15. A criancinha expressa simplicidade, confiança e total dependência. É impossível a sua subsistência sem a participação de alguém. A grande mensagem do Natal fala desta nossa necessidade. Sermos transformados em crianças para dependermos inteiramente de Deus. Somente aqueles que foram gerados de novo, como crianças, poderão participar da alegria permanente da salvação.

Adão foi feito adulto, e neste estado, quis ser como Deus. Ele não se contentou em ser apenas homem. Ele não tinha umbigo, o que demonstra sua vontade de ser independente. Jesus foi gerado criança, para se tornar homem. Jesus era Deus que se fez homem, mas, na proporção de um bebê. Os homens descendentes de Adão querem se expressar como grandes deuses, e se melindram, quando são vistos com procedimentos pueris de grandiosidade. A proposta de Jesus para tornar os seres humanos verdadeiramente humanos, e grandes no reino de Deus, é torná-los como crianças, sem qualquer postura de ostentação. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. Mateus 18:4.
O guarda roupa dos membros celestiais é composto de camisolas, fraldas e macacões. Não há smokings nem trajes de gala. A numeração é sempre baixa para corresponder às dimensões da gurisada, e a confecção bastante simples, pois o reino de Deus pertence aos pequeninos. Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. Mateus 19:14.

O sinal do Natal é a marca de uma criança. Ninguém melhor para aproveitar a vida sem preocupação nem angústia do que um recém nascido. Todos da casa estão prontos para cuidar deste indefeso. Ninguém poderá viver a verdadeira vida espiritual, se não descansar completamente na soberana graça de Deus, como uma criança de colo. Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças de dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Mateus 11:25 e 28. Quando somos convertidos em crianças no que tange à malícia e à dependência divina, tornamo-nos simples, tranqüilos, serenos, ingênuos e confiantes em Deus. Enquanto o mundo se agita, a criança sossegada descansa em sua alma, no colo paternal. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Mateus 11:29.