quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Não ameis o mundo



Não ameis o mundo nem o que nele há” 1 Joao 2.15

Se você for para a margem de um lago e observar as moscas que vem se banhar, vai perceber que, embora mergulhe o corpo na água, mantém as asas fora dela; e, depois de nadar um pouquinho, saem voando com suas asas secas pelo céu ensolarado.
Essa é a lição para nós. Estamos aqui, imersos nos cuidados e nos negócios do mundo; mas precisamos manter as asas de nossa alma, nossa fé e nosso amor, fora do mundo para que, tendo-as desimpedidas, estejamos prontos para alçar vôo para o Céu. Afinal, contentes com a terra, não nos interessamos pelo céu!

J. Inglis

Jonas e as lições do Sofrimento

Jonas 1

A historia de Jonas é uma das mais lidas e fascinantes da Bíblia. Mas de todos os debates, uma coisa é certa: Jonas fez uma séria análise da alma, naquele malcheiroso hotel subaquático.
Todos nós podemos nos identificar com ele. Algumas vezes, a vida simplesmente vai mal. Quando isto nos acontece, tal como Jonas, precisamos fazer algumas perguntas difíceis a nós mesmos.

Existe algum pecado na minha vida?
À luz da desobediência evidente de Jonas, Deus teve que fazer algo drástico para chamar-lhe a atenção e conduzi-lo ao arrependimento.
O quê posso aprender dessa situação?
As pessoas más de Nínive eram inimigas do povo de Deus. Jonas achou que eles deveriam ser julgados e não deveriam ter uma segunda chance. É óbvio que ele precisava aprender a lição, compartilhando a compaixão de Deus pelos perdidos. “Tendo em vista o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos, Deus se arrependeu e não os destruiu”Jn 3.10.

Posso demonstrar a gloria de Deus nessa situação?
Muitas vezes não se trata do nosso sofrimento, mas de que as pessoas vejam o poder de Deus operando na nossa fraqueza. Jonas encontrou-se numa situação desesperadora, mas Deus o usou para que conduzisse uma nação pagã ao arrependimento.
Por isto, nosso Senhor Jesus Cristo deseja que sua Igreja seja sempre madura, vivendo para Sua glória.
Shalom.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

A Arca, o Senhor e Nós na posição correta

Números 14.39-45

O Senhor disse ao povo que havia saído do Egito que ficassem no deserto. Mas arrependidos de haverem irritado ao Senhor, desejaram então tomar a Terra Prometida por esforço. E ao entrar nas regiões montanhosas, os amalequitas e os cananeus atacaram e derrotaram os israelitas. Mas a Arca da aliança, o Senhor e Moisés permaneceram no acampamento.

Alguns fatos podemos considerar para que tenhamos uma vida tranqüila e satisfeita, não cometendo os mesmos erros dos israelitas:

Primeiro: não eram humildes.(v.40) Ficaram bravos com a correção de Deus para suas vidas. Por isso mesmo o Senhor determinou que nenhum deles vissem a terra prometida, senão Josué e Calebe, porque TINHAM UM CORAÇAO DIFERENTE (v. 14.24)
Deus preza tanto um coração humilde como o de Josué e Calebe que por quatro vezes seus nomes são mencionados.

Segundo: eram desobedientes (v. 41). Nada é tão claro para Deus de que as pessoas são desobedientes como o sintoma da MURMURAÇÃO. Ela é o sinal claro das pessoas rebeldes, intratáveis e arrogantes e que não crêem de fato na presença real dEle em suas vidas. Quando alguém murmura, ela está dizendo assim: “Deus é fraco demais para me ajudar. É melhor eu fazer as coisas do meu jeito”.

Terceiro: abandonaram a Deus (43) e a Congregação para seguir o curso deste mundo, simbolizado pela “região montanhosa” (v.44a). Isto significa que fizeram e planejaram tudo à revelia de Deus, lidando com seus próprios braços e jeito de lidar com as situações.

Quarto: o deserto é difícil, mas Deus está ali! (44b)O deserto era difícil, mas Deus estava presente. A região montanhosa parecia uma boa saída, mas o Senhor não estava lá!
Às vezes ficamos enfatuados com o calor do Deserto, mas é melhor ali, no centro da vontade de Deus que encontramos o milagre de encontrar fontes de água.
Os amalequitas e os cananeus espirituais estão prontos a derrotar quem está longe da presença de Deus. Provérbios nos lembra de que o Senhor é uma Torre forte onde encontramos abrigo o tempo todo. Torre forte é o nome do SENHOR; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio. (Provérbios 18 : 10)

Shalom ╬

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Deus – o Pai por Excelência


Efésios 1.3-8

Você já se perguntou “como é o plano espiritual de Deus?” (assim também os do inferno correspondem bem pelo que você já conhece!).
Saiba que é a terra é o seu espelho!
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
(I Coríntios 13: 12)
Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.
(II Coríntios 3: 18)

As figuras na terra são representações das figuras celestiais.
a- Conhecemos a Deus quando temos uma referencia de pai;
b- Obedecemos a Deus quando obedecemos e respeitamos nossas autoridades;
c- Só podemos amar a Deus a quem não vemos, se amarmos aos irmãos/ãs a quem vemos. (1 João 4.20)

E hoje, como dia dos pais, somos desafiados a conhecer o VERDADEIRO PAI – Nosso Deus do Senhor Jesus Cristo.


II- O modelo de Pai na Bíblia.


Observe pelo texto que lemos, o caráter e a beleza do Pai de todos nós, inclusive de nós pais!)

Efésios 1
3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;
4 Como também nos elegeu nele (em Cristo) antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;
5 E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
6 Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,
7 Em quem temos a redenção pelo seu sangue (de Jesus Cristo ), a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,
8 Que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência
7b NTLH – Como é maravilhosa a graça de Deus, 8a - que ele nos deu com tanta fartura!

Todas essas riquezas são um capricho do nosso querido Pai nosso e de nosso Senhor Jesus Cristo.


III-Agora, honrando na terra o que gostaríamos de fazer no céu, uma meditação para os pais:

Peter Marshall costumava dizer: “se não és cristão no lar, nunca serás em qualquer outro lugar!”. E mais: “se o lar falhar, a nação estará condenada. A queda da família determinará a bancarrota do País!” E Bernard Shaw, o grande escritor do nosso século, afirmava: “a verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias puras da família!”.


O educador William James afirma: “os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo”. O filosofo grego Pitágoras (Séc VI a.C. ) já proclamava: “Eduquem-se os meninos, e não será preciso castigar os homens”. E o evangelista Phillips Brooks advertia: “se não conquistarmos os nossos filhos hoje, eles quebrantarão nossos corações amanha”. O orador Cícero assegurava: “o filho respeita o pai por obediência; o pai deve respeitar o filho por dever!” O pensador John Shed certa vez afirmou: “É muito comum que pais ricos sejam pobres!”


O livrinho A juventude é uma parada preconiza: “ensine uma criança a ficar adolescente; um adolescente a se tornar jovem; um jovem a se tornar adulto. Depois disso, ele saberá envelhecer, graciosamente...”. Por outro lado, Billy Graham lembra: “quando leio a emocionante Parábola do Filho Pródigo, nunca posso esquecer que foi a influencia de um Lar Distante e de um Pai Perfeito que permitiram a volta e a recuperação daquele jovem andrajoso!”


Shalom!

Dez Mandamentos para o pai:

1-Lembra-te de que o lar foi formado por Deus no principio da raça humana, para que nele o homem encontre a soma da felicidade na terra;

2-Lembra-te de que o primeiro ataque de Satanás foi contra o lar, e que ele, através dos séculos, tem feito todo esforço para destruí-lo;

3-Não te esqueças de que Deus te colocou por cabeça do lar. Cumpre com firmeza os teus deveres de chefe de casa;

4-Coloque o lar em primeiro lugar na lista das tuas prioridades. Ele deve ser mais importante do que qualquer outra coisa na tua vida;

5-Cumpre a tua responsabilidade de providenciar o suprimento material, moral e espiritual para o teu lar;

6-Sê pródigo em dispensar à tua esposa e a teus filhos o amor que eles precisam, tanto por palavras como por obras;

7-Considera sempre os filhos como pedras preciosas que precisam ser lapidadas, constantemente, a fim de que se tornem o adorno do qual te possas orgulhar sempre;

8-Procura viver de tal maneira que os teus filhos possam seguir os teus passos, tranqüilos e confiantes;

9-Mantém sempre aberta a linha de comunicação no lar, através da qual desentendimentos e problemas possam ser resolvidos alegremente;

10-Lembra-te de que a tarefa que Deus te deu é pesada demais para executar sozinho. Por isto busca orientação de Deus através da Bíblia, da oração e da igreja, o qual não somente é o mapa que nos mostra como chegar aos céus, mas também a bússola que nos ensina como nos conduzir na terra!

Walter Kaschel

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Qualidade X Quantidade


No que diz respeito ao excesso numérico das igrejas cristãs, o evangelista americano Billy Graham (88 anos) e o cardeal brasileiro Dom Eugênio Araújo Sales (dois anos mais novo) estão de pleno acordo. No sermão pregado no Madison Square Garden, em Nova York, no dia 19 de junho 1969, Billy Graham declarou: “O de que precisamos nos Estados Unidos hoje é de nos desfazermos de muita gente que temos na igreja. Creio que poderíamos fazer muito melhor trabalho se fôssemos discípulos dedicados e disciplinados como os que havia na igreja primitiva. É preciso ter disciplina para levantar uma hora mais cedo com o fim de estudar a Bíblia cada manhã. É preciso ter disciplina para desligar a televisão uma hora mais cedo à noite para gastá-la em oração. Dois dias depois, no mesmo lugar e no mesmo horário, o evangelista americano voltou ao assunto: “Julgo ser uma boa coisa o fato de os cristãos estarem se tornando uma pequena minoria — aqueles de nós que realmente cremos em Cristo. Foi assim que a igreja primitiva virou o mundo de cabeça para baixo. Creio que temos sido numerosos demais. Temos nos estorvado uns aos outros e não temos tido disciplina e dedicação. O de que precisamos é uma minoria dedicada para transformar este país e o mundo” (O Desafio. Editora Record, 1969. p. 124, 150). Em artigo publicado no Jornal do Brasil, Dom Eugênio Sales, hoje arcebispo emérito de São Sebastião do Rio de Janeiro, declarou: “Dizem que são 122 milhões de católicos batizados no Brasil. Se saísse a metade, a igreja não ficaria prejudicada”. De alguns anos para cá, o que os protestantes mais querem é crescer numericamente, e o que os católicos mais querem é não perder seus fiéis para outras igrejas cristãs. Estão todos contrariando os octogenários Billy Graham e Eugênio Sales.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Valorize o eterno mais do que o temporário - Ponto 3...

A terceira razão por que Paulo suportava melhor o sofrimento era que ele dava mais valor às coisas eternas do que às transitórias.
18 Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

A ênfase do condicional indica que, enquanto mantivermos nosso olhar fixo (pela fé) na direção certa – olhando as coisas que não se vêem – daremos prioridades às realidades futuras, espirituais e, portanto, suportaremos com paciência e graça os sofrimentos desta vida. Quando falamos de “fé”, lembramos os textos de Hebreus 11.1,3,6). Deus dá maiores prioridades ao que não se vê.

Desde que Paulo reconheceu esta prioridade, nós também deveríamos reconhece-la – seja desfrutando tempos de bênçãos ou provações. Durante seu ministério, Paulo estava absorto com o mundo eterno e invisível; um reino no qual suas maiores preocupações eram adorar a Deus e a Jesus Cristo e salvar as almas das pessoas perdidas. Quando focalizamos nossa atenção nas coisas de real valor – eternas – as aflições e dificuldades temporais, até mesmo as mais severas, tornam-se muito mais suportáveis. Mas a chave para isso é a nossa perspectiva e prioridade eternas, como o Senhor Jesus instrui no Sermão do Monte (Mt 6.19-21).

Paulo continua sendo um exemplo extraordinário de como se deve lidar com o sofrimento. Ele não confiava em sua própria força ou em alguma formula secreta para uma vida bem sucedida. Em vez disso, sua chave para o sucesso era manter o foco de sua atenção no Reino de Cristo e na gloria de Deus. Para cumprir sua visão, Paulo dependia inteiramente do suprimento das riquezas espirituais de Deus: sua Palavra, Seu Espírito, Seu Filho e as orações dos crentes.

Shalom╫

sábado, 4 de agosto de 2007

Paulo e O sofrimento...segundo ponto


Valorize o futuro mais do que o presente


17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; ( vd tbém Rm 8.18)

O segundo segredo de Paulo que o capacitava a suportar os sofrimentos, é que ele dava mais valor ao futuro do que no presente. Para ele, era uma questão de se olhar para alem da tribulação presente, para se compreender que ela produz para nós um peso eterno de gloria mui excelente. As aflições que ele suportava na terra eram irrelevantes, comparadas aquela grande realidade futura.

Elaphros é a palavra grega para “leve”. A sua perspectiva era estarrecedora, visto os sofrimentos terrenos pelo qual passava. Então do ponto de vista celestial, para ele era leve!
Pedro também nos dá uma perspectiva assim:
6 Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
7 Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo. 1 Pe 1.6-7

De acordo com a Bíblia, sempre há uma relação entre o sofrimento presente e a gloria futura. Todos os nossos problemas e sofrimentos têm um efeito causal em nossa gloria futura. Este efeito não é meritório, mas produtivo – produz um eterno peso de gloria. A palavra grega barus traduzida por “peso”, significa mais precisamente “pesado”. É como se os sofrimentos de Paulo estivessem formando um pesado volume num dos lados de uma balança de dois pratos.

O volume representa o peso eterno de gloria, que está inclinando a balança em favor do futuro acima do presente. Em essência, Paulo podia tolerar as constantes aflições em apreço, contanto que elas tivessem um impacto positivo em sua glória futura.

Ponto três...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Culto de quarta-feira

Paulo e o Sofrimento 3

2 Cor 4.16 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. 17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; 18 Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

É raro haver quem, espontaneamente, diminua o ritmo alucinado da vida para aprender a suportar as dificuldades com paciência, num mundo que oferece alivio instantâneo para dores e promove a aquisição de bens materiais para realçar o bem estar físico.

A perspectiva de Paulo está evidenciada nestes textos. Cada uma das suas três razoes que o ajudaram a suportar o sofrimento, enfatiza o valor do que é eterno sobre o efêmero. Sua aplicabilidade é nos mostrada sempre que nos debatemos com uma provação, e ficamos indefesos pela proximidade da aflição ou de uma situação financeira ruim.


As coisas espirituais estão acima das materiais
16 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.

Paulo era capaz de suportar qualquer tipo de sofrimento físico porque, antes de mais nada, estava mais preocupado com o que acontecia no reino espiritual do que no material.
Ele envelheceu mais rápido do que o normal, por causa dos implacáveis maus tratos – físicos e emocionais- que sofria nas mãos dos inimigos. Mas ele pôde dizer com confiança que seu homem interior estava renovando-se dia-a-dia (16). Em analogia direta à corrupção de seu homem exterior (corpo físico) estava o crescimento e o amadurecimento de seu homem interior, nosso lado imaterial e eterno, feito numa nova criatura – que Efesios 4.24 e Col 3.10 chama de novo homem. Paulo estava mais preocupado com sua renovação do que com qualquer declínio em seu lado físico (Ef 3.16)

O consistente exemplo de Paulo é a prova de que o sofrimento está diretamente relacionado ao crescimento espiritual. Se a vida de Paulo não serve como prova suficiente para o que acabamos de dizer, temos varias outras promessas semelhantes espalhadas pela Bíblia – 1 Pe 5.10/Isaias 40.28-31.

O Senhor nos dará capacidade de resistência de que precisamos à medida que olharmos para além do que é material, e em direção ao que é espiritual.
Aguarde o segundo ponto...