sábado, 27 de dezembro de 2008

O DILEMA DA PROATIVIDADE

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. Em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria. Provérbios 16:18 e 11:2.
O Criador é a causa não causada que tudo causa sem ter nenhuma causa que lhe tenha causado. A criatura é uma causa causada que nunca poderá ser a causa que tudo causa. O Criador pode descer até o nível da criatura sem perder a sua essência, mas a criatura nunca poderá alcançar o patamar do Criador. Javé pode tomar a dimensão do homem, porém o ser humano encontra-se impossibilitado de se tornar Deus.

Deus é o Criador. Ele criou os anjos entes imateriais e em seguida a realidade física. O homem é um ser espiritual psicossomático dirigindo-se pela via psicossocial. Na criação há um fato incorpóreo que transcende à mecânica. Mesmo a física quântica que tenta explicar a energia atômica não consegue elucidar a realidade desta vida espiritual. Lúcifer é anjo e seu pecado é ingênito, isto é, incitado e gerado por ele mesmo ao se confrontar com o Criador. Como criatura, ele não poderia ser o Criador, mas sendo uma criatura dotada de cobiça poderia desejar ser Aquele que ele nunca poderá ser. Ao se confrontar com o Criador a criatura Lúcifer desejou tornar-se Criador, originando assim uma concorrência que acabou produzindo um conflito complicado. A conspiração espiritual luciferiana teve ainda influência no mundo atômico e os seres humanos acabaram sendo atingidos pelos efeitos da rebeldia dos poderes metafísicos.

Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. 1João 1:5b. Lúcifer é um anjo de luz que se tornou o príncipe do império das trevas. Elohim o criou cheio de luz, mas como uma criatura finita. Quando ele caiu, em razão de seu inconformismo, tornou-se a causa causada, causadora do império das trevas que obscurece a compreensão humana.
No Jardim do Éden, o primeiro casal foi confrontado com a possibilidade impossível de ser como Deus, sendo tentado nos seus desejos teomaníacos. Como ensina a filosofia da cabala, o homem é o que deseja, por isso, em vez da criatura ser apenas um reativo receptor da luz, ela passa a ser um proativo desejando ser a luz. Ora se o Criador é luz, a criatura, do mesmo modo, pode desejar ser a luz. Em termos práticos, o objetivo da tentação é transformar a criatura de uma entidade reativa em uma entidade proativa. Aquele que é o efeito pode desejar ser a causa não causada. O ser criado quer ser o Criador. Aquele que é controlado pretende se tornar controlador e o que recebe, anseia ser aquele que compartilha. Este é o objetivo final da vida proativa do receptor humano, invadido pela inveja do pecado.

A realidade da conspiração tem como propósito eliminar o Pão da Vergonha. Esta é uma expressão cabalística que demonstra todas as emoções negativas ocorridas por um sucesso imerecido. Todo aquele que, abandonado pela sorte, se vê obrigado a aceitar a caridade, está comendo o Pão da Vergonha. Mas, o que se percebe nesse jogo é a arrogância da criatura contra o repouso da graça. É o grito de independência ou sorte!

O apóstolo Paulo teve o discernimento do Espírito quando mostrou com clareza o quadro tenebroso da estratégia maligna: Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 2 Coríntios 4:3-4.
O ofuscamento espiritual é produto do deslumbramento do ego. A venda do Príncipe das Trevas impede que o sujeito enxergue além do seu umbigo. E assim, a miopia narcisista acaba afogando o dito-cujo num poço de lama na beira da estrada. A proatividade em fazer por merecer e de ser a causa da sua própria satisfação é a semente inchada do orgulho, que surge pela comparação e se manifesta numa inveja explosiva e contrária ao Criador. Essa inveja desencadeia uma competição de onipotência aguda, gerada no íntimo da criatura inquieta ao buscar a sua independência de Deus.

Frederico Nietzsche dizia em um dos diálogos do personagem apelidado de o Homem Feiíssimo, o seguinte: - como poderei admitir a existência de Deus, se eu mesmo não for Deus também? Aqui reside o dilema da resistência proativa. O pecado é o produto da inveja que não suporta ser menos do que Aquele que é mais, maior e melhor.
A proatividade, neste caso, representa a insuportabilidade das diferenças e desigualdades, enquanto a proposta de igualdade do iluminismo testemunha de uma padronização invejosa. "Espelho, espelho meu! Quem é mais bonito do que eu?"
Se eu não sou aquele que gostaria de ser, a minha admiração se transforma numa crítica ridícula com o intuito de depreciar o outro, a fim de, quem sabe, promover-me à pose invejada. A pretensa igualdade dos desiguais é o lamento dos destroçados. Quem advoga a demolição do pináculo é sempre o fundo do vale.

A lixeira se queixa por não viver no luxo e aposta em desbancar quem ali vive. Ninguém aspira a ser a vala do esgoto, já que o partilhar igualitário é o tema de quem só ambiciona ser o cume da montanha. Destarte, a equidade torna-se - mutirão tapa buraco.
A pauta na agenda da alma rebelde é o jogo com o mais elevado. O ego foi pervertido pelo desejo de competir. O que se define como o estímulo do pecado é a energia usada para rivalizar-se com alguém em virtude das suas diferenças. Os desafios são mais intensos do que a vitória, os riscos mais empolgantes do que a certeza da conquista, pois a proatividade dá o sabor de que o sujeito em ação é o ator principal da história. O pecado propõe tornar a criatura em protagonista do drama existencial. Como atleta olímpica ela é treinada com o objetivo de merecer a conquista e erradicar, deste modo, o Pão da Vergonha. A graça é o maior insulto ao mérito. Jesus Cristo foi rejeitado como o Pão Vil de um cardápio indigesto. É triste ver a humanidade erguendo escadas para se projetar no cenário do alpinismo social.

Para os israelitas que saíram do Egito, o Maná foi considerado como um pão bolorento e desprezível. Seria a graça barata? E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil. Números 21:5.
A graça ofende a auto-estima. Ganhar sem labutar reduz a aquisição a alguma coisa detestável e dispensável. A esmola é um sinal de desdouro pessoal. Viver da caridade é um ultraje inconcebível para os nobres e esnobes deste planeta infestado de orgulho. O Maná tornou-se um prato enjoativo para os que se dizem donos do mundo.

O pão nosso de cada dia nos dá hoje é uma afronta ao merecimento. Temos que nos empenhar sempre para fazer jus às conquistas que marcham pela frente. Dizem: a herança recebida desestimula o espírito empreendedor. Ganhar de graça é algo sem graça para o soberbo que exige o reconhecimento dos seus esforços. Nada pode ser mais sem valor do que um prêmio que não veio molhado de suor e envolto em dedicação.
Quarenta anos de Maná no deserto foi um tempo longo demais para o fastio de uma geração que requeria um menu sofisticado e oneroso. Ser mendigo e receber a esmola da graça é um insulto insuportável para toda essa gente metida que prefere pagar caro pelo seu ingresso no espetáculo da plenitude da vida.

Faço parênteses: o trabalho suarento é parte da penalidade do pecado. Por causa da rebeldia adâmica todos têm que transpirar para conseguir o pão diário. Todavia, o Maná aponta para Cristo, o alimento que sacia a fome íntima de significado, dando-nos a identidade eterna de filhos de Aba. Este Pão é absolutamente gratuito. Neste mundo os afazeres são sempre afanosos, mas a carta de alforria dos escravos do pecado é de graça. Embora o progresso da vida cristã demande diligência, o título da salvação é dádiva divina. A evolução exige ânimo, se bem que apoiado pela graça. Muitos não entendem que o evangelho é uma doação de cunho familiar. Jesus veio revelar que Deus é o Pai que tem prazer em presentear graciosamente a todos os seus filhos enlameados. Veja essa pegadinha bem humorada no livro de Ester: E, entrando Hamã, o rei lhe disse: Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? Então, Hamã disse no seu coração: De quem se agradará o rei para lhe fazer honra mais do que a mim? Ester 6:6. Quanta presunção!

Hamã, que tipologicamente revela a carne, achava que ninguém deveria ser mais importante no reinado de Assuero do que ele mesmo. Assim, descreveu uma cerimônia pomposa e cheia de detalhes para a sua condecoração. Mas veja o desfecho: Então, disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma as vestes e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mordecai, que está assentado à porta do rei; e não omitas coisa nenhuma de tudo quanto disseste. Ester 6:10.
Hamã caiu do cavalo. Eu também. O meu pecado me coloca numa posição de destaque. Eu sou sempre proativo em meu favor. Gosto de me estimar diante dos outros, ainda que esta atitude passe despercebida pela maioria, nunca passará desatenta a Aba. Mas esta palavra em aramaico é a denominação de Pai, revelada no evangelho da graça. Aba não é um empresário assalariando empregados suados. Do mesmo modo não é um técnico exigindo desempenho dos seus atletas para conquistar o torneio principal da temporada, a qualquer custo. Aliás, ninguém monta no cavalo porque merece.

Tudo o que acontece na vida cristã é pela graça, até mesmo o esforço. O galardão também é obra da graça. A proatividade dos filhos é patrocinada e promovida pelo Pai. A graça é que nos faz agir de acordo com os protocolos do Reino de Deus.
Na casa de Aba não há nenhum carrasco ou sargentão mantendo todos sob a pressão do medo, nem gerente insistindo pela coação do resultado. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. Romanos 8:15.
A fé cristã é uma celebração em família e não a festa glamorosa do Oscar premiando a gente ilustre do cinema. O evangelho não é uma recompensa pelas conquistas, mas o usufruto exultante do amor incondicional do Pai. Ser uma pessoa proativa no Reino de Deus não significa ser um executivo intransigente exigindo desempenho. Crescer na graça é crescer graciosamente em Cristo à maneira Dele, por meio Dele e para Ele. Glória, pois a Ele, eternamente. Amém.
PR Glenio Paranaguá

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A Nova Inteligencia da Burrice


Sempre ouço as pessoas desdenharem do Presidente Lula. "Não estudou? Vira Presidente!"


Independentemente da minha opinião sobre o Presidente, vejo que a marcadologia do conhecimento está produzindo uma nova tropa de pessoas emburrecidas. Considero que:


- Faculdade nao torna ninguém inteligente, nem ético;


- Conheço muitos doutores incapazes de ter um bom relacionamento;


- Conheço professores de faculdades de determinadas áreas que se alimentam de livros e internet para lecionarem;


- Se todos os doutorados e MBA's que existem hoje produzissem 10 por cento de "Lulas", o Brasil estaria bem melhor.


- Nada substitui o conhecimento e a experiencia. Muito menos a escolaridade.


Burros são os que criticam o Presidente e vão morrer na sua insignificância.


"Aquele que possui conhecimento refreia as suas palavras; e a pessoa de entendimento é de espírito sereno". Pv 17.27


Shalom!

sábado, 13 de dezembro de 2008

A Nação Divorciada

Li esta semana na Gazeta do Povo um editorial muito curioso, que nao falava de politica, economia ou violência, mas de... CASAMENTO. Leia a seguir:

Os números sobre o divórcio no Brasil – recém-divulgados pelo IBGE – bem poderiam se somar à lista de tragédias nacionais crônicas. Não é exagero. À violência nas raias de filme de terror, ao trânsito que mata mais que a Guerra do Vietnã e ao grotesco abandono da juventude – para citar apenas três mazelas que bradam os céus – bem poderia ser acrescentado o fenômeno dos casamentos desfeitos na mesma facilidade com que bananeiras dão cachos. De 1983 a 2007, período em que os índices estão computados, a taxa de separações judiciais cresceu 200%. Apenas em 2007, saltou em 44%. Foram 916 mil rompimentos de contrato nupcial em um mísero ano, fazendo soar o alerta, já que quase 50% de fracasso de qualquer coisa é um bom motivo para se dizer “pare o mundo que eu quero descer”. Não é o que acontece.

Para surpresa geral da nação, apesar dos índices, o divórcio figura entre aqueles assuntos estranhos à pauta das discussões nacionais, encontrando mais guarida nos salões de beleza e nas fofocas de repartição do que no plano das políticas públicas. Interessam os índices subsaarianos na educação, os mecanismos de corrupção dignos de uma seqüência do 007, mas não o desmantelamento da família, como se os laços afetivos não tivessem a ver com o atual estado das coisas. A “Marcha Nupcial” fica reduzida a uma trilha sonora romântica, a um sonho de menina.
Além de que, questionar o divórcio soa como caretice, um rótulo que ninguém quer carregar. Dos divorciados, que se ocupem os religiosos e os próprios interessados, até porque reza o ditado – “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.” E vire-se a página.

Ao limitar o casamento a uma questão de foro íntimo, contudo, subestima-se o peso que essa instituição tem sobre o tecido social. Qualquer pessoa que já tenha acompanhado um desenlace, ainda que pela fresta da porta, sabe o que significa – particularmente para os filhos. Por essas e outras, não há nada de reacionário em desejar uma sociedade organizada em torno da redução dos divórcios – e principalmente na compreensão desse fenômeno, para além da frieza das estatísticas do IBGE.
Seria um sinal de maturidade, sim, que outras organizações, além das igrejas, se ocupassem de entender por que o Brasil está se tornando uma sociedade divorciada, enfraquecida na base e fatalmente mais solitária. Os descasados estão na nossa nau dos desacertos – e passa da hora de resgatá-los.

O senso comum já o comprova – o divórcio não é, como se diz a boca-pequena, um sinal de que as amarras da moral conservadora e da tradição católica foram desfeitas, instalando a Era de Aquarius e oba. Se fosse assim, o mundo estaria melhor, merecendo um novo mandamento divino na voz de Charlton Heston: “Divorciai-vos e encontrareis a felicidade.” Não é o que vê um professor, por exemplo, ao se deparar com uma sala de aula em que 50% dos alunos são filhos de lares desfeitos.
Os traumas da separação costumam ser tão grandes ou maiores do que os causados pela convivência arisca entre os cônjuges. Não raro, a família em crise abre caminho para outros desacertos da vida. O ideal é que a rede de proteção tenha estrutura para se ocupar disso também, tanto quanto faz com a situações de drogadição, abandono ou abuso contra crianças e adolescentes.

Bom, pode-se argumentar que não faltam instrumentos para amenizar os efeitos da separação irremediável, posto que toda separação é assim pintada: antes ela do que tiros trocados sob o mesmo teto. Casais cientes dos deveres para com os filhos costumam refazer o pacto de convivência, garantindo uma transição menos traumática para o novo consórcio. Modelo que não raro se transforma na divertida fórmula “os meus, os teus e os nossos” – marca das famílias formadas por segundos e terceiros casamentos.

Qualquer arranjo civilizado é, sim, para festejar. O que não implica em ignorar os maus lençóis em que o casamento está metido desde que se instalou a crise das instituições, desencadeada com o pós-Guerra, a revolução sexual, a contracultura. Esses momentos contribuíram para a reavaliação dos costumes, mas o fizeram demonizando a família, sem dó nem piedade. Tornou-se moeda corrente identificar a casa, o pai e a mãe, e o que eles ensinam, com um cenário mofado, um retrato em sépia – o que é no mínimo injusto.

A vida não é um filme da nouvelle vague. Passados 40 anos dos ventos dos anos 60, não é difícil deduzir que os atentados à família foram o preço altíssimo pago para que se instalasse uma sociedade secularista, gerando uma contradição da qual somos hoje reféns. Ao mirar sua metralhadora nos lares, as bandeiras libertárias afogaram, ainda no berço, a fonte do fazer coletivo, dos valores, reforçando justamente o que estava combatendo – o individualismo.

Como diz o filósofo francês Gilles Lipovetsky, à desinstitucionalização da família seguiu-se a febre do consumo, as religiões à la carte, a corrida pela beleza a qualquer preço. Certos enquadramentos sociais foram aniquilados – o que teve ganhos inegáveis. Mas se abriu demais a porteira ao consumo e ao relativismo, instalando uma espécie de “revolução individualista”. O divórcio é fruto da dor da separação, é claro. Não se pode julgar os separados. Mas em larga escala, tal como se vê, só pode ser filho da intolerância e do hedonismo. Para ambos há remédio – remédio caseiro.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Um Mundo sob a água

Por ocasiao do Batismo, uma mensagem importante:
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Marcos 16.15-16

Jesus determinou a ordem: fé, em seguida o batismo e então a salvação.

A palavra “salvo”, diz respeito a muito mais que pecado e inferno, ou santidade e céu. A salvação está relacionada com o kosmos, o mundo. A carne age contra o Espírito;satanás age contra Jesus Cristo; e o mundo opõe-se ao Pai, como Criador.

Hoje, então, somos confrontados por dois mundos, duas esferas de autoridade, sendo as duas totalmente diferentes e com caráter oposto. Para mim, agora, não se trata de um futuro céu e inferno; a questão está nestes dois mundos hoje, e se eu pertenço a uma ordem de coisas em que Cristo é o Senhor soberano ou a uma ordem oposta de coisas que tem Satanás como seu líder e servo.

Portanto a salvação não é tanto uma questão pessoal de pecados perdoados ou de inferno evitado. É melhor que seja visto em termos de um sistema do qual nós saímos. Quando sou salvo, faço meu êxodo de um mundo todo e procedo à minha entrada em outro. Estou salvo agora, fora daquele reino organizado que Satanás construiu em rebeldia ao próprio Deus.

Se isso é o mundo, que, então, é a salvação? A salvação significa que eu escapo dele. Eu saio, faço uma saída do kosmos que a tudo abarca. Não mais pertenço às coisas segundo padrão de Satanás. Coloco meu coração naquilo em que está o coração de Deus. Tomo, como meu objetivo, Seu eterno propósito em Cristo e caminho para aquele mundo, liberto deste.

“Aquele que for batizado será salvo”. Jesus disse exatamente o que queria. Eu dou aquele passo de fé: creio e sou batizado, e saio como um homem salvo. Isso é salvação. Portanto nunca tenhamos o batismo num conceito inferior. Há tremendas implicações nele. A questão trata de dois mundos violentamente opostos entre si e de nossa transição de um para o outro.

Em 1 Pedro Capitulo 3, o apóstolo fala sobre Noé e sua fuga deste mundo através da arca. Noé foi separado do sistema mundano construído pelo pecado. Assim Deus ordenou a Noé que construísse uma arca, que levasse sua família e animais para dentro, então aconteceu o dilúvio. Eles foram os únicos a sair de um sistema corrompido de coisas, daquele mundo sob a água. A vida pessoa é a inevitável conseqüência de sair; a perdição pessoal é permanecer, mas a salvação é a própria saída. A salvação é, essencialmente, a presente saída de um sistema condenado que pertence a Satanás. Eles saíram pelas águas.

Por isso, quando os crentes são batizados, eles passam, simbolicamente, pela água, assim como Noé passou com a arca pelas águas do dilúvio. E essa passagem significa deixar o mundo, deste sistema de coisas que está sob domínio do seu príncipe, sob a condenação divina. Deixe-me dizer isto, especialmente aqueles que estão sendo batizados hoje. Lembre-se que você não é o único que está na água. À medida que caminha para dentro dela, um mundo inteiro desce com você. Quando se levanta, levanta-se em Cristo, na Arca que cruza as ondas, mas seu mundo fica para trás. Para você, aquele mundo está submerso, afundado, como o de Noé, colocado para morrer na morte de Cristo e nunca mais será revivido. É pelo batismo que você declara: “Senhor, deixo meu mundo para trás. Tua cruz separa-me dele para sempre!”.

Minha história em Adão tem seu fim na minha morte com Cristo. Uma vez que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, ao sair da água posso andar em novidade de vida. (Romanos 6.3).

Este duplo efeito da cruz está bem implícito nas palavras de Romanos 6.3: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte?”. Nesta sentença tão simples, os dois aspectos do batismo estão novamente sugeridos. É batismo em duas coisas. Primeiro, nós os que cremos, fomos batizados na morte de Cristo. Isto é um fato tremendo, mas é tudo? De maneira nenhuma, pois em segundo lugar, o mesmo versículo diz que fomos batizados em Jesus Cristo. O batismo na morte de Cristo Poe fim à minha relação com este mundo, mas o batismo em Cristo Jesus, como uma pessoa viva, Cabeça de uma nova raça, abre para mim um mundo totalmente novo. Entrando na água estou simplesmente encenando todo o processo, afirmando publicamente que o julgamento deste mundo tornou-se real para mim, desde o dia em que o “levantado” Filho do homem atraiu-me para Si mesmo.
Por Watchman Nee

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Está no deserto? Então pare de murmurar

Murmurar→ dicionário Aurélio.

1) Emitir (som leve, frouxo).
2) Dizer em voz baixa; segredar.
3) Censurar ou repreender disfarçadamente e em voz baixa
4) Dizer mal; maldizer; conceber mau juízo.
5) Falar (contra alguém ou algo); criticar.
6) Conversar, difamando ou desacreditando.
7) Produzir murmúrio ou sussurro; sussurrar.
8) Soltar queixumes; lastimar-se em voz baixa; resmungar, resmonear.


Hoje nós vamos falar sobre murmurar.
Muitas vezes quando as coisas não saem do jeito que queremos e não entendemos o propósito de Deus, começamos a reclamar, é aí que erramos, pois reclamar não vai resolver o problema, não é assim que recebemos a vitória. Lembra do povo que passou quarenta anos no deserto por causa disso? Tem gente que murmura por costume, já esta acostumado e reclamar de tudo, e de todos, nada está bom pra aquela pessoa.
Vamos entender o que acontece quando murmuramos;

*Quando murmuramos, deixamos de dar testemunho, como cristãos.
*Quando começamos a murmurar é sinal de que estamos duvidando de Deus.
*Quando murmuramos damos brecha para o inimigo, e é isso que ele quer.
*Quando murmuramos é porque a nossa fé esta fraca.
*Quando murmuramos saímos da presença de Deus, pois sua palavra nos diz claramente á respeito disso, isso não agrada a Deus.

E o que nos leva a murmurar?

*A ansiedade
*A falte de fé
*Falta de sabedoria
*Falta de esperança (esperar com paciência)
*Falta de conhecimento da Palavra de Deus.

Geralmente quando murmuramos nos esquecemos que o Deus que servimos é capaz de fazer muito mais do que pedimos, ou pensamos. Ele sabe das nossas necessidades e o que é melhor para nós, não adianta reclamar, acredite, não é a solução. Deus tem o melhor e se alguma coisa não deu certo é porque Deus não quis assim, pois tudo o que acontece é permissão de Deus, nada acontece sem a permissão de Deus.

Você se lembra da história de Jô? Perdeu tudo o que tinha ele poderia ter blasfemado como disse sua mulher, quando gritou; ?amaldiçoa este Deus e morre?. Porém Jô, não fez assim. Ele permaneceu fiel, mais do que isso, foi difícil para ele mais ele adorou ao senhor, ele adorou, é aí que está o segredo. E Deus deixou que o inimigo roubasse seus bens, Deus deixou que o inimigo o ferisse com chagas, e matasse os seus filhos. Mais ele não abriu mão de louvar ao senhor, Jô permaneceu fiel ao senhor.

Paulo e Silas na prisão, o que eles fizeram? Eles louvaram ao senhor apesar de estarem presos, acorrentados, ele não abriram mão do louvor, os outros prisioneiros os escutavam e certamente não entendiam como podiam estar cantando e por volta da meia noite, houve um terremoto tão grande que eles foram libertos, as correntes caíram, e eles saíram, foi assim que Deus os libertou, foi através do louvor.

A lição que podemos tirar disso é que devemos permanecer firmes, haja o que houver devemos louvar ao senhor, nos momentos de lutas e de vitórias, pois nosso Deus é fiel, ele cumpre o que diz e depois Jô recebeu do senhor a prosperidade.

Hoje é dia de louvar ao senhor, pois creio que grandes coisas o senhor fará por nós, mesmo que pareça difícil, mesmo que haja barreiras, lutas, adversidades, O que realmente importa é que Deus esta conosco, ele esta a nossa frente, pronto para nos guiar, pronto para nos proteger, ele é nosso pai, e assim como um pai ama seu filho e quer protege-lo ele também quer, ele também quer nos proteger, nos ajudar, o nosso Deus nos ama, ele provou isso quando deu seu único filho, para que hoje pudéssemos ser livres sem nenhuma condenação. Eu sei que é difícil não reclamar, ainda mais quando tudo parece difícil, quando parece que nada esta acontecendo, muitas vezes aos nossos olhos não vemos nada, mais nos não precisamos ver e sim crer, Deus esta no controle de tudo, deixa ele cuidar da tua vida, deixa ele fazer o melhor para você e comece também a fazer o melhor para ele, isto é, louvando, adorando engrandecendo o seu nome, em vez de murmurar vamos louvar ao nosso Deus.

Quando tudo parece difícil e sem saída , quando não há o que fazer, é aí que devemos levantar as nossas mãos para o céu e louvar ao senhor.

Entregue a tua vida aos cuidados do senhor, nós sabemos que muitas são as nossas aflições, mais o senhor nosso Deus tem poder para nos livrar, para salvar e libertar. E é difícil também não ficarmos ansiosos, é muito difícil, mais devemos descansar em Deus e confiar, basta confiar, nesse Deus que tudo pode.

Como cristãos muitas vezes somos também perseguidos mais Cristo também foi, ele foi perseguido e humilhado, mesmo assim não reclamou ele também foi fiel até o fim, e a morte não o venceu, pois ele vive e reina e esta pronto para ouvir as nossas orações, nos perdoar, nos salvar. Por isso vamos glorificar ao nosso Deus, não deixe as adversidades acabar com a sua alegria, matar a sua fé, os seus sonhos vamos adora-lo, pois é nas lutas que ficamos mais perto de Deus, é nesses momentos que podemos nos achegar, ter mais comunhão com o nosso pai, conversar com ele, sentir o espírito santo nos consolar, temos total liberdade de falar com Deus. Descansar em Deus, estar no centro de sua vontade. Mesmo se não entendermos o propósito de Deus, mesmo se não compreendermos o porque do silêncio, vamos permanecer fiéis, confiar, esperar, vamos louvar ao nosso Deus e no tempo certo nossa vitória vai chegar. Lembre-se que Deus sabe os desejos do teu coração, comece hoje a conversar com ele, e entregar o teu futuro a ele, pois nosso futuro a Deus pertence, somente a ele. E tenha uma vida de comunhão com ele. Comece a dedicar a sua vida a Deus, e quando você menos esperar você vai ver a glória do senhor.

Mesmo sem entender o propósito de Deus devemos ser fiéis a ele, pois ele sabe o que é melhor para nós, entregue a Deus tua vida, tua casa, tua família, entregue tudo nas mãos de Deus, tente não murmurar mais, mesmo que seja difícil, mais sua vida vai mudar, você vai ver.