quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pregaçao desta quarta, 01 de Setembro


Nesta quarta, Deus me deu uma palavra fresca. Compartilho aqui:


Tomar a Cruz

Marcos 8

31 Então ele começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse.

32 Ele falou claramente a esse respeito. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo.

33 Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro, dizendo: "Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens".

34 Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

35 Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho a salvará.

36 Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

37 Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?

38 Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos".

 

INTRODUÇÃO

O texto fala de sofrimento. A cruz é uma tipologia das aflições pela qual passa todas as pessoas. Todos sofremos. Mas o modo de sofrer dos cristãos deve se assemelhar ao de Jesus Cristo. Este olhava para o Pai, pois estava-lhe garantida uma alegria e Ele antevia isso.

 Hebreus 12.2 -  tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.

E nós podemos seguir os passos, assim como Ele olhava para o Pai, n´[os olhamos para Jesus Cristo. A alegria proposta a nós é animadora. Não precisamos temer sofrer, pois é a escola de Deus para nós.

 

DESENVOLVIMENTO

Seguir a Jesus é um privilegio. E almejar isto fará da nossa vida muito mais fácil, pois Ele já foi à frente preparar caminho para nós.

Vejamos o que Spurgeon disse: Visto que Jesus Cristo foi à nossa frente, as coisas não permanecem como seriam se Ele não tivesse passado por esse caminho. Ele venceu todo inimigo que obstruía esse caminho. Alegre-se agora guerreiro medroso. Não apenas Cristo transitou pela estrada, mas ele acabou com seus inimigos. Você teme o pecado? Ele o pregou à sua cruz. Você teme a morte? Ele foi a morte da morte. Você tem medo do inferno? Ele o trancou impedindo a entrada de qualquer um dos seus filhos; eles jamais verão o fogo da perdição. Qualquer inimigo que esteja diante do cristão, já foi vencido. Há leões, mas seus dentes j´pa foram quebrados; há serpentes, mas suas presas foram retiradas; há rios, mas há pontes pelas quais podemos atravessá-los; há chamas, mas usamos a vestimenta incomparável que nos torna invulneráveis ao fogo. A espada que foi forjada contra nós já está cega; os instrumentos de guerra que o inimigo está preparando não tem mais objetivo. Deus, na pessoa de Cristo, retirou todo o poder que qualquer coisa possa ter de nos ferir.

Para desfrutar desse benefício, nosso Senhor mostrou o mapa do caminho que nos leva ali:

 

1-   Negar-se a si mesmo

Pedro fora reprovado porque estava cheio de si. Segundo Jesus, ele cpogitava as coisas deste mundo, evitando o inevitável por amor próprio. Precisava de esvaziamento. Jesus repreendeu Satanás naquela situação.

 

Somos cheios de si com nossos gostos;

Com nossas manias

Com nossas urgências

Com nosso modo de fazer as coisas

Com nosso egoísmo

 

Somos chamados a negar a nós mesmos. Olhar pra frente. Nos esvaziar.

 

2-   Tomar a cruz

A cruz é uma experiência vital para a intimidade pessoal com Deus. Parece mesmo que no reino de Deus não existe ganho sem sofrimentos. Quando somos deixados em apuros temos a tendência de correr para o colo que nos pareça mais seguro. A comunhão com Deus quase sempre tem se desenvolvido a partir dos vales escuros e sombrios. O propósito das provações da vida é a edificação, não o nosso prejuízo.

O vale é da sombra da morte, mas a presença é do Senhor da vida. Se temos a consciência da companhia de Deus, mesmo que o vale seja frio, escuro e apavorante, a serenidade assumirá o controle da situação. Mesmo que a penúria esboce as suas garras, a segurança da Palavra de Deus dominará o nosso espírito. Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiadamente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem? Hebreus 13:5-6. Ainda que a sombra do vale manifeste o gelo da morte, a luz da presença de Deus acaba esquentando o coração, com a certeza de sua Palavra imutável. Se há um vale sombrio a transpor, vale a pena confiar totalmente naquele cuja Palavra vale eternamente.

 

3-   Seguir a Jesus.

Seguir a Jesus Cristo é um grande privilégio. É como um irmão mais velho andando pela frente e nos mostrando o caminho. Ir após Ele é andar no pó dos seus pés. É obedecer a Sua Palavra. É ter a Sua sabedoria como nosso caminho. Seguir a Jesus é o resultado de estarmos seguros nEle. E só podemos fazer isso quando tomamos nossa cruz sem murmurar ou pestanejar. Esperar com paciência apaziguada, sem rebelar-se por estar em aflição.

 

CONCLUSAO

Deus não nos dá uma carga onde Ele mesmo não potencializa o motor. Não dá uma cruz que não podemos carregar. Existe um poema chamado “Cruz Trocada”, que vale a pena ler: Fala de uma mulher que, cansada, achou que sua cruz era mais pesada do que a das pessoas à sua volta, e desejou trocá-la por outra:

Certa vez sonhou que tinha sido levada a um lugar onde havia muitas cruzes, de diversos formatos e tamanhos. Havia uma bem pequena e linda, cravejada de ouro e pedras preciosas.

Ah! esta eu posso carregar facilmente, disse ela. Então tomou-a mas seu corpo frágil estremeceu sob o peso daquela cruz. As pedras e o ouro eram lindos, mas o peso era demais para ela.

A seguir, viu uma bonita cruz, com flores entrelaçadas ao redor de seu tronco e braços. Esta seria a cruz ideal. Então pensou, tomou-a mas, sob as flores haviam espinhos que lhe feriram os ombros.

Finalmente, mais adiante, viu uma cruz simples, sem jóias, sem entalhes, tendo apenas algumas palavras de amor escritas em seus braços.

egou-a, e viu que era a melhor de todas, a mais fácil de se carregar, e enquanto a contemplava, banhada pela luz, que vinha do céu, reconheceu que era a sua própria cruz. Ela a havia encontrado de novo, e era a melhor de todas e a que lhe pareceu mais leve

Deus sabe melhor qual é a cruz que deve nos levar. Nós não sabemos o peso da cruz dos outros. Invejamos uma pessoa que é rica, a sua cruz é de ouro e cravada com pedras preciosas, mas não sabemos o peso que ela tem. Ali está outra pessoa cuja vida parece muito agradável.

Sua cruz está ornada de flores. Se pudéssemos experimentar todas as outras cruzes que julgamos mais leves do que a nossa, descobriríamos, por fim, que nenhuma delas é tão certa para nós como a nossa. Deus está com você, lhe ajudando a carregar a sua cruz.

 

Quando o temor bater à porta do nosso coração, nada melhor que pedir a Jesus para atendê-la, pois corajoso é aquele que teme a Deus, mas não teme as circunstâncias, quando Deus está presente. A ovelha sempre viaja tranqüila ouvindo a voz do seu Pastor, uma vez que a turbulência do coração é acalmada pela suavidade de sua voz e pela cur-vatura do cajado. Se houver escorregões no abismo, com certeza, lá estará o Pastor encurvado na perambeira, tomando nos seus braços a acidentada. Deixemos que Deus cuide de nossas necessidades. Nós não precisamos de nada, a não ser dele.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Esperar no Senhor...


Salmo 27.14 Confie no SENHOR.  Tenha fé e coragem. Confie em Deus, o SENHOR.

 

Uma das posturas mais difíceis que existe na vida do cristão é a espera com oração e pequenos movimentos de fé. Esperar não é fácil. Queremos mesmo é sair fazendo, dando nosso jeitinho, alimentando nossa ansiedade com uma pecaminosa celeridade da vida.

Nossa carne deseja mesmo: Converter os religiosos que estão à nossa frente, ao invés de esperar o Espírito agir na sua forma mansa de amolecer a pedra dura, assim como o tempo faz com as duras rochas; alimentar o desejo de vingança com aqueles que perseverantemente desejam nosso mal; sair impondo nosso jeito de administrar as coisas, impedindo que as pessoas amadureçam durante os erros que cometem; e que possam nos mostrar uma possibilidade de que não estávamos tão certos assim; resolvendo as situações difíceis do nosso jeito para interromper nosso sofrimento egoista. Afinal queremos estar no sofá, sem problemas à nossa volta que nos atrapalhem o bem estar. Sair desesperadamente atrás do povo da igreja com suas necessidades infinitas, na tentativa de manter o sistema girando, numa escravidão eterna de um ciclo mercadológico, mundanizado, deixando o povo ditar a vida do ministro, assim como Moisés fora encontrado por Jetro, em total estado de torpeza emocional.

Esperar não é fácil. É atitude de fé. Uma das mais difíceis matérias do cristão, que ganhou a eternidade, mas não se deu conta dela. Quem adquire essa dádiva, perdeu a pressa. Marchar, e fazê-lo rapidamente é muito mais fácil para os guerreiros do Senhor do que esperar pela voz de comando e permanecendo parado.

O que fazer então? Atormentar-se pelo desespero? Recuar com covardia? Virar à direita com medo? O precipitar-se na presunção? Não. Simplesmente esperar. E esperar com oração. Clamando a Deus e desdobrar o caso diante Dele.

Em dilemas entre um dever e outro, é doce ser humilde como uma criança e esperar pelo Senhor com simplicidade de alma. Espere em fé. Expresse sua firme confiança nEle, pois a espera sem fé é um insulto ao Senhor. Espere com paciência apaziguada, sem rebelar-se por estar em aflição.

Spurgeon ensina a orar: Agora Senhor, não mais a minha vontade, mas a Tua vontade seja feita. Eu não sei o que fazer, mas esperarei até que o Senhor libere o rio, mova a nuvem ou que os inimigos recuem. Esperarei até que o Senhor me faça esperar por muitos dias, pois meu coração está fixado somente no Senhor, e meu espirito espera na convicção plena de que serão minha alegria e minha salvação, meu refúgio e minha fortaleza.

Pr. Fábio Alcântara

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O cansaço do servo e serva de Deus

Como são preciosas as devocionais que homens e mulheres de Deus deixam para nós. E certamente o Senhor os usa para perpetuar a experiencia. Hoje acordei e fui surpreendido pela devocional de Christopher Shaw:

"É um aprendizado bastante útil para cada ministro/a reconhecer que nao somos nós a mover as coisas do Reino. É pelo agir de Deus que se produz vida abundante. Quando um líder chega à profunda convicção de que "se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que nela edificam", encontra-se assim em ótimas condiçãoes de participar dos projetos de Deus. Terá deixado de confiar em suas proprias habilidades, paixões e impulsos para colocar toda a sua confiança em seu Pai celestial. Este sim é um modo desejável".

Sim. Façamos isto. A fé descansa, e nao fica se batendo de um lado para o outro. Se você tem paz consigo, com as pessoas e com Cristo, treine seu espírito a descansar no Senhor e não andar de tanque vazio no ministério.

Graça e Paz!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Respostas a algumas perguntas feitas a mim


1-      Percebe-se em nossos dias , que a visão e os sonhos românticos de uma vida de "sucesso ministerial " dão muitas vezes lugar à frustração, ao cansaço, a ira, à tristeza, à amargura , ao desapontamento, desanimo,  depressão, auto comiseração, crise de identidade pastoral  e consequentemente abandono do ministério.  A que o Senhor atribui isso ? Explique:

 

Atribuo isso à pressão que tomou conta do meio Eclesíastico, face às igreja Neo Pentecostais com seu crescimento numérico baseado na lógica mercantilista.

Mesmo que muitas denominações, como a nossa, não faça pressão por resultados, o Pastor/a fica cercado pela mentalidade de sucesso ministerial.

Isto causa o sentimento de inutilidade e de fracasso.

Se não houver um firme posicionamento na fé e uma vocação ministerial sincera, os sintomas de doença emocional certamente acometerá o obreiro/a.

O remédio está em ter uma consciência tranquila diante de si mesmo, de Deus e das pessoas. Prosseguir no chamado e manter-se num estilo de vida simples e desapegado, sabendo que é chegado o Reino de Deus.

 

2-      O que você entende por sucesso pastoral ?

Sucesso Pastoral é exercer honestamente o chamado feito por Deus, ensinando o Evangelho, independente da mentalidade mercadológica que infestou o meio cristão.

 

3-      Pastorear uma igreja com uma quantidade expressiva de membros, possuir um bom carro, morar bem, ter um excelente plano de saúde , pode ser considerado como um ministério pastoral bem sucedido ?  Porque?

De forma nenhuma. Porque se isto se transformar num fim em si mesmo, tal Pastor/a sucumbirá no vazio existencial da sua vocação.

 

4-      A influência  pós moderna, sugere uma figura pastoral orientada pelo mercado e pelo marketing. O que você acha disso?

Um desvio do chamado, conforme mencionei acima.

 

5-      Parece que o título " pastor está desgastado ", como o Senhor  percebe isso ?

A falta de credibilidade e relevância na sociedade tem dificultado a imagem pastoral. Está desgastada a imagem da figura Pastoral porque a Igreja em si não tem mais formado pessoas com responsabilidade. Ser convertido a Cristo não faz de alguém um Pastor com suas responsabilidades éticas e morais que dão crédito a uma pessoa. Hoje os/as Pastores/as mais se parecem com animadores de auditório do que pessoas formadoras de caráter e opinião.

Uma palhinha do livro PEGADAS DE LOBO NA PORTEIRA: “Antes de Deus usar uma pessoa como ministro do evangelho, ele precisa transformar essa pessoa em uma nova criatura, pelo milagre do novo nascimento, através da sua morte e ressurreição juntamente com Cristo (p.88). Não confunda o novo nascimento produzido pelo Espírito Santo com a aceitação de Jesus patrocinada pelo espírito humano, que busca resultados estatísticos para encher igrejas”.

6-      Títulos ,  mestre,  administrador, psicólogo, sociólogo, e bacharel nas mais diversas áreas,  doutor,  pós doutor , apóstolo,  etc... Em que isso relaciona-se com sucesso pastoral ?  Explique seu ponto de vista ?

Explica-se pela necessidade de uma pessoa miúda de espírito agregar títulos para afirmar-se como grande diante dos outros.

7-      Em sua opinião o que é preciso para desenvolver um ministério relevante, saudável e duradouro ? Que conselhos o Senhor  daria a pastores que estão iniciando o ministério hoje ?

Um ministério duradouro vêm da perseverança e constância no trabalho, confiando totalmente no Deus da obra.

Meu conselho é que cada um seja simples e faça tudo conforme suas forças, sem mensurar o sucesso do seu trabalho com resultados visíveis. E que se envolvam pouco com os negócios deste mundo, evitando levar uma vida que não condiz com sua realidade. Mas, conforme lhe foi dado nas circunstâncias favoráveis, que aprendam de tudo, sem preguiça para ser relevante, evitando as 3 tentações do ministério: brilhar, queixar-se e a tentação de descansar demais (conf Pr. Glênio diz no livro, pág. 29)

 

8- O Senhor se considera um pastor  bem sucedido ? Explique:

Muito bem sucedido.

Porque tenho a consciência tranquila com Deus, comigo e com os que me cercam, de que faço o trabalho pastoral com zelo e responsabilidade.

 

sábado, 30 de julho de 2016

autoimagem

È terrível a preocupação com a nossa visibilidade, a nossa imagem pessoal perante os outros!

Pr. Glênio

quinta-feira, 21 de julho de 2016

para meditar





GOSTEI MUITO DA PUBLICAÇÃO DO MEU AMIGO GABA.


Assim era a música para meu pai. Mais do que uma profissão, a música era uma forma de exercer sua vocação. Era difícil saber quando ele estava trabalhando e quando ele estava se divertindo. Passava horas tocando sua gaitinha e o fazia pelo simples prazer de tocar. Dedicava boa parte do seu tempo compondo, ensaiando e gravando. Mas não tinha grandes pretensões, pois o sucesso para... ele não era medido pelo número de cópias vendidas, mas pelo tempo que podia dedicar fazendo o que mais amava e pelo prazer do privilégio de contribuir com o progresso vocal e artístico de seus alunos.
Mais do que uma fonte de renda, a música era (e continua sendo) um canal de expressão da sua fé. Suas convicções de fé em Jesus Cristo estão impressas nas letras de suas composições. E elas atingem corações e transformam vidas. Ele cantava o que vivia, vivia o que cantava.
Mais do que melodias e arranjos, a música era uma forma de contar sua própria história de superação. Meu pai não teve vida fácil, pelo contrário, experimentou momentos de rejeição, passou por dificuldades financeiras, sofreu frustrações profissionais, batalhou contra enfermidades e vivenciou conflitos familiares. Apesar de sofrer nos dias maus, ele não se abatia. Deixava o que passou para trás e olhava à frente o caminho à conquistar, sempre com alegre coração e com sua confiança depositada em Deus.
E Deus o honrou, pois curou as enfermidades da sua casa, transformou a sua vida e a vida dos seus filhos. Deus lhe concedeu o privilégio de poder exercer sua vocação com alegria, testemunhar da sua fé e promover transformação de vidas.
Aqueles que se relacionaram com ele e o aceitaram como ele era, tiveram a oportunidade de admirar, respeitar e amar esse ser humano incrível.
Ele se foi e deixa um vazio em nossos corações. Mas também deixa um legado de superação, autenticidade, simpatia e fé, testemunhado através de sua vida, evidenciado em sua despedida e eternizado em suas canções.
Pai,
Sentiremos tua falta. Lembraremos de você sempre com muito carinho.
Você tem a nossa admiração, o nosso respeito e o nosso amor.
Seus filhos,
Guilherme, Gabriel, Francielle, Evelyn

“Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia da sua vida.” - [Confúcio]

domingo, 5 de junho de 2016

Mensagem deste Domingo, 05


Lambendo veneno – a raiz da amargura
Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. Tomem cuidado para que ninguém abandone a graça de Deus. Cuidado, para que ninguém se torne como uma planta amarga que cresce e prejudica muita gente com o seu veneno. Hebreus 12.14-15
Deus, nosso Pai, nos tornou filhos. Ele tirou o pecado de nós, tirou o coração velho para colocar o Seu Espírito para governar nossa vida. Devemos ter muito cuidado e verificar se estamos de fato vivendo como um filho do Altíssimo. Tal pai, tal filho. Não se engane: sua conduta define sua filiação. Vocês são filhos do Diabo e querem fazer o que o pai de vocês quer. Desde a criação do mundo ele foi assassino e nunca esteve do lado da verdade porque nele não existe verdade. Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras. João 8.44
Os filhos/as de Deus são o oposto. Não pode haver mentira nem espirito assassino, pois não pode haver dois sentimentos saindo do mesmo coração. Ou ama ou odeia. Odiar e amar ao mesmo tempo, são Características dos filhos bipolares do inferno, cujo pai está ditando sua conduta. Não existem bipolares no mundo dos renascidos. Aquele que nasceu de novo não tem o costume de lamber o veneno que o pecado produz: o ódio e a amargura.
Neste mundo damos muitas trombadas. Afinal somos todos diferentes e repletos de interesses próprios. Quando o outro não corresponde nossas expectativas, ficamos extremamente machucados pois o ego intocado por Deus está cheio de si e não permite a liberdade alheia. Quem experimentou o amor de Deus jamais prende alguém em sua cadeia amargosa, pois reflete o mesmo amor experimentado. Uma pessoa de espirito liberto sempre promoverá a libertação do outro.
Para sermos libertos da amargura precisamos experimentar a obra da cruz, pois sem isso, o amargurado se torna carcereiro. Uma pessoa magoada corre um grande risco de tornar-se profundamente amargurada em seu íntimo, ainda que na aparência pareça sem sintoma. Gente amargosa é gente de dificílima convivência. Os amargurados são pessoas capazes de golpear, envenenar e adoecer gerações inteiras, com os mesmos sintomas amargosos que lhe amarguraram a alma. O convívio com pessoas amargas é um meio de contágio da amargura em nossas vidas. O ácido mais destrutivo no mundo encontra-se em uma alma amarga. Mas Jesus Cristo veio ao mundo para mudar sua história!
A obra de Cristo na cruz foi suficiente para nos libertar das marcas e cicatrizes infligidas a nós por este mundo tenebroso. Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. 1 João 3.8. 
Jesus se manifestou para que fôssemos libertos das correntes do pecado. Na nova vida, podemos entregar, pela fé, todas as experiências do passado que nos infligiram e podem afligir os outros. A cura que veio da cruz não é produto falsificado que não produz efeito, mas uma poderosa obra sobrenatural com efeitos potentes na vida daqueles que creram na sua libertação, atestada pela Bíblia. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. 1 Pedro 2.24
Mágoas e ressentimentos são velharias da natureza pecaminosa que foi crucificada com Cristo. Preste atenção se você não quiser ter uma surpresa quando estiver na hora da verdade da salvação: se você é um discípulo verdadeiro de Jesus Cristo, não há espaço na tua vida para a prática do pecado da mágoa ou ressentimento. Cuidado com a sua filiação. Filhos de Deus tiveram suas vidas crucificadas juntamente com Cristo. Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado. Romanos 6.6. Para mim, só há um remédio à vista: a cruz de Cristo Jesus. Para podermos perdoar de verdade precisamos morrer juntamente com Cristo na cruz e recebermos a vida da ressurreição como a única capaz de nos imunizar contra o vírus do ódio.
Ora, se somos filhos de Deus, e vivemos neste mundo dando trombadas, estamos sujeitos às contusões diárias, mas, também estamos equipados, pela vida de Cristo, que habita em nós, a perdoar os agressores, assim como Ele nos perdoou. Muitos discípulos de Cristo ainda vivem sob a custódia de alguns sentimentos doloridos do seu passado. Eles já foram perdoados total e cabalmente pela graça, mas continuam cultivando emoções dolorosas nos canteiros subterrâneos de suas almas ressentidas. Até são salvos, mas ainda vivem melindrosos e malacafentos, cultuando as suas manias de arrancar cascas de ferida e bochechando a raiz de amargura como se fosse um xarope para curar a sua dor de cotovelo.
A melhor maneira de cultivar a amargura e viver de ressentimentos é esperar demais que as pessoas o tratem bem, que lhe deem atenção, que façam o que você deseja. Quanto maior a expectativa que você colocar na resposta emocional ou comportamental da outra pessoa em relação a você, talvez pior será seu ressentimento quando a outra pessoa lhe frustrar.
O perdão é a única alternativa para a saúde emocional dos salvos. Não existe outra opção para os filhos de Deus, senão perdoar A prisão de segurança máxima, impossível de se empreender uma fuga, é aquela construída com as grades invisíveis do ódio. Como dizia o Cardeal François Fenelon: "quem tem mil amigos, nem sempre os encontra; quem tem um inimigo, encontra-o em toda parte". Este inimigo, com certeza, vive escondido debaixo dos nossos próprios trajes. Para onde você for o inimigo vai junto, mas sem passagem, nem passaporte. Se você for ao restaurante, ele vai com você e come junto, mas só você paga a conta e ele ainda regurgita em seu prato.
Está comprovado que o ressentimento não só deixa a pessoa infeliz, mas deixa-a também doente fisicamente. Muitos médicos acreditam que muitos seriam curados se abandonassem o ódio que tem no coração. Estudiosos de psicologia acreditam que o ressentimento e a raiva podem acabar esgotando as reservas essenciais de serotonina do nosso cérebro, causando perda de memória, incapacidade de tomar decisões e até depressão. E eu acredito que o ódio traz consigo uma legião de demônios. Assim como a carniça atrai urubu, o ódio atrai urucubaca!
Quando o seu irmão estiver embirrado com você, por alguma coisa que você tenha feito, a alternativa é buscar a reconciliação com ele. Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Mateus 5:23-24.  Se, contudo, ele não quiser se reconciliar com você, então o entregue ao Senhor e espere o tempo da graça em sua própria vida. Porém, se é você que está magoado com a pessoa que o ofendeu, a ordem do Pai é: perdoa. Se não formos libertos dos ressentimentos, vamos passar esta vida em cadeias de segurança máxima, em nosso íntimo, e em tormentos eternos, depois da morte aqui na terra.
Como então, vivendo num mundo empoeirado pelo pecado, e não se deixar contaminar? Não existe regrinha de três passos e nem apostilinha que seja capaz.
Um experiente escritor bíblico afirma: quero sugerir uma coisa: só a morte do amargurado acaba com a sua amargura. É preciso morrer o amargurado e sua altivez, a fim de fazer morrer a raiz da amargura que viceja no fundo da sua alma, consumindo todas as energias vitais. A única maneira de libertar o pecador do seu pecado é fazê-lo morrer juntamente com Cristo. Sem a morte do arrogante não há libertação da arrogância. Como morremos? Crendo na nossa morte com Cristo. Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Colossenses 3.3
Para viver assim, de modo abundante como o Evangelho de Jesus Cristo contempla, só sendo alguém que vai além da esfera da religião e passa a uma vida de discípulo. O religioso vai se esquecer desta palavra assim que o culto terminar. Assim como ele sai do culto, o culto sai dele.
Desejo e atitude são características dos que são alcançados por Jesus Cristo. A porta é estreita e poucos são os que entram por ela. É mais fácil criticar e viver sem o desconforto da obediência à Palavra de Deus, entrando e saindo pela porta larga, do que viver no estreito caminho das pegadas do Mestre. Tito 2.14 afirma que Jesus se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.
Como está a sua vida? Existem pessoas que precisam do teu perdão? O ambiente do teu lar é banhado por liberdade onde todos tem compaixão uns com os outros, reconhecendo e respeitando suas limitações?  Você tem as chaves que prendem ou soltam os outros e você.
Pr. Fábio Alcântara