quinta-feira, 13 de agosto de 2015

em tempos de jejum...

O jejum não é mera questão de privação de alimentos, bem como, jamais será moeda de troca. Nada que não seja pela graça tem graça no Reino de Deus. O jejum tem a ver com a comunhão promovida pelo amor. Uma vez que os filhos do Altíssimo estejam na intimidade de uma conversa confortante, na sala do Trono, acabam jejuando.
A oração não é uma reza, nem mesmo um ritual. A oração é a conversa entre o filho e o seu Pai. É um diálogo de afeto que, frequentemente, pode se delongar e por isso, culminar no jejum. Foi o prazer da comunhão que dispensou o prazer da alimentação.
Na esfera espiritual a comunhão é mais poderosa e prazerosa do que a própria comida. Na tentação de Jesus no deserto, Satanás lhe propôs uma refeição que provasse a sua filiação de Deus e, o Senhor lhe contestou: nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.
Se Esaú sujou o babador com um prato de lentilha, Jesus rechaçou o tentador com o cardápio do céu.
Jesus não foi ao deserto para jejuar. Ele foi levado ao deserto para ser tentado pelo diabo. O problema é que o diabo demorou demais e Jesus ficou conversando com o Seu Pai, e, por este motivo, acabou jejuando. Enquanto conversava com Deus, jejuou.
É por esta razão que a Bíblia coloca quase sempre a oração na frente do jejum. A locomotiva é, todavia – oração, enquanto o jejum se torna o vagão. Quero ressaltar aqui o fato do espírito da cruz, que tem como propósito sempre depender da graça. Se o jejum é uma realidade de conquista ou de quebrantamento, então o Espírito Santo ficaria quase dispensável no que diz respeito ao esvaziamento das forças carnais.
Segundo o apóstolo Paulo as armas de nossas lutas não são carnais. As tropas espirituais não guerreiam com armas carnais. Sendo assim, jejum jamais poderá ser visto, em si mesmo, como uma arma espiritual, pois se for, a graça deixará de ser graça.
Tanto a oração como o jejum são tidos como meios da graça. Ninguém ora ou jejua para receber bênçãos da graça de Deus, mas ora e jejua porque a graça impulsiona  a isso. Não é por esforço, mas por desprendimento e prazer espiritual. A vida cristã nunca foi movida a muque ou tutano do sujeito, porque tanto o querer como o efetuar são efeitos da graça na vida dos filhos do Altíssimo.
As disciplinas espirituais nunca tiveram caráter de esforço carnal. Não se trata de supressão de um instinto velho, mas da expressão das novas motivações advindas por meio do novo nascimento. Não é a alma se esforçando para ser aceita perante o trono, é o espírito regenerado se alegrando com as riquezas insondáveis de Cristo.
Mendigos, não entrem nessa de conquistar aquilo que já foi conquistado e não façam dos meios da graça uma aquisição sua.

from my friend, Glenio

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Para Viver...

"As pessoas que vivem amarguradas não conseguem viver pela fé"
 
"Por quê permitir que as coisas que você não pode controlar, controle você?"


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Mensagem para rever

Meu desejo para a Igreja é que todos se firmem no Senhor e na Sua Palavra.
Acima, na aba , você encontra escrito os textos lidos no culto deste dia 27, na Metô de Guarapuava.

Graça e paz.

As trombadas que acontecem...

As vezes me pergunto por quê os ataques mais ferozes de desânimo vem logo daqueles que pregam grandes virtudes mundo afora.
 
Realmente o ser humano se supera na sua perdição. É irrecuperável em todas as suas instâncias: do Papa, do Bispo ao jardineiro. Diz a Bíblia: Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! (Jeremias 17.5).
 
OS meus caíram todos, como um castelo de areia. Quem não me traiu, morreu ou desapareceu.
 
MAs em tudo vejo que Cristo nos chama a confiar somente nEle.
 
Prossigamos assim.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Apontamentos...

Terminei de ler o livro de Phillip Yancey.
Sou admirador desse autor de incrível percepção Cristã.

Eis alguns apontamentos.


O amigo dos pecadores, mas sem pecado

Jesus era amigo dos pecadores. Ele elogiou um cobrador de impostos servil acima de um fariseu temente a Deus. A primeira pessoa a quem se revelou francamente como Messias foi uma mulher samaritana que tinha um passado de cinco casamentos fracassados e a ocasião vivia com outro homem.com seu último alento perdoou um ladrão que não teria nenhuma oportunidade de crescer espiritualmente

Observo admirado a combinação intransigente da gentileza de Jesus para com os pecadores com a sua hostilidade para com o pecado.

Atualmente muitos daqueles cristãos que condenavam veementemente a homossexualidade, que Jesus nem mencionou, desprezam seus mandamentos diretos contra o divórcio. Continuamos redefinindo o pecado e mudando a ênfase.

Cada vez mais, temo, a igreja é considerada inimiga dos pecadores.

Percebo, ao olhar para a vida de Jesus Cristo, como nos distanciamos do equilíbrio divino que ele estabeleceu para nós. Ouvindo sermões e lendo as obras da atual igreja, às vezes detecto mais de Constantino do que de Jesus. O homem de Nazaré era um amigo dos pecadores, mas sem pecado, um padrão que deveria nos convencer das duas coisas.

 

 

Retrato de Deus

George Buttrick, ex capelão de Harvard, lembra-se dos alunos que entravam em seu escritório, desabavam sobre uma cadeira e declaravam não crer em Deus. Buttrick costumava dar esta resposta que os desarmava: “sente-se e me diga em qu3 tipo de Deus você não crê. Talvez eu também não creia nesse Deus”.  E então ele falava acerca de Jesus Cristo, a correção para todas as nossas suposições acerca de Deus.

Jesus apresenta Deus com pele, o qual podemos pegar ou largar, amar ou desprezar. Nesse modelo visível, reduzido, podemos discernir as características de Deus com maior clareza. Martinho Lutero incentivou seus alunos a fugir do Deus oculto e a correr para Cristo, e agora sei por quê.

O Antigo Testamento destaca o imenso abismo entre Deus e a humanidade. Ele é supremo, onipotente transcendente e qualquer contato limitado com ele põe risco aos seres humanos. As instruções de adoração num livro como Levítico me fazem pensar num manual para lidar com material radioativo.

Os discípulos de Jesus Cristo cresceram num ambiente desses, nunca pronunciando o nome de Deus, agindo de acordo com o intricado código de purificação, obedecendo as exigências da lei mosaica. Eles tinham por certo, como em muitas outras religiões da época, que o culto tinha de incluir sacrifício: alguma coisa tinha que morrer. O Deus deles proibia sacrifício de seres humanos e, assim, no dia do festival de Jerusalém se enchia de balidos e mugidos de um quarto de milhão de animais destinados ao altar do templo. O barulho e o cheiro do sacrifício eram fortes lembretes sensoriais do grande abismo entre Deus e eles.

Dessa maneira, Jesus Cristo introduziu profundas alterações no modo pelo qual vemos a Deus. Principalmente trouxe Deus para mais perto. Para os judeus que conheciam um Deus distante, Jesus Cristo trouxe a mensagem de que Deus se importa com a relva dos campos, alimenta os pardais, conta os cabelos da cabeça de uma pessoa.

Para os judeus que não se atrevia a pronunciar o Nome, Jesus Cristo trouxe a chocante intimidade da palavra aramaica Aba. Era um termo de conhecido afeto familiar, onomatopeico como “papá”, a primeira palavra que muitas crianças dizem. Antes de Jesus, ninguém imaginaria aplicar tal palavra a Javé, o Senhor soberano do universo.

Enquanto Jesus pendia da cruz, aconteceu algo que pareceu selar a nova intimidade para a jovem igreja. Marcos registra que exatamente quando Jesus Cristo expirou, o “véu do templo se resgou em duas partes, de alto a baixo” (15.38).

Com demasiada frequência e facilidade esquecemos o que custou a Jesus obter para todos nós – gente comum – o acesso imediato à presença de Deus. Conhecemos Deus como Aba, o Pai amoroso, apenas por causa de Jesus Cristo.

E você? Já deixou ser amado por Deus, através de Jesus Cristo?

sábado, 18 de julho de 2015

Alguns apontamentos que vou usar no culto amanhã

Pensamentos sobre os milagres

Milagres
Philip Yancey

Gastei grande parte da minha vida adulta resolvendo as questões que surgiram durante minha juventude. A oração, descobri, não funciona como uma máquina de vender: insira o pedido, receba a resposta. Os milagres são exatamente isso, milagres, não coisas comuns na experiência diária. Minha visão de Jesus também mudou. Conforme agora reflito sobre sua vida, os milagres desempenham um papel menos proeminente do que eu imaginava quando criança. Ele não era Super-Homem. Jesus reconheceu logo que a empolgação gerada pelos milagres não se convertia rapidamente em fé transformadora.

A reação a muitos milagres que Jesus fez nos evangelhos, contém um notável princípio de fé: embora a fé possa produzir milagres, milagres não produzem necessariamente a fé.

Jesus nunca encontrou enfermidade que não pudesse curar, defeito de nascença que não pudesse reverter, demônio que não pudesse exorcizar. Mas encontrou céticos que não pôde convencer e pecadores que não pôde converter. O perdão de pecados exige um ato de vontade da parte de quem recebe, e alguns que ouviram as palavras mais incisivas de Jesus sobre graça e perdão afastaram-se sem arrependimento.

Jesus sabia que a disfunção espiritual tem um efeito mais devastador do que qualquer enfermidade física. Toda pessoa curada um dia morre. E então, o que acontece? Ele não viera principalmente para curar as células do mundo, mas curar as almas das pessoas.


Com que facilidade nós, os que vivemos em corpos materiais, desvalorizamos o mundo espiritual! Ocorre-me que, embora Jesus gastasse mais tempo em questões como a hipocrisia, o legalismo e o orgulho, não conheço nenhum ministério de TV dedicado a curar esses problemas “espirituais”; mas nas doenças físicas. Antes de eu ficar presunçoso, entretanto, é bom lembrar com que facilidade me sinto atormentado pelo mais leve ataque de sofrimento físico, e com que raridade me sinto atormentado pelo pecado.

A multiplicação dos pães para alimentar 5 mil ilustra por que Jesus, como todos os poderes sobrenaturais à sua disposição, demonstrou tal ambivalência para com os milagres. Eles atraíram multidões e aplausos, sim, mas raramente encorajaram o arrependimento e uma fé duradoura. Ele estava trazendo uma mensagem dura de obediência e sacrifício, não um espetáculo de segunda categoria para basbaques e amantes de sensacionalismo.

“Uma geração má e adultera pede um sinal” (Mateus 12.39), Jesus diria quando outra pessoa mais lhe pediu uma exibição dos seus poderes. E em Jerusalém, a capital, embora muitas pessoas vissem os milagres que ele realizou e cressem nele, “Jesus não confiava neles” (Joao 2.24), pois sabia o que havia em seus corações.

Cada cura física apontava de volta para um período no Éden em que os corpos físicos na ficavam cegos, não eram aleijados nem sangravam por doze anos – e também apontava para a frente, para um período de criação por vir. Os milagres que realizou, arrebentando as correntes da enfermidade e da morte como fizeram, dão-me um vislumbre da razão pela qual o mundo foi criado e serve para instilar a esperança em que um dia Deus vai consertar o que está errado. Para não dizer coisa pior, Deus não está mais satisfeito com este mundo do que nós; os milagres de Jesus oferecem uma pista do que Deus pretende fazer a respeito.

Alguns veem os milagres como uma suspensão plausível das leis do universo físico. Como sinais, entretanto, servem exatamente para uma função oposta. A morte, a deterioração, a entropia e a destruição são a verdadeira suspensão das leis de Deus; os milagres são vislumbres precoces da restauração.
Nas palavras de Jurgen Moltmann: “ as curas de Jesus não são milagres sobrenaturais em um mundo natural. São as únicas coisas verdadeiramente naturais em um mundo que não é natural, e sim demoníaco e ferido”.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sempre Aprendendo...


Gastei grande parte da minha vida adulta resolvendo as questões que surgiram durante minha juventude. A oração, descobri, não funciona como uma máquina de vender: insira o pedido, receba a resposta. Os milagres são exatamente isso, milagres, não coisas comuns na experiência diária. Minha visão de Jesus também mudou. Conforme agora reflito sobre sua vida, os milagres desempenham um papel menos proeminente do que eu imaginava quando criança. Ele não era Super-Homem. Jesus reconheceu logo que a empolgação gerada pelos milagres não se convertia rapidamente em fé transformadora.

Phillip Yancey.