domingo, 22 de março de 2015

Notas da pregação deste domingo, 22


A cura de um cego de Betsaida

Marcos

8.22   Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.



8.23   Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?



8.24   Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.



8.25   Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.



8.26   E mandou-o Jesus embora para casa, recomendando-lhe: Não entres na aldeia.

 

 

INTRODUÇÃO

Betsaida= Casa da pesca. OS QUE SÃO PESCADOS DEVEM VER ALÉM DO QUE SE VÊ.

 

Parece ter havido dois lugares com este nome: um deles foi a terra natal de André, Pedro e Filipe – o outro estava perto do sítio onde se deu a alimentação das 5000 pessoas.

1. A primeira destas povoações, Betsaida da Galiléia, ficava ao noroeste do lago de Genesaré, à beira da água, não muito distante de Cafarnaum (Mt 11.21 – Mc 6.45 – Lc 10.13 – Jo 1.44). A existência desta Betsaida é, contudo, negada por muitos homens doutos.

O lugar desta cura não era a Betsaida onde houve a multiplicação dos Paes.

 

2. A outra Betsaida, onde se realizou o milagre da multiplicação dos pães (Lc 9.10 a 17), ficava no lado oriental do lago, perto da foz do Jordão. Perto estava, também, o deserto de Betsaida (Mt 14.15 a 21 – Lc 9.10). A povoação, tendo sido apenas uma aldeiaem outros tempos, foi reedificada, embelezada, e elevada à categoria de cidade por Filipe, o tetrarca, que lhe deu o nome de ‘Julias’ em honra de Júlia, filha do imperador romano César Augusto. Diz-se que Filipe ali morreu e foi sepultado. o lugar das ruínas de El-Tell, numa encosta ao oriente do Jordão, tem sido identificado com Betsaida Julias. Se houve apenas uma Betsaida, como muitos supõem, era esse o lugar que umas vezes se acha incluído na Galiléia, e outras vezes como pertencente aos gaulanitas. (*veja o mapa de israel no tempo de Jesus)

 

 

Na bíblia, as figuras de linguagem devem ser lidas, além da letra.

Jesus Cristo quando falava de cegueira, nem sempre estava falando somente de cegueria física.

Tanto que ele não fez desta cura uma receita para curar a visão dos cegos. E os que tentam sabem que não funciona.

Jesus Cristo estava chamando a atenção para a cura da cegueira espiritual.

 

 

8.23   Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia

Jesus Cristo sempre foi um homem discreto. Cuidava de fugir das ciladas da bajulação. Fuja de todo aquele que faz alarde!

 

A Bíblia diz que Ele tem que crescer e nós diminuir!

João - 3.30   Convém que ele cresça e que eu diminua

 

 

 

 

23b – OS 2 ESTÁGIOS DA FÉ

A fé circunstancial

A fé salvadora

 

 

1- A FÉ CIRCUNSTANCIAL

É característica dos que constroem sua fé sobre a areia.

- que vivem pelo que se vê. É sensória. Ela precisa de comprovação para ter crédito;

- Vive para suas superstições. Tem crente que acredita em pé de coelho. Mas além disso, tem crente que diz que bateu o carro porque não deu o dizimo.

- vive com medo. Por isso faz de Deus um funcionário;

 

A BÍBLIA DIZ QUE PARA ESTES NENHUM MILAGRE SERIA FEITO.

João

4.48   Então, Jesus lhe disse: Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis.

 

6.26   Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.

12.37   E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,

 

1 Coríntios

1.21   Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.



1.22   Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria;



1.23   mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;

 

João

2.24   Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia

 

 

2- A FÉ SALVADORA

O segundo toque nos leva à fé fundamentada na rocha.

A fé de uma pessoa salva é aquela que não necessita de nenhum milagree ainda assim continua crendo.

Fé que é alimentada por fatos não é concreta, pois é fácil de se constatar. Se a cada momento que você ora acontecer algo, então é muito fácil. Você até se acostumaria a isso, ficaria banal.

FÉ QUE É FÉ É AQUELA QUE CONTINUA CRENDO AINDA QUE NÃO VEJA NADA ACONTECER. ESTA FÉ É SOBRENATURAL.

 

A pessoa que tem a fé salvadora:

- Não põe os olhos nas circunstancias;

- Vê além do visível. Tem noção da realidade espiritual à sua volta;

- VÊ tudo “muito bem”, através da Palavra:

- morte – eternidade;

- perda – ganho;

Cura do corpo – cura da alma e do espírito;

- se humilha - -é exaltado;

- Quando é fraco – sua força está em Cristo

O papel da Palavra e do Espirito Santo ilumina seus olhos.

 

João

20.29   Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

 

DESAFIO

Jesus cristo desafia a todos nós a andarmos sob a benção do segundo toque.

Jesus Cristo nos desafia a edificar nossa fé na rocha.

Jesus Cristo nos ensina a perseverar e experimentar do mesmo sofrimento e da mesma alegria que ele teve.

Jesus Cristo nos desafia a buscar a coroa da vida.

Você deseja isto?

 

 

Pr. Fábio Alcântara

terça-feira, 10 de março de 2015

segunda-feira, 9 de março de 2015

Meditando...

"Se uma pessoa quiser ocupar-se incessantemente de coisas sérias e não se abandonar de vez em quando ao divertimento, sem perceber ficará louco ou idiota". 

Heródoto

segunda-feira, 2 de março de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Para Meditar

"O grande pecado de que nenhuma pessoa é livre. E que todo mundo destesta  quando vê em outros. E de que quase nenhuma pessoa, com exceção de alguns poucos cristãos imagina que eles são culpados desse pecado. Não há nenhuma falta que estamos mais inconscientes de sermos culpados do que esta. E quanto mais temos em nós mesmos, mais não gostamos de vê-las nos outros: o orgulho." C.S. Lewis

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

SUCESSO É AMAR A DEUS



Em João 21, encontramos o grande drama entre Jesus Cristo e Pedro. Este havia acabado de negar a amizade com Jesus por causa do medo. Ao reencontrarem-se o Senhor o confronta se realmente era objeto do amor de Pedro. Há um confronto de consciência. Na verdade havia amor, mas havia muitos interesses envolvidos que distraiam o discípulo de Cristo.

O drama que se desenrolou entre Jesus Cristo e Pedro foi preservado para o conhecimento da igreja dos nossos dias, com o objetivo de estabelecer de uma vez por todas o princípio permanente de que, antes de tudo, inclusive do serviço a Deus, nós precisamos ama-lo de todo o coração. É um princípio explicito deixado desde os tempos mais antigos.

Deuteronômio 6.4-5 - Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

No ministério, um princípio fundamental para que haja renovo é a realidade de que não existe sucesso fora do amor a Deus. Este princípio é silenciosamente sufocado pela angustia ministerial. A deslumbrante maneira coo Jesus Cristo se reaproximou de Pedro avivou essa verdade. Isso nos mostra que as vezes o que é sucesso para nós não é sucesso segundo a economia de Deus.
É possível pastorear uma igreja enorme e não amar a Deus;
É possível projetar, presidir cultos de adoração perfeitamente concebidos e executados e não amar a Deus;
É possível pregar sermões inspirados e bíblicos que exaltam a Jesus Cristo e não amar a Deus;
É possível até escrever livros que aprofundam o amor dos outros por Deus e não amá-lo.
É por isso que sempre vemos lideres cristãos lamentavelmente expostos em escândalos.  Não somente as posições mais elevadas não são seguras, como podem ser particularmente perigosas. Aparentemente, os lugares mais elevados somente devem ser assumidos debaixo de muita cautela.

O AMOR LIBERTA
A percepção de que amar a Deus é o fundamento de todo verdadeiro sucesso é realmente libertadora. Como?

PRIMEIRO, ela coloca nossas vidas e ministérios além do julgamento falível e opressivo dos quantificadores – os observadores das estatísticas.

SEGUNDO, ela nos liberta da tendência destrutiva de nos compararmos aos outros. Afinal, quem pode medir o amor no coração do outro? Quando nos damos conta disso, não precisamos nos sentir desanimados ou constrangidos por fazer parte de um ministério que talvez não seja bem sucedido numérica ou visivelmente. Nossa dignidade e realização estão em nosso relacionamento com Deus e em nosso amor por Ele.
Agora, para que isso seja vivido pelos discípulos de Jesus Cristo, é necessário desapego deste mundo, assim como Paulo era, porque as exigências deste mundo são vorazes e pedem constantemente a manutenção do status quo do paciente!

TERCEIRO, ele nos liberta e motiva a vivermos a maior prioridade da nossa vida, porque se realmente cremos que amar a Deus é o mais importante em nossas vidas, então tudo – nossa conversa, nossa agenda, e nossas ambições – refletirá o seu amor de forma progressiva. Somos libertos para amar de modo sublime e permanente quando compreendemos que o amor a Deus é a coisa mais importante na vida.

FINALMENTE, é libertadora para toda a igreja, independentemente de posição, porque amar a Deus é algo disponível a todos. A capacidade de amá-lo não é determinada por nível, posição no mundo eclesiástico. Formação ministerial, aptidão intelectual ou eloquência não dão a ninguém uma posição de vantagem quando se trata do amor a Deus. Na verdade, o processo de amar a Deus pode até ser impedido pela proeminência. A possibilidade de amá-lo intensamente é igualmente aberta a todos. Amar a Deus é um chamado sublimemente igualitário. E ele é singularmente libertador em meio ao nosso mundo tão centrado em títulos e posições.

Conservos de Cristo, precisamos expressar conscientemente nosso amor a Deus enquanto lidamos com a burocracia administrativa, nos assentamos em reuniões de conselhos, pregarmos um sermão ou damos aula na escola bíblica. Quando compartilhamos a alegria de um casamento ou a tristeza de um enterro. Somente ao tonarmos nossa expressão de amor uma parte integral do nosso serviço diário é que o nosso amor por Ele crescerá. Assim como nosso ministério.
Precisamos dedicar um tempo especial com Ele. Para simplificar, basta dizer que nós passamos um tempo om aqueles a quem amamos. Quanto mais tempo passarmos com nosso Pai, mais o amaremos. Todos nós precisamos nos disciplinar para reservar esse tempo especial para amar a Deus, para pensar profundamente em sua santidade, para nos gloriarmos na cruz, para dizer: “Aba pai amado. Eu te amo! Eu te amo!”.

Como amar a Deus a quem não vemos, não ouvimos e não sentimos seu cheiro, num mundo rodeado de telas de todos os tamanhos, cheio de festas e estímulos externos?
Gostei muito da resposta do Bento XVI quando lhe perguntaram cheios de expectativas o porquê da sua renúncia. “Deus mandou” foi a resposta. O mundo a sua volta estava sufocando seu amor por Deus.

Precisamos estabelecer prioridades.
Vários anos atrás, ocorreu uma entrevista fascinante ente o Sr. Charles Schwab, então presidente da companhia siderúrgica Bethlehem Steel, e Ivy Lee, que se apresentou como um consultor em gestão. Lee era um homem agressivo e autoconfiante que, por sua perseverança, conseguira a entrevista com o Sr. Schwab, não menos autoconfiante e considerado um dos homens mais poderosos do mundo. Durante a conversa, o Sr. Lee afirmou que se a gestão da Bethlehem Steel seguisse seu conselho, as operações da empresa seriam aprimoradas e seus lucros aumentariam.
Schwab respondeu:
- Se você conseguir nos mostrar o caminho de fazermos mais coisas, ficarei feliz em ouvir; e se funcionar, pagarei o que você pedir, dentro do razoável.
Lee entregou a Schwab uma folha de papel em branco e disse:
- escreva as coisas mais importantes que você tem a fazer amanhã.
O Sr Schwab escreveu.
- Agora,- continuou Lee – numere-as por ordem de importância.
Schwab o fez.
- Amanhã de manhã, comece pela atividade número um e permaneça nela até tê-la completado. Depois, prossiga pela atividade número dois, e assim sucessivamente. Não se preocupe se não tiver completado tudo até o fim do dia. Pelo menos você terá completado os projetos mais importantes. Faça isso todos os dias. Quando estiver convencido do valor desse sistema, faça seus homens tentarem-no. Experimente-o durante quanto tempo quiser e, depois, envie-me um cheque no valor que considerar que seja razoável.
Os dois homens apertaram as mãos em sinal de acordo e Lee saiu do gabinete do presidente. Algumas semanas depois, Charles Schwab enviou a Ivy Lee um cheque no valor de vinte e cinco mil dólares – uma quantia astronômica para o ano de 1930! Ele disse que aquela fora a lição mais lucrativa que ele aprendeu em sua longa carreira de negócios.

No mundo frio e duro dos negócios, existem poucas coisas mais importantes para o sucesso do que aprender a estabelecer prioridades e cumpri-las. Isso não é menos na vida espiritual, na qual precisamos ter nossas prioridades em ordem se esperamos ter sucesso.  E no reino espiritual, a prioridade número um é amar a Deus.

Por isso, a maneira de amar a Deus está em diligentemente:
Ler a Bíblia;
Orar;
Congregar.
Esses meios de graça ajudam a concretizar a nossa fé.

PRÓXIMA REFLEXÃO PARA SER LIBERTO DA SINDROME DO SUCESSO:
SUCESSO É CRER.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tomando a Cruz


Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo,

tome a sua cruz e siga-me. Marcos 8.34

 

 

Parece-me extraordinário que Jesus deixasse de se referir à sua cruz para se referir à nossa cruz. De algum modo, ele já sabia que seria crucificado. Ele agora diz que, se alguém quer segui-lo, deve tomar a sua cruz. Não podemos deixar de observar o mesmo sinal de necessidade imperiosa.

 

O que Jesus quis dizer? De acordo com H. B. Swete, em seu comentário sobre o Evangelho de Marcos, tomar a cruz é "colocar-se na posição de um homem condenado a caminho de sua execução". Se tivéssemos vivido na Palestina ocupada por Roma naqueles dias, e víssemos um homem carregando uma trave transversal ou patibulum, não teríamos a necessidade de correr até ele e perguntar: "Com licença, mas o que você está fazendo?" Não, nós o teríamos reconhecido de imediato como um criminoso condenado, porque os romanos forçavam seus condenados à morte a carregar a própria cruz até o lugar da crucíficação.

 

Essa foi a imagem que Jesus escolheu para ilustrar o significado da autonegação. Precisamos resgatar esse vocabulário para que ele não seja adulterado. Não devemos supor que a autonegação seja abrir mão de luxos durante a Quaresma ou que "a minha cruz" seja uma provação pessoal e dolorosa. Sempre corremos o risco de desvalorizar o discipulado cristão, como se ele nada mais fosse que acrescentar uma camada fina de piedade à vida secular. Fure a camada e lá estará, debaixo dela, o velho e mesmo pagão.

 

Não, tomar-se e ser um cristão envolve uma mudança tão radical que nenhuma imagem pode ilustrá-la à altura, exceto a morte e a ressurreição - morrer para a velha vida, ou para o egoísmo, e ressuscitar para uma nova vida de santidade e de amor. Paulo estava adaptando o vocabulário de Jesus quando escreveu: "Fui crucificado com Cristo" (Gl 2.20) e: "Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos" (Gl 5.24).

 

Um último pensamento: Lucas acrescentou o advérbio diariamente à declaração de Jesus: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me" (Lc 9.23, grifo do autor).

 

De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Romanos 8:12-14