quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Mensagem do útimo domingo (05/08)



"Firmes"


"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Se nhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo... para que possais resistir no dia mau e, tendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evange lho da paz, tomando... o escudo da fé... o capacete da salvação, e a espada do Espírito... orai... vigiai" (6:10-11, 13-18).



 LUCAS 22

39 E, saindo, Jesus foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40 Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse:

— Orem, para que vocês não caiam em tentação.

41 Ele, por sua vez, se afastou um pouco, e, de joelhos, orava, 42 dizendo:

— Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

43 Então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o suor dele se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. 45 Levantando-se da oração, Jesus foi até onde os discípulos estavam, e os encontrou dormindo de tristeza. 46 E disse:

— Por que vocês estão dormindo? Levantem-se e orem, para que não caiam em tentação.





A experiência cristã inicia-se com um assentar e continua com um andar, mas não para aí. Todo crente precisa aprender a ficar firme. Todos nós, crentes, precisamos estar prontos para o conflito. Precisamos saber como assentar-nos em Cristo nos lugares celestiais, e precisamos saber como andar condignamente, em Cristo, aqui na terra. Mas precisamos também saber como resistir firmes diante do inimigo.

A questão do conflito nós a examinaremos agora, nesta terceira seção de Efésios (6.10-20). É o que Paulo chama de "estar firmes contra as astutas ciladas do diabo". Contudo, vamos relembrar de novo a ordem em que Efésios apresenta estas questões para nós.

A seqüência é "assentar... andeis... firmes". É que nenhum cristão pode esperar engajar-se na guerra espiritual, sem primeiro descansar em Cristo e naquilo que Ele fez por nós.

A seguir, mediante o poder do Espírito agindo dentro do cristão, ele passa a seguir a Cristo mediante uma vida prática e santa aqui na terra. Se o crente for deficiente em uma destas duas áreas, descobrirá que toda a conversa a respeito de uma guerra espiritual não passa realmente de conversa; ele jamais conhecerá a realidade dessa luta.

Satanás pode dar-se ao luxo de desprezar esse crente, porque este, na verdade, para nada serve. No entanto, esse mesmo crente pode fortalecer-se "no Senhor, na força de seu poder" ao tomar conhecimento, em primeiro lugar, dos valores de sua exaltação aos céus e, depois, de ter andado com Cristo (compare 6.10 com 3.16).

Tendo estas duas lições bem aprendidas, o crente passa a apreciar o terceiro princípio da vida cristã, agora resumido numa única palavra: "firmes".

Deus tem um arqui-inimigo, sob cujo poder estão incontáveis hostes de demônios e anjos decaídos, os quais procuram dominar o mundo e excluir Deus de seu próprio reino. Esse é o sentido do v. 12. É uma explicação das coisas que estão acontecendo ao nosso redor.

Nós só vemos "carne e sangue" armados contra nós, ou seja, um sistema mundial de reis e governos hostis, de pecadores e pessoas perversas.

Todavia, diz-nos Paulo que não é assim. Nossa luta, diz ele, é "contra as astutas ciladas do diabo... contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes", em suma, contra os enganos do próprio Satanás. Dois tronos encontram-se em guerra.

Deus afirma seu domínio da terra, e Satanás procura usurpar a autoridade de Deus. A Igreja é chamada para desalojar o diabo de seu reino, e tornar Cristo o supremo Senhor de todos. Que estamos fazendo a respeito dessa guerra?

Satanás desfere muitos ataques diretos contra os filhos e filhas de Deus. É claro que não devemos atribuir ao diabo aqueles problemas que são o resultado de nossa própria e deliberada quebra das leis do Senhor. Por esta altura deveríamos saber como ordenar estas coisas. Recebemos, porém, ataques físicos, desferidos contra os santos, da parte do diabo, contra seus corpos e mentes, e precisamos estar bem conscientes disso.

É certo que muitos crentes ignoram o inimigo, crentes que não sabem nada sobre os assaltos dele contra nossa vida espiritual. Deixaremos que esses ataques fiquem sem resposta?

Temos nossa posição no Senhor, no céu, e estamos aprendendo como andar com Ele, perante o mundo; mas, como devemos proceder na presença do adversário de Deus e nosso? Diz-nos a Palavra de Deus: "Ficai firmes". "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que Possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo". No grego é um verbo, "estar firmes", acompanhado de uma preposição "contra", no verso 11 o qual realmente significa "manter o território".

Nesta ordem de Deus existe uma verdade precisa, oculta. Não se trata de uma ordem para que invadamos um território estrangeiro. A guerra implicaria, no falar comum, em ordem para que "marchemos". Os exércitos marcham e invadem outros países a fim de subjugá-los e ocupá-los. Deus não nos ordenou que agíssemos dessa forma.

Não devemos marchar, mas "ficar firmes". A expressão "ficar firmes" implica que o território disputado pelo inimigo realmente pertence a Deus e, portanto, pertence a nós. Não precisamos lutar a fim de estabelecer um forte nesse terreno.

Quase todas as armas de nossa guerra, descritas em Efésios, são puramente defensivas. Até mesmo a espada pode ser usada tanto para a defesa como para o ataque.

A diferença entre a guerra defensiva e a ofensiva está aqui: na defensiva retemos o território, e basta-nos defendê-lo; na ofensiva, não temos território e lutamos a fim de obtê-lo.

E essa é exatamente a diferença existente entre a guerra promovida pelo Senhor Jesus e a guerra que nós promovemos. A guerra de Cristo é ofensiva; a nossa, defensiva, em essência. Cristo lutou contra Satanás a fim de vencê-lo, e dar-nos a vitória.



Mediante a cruz, o Senhor levou a batalha ao âmago do próprio inferno, e assim levou cativo o cativeiro (4.8, 9). Hoje a guerra contra Satanás nós a mantemos apenas para preservar e consolidar a vitória que Ele já obteve para nós e nos entregou.

Mediante a ressurreição Deus proclamou seu Filho vitorioso, pois venceu o reino das trevas. O território conquistado por Cristo, o Senhor nos concedeu. Não precisamos lutar para conquistá-lo. Basta-nos que o mantenhamos, expulsando todos os que o desafiam. Nossa tarefa consiste em manter nossa posição, não em atacar.

Não se trata de fazer aumentar o território de Cristo, mas de permanecer no território de Cristo. Deus conquistou aquele terreno, mediante Jesus Cristo. O Senhor a seguir nos deu aquela vitória, para que a mantivéssemos firmes.

Dentro do território de Cristo, a derrota do inimigo é um fato consumado, e a Igreja foi colocada nesse território a fim de manter a derrota do diabo. O inimigo deve ser mantido derrotado. Satanás é quem se empenha em contra-atacar, e seus esforços procuram desalojar-nos da esfera de Cristo. De nossa parte, não precisamos lutar para ocupar um terreno que já é nosso.

Em Cristo nós somos conquistadores. Vencedores. "Mais do que vencedores" (Roma nos 8.37). É nele, portanto, que estamos firmes. Assim é que agora nós batalhamos, não para obter a vitória. Lutamos porque já temos a vitória.

Não lutamos objetivando conseguir uma vitória, porque em Cristo já a ganhamos. Os vencedores são aqueles que descansam na vitória alcançada para eles por seu Deus, em Cristo. Se você quiser lutar a fim de obter a vitória, já está derrotado antes de iniciar a luta.

O primordial objetivo de Satanás não é induzir-nos a pecar, mas simplesmente facilitar para nós o pecado, fazendo-nos sair do território do triunfo perfeito para onde Cristo nos levou. Ao longo da avenida de nosso intelecto, ou de nosso coração, mediante nossa mente ou nossos sentimentos, o diabo nos assalta no descanso que usufruímos em Cristo ou em nosso andar no Espírito.

Todavia, há proteção para nós, uma armadura defensiva para cada parte de nós que for atacada: o capacete, o cinturão, a couraça, o calçado e, cobrindo-nos completamente, o escudo da fé que desvia os dardos inflamados. Afiança-nos a fé: Cristo é exaltado. Diz mais a fé: Somos salvos pela graça de Deus. Continua a fé: Temos livre acesso ao Pai. E termina a fé: Ele habita em nós pelo seu Espírito (veja-se 1.20; 2.8;3.12, 17).

Visto que a vitória é do Senhor, ela se torna nossa. Basta-nos que não pretendamos conquistar uma vitória, mas simplesmente mantê-la: veremos o inimigo perecer em total destruição.

Não devemos pedir a Deus que nos capacite a vencer o inimigo, e tampouco que possamos olhar para Jesus a fim de vencer o inimigo, mas devemos louvá-lo porque Ele já fez essa obra em nosso lugar. O Senhor é o vitorioso. É uma simples questão de termos fé nele.

Efésios 6 preocupa-se com algo mais do que o lado pessoal de nossa guerra. Relaciona-se também com a obra de Deus que a nós foi confiada, a expressão do mistério do evangelho de que Paulo tem tanto que falar (veja-se 3.1-13). Para isto recebemos duas armas, a espada do Espírito e a oração.

"Tomai... a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. E orai em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito. Vigiai nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para com intrepidez fazer conhecer o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que possa falar dele livremente, como devo falar" (6.17-20).

É verdade, por um lado, que nosso Senhor Jesus está sentado "acima de todo principado, e autoridade", e que "sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés" (1.21, 22). Fica bem claro que é a luz dessa vitória completa que devemos dar "graças sempre por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (5.20).

Mas deixe-me adverti-lo: isto não é algo que se pode "fazer em tempo de crise". Na verdade, é o fruto da obediência a Deus, e de uma posição espiritual resultante da obediência, conhecida e mantida. Trata-se de algo que devemos possuir sempre, para que esteja à nossa disposição em época de necessidade.

Hoje estamos dando ênfase demais ao poder da natureza empregado na obra de Deus. Precisamos aprender que, ainda quando é Deus quem inicia a obra, se tentarmos executá-lo com nosso próprio poder, nosso Deus jamais se com prometerá com nossa obra. Você me pergunta que é que eu entendo por força natural.

Descrevendo-a de modo muito simples, eu diria que força natural é aquela que empregamos sem a ajuda de Deus. Atribuímos a uma pessoa a tarefa de organizar algo — que planeje, por exemplo, uma campanha de evangelização, ou outra atividade qualquer — visto que tal pessoa é por natureza uma pessoa organizada e organizadora.

Mas, nesse caso, qual será a dedicação dessa pessoa à oração? Se essa pessoa está acostumada a confiar em seus dons naturais, poderá não sentir necessidade de clamar a Deus. O problema que aflige a muitos de nós é que há muitas coisas que podemos fazer sem precisar confiar em Deus!

Precisamos ser levados àquele ponto em que, ainda que sejamos dotados naturalmente de grandes talentos, não ousamos agir, não ousamos falar, a não ser se estivermos conscientes de nossa contínua de pendência do Senhor.

Sejamos dependentes da unção do Senhor e sejamos firmes nas suas promessas. Firmado em Cristo, seremos mais do que vencedores.

Assentados juntamente com Cristo, andando dignamente com Ele e resistindo firmes diante do inimigo. Essa é a vida do cristão.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Mensagem de Domingo pela manhã (29/07)




Andeis

Portanto, como prisioneiro do Senhor, rogo-vos que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor... (Efésios 4.1.2)



Efésios é um livro que trata de fatos relevantes da nossa espiritualidade:

A- A doutrina (capítulos 1 a 3); 1. Nossa posição em Cristo (1.1-3.21);

B. Prática (Capítulos 4 a 6); 2. Nossa vida no mundo (4.1-6:9); 3. Nossa atitude com relação ao inimigo (6.10-24)



Na primeira seção da carta notamos a palavra assentar (2.6), a palavra-chave dessa seção, o segredo da verdadeira experiência cristã.

Na segunda parte, selecionamos a palavra andeis (4.1), a qual exprime nossa vida neste mundo, assunto dessa seção. Somos desafiados aqui a demonstrar nossa conduta cristã, nosso comportamento coerente com tão elevada vocação.

Finalmente, na terceira seção, encontramos a chave de nossa atitude perante nosso inimigo, a qual está contida na palavra firmes (6.11). Assim é que temos, então:

1. Nossa posição em Cristo - assentar (2.6)

2. Nossa vida no mundo - andeis (4.1)

3. Nossa atitude para com o inimigo - firmes (6.11)

A vida do crente sempre apresenta estes três aspectos.



No estudo anterior, procuramos mostrar que a vida cristã não se inicia com o andar, mas com o assentar. O Senhor Jesus fez tudo por nós, e nossa necessidade agora é de descanso confiante nele. O Senhor está assentado em seu trono, e somos conduzidos pelo seu poder. Toda experiência espiritual verdadeira, santificadora, começa nesse descanso.

Se por um lado a Palavra de Deus nos faz descansar para receber poder para viver, sem o qual a vida cristã se torna um fardo pior do aquele que pretendíamos deixar, por outro ela nos manda “andar”, pois agora esse andar está repleto da disposição que vem emanado do trono da graça. Não mais por obrigação, mas por alegria.

Mas a vida cristã não termina aqui. Embora comece no processo de assentar, esse assentar sempre é seguido do andar. Só depois de havermos assentado de verdade, e havermos descoberto nossa força no ato de assentar, é que de fato podemos começar a andar. O assentar representa nossa posição em Cristo, no céu. O andar em Cristo representa nosso desempenho dessa posição divina aqui na terra.

Podemos, portanto, perguntar-nos: o que Efésios tem a dizer-nos a respeito de nosso andar? Portanto, digo isto... que não andeis mais como andam os outros gentios, na vaidade, do seu pensamento... e vos renoveis no espírito do vosso entendimento. Efésios 4.17,23. A palavra "andar" é usada oito vezes em Efésios. Significa literalmente "andar ao redor", sendo usada aqui de modo figurado por Paulo, para significar "transportar-se a si próprio", "ordenar a alguém seu próprio comportamento". Tal sentido traz imediatamente diante de nós o assunto da conduta cristã, de que a segunda parte da carta trata com profundidade.

A Bíblia prossegue, à luz de nossa vocação celestial, a desafiar-nos no campo de nossos relacionamentos, quando os crentes se relacionam com vizinhos, maridos e esposas, quando nos relacionamos com pais e filhos, com patrões e empregados — tudo isso da forma mais real possível.

A Bíblia diz para andarmos em amor. Andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós. Efésios 5.2. É verdade que somos um povo celestial, mas de nada adianta falar muito do céu distante. Se não trouxermos o céu ao nosso lar ao nosso local de trabalho, à escola e à nossa cozinha, e ali o praticarmos, o céu não terá o menor sentido. Veja no campo dos relacionamentos Cristãos, como os mandamentos de Deus desta seção à nossa frente são diretos e objetivos. Rogo-vos que andeis ... com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor." "Deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo." "Irai-vos e não pequeis." "Aquele que furtava, não furte mais". "Toda a amargura... e toda malícia sejam tiradas de entre vós". "Sede uns para com os outros benignos... perdoando-vos uns aos outros". "Não provoqueis à ira". "Obedecei". "[Deixai] as ameaças". (Efésios 4)

Um número muito elevado de cristãos tem excelente doutrina, mas suas vidas são uma contradição de tudo. Conhecem muito bem os capítulos 1 a 3 de Efésios, mas não põem em ação os capítulos 4 a 6. Seria melhor não ter doutrina alguma do que viver distoando na música da vida.

Precisamos andar refletindo a luz de Cristo. Andai como filhos da luz... descobrindo o que é agradável ao Senhor. Efésios 5.8, 10. Muitos conhecem a Bíblia de capa a capa, escrevem sobre ela, a até mesmo se tornam militantes do evangelho, mas falta-lhes o principal: a obediência mansa ao Senhorio de Cristo. Quando Deus nos converte, perdemos o direito de vivermos segundo a carne. O cristão anda pelo caminho estreito da obediência. Ele se pergunta sempre: em minha situação, o que diria Jesus? Em meus passos, o que faria Jesus?

OS filhos da luz não se metem em corruptelas baratas. Dizem que toda pessoa tem seu preço, mas isso não se aplica a nós, porque não nos pertencemos a nós mesmos. Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no corpo de vocês. 1 Coríntios 6.20. Só tem preço os que estão disponíveis para o comércio das almas, pois fomos comprados. A coroa posta em nossa cabeça anula os ditames da velha natureza. Pertencemos a alguém.

Fomos chamados para sermos "perfeitos" em amor, demonstrando sua graça. Por isso é que Paulo escreve: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós" (5.1-2). Mas não conseguimos encontrar em nós mesmos, por natureza, os meios de atender a esse padrão — o andar "como convém a santos". Onde, então, está a resposta para o nosso problema, o das exigências rigorosas de Deus?

Descobrimos o segredo: [Deus] é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. Efésios 3.20. Numa passagem paralela de Colossenses 1.29, a Bíblia diz: "Para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente". Eis-nos de volta à primeira seção de Efésios. Qual é o segredo da força que move a vida cristã? De onde vem esse poder? O segredo do cristão está em descansar em Cristo, pois Deus nada pede que o que Ele mesmo não financia.

A obra da salvação tem sua iniciativa no coração de Deus e sua execução, na pessoa de Cristo. Todos quantos primeiro se assentar juntamente com Ele poderão andar. No pensamento de Deus, o andar vem depois do assentar, espontaneamente. Nós nos assentamos para sempre com Cristo para que possamos andar continuamente diante das pessoas. Se abandonarmos por um instante nosso lugar de descanso em Cristo, caímos imediatamente e prejudicamos nosso testemunho perante o mundo. Mas enquanto habitarmos em Cristo, nossa posição no Senhor nos assegura o poder de andar dignamente aqui.

Há obras que foram preparadas para nós: Somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Efésios 2.10. Efetuai a vossa salvação com temor e tremor, escreve Paulo aos Filipenses, pois Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. Efésios 2.12, 13. Como funciona o seu relógio? Será que ele primeiro se movimenta, ou primeiro é movido? É claro que ele funciona porque uma bateria foi instalada nele, que lhe fornece a energia para mover-se. Os relógios antigos precisavam que lhes desse corda, e só depois passavam a trabalhar.

Deus está operando em nós! Aqui está o segredo. Enquanto não permitirmos que Deus opere em nós, é inútil que nós nos dediquemos a efetuar a nossa salvação. Frequentemente tentamos ser humildes e piedosos, sem saber o que significa permitir que Deus opere em nós a humildade e a piedade de Cristo. Tentamos demonstrar amor, mas ao descobrir que não temos amor, pedimos ao Senhor.

Na linguagem de Paulo ele primeiro aprendeu a assentar-se. Encontrou um lugar de descanso em Cristo. O resultado é que andava, não baseado em seus próprios esforços, mas na operação poderosa de Deus dentro dele. Ali estava o segredo de seu poder. Paulo viu-se a si mesmo assentado em Cristo. Por isso, seu comportamento (seu andar) diante das pessoas assumiu o caráter do Cristo que nele habitava. Não é de admirar, pois, que ele ore assim pelos efésios: Cristo habite pela fé nos vossos corações. Efésios 3.17.

Todavia, ainda persiste algo que precisamos acrescentar ao que dissemos acima, quanto ao assunto de nosso andar em Cristo. Esse verbo "andar" tem, como pode parecer óbvio, outro sentido adicional. É palavra que significa primordialmente conduta, ou comportamento, mas também contém a ideia de progresso. "Andar" é "prosseguir", "continuar seguindo", pelo que gostaríamos de elaborar um pouco mais essa questão de nossa jornada na direção de um objetivo. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias sãos maus. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. Efésios 5.15-17.

A vida cresce e progride. A salvação é um capacete, não uma toca de dormir. Não há entrevados no caminho da santidade. Deus não nos chamou para o imobilismo. Se você cair, não desista: levante-se! Não fomos chamados para sermos espectadores da história, mas agentes do reino de Deus neste mundo. A persistência do cristão é um sinal da maturidade espiritual. Não te ponhas de emboscada, ó perverso, contra a habitação do justo, nem assoles o lugar do seu repouso, porque sete vezes cairá o justo e se levantará... Provérbios 24.15-16. A perseverança é um precioso elemento que favorece o êxito. Se o justo pode cair sete vezes, significa que ele se levanta uma vez mais. Prosseguir sempre na trajetória cristã é a condição marcante de uma real experiência de transformação.

Você tem crescido diariamente? Percebe a cada dia mais as características de Cristo em sua vida? 


Pr Fábio Alcântara

sábado, 28 de julho de 2018

ASSENTADOS JUNTAMENTE COM CRISTO



E nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez ASSENTAR nas regiões celestiais, em Cristo Jesus... pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé -e isto não vem de vós, é dom de Deus não das obras, para que ninguém se glorie (2:6-9).



Efésios é um livro que trata de fatos relevantes da nossa espiritualidade:

A- A doutrina (capítulos 1 a 3); 1. Nossa posição em Cristo (1:1-3:21);

B. Prática (Capítulos 4 a 6); 2. Nossa vida no mundo (4:1-6:9); 3. Nossa atitude com relação ao inimigo (6:10-24)



Dentre todas as cartas de Paulo, Efésios é aquela em que encontramos as mais elevadas verdades espirituais a respeito da vida cristã. A carta é rica na espiritualidade e ao mesmo tempo, intensamente prática. A primeira meta da carta revela nossa vida em Cristo como sendo vida de união com Ele. A segunda metade da carta nos mostra, em termos práticos, como tal vida celestial deve ser vivida aqui na terra.

Abordaremos alguns princípios que fundamentam seu conteúdo, o coração da carta. Para esse propósito, selecionamos uma palavra-chave de cada uma de suas seções, a fim de expressar o que acreditamos ser sua principal ideia.

Na primeira seção da carta notamos a palavra assentar (2.6), a palavra-chave dessa seção, o segredo da verdadeira experiência cristã.

Na segunda parte, selecionamos a palavra andeis (4.1), a qual exprime nossa vida neste mundo, assunto dessa seção. Somos desafiados aqui a demonstrar nossa conduta cristã, nosso comportamento coerente com tão elevada vocação.

Finalmente, na terceira seção, encontramos a chave de nossa atitude perante nosso inimigo, a qual está contida na palavra firmes (6.11). Assim é que temos, então:

1. Nossa posição em Cristo - assentar (2.6)

2. Nossa vida no mundo - andeis (4.1)

3. Nossa atitude para com o inimigo - firmes (6.11)

A vida do crente sempre apresenta estes três aspectos.



O texto bíblico acima revela o segredo de uma vida espiritual.  A vida cristã não começa com o andar; começa com o assentar. Podemos dizer que o crente inicia sua vida cristã "em Cristo", isto é, quando pela fé ele se vê assentado ao lado de Cristo no céu.

A maioria dos crentes comete o erro de tentar andar para tornar-se capaz de assentar-se, o que contraria a ordem dos fatos. Nosso raciocínio natural nos pergunta: se não andamos, de que modo vamos atingir o alvo? Que é que vamos conseguir sem esforço? Como chegaremos a qualquer destino se não nos movemos? Todavia, a vida cristã é engraçada! Se logo de início tentamos fazer alguma coisa, nada obtemos; se procuramos atingir algo, perdemos tudo. É que o cristianismo não começa com um grande FAÇA, mas com um grandioso JÁ FOI FEITO. Assim é que Efésios se inicia com a declaração de que Deus "nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo" (1.3), e somos convidados, logo de início, a assentar-nos e usufruir de tudo quanto Deus já fez por nós.

O ser humano vem de um caso perdido. Já nasce em pecado, devendo para Deus, com um sofrível estado de criminalidade moral e espiritual. Em pouco tempo descobrimos nosso estado catastrófico e nos acostumamos com ele. Para sair disso, somos chamados a mudar de vida, mas tal pedido se torna loucura, pois luta contra a natureza humana caída. Então o jeito é se acostumar com a ideia de inferno ou passar a vida lutando contra a culpa e o estado de débito constante que a religião oferece. Nada mais.



Andar implica esforço, mas Deus nos diz que somos salvos não pelas obras, mas pela sua suficiência. Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 2.8-9). Estamos constantemente falando de "salvação pela fé", mas que queremos dizer com isso? Queremos dizer o seguinte: Que somos salvos quando repousamos em Jesus Cristo. Nada fizemos, absolutamente, para salvar-nos a nós mesmos; apenas depositamos no Senhor o fardo de nossas almas sobrecarregadas do pecado.

Iniciamos nossa vida cristã, não dependendo de nós mesmos, de algo que fazemos, mas na dependência do que Cristo já fez. Enquanto a pessoa não proceder assim, não será uma cristã. Se alguém disser: "Nada posso fazer a fim de salvar-me; mas pela sua graça Deus já fez tudo para mim, em Cristo", terá dado o primeiro passo na vida de fé. A vida cristã, do início até o fim, baseia-se no princípio da nossa total dependência do Senhor Jesus. Não há limite para a graça que Deus deseja derramar sobre nós. Ele quer dar-nos tudo, mas nada poderemos receber, a não ser que descansemos nele. Assentar é uma atitude de descanso.

Que significa de fato assentar-nos? Quando caminhamos ou ficamos de pé, suportamos em nossas pernas todo o peso do nosso corpo, mas quando nos assentamos, todo nosso peso descansa sobre a cadeira, ou o sofá em que nos sentamos. Nós nos cansamos depois de caminhar, ou ficar de pé, mas sentimo-nos repousados se nos sentarmos durante algum tempo. Caminhando ou ficando de pé, despendemos muita energia, mas quando nos sentamos, nós relaxamos completamente, visto que o peso não recai sobre nossos músculos e nervos, mas sobre algo fora de nós mesmos. Assim ocorre também no reino espiritual: assentarmo-nos equivale a depositar nosso peso total — a nossa pessoa, nosso futuro, nossas aflições, tudo — sobre o Senhor. Deixamos que Ele assuma a responsabilidade e descansamos; deixamos de carregar aquele fardo.



Essa foi a norma de Deus, desde o início. Na criação, Deus trabalhou desde o primeiro dia até o sexto, e descansou no sétimo. Podemos dizer, sem faltar à verdade, que o Senhor trabalhou, esteve muito ocupado, durante aqueles primeiros seis dias. A seguir, tendo terminado a obra, Ele parou de trabalhar. O sétimo dia tornou-se o dia de descanso do Senhor; foi o repouso do Senhor.

Mas que diremos de Adão? Qual teria sido sua posição em relação ao descanso de Deus? Ficamos sabendo que Adão foi criado no sexto dia. Fica bem claro, então, que Adão nada teve que ver com os primeiros seis dias de trabalho, visto que ele só veio a existir no fim da obra. O sétimo dia de Deus foi, na verdade, o primeiro dia de Adão. Deus trabalhou seis dias e depois disso usufruiu seu descanso. Adão iniciou sua vida com o descanso; Deus trabalhou antes de descansar, mas o ser humano precisa primeiro entrar no descanso de Deus, e só depois disso é que pode trabalhar.



Além do mais, só porque a obra de Deus na criação estava terminada é que a vida de Adão poderia iniciar-se com o repouso. E aqui temos o evangelho: Deus caminhou um pouco mais e completou também a obra de redenção, e nós nada podemos (nem precisamos) fazer para merecê-la, mas podemos pela fé receber as bênçãos de sua obra terminada.



É claro que sabemos que entre esses dois fatos históricos, entre o repouso de Deus na criação e o repouso de Deus na redenção, está toda a história trágica do pecado e julgamento de Adão, e do labor incessante e improdutivo do homem, e da vinda do Filho de Deus, com o objetivo de trabalhar duramente e entregar-se por nós, até que nossa posição perdida fosse recuperada.

Jesus também trabalhou na obra de redenção assim como o Pai havia feito na criação. Mas Jesus lhes disse: — Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. (João 5.17), explicou o Senhor, durante seu ministério. Só depois de pago o preço da expiação, poderia Jesus dizer: "Está consumado". O cristianismo na verdade significa que Deus fez tudo em Cristo, e que nós apenas penetramos nessa realidade para usufruí-la, mediante a fé. A vontade do Senhor é que nos vejamos "assentados" juntamente com Cristo, descansados na Sua obra.

A Bíblia deseja que compreendamos que Deus, pelo seu infinito poder, primeiro fez a Cristo sentar-se à sua direita nos céus: Ele exerceu esse poder em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nas regiões celestiais, (1.20) e, depois, pela sua graça, nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus: e juntamente com ele nos ressuscitou e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus. (2.6). A primeira lição que devemos aprender, portanto, é esta: Que o trabalho não é inicialmente nosso, mas do Senhor. Não se trata de nós trabalharmos para Deus, mas de Deus trabalhar para nós. Deus nos a posição de repouso. Ele nos traz a obra terminada de seu Filho e nos apresenta, dizendo: "Por favor, sente-se".



A partir deste ponto, a experiência cristã continua da forma como iniciou, não com base em nosso próprio trabalho, mas sempre baseada na obra concluída de Cristo. Todas as novas experiências espirituais se iniciam com a aceitação pela fé da obra realizada por Deus — se você preferir, com um novo "assentar-se". Este é um princípio da vida, algo que o próprio Deus determinou; e do princípio ao fim, cada estágio sucessivo da vida cristã obedece ao mesmo princípio estipulado por Ele.



Efésios estabelece a realidade. Esta começa em Jesus Cristo, e com o fato de que Deus nos escolheu nele antes da fundação do mundo Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. (1.4). Quando o Espírito Santo nos revela Cristo e nós cremos nele, imediatamente, sem que haja necessidade de qualquer ato de nossa parte, inicia-se uma vida de união com o Senhor.

Mas se todas essas coisas se tornam nossas apenas pela fé, que diremos a respeito da questão importantíssima e muito prática de nossa santificação? De que forma podemos conhecer a libertação real, agora, da escravidão do Pecado? De que modo o "velho homem", que nos perseguiu e nos perturbou durante tantos anos pode ser "crucificado", deslocado e descartado?

Novamente descobrimos que o segredo não está em andar, mas em assentar-nos; não em fazer algo, mas em descansar em algo que já foi feito. "Estamos mortos para o pecado". "Fomos batizados na sua morte". "Fomos sepultados com ele". [Deus] "nos ressuscitou juntamente com Cristo" (Romanos 6.2,3,4; Efésios 2.5). Todos esses acontecimentos estão descritos no passado. Por quê? Porque o Senhor Jesus foi crucificado há mais de 2.000 anos, e eu fui crucificado com ele. Eis o grandioso fato histórico de um pretérito perfeito. A experiência de Cristo tornou-se minha história espiritual, e Deus pode referir-se a mim como tendo eu já todas as coisas "nele".

Tudo quanto eu tenho agora, eu o tenho "em Cristo". Nas Escrituras nós nunca encontramos estes fatos descritos no futuro, e tampouco como sendo desejadas no presente. São fatos históricos de Cristo, e nós, os que cremos, penetramos neles pela fé. "Com Cristo" — crucificados, mortos, ressurretos, assentados nas regiões celestiais.



Como podem essas coisas todas ser assim? Que milagre é esse? Não podemos explicá-lo. Devemos recebê-lo da parte de Deus como algo que o Senhor mesmo fez. Nós não nascemos com Cristo, mas fomos crucificados com ele. Portanto, nossa união com Cristo teve início em sua morte. Deus nos incluiu em Cristo, na morte de cruz. Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Gálatas 2.19-20. Mas como posso ter certeza de que estou "em Cristo"? Posso ter certeza porque a Bíblia afirma que assim é, e que foi Deus quem me pôs nele. Trata-se de algo realizado por Deus, para ser visto, crido, aceito e usufruído por nós, e fim de papo.

Para você ter uma vida espiritual autêntica e com poder para vive-la, primeiro descanse na obra consumada do Senhor Jesus. Depois se levante e vá na força do Seu poder. Não somos chamados para viver na inércia, sem servir com os nossos dons. mas também não fomos salvos para viver uma vida esgotada. O convite de Jesus é sempre: descanse. Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Mateus 11.28-30.



Pr. Fábio Alcântara

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Mensagem 01 de Julho a Noite


ENVERGONHAR O INIMIGO



TEXTO BÍBLICO



TITO 2



Você mesmo deve ser, em tudo, um exemplo de boa conduta. Seja sincero e sério quando estiver ensinando. 

Use palavras certas, para que ninguém possa criticá-lo e para que os inimigos fiquem envergonhados por não terem nada de mau a dizer a nosso respeito.

NTLH



Seja você mesmo um exemplo de boas obras. No ensino, mostre integridade, reverência, 

linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo nada de mau a dizer a nosso respeito.

ARA





INTRODUÇÃO

O Livro de Jó descreve um encontro com Satanás e Deus, onde o inimigo das almas tenta convencer o Senhor de que a devoção de Jó era a consequência natural da sua riqueza. Se lhes tirassem os bens, Jó deixaria de andar corretamente na presença de Deus.

Vemos nesse acontecimento, Satanás em sua principal atividade que é acusar os escolhidos de Deus. Conforme a descrição do livro de Apocalipse ele realiza essa atividade sem descanso pois a palavra afirma que Ele acusa os santos de dia e de noite diante do nosso Deus.



Apocalipse 12.10

10 Então ouvi uma voz forte no céu, proclamando: “Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite diante do nosso Deus.





DESENVOLVIMENTO

Saber disso nos ajuda a compreender a dimensão espiritual da exortação de Paulo a Tito. aqui a orientação é clara para não dar lugar ao inimigo e também de não ser participante de nenhuma de suas estratégias em prejuízo para a obra do senhor.

Um cristão jamais pode colaborar com as artimanhas do inimigo.

Isto só é possível, de acordo com o conselho do apóstolo, vivendo de tal maneira que o inimigo não tenha o que dizer da vida do filho e filha de Deus. Em outras palavras por mais que procure ele nada encontrará para nos acusar diante do Pai.



A Bíblia nos exorta:

1 Pedro 2

11 Amados, peço a vocês, como peregrinos e forasteiros que são, que se abstenham das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma,

 12 tendo conduta exemplar no meio dos gentios, para que, quando eles os acusarem de malfeitores, observando as boas obras que vocês praticam, glorifiquem a Deus no dia da visitação.



Este objetivo deve nos conduzir a um padrão de conduta longe da ideia tão difundida de que a verdade se define por meio de elaborados exercícios intelectuais, ou seja, gente que se agarra às doutrinas e não conseguem praticar a verdade. Precisamos ter mais prática do que teoria. Ou as duas em equilíbrio.



Na visão do apóstolo a verdade é proclamada com a vida.



O inimigo não analisa a nossa doutrina para ver se acha contradições teológicas ou falta de evidências bíblicas. Ele observa o nosso andar diário. Ele nos vê na família, na rua no trabalho.

Ele nos ouve quando conversamos.

Somos analisados quando estamos reunidos e quando estamos a sós.



Tudo isso tem um só objetivo: encontrar em nós algo que desonre a Deus para apresentar diante do seu trono e colocar ali em evidência a nossa condição de falsários espirituais.





NOSSO ADVOGADO

É consolo sabermos que frente às insistentes acusações do inimigo temos um advogado junto ao pai: Jesus Cristo



Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Mas, se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.

(1 João 2.1)



Ele intercede por nós, e defende a nossa causa.

Bendito seja o seu nome!



Apesar disso o texto de hoje traz uma forte exortação para vivermos em santidade. Paulo pede aqui andamos de tal forma que o inimigo se envergonhe, nada encontrando de que nos acusar, porque não terá outro recurso a não ser mentir sobre a nossa vida.



O bom crente confia na justiça de Deus. Além do mais, a verdade sempre vai ser revelada.



Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

Salmo 7.11



As nossas ações falam de um compromisso sem reservas com aquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. 



A santidade e a parte visível da salvação, dizia Spurgeon.



Procurem viver em paz com todos e busquem a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Hebreus 12.14



A JUSTA DEFESA DE CRISTO

Mas o nosso advogado não é qualquer advogado.

Ele não privilegia os desprivilegiados;

Ele não faz vista grossa aos falsários religiosos que andam por aí travestidos de crentes;

Ele não defende os que nada fazem para obedecer à Sua Palavra;

Ele não concede habeas corpus a quem não tem direito;



Em outras palavras:

Jesus não defenderá a causa daqueles/as que desonram sua Palavra;

Daqueles que não fazem conta de obedecê-lo;

Daqueles que não guardam sua aliança.





A Bíblia afirma:

Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus.

João 8:47 (ARA)



Aquele que é de Deus ouve – dá atenção, considera, leva a sério e obedece – quem não pratica não é de Deus.

Isto faz sentido para você?



CONCLUSAO



Quem segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra.

Provérbios 21.21



Ele não irá impor-lhe um peso desnecessário. Não exigirá mais do que a sua força é capaz de suportar.

Não pedirá que Pedro venha até si sobre as águas, sem, ao mesmo tempo, lhe emprestar força e apoio nas ondas instáveis. Não lhe pedirá que puxe a água, se o poço for profundo demais; nem que arraste a pedra, se por demais pesada.

Mas, ao mesmo tempo, também não admitirá que se considere impossível aquilo que você, sendo agente livre e responsável, é capaz de evitar. Ele não há de nos eximir de nossas responsabilidades.



Ele dá força, sem retirar nossa responsabilidade.



Pr Fabio Alcantara


Mensagem do dia 01 de Julho pela Manhã


PARANDO O CULTO NO MEIO DO CAMINHO



Texto Bíblico:

Mateus 5

21  — Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: “Não mate.” E ainda: “Quem matar estará sujeito a julgamento.” 

22 Eu, porém, lhes digo que todo aquele que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem insultar o seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem o chamar de tolo estará sujeito ao inferno de fogo. 

23 Portanto, se você estiver trazendo a sua oferta ao altar e lá se lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você, 

24 deixe diante do altar a sua oferta e vá primeiro reconciliar-se com o seu irmão; e então volte e faça a sua oferta.

25  — Entre em acordo sem demora com o seu adversário, enquanto você está com ele a caminho, para que o adversário não entregue você ao juiz, o juiz entregue você ao oficial de justiça, e você seja jogado na prisão. 26 Em verdade lhe digo que você não sairá dali enquanto não pagar o último centavo.



DESENVOLVIMENTO

Este ensinamento contraria as ideias populares sobre o que deve ser feito em situações de conflito entre as pessoas. Nós ensinaríamos que caso alguém tenha algo contra outra pessoa, que o ofendido busque o ofensor e converse. Jesus inverte os papéis e diz que se temos conhecimento de que nosso irmão tem algo contra nós cabe a nós tomar a iniciativa.



A razão parece estar nas características que assumimos quando estamos ofendidos. Longe de buscarmos uma solução para o conflito nos irritamos e a tendência é nos afastarmos da pessoa que segundo entendemos nos ofendeu.

É da nossa natureza não falar no assunto e evitar colocar tudo em pratos limpos. Nos fechamos e deixamos encher de pensamentos indignos sobre a outra pessoa. A intensidade desses sentimentos nos impede que busquemos o próximo para dialogar sobre o acontecido.



Seja qual for a razão, Jesus insiste que a pessoa causadora da ofensa, seja real ou imaginária, deve tomar a iniciativa de conversar com a pessoa ofendida. Assim se consegue que um relacionamento partido não fique permanentemente nesse estado.



UMA ATITUDE ESPIRITUAL

O Senhor sabia que a necessidade de reconciliação era tão fundamental para a saúde espiritual dos envolvidos, que ordenou a interrupção de um ato de adoração a Deus para se processar esta restauração.

Em muitas situações cremos que a nossa relação com Deus pode seguir normalmente apesar dos nossos relacionamentos com os outros deixarem muito a desejar.

Cristo enfatizava que o rompimento nas relações com os nossos irmãos afeta dramaticamente a nossa vivência com o Pai. mesmo quando tentamos nos convencer de que a nossa oferta é bem recebida, a palavra de Deus revela que ele não aceita adoração daqueles que não vivem em paz com seus semelhantes.



Vejamos o que a Bíblia diz:

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.

1João 4:7-8 (ARA)



Todo aquele que ama é nascido de Deus.

Isto faz sentido para você?



Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus.

João 8:47 (ARA)



Aquele que é de Deus ouve – dá atenção, considera, leva a sério e obedece – quem não pratica não é de Deus.

Isto faz sentido para você?





OBRAS MORTAS

No livro de Isaías um texto que denuncia com dureza a religiosidade de Israel, o Profeta Condena o povo porque as pessoas jejuavam vestidas de pano de saco e orava ao Senhor, enquanto oprimiam seus empregados e buscavam seu próprio benefício. Assim ele se expressa:



Isaías 58.4 

Eis que vocês jejuam apenas para discutir, brigar e bater uns nos outros; jejuando assim como hoje, o clamor de vocês não será ouvido lá no alto.



O texto bíblico nos convoca para uma vida espiritual que se traduze em relacionamentos harmoniosos com Deus e com as pessoas.



Quando não há obediência ao Senhor, tudo o que fazemos se torna obra morta. A Bíblia já nos adverte no famoso texto Bíblico que afirma:



1 Coríntios 13

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará.



Você pode tocar e sua música será um ruído de porta que chega ao Senhor;

Você pode ensinar e mesmo assim estar reprovado nas notas mínimas das provas essenciais;

Você pode pregar e sua pregação causará maldição em vez de benção, como dizia Malaquias, o profeta;

Você pode distribuir comida e roupas para os pobres e ainda assim suas obras serão lixo para Deus;

Você pode cantar no coral feito um Uirapuru, na Serra do Cachimbo, que tem o canto mais belo de todas as aves do Brasil, e ainda assim no céu não será notado.



Diz a Bíblia:

Quando aquele dia chegar, muitas pessoas vão me dizer: “Senhor, Senhor, pelo poder do seu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo seu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres!”. Então eu direi claramente a essas pessoas: “Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal!”

Mateus 7.22-23



Por tudo isso Cristo enfatizou que a restauração dos relacionamentos é prioridade inadiável na vida dos filhos de Deus.

Não é uma questão de saber quem tem razão.

O essencial é saber se as pessoas que se intitulam discípulas de Cristo estão dispostas a dar um passo na direção da lei do amor, que é a primeira lei e que resume em si todos os outros mandamentos.





CONCLUSÃO

23 Portanto, se você estiver trazendo a sua oferta ao altar e lá se lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você, 24 deixe diante do altar a sua oferta e vá primeiro reconciliar-se com o seu irmão; e então volte e faça a sua oferta.

Se você tem algum ressentimento contra outra pessoa e não se esforça para consertar, você não é um cristao;

Se você é uma pessoa causadora de contenda, e não deseja mudar seu comportamento, sabendo que essa é uma característica que Deus odeia, então você não é um cristão.

Se você deseja que sua obra seja aceita por Deus, então saiba que Deus não aceita adoração daqueles que não vivem em paz com seus semelhantes.

E em lugar que vive sempre em confusão, a benção de Deus passa longe.



Na sala da fúria

Em cidades do mundo inteiro, clientes pagam para entrar em um cômodo e destruir o que veem pela frente. Não é terapia, mas que ajuda a lavar a alma, ajuda


access_time14 set 2017, 23h11 - Publicado em 14 set 2017, 06h00

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Marretas em ação - Quebra-quebra em uma anger room americana: o tipo de destruição que faz bem à saúde (Artyom Geodakyan/TASS//Getty Images)

O cotidiano está de amargar e sua vontade é sair quebrando tudo? Fácil: dirija-se à anger room mais próxima e ponha para fora seus demônios sem nem precisar limpar nada depois. As salas da raiva, em tradução literal, são cômodos montados para ser destruídos à base de taco de beisebol, porretes e até pé de cabra. Já funcionam em uma dezena de países, no Brasil inclusive, com lista de espera nas noites de maior procura. Pode não ser — e não é — o método definitivo de cura de quem tem sérios problemas para controlar a própria fúria. Mas, como forma de aliviar irritações cotidianas, o ato de destroçar pratos, copos, garrafas e aparelhos eletrônicos em geral é uma eficiente válvula de escape. “O simples ato de agendar um horário e se deslocar até o local já obriga a pessoa a segurar o impulso de agredir. Lá dentro, ela libera sua cólera de maneira segura e controlada. É uma forma interessante de canalização de tensões”, avalia o neurologista Alexandre Ghelman, especialista em controle de raiva.

O berço das salas de quebra-quebra são os Estados Unidos, onde elas se espalham por diversos estados. Em Nova York, só consegue entrar no Wrecking Club, um discreto galpão aberto neste ano em Manhattan, quem agendou horário. Ao custo de 120 dólares, o cliente tem direito ao pacote completo (há outros menos variados) de destruição — que inclui uma televisão de tela plana, uma impressora, dois computadores, um telefone fixo, um celular e um balde de louças, e pode ser usufruído por duas pessoas.  Seu fundador, Tom Daly, diz que a quebradeira atrai todo tipo de público, desde casais em busca de um encontro diferente — “As pessoas estão cansadas de programas chatos, como cinema e jantar”, argumenta — até, recentemente, um grupo de senhoras de 80 anos comemorando um aniversário. “A performance daquelas senhorinhas, posso garantir, foi melhor que a de muita gente jovem”, relatou a VEJA. “Nada como dar vazão a um instinto.”

A clássica cena de quebrar um copo ou um vaso ou um porta-retratos em um momento de raiva pode não ser tão repetida na vida real, em que os limites da vida em sociedade refreiam impulsos dessa natureza, mas se encaixa perfeitamente no contexto das reações humanas. A raiva provoca uma reação química no cérebro que ativa a amígdala, região que regula respostas emocionais. Isso resulta em uma liberação de hormônios do stress, o que aumenta a pressão sanguínea, os batimentos cardíacos e o nível de glicose no sangue (essa mesma resposta, por sinal, é a que permite ao ser humano reagir com rapidez a ameaças). Em segundos, a cadeia pode levar a um rompante de fúria. Felizmente, bastam alguns segundos também para controlá-lo. Ou não. O extremo do descontrole foi brilhantemente retratado no filme Um Dia de Fúria, de 1993, em que um engenheiro desempregado e divorciado (Michael Douglas) vai de irritação em irritação em uma manhã difícil até que a cólera acumulada explode em uma sequência de atos de intensa violência. Nesse caso, obviamente, não há anger room que dê jeito na raiva represada.

Mas, em situações muito menos dilacerantes que as do filme, desopilar é bom e até faz bem à saúde. “Reprimir sentimentos aumenta o risco de desenvolver doenças autoimunes e alergias. Quem engole a raiva vira uma panela de pressão e pode desenvolver quadros de euforia, ansiedade e depressão”, explica a psicanalista Ceres Araújo, professora da PUC-SP. Ceres lembra inclusive a técnica do “grito primal”, que consistia em gritar o mais alto possível entre quatro paredes bem grossas como forma de “curar neuroses”. Difundida nos anos 60 e 70 do século passado, ela fez de seu inventor, o psicoterapeuta americano Arthur Janov, um guru entre artistas e milionários como Steve Jobs e John Lennon.



Extremo - Douglas em 'Um Dia de Fúria': de irritações à explosão de violência (//Divulgação)

Bem mais modestas em seu propósito, as anger rooms de hoje são procuradas menos por supostos efeitos terapêuticos e mais pela pura e simples diversão. A primeira de que se tem notícia nasceu em 2008, no Texas, quando a publicitária Donna Alexander teve a ideia de recolher na sua garagem objetos deixados nas calçadas (prática comum nos Estados Unidos, o país do “quebrou, compra outro”) e chamar os amigos para estilhaçar tudo, a 5 dólares a sessão. Logo a vizinhança inteira apareceu à sua porta, querendo uma coisinha para arrebentar. Donna transformou o hobby em negócio há seis anos. Uma sessão básica custa 25 dólares, mas por 500 dólares o cliente pode recriar um cômodo inteiro (digamos, a sala do chefe) e pôr tudo abaixo. Ela está avaliando a abertura de franquias. Já tem 2 500 interessados. Mais avançada neste caminho está a rede canadense Rage Room, que conta com sete licenciados, dos 1 000 que a procuraram.

Os donos das salas da fúria dizem que os clientes destroem, em média, sessenta a setenta aparelhos eletrônicos (disparados os que estão na preferência dos furiosos) por semana. Eles se suprem de matéria-prima via doações, com a compra de produtos defeituosos e com incursões frequentes a depósitos de descarte, onde, literalmente, reviram o lixo. “Funciona como uma caça ao tesouro, e nós somos os caçadores”, brinca Daly. Nem só de quebrar laptops vive o cliente com raiva. Durante a disputa presidencial americana do ano passado, Donna vestiu bonecos com o rosto dos adversários Hillary Clinton e Donald Trump para ser estraçalhados a pauladas. E foram mesmo: sua equipe precisou substituir os bonecos cinco vezes (duas Hillarys e três Trumps).

Salas da raiva estão em atividade na Rússia, na Inglaterra, na Austrália, em Singapura, na Argentina e em um bar da Zona Sul de São Paulo, o Break Lab Burger, iniciativa do casal de estudantes Tainah Marques, de 20 anos, e Eduardo Leonel, de 22, que diz ter-­se inspirado na experiência portenha. Na salinha dos fundos do bar (que neste mês está fechada para a colocação de isolamento acústico), pagam-se 19,90 reais para estilhaçar dez garrafas de vidro e 49,90 reais para destruir uma televisão de 29 polegadas. O movimento não para de aumentar, comemoram os donos. Também pudera: “Curamos sua bad em quinze minutos”, prometem os cartazes na parede. Furiosos primais, façam fila.