terça-feira, 30 de outubro de 2018

Carta às Sete Igrejas


O Reino de Deus não é negociável

Apocalipse 2.8-11

 




Carta à igreja em Esmirna


 — Ao anjo da igreja em Esmirna escreva:

“Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver.

 Conheço a tribulação pela qual você está passando, a sua pobreza — embora você seja rico — e a blasfêmia dos que se declaram judeus e não são, sendo, isto sim, sinagoga de Satanás.

10  Não tenha medo das coisas que você vai sofrer. Eis que o diabo está para lançar alguns de vocês na prisão, para que vocês sejam postos à prova, e passem por uma tribulação de dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida.

11  Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: ‘O vencedor de modo nenhum sofrerá o dano da segunda morte.’”

NAA



Síntese do livro as coisas:

- as que foram,

-as que são e

- as que hão de vir

Jesus Cristo toma sete igrejas, igrejas importantes da revelação.



Esmirna.

 — Ao anjo da igreja em Esmirna escreva: “Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver.



Significa “mirra”, perfume.

Chamada de “a coroa da Ásia”, foi uma das mais bonitas e um cengtro de ciência e medicina.

Atual Izmir, Turquia.

Esmirna tinha uma intensa lealdade a Roma.



Se a igreja de Éfeso for a era apostólica, Esmirna será o tempo das vis torturas do Império Romano. E o seu nome está vinculado à mirra, uma planta amarga que aponta para as experiências de seus seus sofrimentos amargosos, que vão, mais ou menos, até o IV século.



Não podemos negociar a Palavra de Deus

 Conheço a tribulação pela qual você está passando, a sua pobreza — embora você seja rico — e a blasfêmia dos que se declaram judeus e não são, sendo, isto sim, sinagoga de Satanás.



Embora fossem fisicamente judeus, espiritualmente não eram.

Em Romanos 2.28-29, encontramos:

Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão é a do coração, pelo Espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede de seres humanos, mas de Deus.



Eles se associavam a outros pagãos para matar os cristãos na tentativa de erradicar a fé. Ao rejeitar o Messias, o judaísmo se tornou um instrumento de Satanás tanto quanto o culto ao Imperador.

Tais "sinagogas" foram as escolas projetadas pela religião humanista após o cativeiro do povo judeu na Babilônia. Antes deste período não se conhecia nenhum sistema de ensino judaico tão legalista, cruel e controlador. Quanta gente tem sofrido com o peso pesado da conduta externa extraída pelas tradições, ritos, regras, usos e costumes?

Os maiores perseguidores da autêntica igreja de Cristo sempre foram os falsos irmãos que se infiltram no seio da igreja como se cristãos fossem, e alguns dos maiores crimes contra a humanidade foram executados pela falsa igreja. Acredito que um cristão genuíno possa até se defender em certas circunstâncias, nunca caçar ou perseguir alguém.



Ser fiel nas provas

10  Não tenha medo das coisas que você vai sofrer. Eis que o diabo está para lançar alguns de vocês na prisão, para que vocês sejam postos à prova,



Os cristãos legítimos foram sempre sacos de pancada no cenário das perseguições e tudo indica que não há alternativa na vida cristã autêntica: 

Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 2 Timóteo 3:12.

Por quê? Talvez porque a graça ofenda frontalmente ao mérito, a santidade agrida à hipocrisia e o amor incondicional à troca de favores. O real é que a perseguição persegue os santos.

Por isso, podemos mostrar com equilíbrio o exemplo de Policarpo, um dos discípulos do apóstolo João, escolhido pela graça, quando passou por essa prova de fidelidade como o pastor da igreja de Esmirna, no inicio do II séc. Ele foi queimado vivo, em praça pública, depois de ser exortado a negar a sua fé. Mas tanto o imperativo para ser fiel, como a sua obediência estavam atreladas ao governo Divino, em sua vida.

Como não fora possível desfazer o chamado eficaz, não foi factível fazê-lo retroceder de sua convicção, mesmo sob as ameaças sádicas que culminaram com as chamas cruéis da fogueira ardente, uma vez que Policarpo havia livremente se submetido aos desígnios supremos do conselho da vontade soberana da Trindade.



Os 10 tempos da perseguição que aconteceram

e passem por uma tribulação de dez dias. 10b



Durante o período da igreja de Esmirna, os cristãos foram açoitados com as mais cruéis perseguições.

Jesus, aqui, estava animando a Sua igreja diante das atrocidades que haveria de passar, bem como, mostrando as etapas de sofrimento que ela enfrentaria durante dez estágios de aflições.



A história eclesiástica registra, de fato, que estes fatos assim aconteceram.

“As dez grandes perseguições podem ser relacionadas desta forma:

(a) Sob Nero: 64-68 d. C.

(b) Sob Domiciano: 68-96 d. C.

(c) Sob Trajano: 104-117 d. C.

(d) Sob Aurélio: 161-180 d. C.

(e) Sob Severo: 200-211 d. C.

(f) Sob Máximo: 235-237 d. C.

(g) Sob Décio: 250-253 d. C.

(h) Sob Valeriano: 257-260 d. C.

(i) Sob Aureliano: 270-275 d. C.

(j) Sob Diocleciano: 303-312 d. C.



Durante esse tempo, a matança de cristãos foi tremenda".

Está claro no texto que o diabo é o mentor das tribulações, mas os executores foram os Césares, (Kaiser - no grego é Senhor). Este título para os cristãos era exclusivo de Deus e o único ser humano que poderia recebê-lo seria Jesus Cristo, pois, tendo passado pela morte na cruz, encontrava-se, agora, ressuscitado numa dimensão além da terceira.

Por entender que o único Kaiser é Jesus, a igreja, nessa época, foi punida com castigos severos e encurralada nas catacumbas, vivendo escondida, enquanto se fortalecia na graça do Pai. Nesse endereço do submundo ela teve o seu apogeu de identidade cristã. Nunca o seu odre foi tão adequado como neste contexto de torturas e tormentos.



Almejando a Coroa da vida

Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida. 10c



Foi um tempo de prova. Surgiu uma enxurrada de literatura apócrifa gerando confusão, e, portanto, essa foi uma época importante para a confirmação do Cânon bíblico e para que se lançassem os fundamentos doutrinários da suficiência de Cristo na experiência de todo aquele que viesse a crer por meio das Sagradas Escrituras. Nunca houve um período em que a igreja tenha sido tão atacada como este.

Mas foi nessa época que o Senhor prometeu a coroa da vida a todos aqueles que fossem fieis até a morte; ou seja, quem já morreu com Cristo na cruz não vende a sua alforria por nada deste mundo.

Não é possível alguém ser liberto de verdade e voltar para a prisão. A morte não mata quem já morreu em Cristo. Ela é apenas o passaporte para a vida eterna.

A prova da fidelidade significa, verdadeiramente, que aquele que recebeu a fé que lhe foi doada por Jesus, permanece firme somente pela graça do Senhor que lhe sustenta. Não se trata de um predicado do velho homem, mas de um atributo da graça concedido aos filhos de Deus. Não é um talento de Adão, mas um dom Divino aos Seus santos.



O dano da segunda morte

11  Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: ‘O vencedor de modo nenhum sofrerá o dano da segunda morte.’”



Existe não somente a primeira morte, mas a segunda morte, a morte depois que o corpo está morto. Essa segunda morte é pior do que a primeira., tanto nas dores quanto na agonia.

É a morte eterna, morrer e estar sempre morrendo.

Dessa morte, Jesus Cristo salvará todos os seus fiéis. A segunda morte não terá spoder sobre os que participarem da primeira ressurreição.

A primeira morte não os ferirá e a segunda morte não terá poder sobre eles.



Marcos 9.47

E, se um dos seus olhos leva você a tropeçar, arranque-o; pois é melhor você entrar no Reino de Deus com um olho só do que, tendo os dois, ser lançado no inferno, 48 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.



CONCLUSAO

Como Jesus Cristo nos chama para sermos fiéis?

É muito difícil ser crente hoje em dia. Estamos negociando tudo. Mas quem não negociar e for fiel até a morte vai receber a coroa da vida.

Pregação das Sete Igrejas


O RETORNO AO PRIMEIRO AMOR



Apocalipse 2. 1-7

 — Ao anjo da igreja em Éfeso escreva:

“Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candelabros de ouro:

 Conheço as obras que você realiza, tanto o seu esforço como a sua perseverança. Sei que você não pode suportar os maus e que pôs à prova os que se declaram apóstolos e não são, e descobriu que são mentirosos. Você tem perseverança e suportou provas por causa do meu nome, sem esmorecer.

 Tenho, porém, contra você o seguinte: você abandonou o seu primeiro amor.

 Lembre-se, pois, de onde você caiu. Arrependa-se e volte à prática das primeiras obras. Se você não se arrepender, virei até você e tirarei o seu candelabro do lugar dele. Mas você tem a seu favor o fato de que odeia as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.

 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: ‘Ao vencedor, darei o direito de se alimentar da árvore da vida, que se encontra no paraíso de Deus.’”





Um dos momentos mais críticos da vida cristã é quando enfrentamos algum esfriamento espiritual. Você aprenderá aqui a identificar e sair rapidamente dessa fase.

Para entender este princípio de identificação, faz-se necessário antes viver uma vida na presença de Deus. Fica mais fácil identificar as causas quando estamos vivendo uma busca diária e somos surpreendidos por algum enfraquecimento.

Do contrário, pode ser que estamos frios espiritualmente há muito tempo, e nem percebemos quando isto começou ocorrer.

Abaixo, irei te mostrar as três principais causas que são as mais fáceis de se identificar. Inclusive, você pode estar passando por isso! Mas antes, veja a importância do zelo pela presença do Espírito Santo de Deus em sua vida.



Zelando pela presença do Espírito Santo


Após se converter ao Senhor Jesus, o Espírito Santo passa a fazer morada em nós. Somos movidos por Ele e somos atraídos para as coisas que lhe agrada.

Se fizermos conforme a Palavra ensina: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes selados para o dia da redenção”, Efésios 4:30; viveremos sempre aquecidos pela chama do seu fogo Santo.

“E o fogo arderá continuamente sobre o altar, e não se apagará”, Lv 6:13. Este altar é nosso coração, a nossa vida!

Devemos ter o cuidado constante de zelar pela presença de Deus em nós, para que não nos apartamos Dele e venhamos a cair em tentação e assim, atender às nossas concupiscências carnais.





Causas da Frieza Espiritual


Irei agora descrever 3 causas que você poderá identificar em sua vida como um esfriamento espiritual. Na verdade, existem inúmeras! Mas essas três são as principais que desencadeiam todas as outras!

Fique atento! E lute para não cair em tentação, desanimar e assim se afastar da presença de Deus! Pois o inimigo, age de forma sutil e vai te matando aos poucos, sem você perceber!



 1- Desânimo para orar

O cristão precisa ter prazer em conversar com o seu Pai. Quando não sentimos vontade de orar, pode estar ocorrendo um sintoma grave que precisamos logo remediar.

Quando não falamos com Deus sobre nossos problemas, estamos deixando de pedir ajuda à quem pode responder nossas orações, nos ajudar e solucionar todas as questões.

Sentiu-se fraco? A primeira coisa a se fazer é orar! Clamar a Deus e pedir ajuda! Mesmo se estamos cheio de pecados, não podemos deixar de orar, pedir perdão e nos humilhar diante das mãos do Senhor.

É Deus quem sara as nossas feridas! Guerreia as nossas batalhas e nos conforta quando oramos. Tendo fé que receberemos o que pedimos em oração, nada do que for pedido será negado pelo Senhor! Mateus 21:22 

Clame a Ele, peça de volta a alegria da salvação, assim como fez o salmista! Salmos 51:12

Peça perdão, renovo e ajuda ao Deus das causas impossíveis! Se você não sente vontade de conversar com o Senhor, esta é uma causa identificada como esfriamento espiritual!



2- Não quer ler a bíblia


A Palavra de Deus é nosso alimento diário! É através da bíblia que o Senhor fala conosco, orienta e nos dá a direção para trilharmos por sua vontade!

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.” Sl 119:105

Tudo o que você precisa para a sua vida, encontrarás na Palavra de Deus! Ela contém promessas, mas também juízo! Contém bençãos para quem obedece, mas também mostra a consequência de quem desobedece.

Quando passamos por uma fase em que estamos frios espiritualmente, geralmente, deixamos de lado a leitura bíblica.

Existe uma força maligna que nos afasta da leitura da Palavra de Deus. Deixar de buscar a verdade contida na Palavra, faz-nos cair nas mentiras de Belial!



Com isso, a apostasia torna-se iminente! Pois se você não lê, logo também não sente vontade de orar! As heresias e mentiras do diabo acabam te influenciando em decisões erradas!

Percebeu que há muito tempo não sente prazer de ler a bíblia? Identificada a segunda causa de sua frieza!



3- Não quer estar na igreja


Essa é a mais comum. Arrumamos desculpa pra tudo quando não queremos ir à igreja! Estou cansado hoje, desanimado pra ir, a pregação de fulano não é boa, e por aí vai…

Se não queremos louvar ao Senhor, agradecer, engrandecê-lo, tem alguma coisa errada com a gente! Não acha? Estar na igreja nos ajuda à fortalecer a comunhão com o corpo de Cristo.

O Senhor fala conosco através da música, pregação! É bom estar onde Deus está presente! Sabemos que Deus mora dentro de nós, mas veja essa passagem bíblica:

“Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei presente.” Mateus 18:20



Você pode estar pensando neste momento: “-não preciso ir à igreja pra sentir a presença de Deus e Ele falar comigo!” Concordo!

Mas você concorda também, que quando você estava bem, feliz, vivendo o primeiro amor, como você sentia prazer em cultuar a Deus com seus irmãos? A motivação era outra! Você ia pra oferecer sacrifícios de louvores, estava feliz por Jesus te salvado você!



Volte hoje ao primeiro amor e as primeiras obras


Você se lembra? Quando estava transbordante de amor e graça! Você precisa trazer a sua memória o que lhe traz esperança e voltar ao primeiro amor, às primeiras obras! Lembrar dos inesquecíveis momentos que viveu com o Senhor e experiências marcantes!

“Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras…” 
Apocalipse 2:4,5a

Junto com a igreja, você poderá desenvolver e contribuir para o avanço do Reino de Deus, seja cantando, tocando, cumprindo o ide de Jesus, participando de alguma forma,  exercendo o amor, a caridade.

Cumprindo em sua vida as ordenanças de Cristo para a sua igreja, que inclui a santa ceia, o batismo e ide e pregai por todas as nações. Afinal, sem obras a fé está morta! Você precisa se despertar para isso!



 Combatendo o esfriamento espiritual

Deixei aqui com poucas palavras sobre as principais causas de esfriamento na vida do cristão. Logo, as demais características emanam dessas outras.

Se você está passando por isso, precisa urgentemente combater essa frieza! E sabe como? Levantando-se! Acordando pra vida! O Senhor sente saudade de ti, de quando era operante em sua obra e fazia de tudo para lhe agradar!

Por isso é que foi dito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre a tua pessoa”. Caminhando em sabedoria. Efésios 5:14

Venha para a vida! Jesus Cristo tem vida abundante para você, não se deixe vencer pelas fraquezas da carne ou por suas fragilidades!

É Deus quem te dá forças e te sustenta! Que o Senhor te abençoe abundantemente!


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Mensagem do útimo domingo (05/08)



"Firmes"


"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Se nhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo... para que possais resistir no dia mau e, tendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evange lho da paz, tomando... o escudo da fé... o capacete da salvação, e a espada do Espírito... orai... vigiai" (6:10-11, 13-18).



 LUCAS 22

39 E, saindo, Jesus foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40 Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse:

— Orem, para que vocês não caiam em tentação.

41 Ele, por sua vez, se afastou um pouco, e, de joelhos, orava, 42 dizendo:

— Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

43 Então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44 E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o suor dele se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. 45 Levantando-se da oração, Jesus foi até onde os discípulos estavam, e os encontrou dormindo de tristeza. 46 E disse:

— Por que vocês estão dormindo? Levantem-se e orem, para que não caiam em tentação.





A experiência cristã inicia-se com um assentar e continua com um andar, mas não para aí. Todo crente precisa aprender a ficar firme. Todos nós, crentes, precisamos estar prontos para o conflito. Precisamos saber como assentar-nos em Cristo nos lugares celestiais, e precisamos saber como andar condignamente, em Cristo, aqui na terra. Mas precisamos também saber como resistir firmes diante do inimigo.

A questão do conflito nós a examinaremos agora, nesta terceira seção de Efésios (6.10-20). É o que Paulo chama de "estar firmes contra as astutas ciladas do diabo". Contudo, vamos relembrar de novo a ordem em que Efésios apresenta estas questões para nós.

A seqüência é "assentar... andeis... firmes". É que nenhum cristão pode esperar engajar-se na guerra espiritual, sem primeiro descansar em Cristo e naquilo que Ele fez por nós.

A seguir, mediante o poder do Espírito agindo dentro do cristão, ele passa a seguir a Cristo mediante uma vida prática e santa aqui na terra. Se o crente for deficiente em uma destas duas áreas, descobrirá que toda a conversa a respeito de uma guerra espiritual não passa realmente de conversa; ele jamais conhecerá a realidade dessa luta.

Satanás pode dar-se ao luxo de desprezar esse crente, porque este, na verdade, para nada serve. No entanto, esse mesmo crente pode fortalecer-se "no Senhor, na força de seu poder" ao tomar conhecimento, em primeiro lugar, dos valores de sua exaltação aos céus e, depois, de ter andado com Cristo (compare 6.10 com 3.16).

Tendo estas duas lições bem aprendidas, o crente passa a apreciar o terceiro princípio da vida cristã, agora resumido numa única palavra: "firmes".

Deus tem um arqui-inimigo, sob cujo poder estão incontáveis hostes de demônios e anjos decaídos, os quais procuram dominar o mundo e excluir Deus de seu próprio reino. Esse é o sentido do v. 12. É uma explicação das coisas que estão acontecendo ao nosso redor.

Nós só vemos "carne e sangue" armados contra nós, ou seja, um sistema mundial de reis e governos hostis, de pecadores e pessoas perversas.

Todavia, diz-nos Paulo que não é assim. Nossa luta, diz ele, é "contra as astutas ciladas do diabo... contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes", em suma, contra os enganos do próprio Satanás. Dois tronos encontram-se em guerra.

Deus afirma seu domínio da terra, e Satanás procura usurpar a autoridade de Deus. A Igreja é chamada para desalojar o diabo de seu reino, e tornar Cristo o supremo Senhor de todos. Que estamos fazendo a respeito dessa guerra?

Satanás desfere muitos ataques diretos contra os filhos e filhas de Deus. É claro que não devemos atribuir ao diabo aqueles problemas que são o resultado de nossa própria e deliberada quebra das leis do Senhor. Por esta altura deveríamos saber como ordenar estas coisas. Recebemos, porém, ataques físicos, desferidos contra os santos, da parte do diabo, contra seus corpos e mentes, e precisamos estar bem conscientes disso.

É certo que muitos crentes ignoram o inimigo, crentes que não sabem nada sobre os assaltos dele contra nossa vida espiritual. Deixaremos que esses ataques fiquem sem resposta?

Temos nossa posição no Senhor, no céu, e estamos aprendendo como andar com Ele, perante o mundo; mas, como devemos proceder na presença do adversário de Deus e nosso? Diz-nos a Palavra de Deus: "Ficai firmes". "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que Possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo". No grego é um verbo, "estar firmes", acompanhado de uma preposição "contra", no verso 11 o qual realmente significa "manter o território".

Nesta ordem de Deus existe uma verdade precisa, oculta. Não se trata de uma ordem para que invadamos um território estrangeiro. A guerra implicaria, no falar comum, em ordem para que "marchemos". Os exércitos marcham e invadem outros países a fim de subjugá-los e ocupá-los. Deus não nos ordenou que agíssemos dessa forma.

Não devemos marchar, mas "ficar firmes". A expressão "ficar firmes" implica que o território disputado pelo inimigo realmente pertence a Deus e, portanto, pertence a nós. Não precisamos lutar a fim de estabelecer um forte nesse terreno.

Quase todas as armas de nossa guerra, descritas em Efésios, são puramente defensivas. Até mesmo a espada pode ser usada tanto para a defesa como para o ataque.

A diferença entre a guerra defensiva e a ofensiva está aqui: na defensiva retemos o território, e basta-nos defendê-lo; na ofensiva, não temos território e lutamos a fim de obtê-lo.

E essa é exatamente a diferença existente entre a guerra promovida pelo Senhor Jesus e a guerra que nós promovemos. A guerra de Cristo é ofensiva; a nossa, defensiva, em essência. Cristo lutou contra Satanás a fim de vencê-lo, e dar-nos a vitória.



Mediante a cruz, o Senhor levou a batalha ao âmago do próprio inferno, e assim levou cativo o cativeiro (4.8, 9). Hoje a guerra contra Satanás nós a mantemos apenas para preservar e consolidar a vitória que Ele já obteve para nós e nos entregou.

Mediante a ressurreição Deus proclamou seu Filho vitorioso, pois venceu o reino das trevas. O território conquistado por Cristo, o Senhor nos concedeu. Não precisamos lutar para conquistá-lo. Basta-nos que o mantenhamos, expulsando todos os que o desafiam. Nossa tarefa consiste em manter nossa posição, não em atacar.

Não se trata de fazer aumentar o território de Cristo, mas de permanecer no território de Cristo. Deus conquistou aquele terreno, mediante Jesus Cristo. O Senhor a seguir nos deu aquela vitória, para que a mantivéssemos firmes.

Dentro do território de Cristo, a derrota do inimigo é um fato consumado, e a Igreja foi colocada nesse território a fim de manter a derrota do diabo. O inimigo deve ser mantido derrotado. Satanás é quem se empenha em contra-atacar, e seus esforços procuram desalojar-nos da esfera de Cristo. De nossa parte, não precisamos lutar para ocupar um terreno que já é nosso.

Em Cristo nós somos conquistadores. Vencedores. "Mais do que vencedores" (Roma nos 8.37). É nele, portanto, que estamos firmes. Assim é que agora nós batalhamos, não para obter a vitória. Lutamos porque já temos a vitória.

Não lutamos objetivando conseguir uma vitória, porque em Cristo já a ganhamos. Os vencedores são aqueles que descansam na vitória alcançada para eles por seu Deus, em Cristo. Se você quiser lutar a fim de obter a vitória, já está derrotado antes de iniciar a luta.

O primordial objetivo de Satanás não é induzir-nos a pecar, mas simplesmente facilitar para nós o pecado, fazendo-nos sair do território do triunfo perfeito para onde Cristo nos levou. Ao longo da avenida de nosso intelecto, ou de nosso coração, mediante nossa mente ou nossos sentimentos, o diabo nos assalta no descanso que usufruímos em Cristo ou em nosso andar no Espírito.

Todavia, há proteção para nós, uma armadura defensiva para cada parte de nós que for atacada: o capacete, o cinturão, a couraça, o calçado e, cobrindo-nos completamente, o escudo da fé que desvia os dardos inflamados. Afiança-nos a fé: Cristo é exaltado. Diz mais a fé: Somos salvos pela graça de Deus. Continua a fé: Temos livre acesso ao Pai. E termina a fé: Ele habita em nós pelo seu Espírito (veja-se 1.20; 2.8;3.12, 17).

Visto que a vitória é do Senhor, ela se torna nossa. Basta-nos que não pretendamos conquistar uma vitória, mas simplesmente mantê-la: veremos o inimigo perecer em total destruição.

Não devemos pedir a Deus que nos capacite a vencer o inimigo, e tampouco que possamos olhar para Jesus a fim de vencer o inimigo, mas devemos louvá-lo porque Ele já fez essa obra em nosso lugar. O Senhor é o vitorioso. É uma simples questão de termos fé nele.

Efésios 6 preocupa-se com algo mais do que o lado pessoal de nossa guerra. Relaciona-se também com a obra de Deus que a nós foi confiada, a expressão do mistério do evangelho de que Paulo tem tanto que falar (veja-se 3.1-13). Para isto recebemos duas armas, a espada do Espírito e a oração.

"Tomai... a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. E orai em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito. Vigiai nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para com intrepidez fazer conhecer o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que possa falar dele livremente, como devo falar" (6.17-20).

É verdade, por um lado, que nosso Senhor Jesus está sentado "acima de todo principado, e autoridade", e que "sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés" (1.21, 22). Fica bem claro que é a luz dessa vitória completa que devemos dar "graças sempre por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (5.20).

Mas deixe-me adverti-lo: isto não é algo que se pode "fazer em tempo de crise". Na verdade, é o fruto da obediência a Deus, e de uma posição espiritual resultante da obediência, conhecida e mantida. Trata-se de algo que devemos possuir sempre, para que esteja à nossa disposição em época de necessidade.

Hoje estamos dando ênfase demais ao poder da natureza empregado na obra de Deus. Precisamos aprender que, ainda quando é Deus quem inicia a obra, se tentarmos executá-lo com nosso próprio poder, nosso Deus jamais se com prometerá com nossa obra. Você me pergunta que é que eu entendo por força natural.

Descrevendo-a de modo muito simples, eu diria que força natural é aquela que empregamos sem a ajuda de Deus. Atribuímos a uma pessoa a tarefa de organizar algo — que planeje, por exemplo, uma campanha de evangelização, ou outra atividade qualquer — visto que tal pessoa é por natureza uma pessoa organizada e organizadora.

Mas, nesse caso, qual será a dedicação dessa pessoa à oração? Se essa pessoa está acostumada a confiar em seus dons naturais, poderá não sentir necessidade de clamar a Deus. O problema que aflige a muitos de nós é que há muitas coisas que podemos fazer sem precisar confiar em Deus!

Precisamos ser levados àquele ponto em que, ainda que sejamos dotados naturalmente de grandes talentos, não ousamos agir, não ousamos falar, a não ser se estivermos conscientes de nossa contínua de pendência do Senhor.

Sejamos dependentes da unção do Senhor e sejamos firmes nas suas promessas. Firmado em Cristo, seremos mais do que vencedores.

Assentados juntamente com Cristo, andando dignamente com Ele e resistindo firmes diante do inimigo. Essa é a vida do cristão.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Mensagem de Domingo pela manhã (29/07)




Andeis

Portanto, como prisioneiro do Senhor, rogo-vos que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor... (Efésios 4.1.2)



Efésios é um livro que trata de fatos relevantes da nossa espiritualidade:

A- A doutrina (capítulos 1 a 3); 1. Nossa posição em Cristo (1.1-3.21);

B. Prática (Capítulos 4 a 6); 2. Nossa vida no mundo (4.1-6:9); 3. Nossa atitude com relação ao inimigo (6.10-24)



Na primeira seção da carta notamos a palavra assentar (2.6), a palavra-chave dessa seção, o segredo da verdadeira experiência cristã.

Na segunda parte, selecionamos a palavra andeis (4.1), a qual exprime nossa vida neste mundo, assunto dessa seção. Somos desafiados aqui a demonstrar nossa conduta cristã, nosso comportamento coerente com tão elevada vocação.

Finalmente, na terceira seção, encontramos a chave de nossa atitude perante nosso inimigo, a qual está contida na palavra firmes (6.11). Assim é que temos, então:

1. Nossa posição em Cristo - assentar (2.6)

2. Nossa vida no mundo - andeis (4.1)

3. Nossa atitude para com o inimigo - firmes (6.11)

A vida do crente sempre apresenta estes três aspectos.



No estudo anterior, procuramos mostrar que a vida cristã não se inicia com o andar, mas com o assentar. O Senhor Jesus fez tudo por nós, e nossa necessidade agora é de descanso confiante nele. O Senhor está assentado em seu trono, e somos conduzidos pelo seu poder. Toda experiência espiritual verdadeira, santificadora, começa nesse descanso.

Se por um lado a Palavra de Deus nos faz descansar para receber poder para viver, sem o qual a vida cristã se torna um fardo pior do aquele que pretendíamos deixar, por outro ela nos manda “andar”, pois agora esse andar está repleto da disposição que vem emanado do trono da graça. Não mais por obrigação, mas por alegria.

Mas a vida cristã não termina aqui. Embora comece no processo de assentar, esse assentar sempre é seguido do andar. Só depois de havermos assentado de verdade, e havermos descoberto nossa força no ato de assentar, é que de fato podemos começar a andar. O assentar representa nossa posição em Cristo, no céu. O andar em Cristo representa nosso desempenho dessa posição divina aqui na terra.

Podemos, portanto, perguntar-nos: o que Efésios tem a dizer-nos a respeito de nosso andar? Portanto, digo isto... que não andeis mais como andam os outros gentios, na vaidade, do seu pensamento... e vos renoveis no espírito do vosso entendimento. Efésios 4.17,23. A palavra "andar" é usada oito vezes em Efésios. Significa literalmente "andar ao redor", sendo usada aqui de modo figurado por Paulo, para significar "transportar-se a si próprio", "ordenar a alguém seu próprio comportamento". Tal sentido traz imediatamente diante de nós o assunto da conduta cristã, de que a segunda parte da carta trata com profundidade.

A Bíblia prossegue, à luz de nossa vocação celestial, a desafiar-nos no campo de nossos relacionamentos, quando os crentes se relacionam com vizinhos, maridos e esposas, quando nos relacionamos com pais e filhos, com patrões e empregados — tudo isso da forma mais real possível.

A Bíblia diz para andarmos em amor. Andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós. Efésios 5.2. É verdade que somos um povo celestial, mas de nada adianta falar muito do céu distante. Se não trouxermos o céu ao nosso lar ao nosso local de trabalho, à escola e à nossa cozinha, e ali o praticarmos, o céu não terá o menor sentido. Veja no campo dos relacionamentos Cristãos, como os mandamentos de Deus desta seção à nossa frente são diretos e objetivos. Rogo-vos que andeis ... com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor." "Deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo." "Irai-vos e não pequeis." "Aquele que furtava, não furte mais". "Toda a amargura... e toda malícia sejam tiradas de entre vós". "Sede uns para com os outros benignos... perdoando-vos uns aos outros". "Não provoqueis à ira". "Obedecei". "[Deixai] as ameaças". (Efésios 4)

Um número muito elevado de cristãos tem excelente doutrina, mas suas vidas são uma contradição de tudo. Conhecem muito bem os capítulos 1 a 3 de Efésios, mas não põem em ação os capítulos 4 a 6. Seria melhor não ter doutrina alguma do que viver distoando na música da vida.

Precisamos andar refletindo a luz de Cristo. Andai como filhos da luz... descobrindo o que é agradável ao Senhor. Efésios 5.8, 10. Muitos conhecem a Bíblia de capa a capa, escrevem sobre ela, a até mesmo se tornam militantes do evangelho, mas falta-lhes o principal: a obediência mansa ao Senhorio de Cristo. Quando Deus nos converte, perdemos o direito de vivermos segundo a carne. O cristão anda pelo caminho estreito da obediência. Ele se pergunta sempre: em minha situação, o que diria Jesus? Em meus passos, o que faria Jesus?

OS filhos da luz não se metem em corruptelas baratas. Dizem que toda pessoa tem seu preço, mas isso não se aplica a nós, porque não nos pertencemos a nós mesmos. Porque vocês foram comprados por preço. Agora, pois, glorifiquem a Deus no corpo de vocês. 1 Coríntios 6.20. Só tem preço os que estão disponíveis para o comércio das almas, pois fomos comprados. A coroa posta em nossa cabeça anula os ditames da velha natureza. Pertencemos a alguém.

Fomos chamados para sermos "perfeitos" em amor, demonstrando sua graça. Por isso é que Paulo escreve: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós" (5.1-2). Mas não conseguimos encontrar em nós mesmos, por natureza, os meios de atender a esse padrão — o andar "como convém a santos". Onde, então, está a resposta para o nosso problema, o das exigências rigorosas de Deus?

Descobrimos o segredo: [Deus] é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. Efésios 3.20. Numa passagem paralela de Colossenses 1.29, a Bíblia diz: "Para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente". Eis-nos de volta à primeira seção de Efésios. Qual é o segredo da força que move a vida cristã? De onde vem esse poder? O segredo do cristão está em descansar em Cristo, pois Deus nada pede que o que Ele mesmo não financia.

A obra da salvação tem sua iniciativa no coração de Deus e sua execução, na pessoa de Cristo. Todos quantos primeiro se assentar juntamente com Ele poderão andar. No pensamento de Deus, o andar vem depois do assentar, espontaneamente. Nós nos assentamos para sempre com Cristo para que possamos andar continuamente diante das pessoas. Se abandonarmos por um instante nosso lugar de descanso em Cristo, caímos imediatamente e prejudicamos nosso testemunho perante o mundo. Mas enquanto habitarmos em Cristo, nossa posição no Senhor nos assegura o poder de andar dignamente aqui.

Há obras que foram preparadas para nós: Somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Efésios 2.10. Efetuai a vossa salvação com temor e tremor, escreve Paulo aos Filipenses, pois Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. Efésios 2.12, 13. Como funciona o seu relógio? Será que ele primeiro se movimenta, ou primeiro é movido? É claro que ele funciona porque uma bateria foi instalada nele, que lhe fornece a energia para mover-se. Os relógios antigos precisavam que lhes desse corda, e só depois passavam a trabalhar.

Deus está operando em nós! Aqui está o segredo. Enquanto não permitirmos que Deus opere em nós, é inútil que nós nos dediquemos a efetuar a nossa salvação. Frequentemente tentamos ser humildes e piedosos, sem saber o que significa permitir que Deus opere em nós a humildade e a piedade de Cristo. Tentamos demonstrar amor, mas ao descobrir que não temos amor, pedimos ao Senhor.

Na linguagem de Paulo ele primeiro aprendeu a assentar-se. Encontrou um lugar de descanso em Cristo. O resultado é que andava, não baseado em seus próprios esforços, mas na operação poderosa de Deus dentro dele. Ali estava o segredo de seu poder. Paulo viu-se a si mesmo assentado em Cristo. Por isso, seu comportamento (seu andar) diante das pessoas assumiu o caráter do Cristo que nele habitava. Não é de admirar, pois, que ele ore assim pelos efésios: Cristo habite pela fé nos vossos corações. Efésios 3.17.

Todavia, ainda persiste algo que precisamos acrescentar ao que dissemos acima, quanto ao assunto de nosso andar em Cristo. Esse verbo "andar" tem, como pode parecer óbvio, outro sentido adicional. É palavra que significa primordialmente conduta, ou comportamento, mas também contém a ideia de progresso. "Andar" é "prosseguir", "continuar seguindo", pelo que gostaríamos de elaborar um pouco mais essa questão de nossa jornada na direção de um objetivo. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias sãos maus. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. Efésios 5.15-17.

A vida cresce e progride. A salvação é um capacete, não uma toca de dormir. Não há entrevados no caminho da santidade. Deus não nos chamou para o imobilismo. Se você cair, não desista: levante-se! Não fomos chamados para sermos espectadores da história, mas agentes do reino de Deus neste mundo. A persistência do cristão é um sinal da maturidade espiritual. Não te ponhas de emboscada, ó perverso, contra a habitação do justo, nem assoles o lugar do seu repouso, porque sete vezes cairá o justo e se levantará... Provérbios 24.15-16. A perseverança é um precioso elemento que favorece o êxito. Se o justo pode cair sete vezes, significa que ele se levanta uma vez mais. Prosseguir sempre na trajetória cristã é a condição marcante de uma real experiência de transformação.

Você tem crescido diariamente? Percebe a cada dia mais as características de Cristo em sua vida? 


Pr Fábio Alcântara