domingo, 27 de dezembro de 2015

A reflexão de João



O Avivamento do Natal

1 João 4.7-16



10E o amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou o seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados.

 14E nós vimos e anunciamos aos outros que o Pai enviou o Filho para ser o Salvador do mundo.

 I - O avivamento dos relacionamentos no Natal

O Natal tem tudo a ver com relacionamentos. As pessoas se reúnem nessa data com parentes e amigos de longe. Eu estava em São Paulo e acompanhava a descida de aviões para o aeroporto. Em intervalo de 5 minutos um vinnha atrás do outro e fiquei pensando nas pessoas ansiosas em encontrar-se com as outras.

 Com Deus o Natal não é diferente. Ele veio restaurar relacionamentos consigo mesmo e promover relacionamentos de uns com os outros para mostrar que vive em nós.


II- Seu relacionamento conosco

Seu relacionamento conosco foi uma restauração através da sua encarnação para viver entre nós, e morte de cruz para uma quitação de dívida.

É quase certo que o apóstolo João tenha vivido muitos anos e que foi o último dos apóstolos a morrer. Assim, será bom ouvir sua reflexão madura sobre o significado e o propósito da encarnação.

E nós vimos e anunciamos aos outros que o Pai enviou o Filho para ser o Salvador do mundo. (v. 14)

Essa é uma declaração direta sobre o Natal em que quatro substantivos se destacam: Pai, Filho, Salvador e Mundo.

Mundo é a palavra usada por João para descrever a sociedade sem Deus, que lhe desagrada e que se encontra sob seu juízo.

O termo Salvador indica que o mundo necessita de salvação, pois, embora as palavras pecado e salvação pertençam a um vocabulário tradicional que constrange a alguns e confunde a outros, não podemos descarta-las. Elas expressam realidades vitais que seria tolice ignorar.

Salvação é liberdade

– Liberdade da culpa, - de ofendermos a Deus e a sua vontade expressa na Bíblia. Vivemos culpados porque nos achamos errados o tempo todo;

- Do juízo, - da condenação imposta a nós por sermos réus condenados diante do justo Juiz;

- Do egoísmo, - pelo pecado nos tonar egoístas e assassinos dos outros;

- Do medo – a necessidade de fiarmos escondidos o tempo todo. De comer “doce escondido dos outros”

- e da morte.

E também para libertar os que foram escravos toda a sua vida por causa do medo da morte. (Hebreus 2.15)

 O Filho é o Salvador de que necessitamos; é Deus e é homem, cujo nascimento celebramos no Natal e cuja morte é o único motivo pelo qual Deus pode perdoar nossos pecados. Isso porque – para citar outra das declarações concisas de João – Deus “enviou seu filho como propiciação pelos nossos pecados” (v.10)

Além disso, o Pai enviou o Filho para ser o Salvador do mundo. O Filho não veio de livre e espontânea vontade, muito menos lutou pela salvação com um Pai relutante em concede-la. Não, o Pai o enviou. O Pai tomou a iniciativa com base em seu imenso amor, pois, ao entregar seu Filho, ele estava entregando a si mesmo.


III- Nossa resposta

O que nosso Pai esperaria de nós nesta época de Natal?

- Que recebamos o presente do Seu perdão.

Porque ao receber esse perdão validamos a morte de Cristo na cruz;


- Que renovemos nossa aliança interior

Que renovemos em nosso coração o pacto da cruz em desejarmos ardentemente andar pela Sua Palavra;

 -Que amemos a Jesus.

“JESUS falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti” ( Jo 17:1 ; Cl 2:12 e 3:1 ; Gl 3:27 ).

O Espirito Santo, o Pai, os anjos do céu, e até o inferno glorificam a Cristo.

Nós, os salvos, também devemos glorificar, amar e honrar a Cristo neste tempo, dando o melhor de nós a Ele.
Pr. Fábio Alcântara (Com parágrafos de John Stott)

Base da mensagem de Domingo 20


O cântico de Simeão

Por John Stott



“Meus olhos já viram a tua salvação... luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo” (Lucas 2.30,32).



Hoje seremos apresentados a esse homem piedoso, chamado Simeão. Ele aguardava ansiosamente o Messias, e Deus lhe disse que ele não morreria antes de vê-lo. Movido pelo Espírito Santo, ele entrou no pátio do templo no momento exato em que José e Maria chegavam ali com seu filho de oito dias. Foi um exemplo maravilhoso de sincronização divina.

Naquele instante, Simeão teve discernimento espiritual para reconhecer Jesus. Ele o tomou nos braços, não instintivamente, para dar-lhe um abraço, mas como um gesto simbólico de reconhecimento, que ele deixou evidente em seu cântico: “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo” (Lucas 2.29).



Primeiramente, Simeão viu Jesus como a salvação de Deus. O que seus olhos tinham visto foi o filho de Maria; o que ele disse ter visto foi a salvação de Deus, o Messias que Deus havia enviada para nos libertar da pena e da prisão do pecado.



Em segundo lugar, Simeão viu Jesus como a luz do mundo, que iluminaria as nações e traria glória a Israel. Conscientemente ou não, ele ecoou Isaías 49.6, um versículo que mais tarde teve um importante papel na teologia missionária de Paulo.



Em terceiro lugar, Simeão viu Jesus como um motivo de divisão, uma rocha que seria tropeço para alguns e edificação para outros. Ele faria com que alguns se erguessem e que outros caíssem. Diante de Jesus, a neutralidade é impossível.





A história de Simeão é uma lição acerca da nossa condição espiritual. Que Deus nos conceda o discernimento para vermos, sob a superfície das aparências, a realidade de Jesus Cristo!


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A semente que caiu sobre espinhos

Outras pessoas são parecidas com as sementes que foram semeadas no meio dos espinhos. Elas ouvem a mensagem, mas as preocupações deste mundo e a ilusão das riquezas sufocam a mensagem, e essas pessoas não produzem frutos. (13.22)
 

Estes fazem um compromisso superficial, sem o arrependimento verdadeiro. Não conseguem romper com o amor ao dinheiro e ao mundo.
 

Introdução

Vi num shopping uma placa que anunciava “tenha uma boa vida”. Cheguei mais perto e consegui ler que essa “boa vida” significava comprar uma casa na praia de meio milhão de reais. Isso me fez pensar em famílias infelizes que vivem numa dessas casas, com filhos que nunca veem seus pais ou em casais qaue – embora morem nesses lugares – talvez desejassem nunca ter vivido juntos.

 Desenvolvimento

mas as preocupações deste mundo 

- o trabalho, a família, a escola, a casa própria, a aposentadoria... estas coisas quando não são colocadas no devido lugar, sufocam a CONFIANÇA EM DEUS.

 e a ilusão das riquezas sufocam a mensagem 

- a vontade de ganhar dinheiro, ter o conforto que o dinheiro proporciona, a sensação de poder, a sensação de importância, o desejo pelos títulos, o desejo por deferência.

Vejam que são estas coisas que o ser humano procura.

Aqui é o tipo de pessoa que deixa Deus e as riquezas concorrerem na sua vida. O trabalho excessivo, a falta de fé que resulta em muitas preocupações, a ilusão das riquezas, faz do pobre um fascinado em ganhar um dinheiro que nunca virá. É ilusão. Troca o prazer da família pelos afazeres por medo de não se manter. Esse não tem futuro com Cristo.

 

Exemplos bíblicos

O exemplo bíblico de uma pessoa assim foi Geazi (significa: aquele que vê), servo de Eliseu que foi atrás de Naamã, pegar os presentes que Eliseu havia recusado. 2 reis 5.

O Jovem rico (Mateus 19.16-21 ver McArthur)

Alguns textos Bíblicos contra o mundanismo

Tiago 4.4

Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. 

Gente infiel! Será que vocês não sabem que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus? Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus. (NTLH)

 

1 João 2.15-17

15¶ Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

1 João 5.19
19Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno.


A vida não consiste na abundancia do que se tem

Veio-me à mente a passagem do evangelho de Lucas 12, ao lembrar-me da historia do homem que se aproximou de Jesus para lhe pedir que falasse com seu irmão para que repartisse com ele a herança. Aquilo foi a coisa errada para pedir a Jesus! O Senhor respondeu com uma admoestação: E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. (Lucas 12.15).

E lhe contou uma parábola de um homem extremamente rico que, do ponto de vista de Deus, era insensato – não porque teve sucesso em enriquecer, mas porque não considerava a salvação e a eternidade.


A Benção de Deus enriquece

Mas a Palavra de Deus deixa uma advertência para que junto com o desejo de realização, não haja a morte eterna:

João 3.27: João respondeu: — Ninguém pode ter alguma coisa se ela não for dada por Deus.

Proverbios 10.22

A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores.

Coração cheio de espinhos não crê na suficiência de Cristo na sua vida. É mundano.


Alguns textos Bíblicos sobre a eternidade

O verdadeiro crente é aquele que em primeiro lugar almeja a riqueza para com Deus. São aqueles que constroem sua mansão no céu e não na terra. São verdadeiros peregrinos nesta vida.

Em Guarapuava tem um homem que vive nas ruas como andarilho, faz um fogão ao ar livre, faz sua comida e aparentemente vive livre do sistema mundano.

Não precisamos ser literalmente iguais a ele. Podemos ter sim o coração desprendido da prisão deste mundo, não deixando que ambição doentia e coisas nos adoeçam. Riquezas proporcionadas por Deus são instrumentos de vida nas mãos do nosso Pai. Ele deseja que prosperemos.
 

A Bíblia diz que não pertencemos a este mundo.

Hebreus 11.13

13¶ Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. 

1 Pedro 2.11

11¶ Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma,

 

João 18.36

36Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui. 

 Efésios 2.2-3

1¶ E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, 2em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; 3entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também

Conclusão

Quanto mais cedo nos desprendermos da ilusão de que quanto mais bens mais paz, felicidade e autorrealização teremos, melhor estaremos. E então seremos mais capazes de ver que o anseio por paz e felicidade – a verdadeira “boa vida” – vamos encontrar somente em Jesus.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Vivamos o dia



Todos estamos viajando no tempo juntos.
Todos os dias das nossas vidas.
Tudo o que podemos fazer é o nosso melhor. É aproveitar esse passeio maravilhoso.
O que Você faz com cada dia? É Disto que fala este filme emocionante que assisti neste dia de folga.

 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Felicidade

A VERDADEIRA FELICIDADE SÓ É POSSIVEL QUANDO É COMPARTILHADA.
 
Com esta frase termina o filme de 2 horas de duração, que você pode fazer como eu. Na Netflix assista aos poucos.
 
O filme trata sobre um jovem que resolve não seguir os padrões da sociedade e que deseja encontrar-se.
 
Elege a natureza e a vida sem compromissos para buscar a felicidade.
 
Mas o que aprendemos é que, todos os que desejam viver à margem da sociedade, depende desta para viver. Os dessocializados precisam dos socializados para viver. Logo, o bom mesmo é viver social sem apegar-se às coisas. Ou biblicamente, como prefiro, viver como peregrinos.
 
Por fim, sozinho e sem ninguém, o Supertrump faz afinal sua descoberta.
 
#pastorfabio

domingo, 29 de novembro de 2015

Li neste domingo, 29 pra igreja


Absolutamente nada!

 

É muito duro este discurso: nada trazemos ao chegar e nada levamos ao sair!

 

O primeiro a discursar sobre o assunto é o patriarca Jó. Depois de perder todos os bens que possuía e todos os filhos, o homem da terra de Ur ajoelha-se diante de Deus e diz: “Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer” (Jó 1.21).

 

O segundo é o salmista. Depois de lembrar que ninguém escapa da morte, o profeta afirma: “Não se preocupem quando alguém fica rico, e a sua riqueza aumenta cada vez mais. Pois, quando morrer, ele não poderá levar nada; a sua riqueza não irá com ele para a sepultura” (Sl 49.16-17).

 

O terceiro é o autor do livro de Eclesiastes. Depois de mencionar algumas das ilusões da vida, o sábio escreveu: “Como entramos neste mundo, assim também saímos, isto é, sem nada. Apesar de todo o nosso trabalho, não podemos levar nada desta vida. Isso também é muito triste! Nós vamos embora deste mundo do mesmo jeito que viemos. Trabalhamos tanto, tentando pegar o vento, e o que é que ganhamos com isso? O que ganhamos é passar a vida na escuridão e na tristeza, preocupados, doentes e amargurados” (Ec 5.15-17).

 

O quarto é Paulo de Tarso. Depois de afirmar que a religião ou a espiritualidade é uma fonte de muita riqueza, o apóstolo pergunta e responde: “O que foi que trouxemos para o mundo? Nada!” (1Tm 6.7).

 

É sempre nada! Nada! Absolutamente nada! Fatidicamente nada! Horrivelmente nada! Decepcionantemente nada!

 

A roupa do corpo e o corpo. A casa da cidade, a casa da montanha e a casa da praia. O carro e o celular. O RG, o CPF, os cartões de crédito, o seguro de saúde e a aposentadoria. A academia e o SPA. O computador e a televisão. As estantes cheias de livros e o álbum cheio de fotografias. A família e os amigos. O patrimônio histórico e a fama. Os diplomas e as medalhas. Os amores e as amarguras. E tudo mais que possa existir divorciado da espiritualidade. É por isso que Paulo aconselha a Timóteo nesta mesma epístola: “Para progredir na vida cristã, faça sempre exercícios espirituais. Pois os exercícios físicos têm alguma utilidade [temporal], mas o exercício espiritual tem valor para tudo porque o seu resultado é a vida, tanto agora como no futuro” (1Tm 4.7-8).

 

O patrimônio temporal é patrimônio temporal. Ele fica, não acompanha a pessoa que morre. Mas a riqueza da alma – as convicções, a fé, a comunhão com Deus, a certeza da salvação, a esperança – não apodrece com o corpo nem vira pó. Ela atravessa a morte e segue em frente. Sai do tempo e entra na eternidade. Por ser uma rica bagagem, agregada à alma e não ao corpo, ela não vai para a tumba.

 

Quando o discurso religioso insiste na pergunta “o que vamos levar do mundo” e insiste na resposta “nada, absolutamente nada!”, ele não está machucando ninguém. Está simplesmente reforçando o discurso de Jesus: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las” (Mt 6.19-20). É um discurso amigo! E terapêutico!

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Mais uma parte da parabola do semeador


A sementes que caiu sobre pedras

As sementes que foram semeadas onde havia muitas pedras são as pessoas que ouvem a mensagem e a aceitam logo com alegria, mas duram pouco porque não têm raiz. E, quando por causa da mensagem chegam os sofrimentos e as perseguições, elas logo abandonam a sua fé. (20-21)

A raiz se adquire com oração e disciplina para conhecer a Palavra de Deus, ir aos cultos, às células e ler a Bíblia. Sem raiz, qualquer problema e perseguição são suficientes para fazer a pessoa desistir de tudo e nadar com a correnteza do mundo.

 A palavra “logo” (aceitam logo) é importante. A pessoa não considera, não avalia.

É o evangelho da emoção pura. Talvez pela música, coisas legais que o grupo oferece, templo confortável.

Muitos viram até crentes, mas não viram filhos de Deus.

Ficam magoados, brigam, depois arrumam confusão e abrem logo uma outra arapuca.

São emotivos e imediatistas que vivem no calor do momento. Se alegram noculto e logo voltam ao estado de tristeza.

Quando aparecem os problemas, logo caem perante eles.


II- O SOLO PEDREGOSO NÃO COMPREENDE O SOFRIMENTO

 1 Pedro 4.12

Meus queridos amigos, não fiquem admirados com a dura prova de aflição pela qual vocês estão passando, como se alguma coisa fora do comum estivesse acontecendo a vocês.

O sofrimento faz parte de todos os viventes desta terra e a Bíblia nem de longe afirma o contrário. Não devemos estranhar o emaranhado de situações que nos levam a sofrer. Todos estamos no mesmo barco.

Helbert Hubbard afirmava: “Devemos nos pasmar quando virmos os cristãos falando em terra prometida sem terem passado pelo deserto. A grande surpresa fica por conta daqueles que querem viver a vida de fé sem o sufoco das provações”.

 Deus não examinará você procurando medalhas, diplomas ou certificados, mas cicatrizes, afirmavam os santos do passado.

George Whitfield era convicto quando afirmava: “enquanto viver deste lado da eternidade, jamais esperarei ficar livre das tribulações – só espero que elas variem um pouco! Assim sempre ficarei curado do orgulho do meu coração”.

 Perseguições e sofrimentos sempre existirão. Como podemos não sofrer se fazemos parte de um emaranhado de relações interpessoais onde sempre haverá um irmão perto sofrendo? Como não sofrer junto?

O segredo é saber onde nossos  olhos estão postos, pois quando os sofrimentos vierem bater à nossa porta, pedimos a Jesus para abri-la.

 Você está passando por sofrimento? Agora é o momento de verificar se sua fé tem raiz. Não deixe esse inimigo roubar a boa semente.

 A Bíblia afirma:

Portanto, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair. As tentações que vocês têm de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam; mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a vocês para suportá-la, e assim vocês poderão sair dela.

 Fiel é nosso Pai. A fidelidade surge no momento em que precisamos experimentá-la.

 IV – Se seu coração está pedregoso é hora de preparar a terra

 O coração pedregoso não tem futuro no Reino de Deus.

Entao é hora de pedir ao Espírito Santo que nos ajude na caminhada.

O sofrimento e perseguição são inimigos da fé cuja vida não tem raiz. A Biblia mostra algumas atitudes que nos ajudam, a vencer o solo pedregoso.

 1 Tessalonicenses 5.14-23

14Pedimos a vocês, irmãos, que aconselhem com firmeza os preguiçosos, deem coragem aos tímidos, ajudem os fracos na fé e tenham paciência com todos.

15Tomem cuidado para que ninguém pague o mal com o mal. Pelo contrário, procurem em todas as ocasiões fazer o bem uns aos outros e também aos que não são irmãos na fé.

16Estejam sempre alegres,

17orem sempre

18e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus.

19Não atrapalhem a ação do Espírito Santo.

20Não desprezem as profecias. 21Examinem tudo, fiquem com o que é bom

22e evitem todo tipo de mal.

23Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a ele. E que ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo.

24Aquele que os chama é fiel e fará isso.

Assim, como diz Paulo o apóstolo, precisamos ser proativos. A preguiça e a falta de disciplina não deixa a semente criar raiz diante dos sofrimentos.

 Filipenses 2.12

De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;

NOSSO DESAFIO

Se você está passando por provações. Vamos orar para que as raízes se desenvolvam em direção a Cristo, para que nossa semente não seja roubada.

 Pr Fabio Alcantara

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O Fardo de um deus desconhecido


O Deus que carrega os nossos fardos

 
Texto Bíblico: Isaías 46.1-9

Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice [...] sou eu aquele que os susterá. Isaías 46.3-4


Introdução

A sátira de Isaías acerca da idolatria atinge o seu auge no capítulo 46. Somos apresentados às duas divindades principais da Babilônia: Bel (também chamado de Marduk) e Nebo (filho de Bel). Isaías descreve a maneira como esses ídolos eram fabricados pelas mãos de ourives (v. 6-7), e depois de prontos, carregados nos ombros de seus adoradores até o lugar onde eram colocados em determinada posição, porque elas não podiam se mover ou falar.

Subitamente, a Babilônia é tomada por Ciro, rei da Pérsia, e seus soldados passam a saquear os templos da cidade. “Bel se inclina, Nebo se abaixa” (v. 1). Isto é, esses ídolos inúteis são arrancados de seus pedestais e carregados de ponta-cabeça, como cadáveres, pelas ruas. Aqui eles são colocados sobre carroças e levados. É a decadência dos poderosos!

Os deuses que antes eram carregados orgulhosamente sobre os ombros, nas procissões, agora são carregados em carroças, como lixos inúteis, tornando-se um fardo para seus adoradores.

O tom de ironia na voz do profeta desaparece, e no silêncio Deus fala. Com efeito, ele diz: “Eu não sou como Bel e Nebo. Não preciso ser carregado. Sou o Deus vivo e exaltado. Eu tenho carregado vocês desde que foram concebidos, e mesmo depois de velhos eu ainda os carregarei” (v. 3-4, paráfrase). 

 Desenvolvimento

Assim, devemos perguntar a nós mesmos, hoje: Quem está carregando nossos fardos? A religião tem sido um fardo ou uma libertação para nós? Deus tem sido um fardo?

Jesus Cristo é descrito no Novo Testamento como o supremo carregador de fardos do mundo. Ele levou sobre si os nossos pecados (veja Isaías 53). Ele também carrega as nossas tristezas. Como escreveu Pedro: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1Pe 5.7).

A grande tragédia é quando invertemos os papéis designados por Deus e tentamos carregá-lo, em vez de permitir que ele nos carregue, como ele prometeu!

1)- Quando Deus se torna um fardo para nós?

- Quando desejo controlar Deus.

Traçamos os planos e colocamos Deus para “nos ajudar”!


- Quando minha oração (que é mais uma concupiscência) não é respondida e fico ofendido com Deus.

“Então pra que ser crente?”
 

 - Quando assumo o fardo da perfeição.

“Desisto. Não consigo fazer nada direito mesmo!”

 

- Quando acho que Deus tem expectativa sobre mim.

“Tenho medo de decepcionar Deus!”

 
DESFAZENDO OS FARDOS

2)- Jesus Cristo se torna um fardo quando não o conhecemos.

Assim o transformamos como um Baal ou Nebo e precisamos ficar arrastando-o por todo o lado. É bom lembrar:

A grande tragédia é quando invertemos os papéis designados por Deus e tentamos carregá-lo, em vez de permitir que ele nos carregue, como ele prometeu!

Ele veio para os cansados.

Mateus 11.28-30

28— Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. 29Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. 30Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.

 Deus como o nosso é o da graça e não o da religião:

Isaías 64.4

Nunca ninguém viu ou ouviu falar de outro deus além de ti, de um deus que faz coisas assim em favor dos que confiam nele.

Ele é um Pai que carrega fardos e não coloca um sobre nós.

1 Pedro 5.7

lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 

 
3)- Jesus Cristo se torna um fardo quando não andamos na Sua vontade

João 4.34

34— A minha comida — disse Jesus — é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar o trabalho que ele me deu para fazer. 

 João 6.38

38Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. 

 

Hudson Taylor dizia: “O verdadeiro problema de uma vida insatisfeita está muitas vezes no fato de a vontade não ter sido rendida à vontade do Pai”.

E Moody completava: “Não há desapontamentos para as pessoas que enterram sua vontade na vontade de Deus”.

 

Jesus Cristo se torna um fardo quando achamos que Deus está contra nós

OS que estão em Cristo sabem que tudo tem um propósito na sua vida.

Romanos 8.28

28Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. 

Por isso é bom entender a Sua vontade. E se não entendemos, rendemo-nos a ela.

Efésios 5.17

17Não ajam como pessoas sem juízo, mas procurem entender o que o Senhor quer que vocês façam.

17Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. 

 Conclusao

Deus só é um fardo para nós quando O colocamos ao nosso serviço e não compreendemos o que é o evangelho.

Os cristãos autênticos afirmam:

O serviço de Cristo [e o negócio da minha vida.

A vontade de Cristo é a lei da minha vida.

A presença de Cristo é o gozo da minha vida.

A glória de Cristo é a coroa da minha vida. (Moody)

...mas Cristo é tudo em todos. (colossenses 3.11)

 

Pr Fábio Alcântara (com parágrafos de John Stott)