quinta-feira, 30 de março de 2017

Segundo Estudo Sobre Oraçao


O CREDO DE CRISTO


De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai... Lucas 11.1-4

Orar é muito importante. Como já vimos, é ter intimidade com o Pai, tomar posse das dádivas divinas e obstruir o caminho do inimigo. Quem ora tem uma vida espiritual viva e o mundo é arrancado de dentro de si. Quem nasceu do alto aprende a orar com seu sotaque do alto, com seu Pai celestial, de modo espiritual. A oração é uma expressão do coração de alguém convertido por Deus.

Quando o Senhor ensinou os discípulos a orar, ele expressou o seu credo. Muito mais do que uma reza é uma confissão de fé. Aquele que ora o “Pai nosso”, declara dez mandamentos de alguém que compreende a vontade do seu Pai, expressa na sua palavra, a Bíblia.

Toda oração deve ser um diálogo do filho com Seu Pai, por isso, Jesus, ao nos ensinar orar, orou assim: Pai nosso, que estás nos céus... Mateus 6.9. Ele não disse, meu Pai, mas, Pai nosso! Isto é muito importante. A oração é vista aqui como uma conversa de família. Tudo faz crer que orar é uma relação familiar.

Jesus foi claro em dizer que este Pai é coletivo e que Ele está nos céus. Logo, é alguém que transcende o mundo físico. Há pelo menos 3 céus: o céu da atmosfera, o dos astros e um outro que Paulo se refere como um lugar inefável. Seria o trono do Pai? Mas o que há neste terceiro céu? O que há depois do universo? Lendo o Apocalipse de João no capítulo 21.10, encontramos: "...e me transportou em espírito até uma grande e elevada montanha, e me mostrou a Santa Cidade, Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus". (Apocalipse 21.10). No fim do capítulo 22, você pode entender o que existe neste terceiro céu! Ali está o Paraíso! Ali está à casa de Deus. Este terceiro céu é a habitação para a maior promessa feita à humanidade! A Salvação eterna. O lugar definitivo onde todos que seguiram a Jesus Cristo habitarão pela eternidade. Então, nosso Pai está nos céus, além de estar em nós.

Jesus ainda disse que nós, ao orarmos, devíamos pedir que nosso Pai santificasse o Seu próprio nome em nossas vidas. Santificado seja o teu nome.  Só Ele mesmo tem o poder de tornar santo tudo o que diz respeito a Ele. Se o Pai não nos santificar com a sua plena santidade, nós seremos motivo de vexame ao Seu nome. A santidade dos filhos de Deus é consequência da santidade do próprio Deus a eles conferida. Não há santidade no ser humano sem que Deus mesmo lhe conceda.

Os filhos de Deus são santos porque o Pai deles lhes garantiu a santidade do Seu nome sobre eles. O apóstolo Pedro determina a ordem divina: sede santos, porque eu sou santo. 1 Pedro 1.16. Na oração, o primeiro pedido é pela santidade do nome do Pai na vida dos filhos de Deus. Se não formos santos com a santidade de Deus, nada foi feito em termos da salvação dos pecados. Sem santidade ninguém verá a Deus. Pai nosso, santificado seja o Teu nome. Em nossa vida, em nosso lar, na nossa igreja, na nossa sociedade, na evangelização, nos negócios, e por aí vai todo o tipo de petição que requer a ação divina para que haja pureza de propósitos.

As duas petições seguintes, na oração, são: venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu. Mateus 6.10. O Pai é nosso, porém, o reino e a vontade são dEle. Só um Pai santo pode santificar o Seu nome, de tal maneira, que o Seu reino e a Sua vontade sejam coerentes com o Seu caráter soberano e, ao mesmo tempo, equilibrado com a Sua postura de Pai bondoso. O nosso Pai amoroso reina sobre tudo.

O reino do céu e o governo da terra só podem se afinar, se os filhos de Deus Pai se mostrarem ávidos pela dependência da Sua soberania. Afinar o céu com a terra é, sem dúvida, a maior expressão de autenticidade de um filho de Deus. Ele nos dará o que pedimos se estivermos dispostos a obedecer à Sua Palavra.

Todo aquele que conheceu a Jesus Cristo pede que a Sua vontade seja feita e pouco importa a sua vontade própria, desde que o Pai esteja feliz, pois sabe que tudo está sob controle divino. Aquele que deixa de lutar para prevalecer sua própria vontade, descansa. Controlar tudo é muito desgastante e inútil.

Toda criança que nasce no nosso planeta precisa logo de comida. Todo bebê já nasce com fome. Do mesmo modo, as novas criaturas nascem de boca aberta, clamando: o pão nosso de cada dia nos dá hoje. Mateus 6.11. Não acredito que esse pedido seja por pão de trigo, mas pelo Pão que satisfaz a fome espiritual. Os filhos de Deus têm fome de Deus e com certeza não morre, pois se satisfazem de Cristo.

Jesus censurou a ideia de alguém ficar preocupado com a comida do dia a dia e nos mandou observar os passarinhos no campo. Ele também disse: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. João 6.32. Então, o Pão nosso de cada dia não pode ser pão de fermento, porém, o próprio Cristo, o único que pode matar a nossa fome espiritual.

Depois de ser santificado pelo próprio Deus e tornar-se submisso ao governo e vontade do céu, todo filho de Deus se mostra disponível para perdoar. Perdoe os nossos pecados assim como nós perdoamos aos que nos fazem mal. Mateus 6.12. Perdoar não é opção para o filho de Deus. Se não perdoamos, sinal evidente de que Seus filhos não somos. Não precisamos conviver com os desafetos, mas dar alvará de soltura. Se realmente conhecemos a Cristo como nosso Salvador, os nossos corações são quebrantados, não podem ser duros, e não podemos negar o perdão. O perdão é a marca registrada de alguém que foi e está sendo perdoado pelo Senhor Jesus. Só os perdoados, perdoam, de fato.

Então, justificado em Cristo, purificado pelo Seu sangue, submisso ao Seu reino e, ao mesmo tempo, dependente de Sua vontade, o filho do Altíssimo, alimentado da suficiência de Cristo, perdoa com o perdão de Deus os seus inimigos, mas sempre confiando que o Pai vai sustentá-lo quando estiver passando pelas ciladas do Diabo e tentações da carne.

Estes são outros dois pontos importantes de qualquer oração: não nos deixes cair em tentação... Mateus 6.13. Todos os filhos de Deus são, em tudo, tentados, neste mundo, e a pior tentação é querer viver sem tentações. O pedido é para que não caímos quando formos tentados e, jamais, para sermos livres delas. São as tentações que sempre nos fazem buscar a graça do Pai. Sem elas, andaríamos nas nossas próprias forças, mas sabemos que só Aquele que venceu o pecado pode nos dar a vitória sobre as tentações.

Se temos que viver neste mundo caído, então, não estamos pedindo libertação da tentação, mas da influência do Maligno. Deste sim, nós precisamos de livramento. ...mas livra-nos do mal. Ele é o mais astuto, especialmente, quando vem vestido de anjo de luz, com os Seus ministros se disfarçando de gente legal, com um aspecto de justo e manipulador. Aqui está o perigo.

Livra-nos do Maligno quando ele afirma que nós temos direito. Livra-nos dele e de sua turma, ao nos aplaudir por aquilo que o Senhor fez através de nós. Livra-nos dos seus ardis de nos distrair da oração, pois ele sabe que quando oramos sua derrota já está decretada e, concede-nos que possamos orar assim, com toda confiança:

Com isto, podemos declara que dEle é o Reino, o poder e a glória para sempre. Este final, que não se encontra nos mais fiéis textos originais, vem da tradição da igreja que tem o desejo de que tudo é Dele. Pois todas as coisas foram criadas por ele, e tudo existe por meio dele e para ele. Glória a Deus para sempre! Amém! Romanos 11.36

Pr. Fábio Alcantara (Com Adaptações)

sábado, 18 de março de 2017

Oração para viver

A PARTIR DESTE DOMINGO, VOU COMPARTILHAR UMA SÉRIE DE ESTUDO SOB ORAÇÃO NA IGREJA. ORAÇÃO PÕE JESUS PARA O LADO DE DENTRO DA PORTA!


PAGAR O PREÇO OU RECEBER AS DÁDIVAS?


Blaise Pascal, o célebre cientista e filósofo francês do século 17, experimentou um encontro pessoal e surpreendente com Deus que mudou sua vida. Aqueles que compareceram ao seu funeral viram um papel enrugado e gasto em suas roupas, próximo ao seu coração, aparentemente um lembrete do que ele havia sentido e compreendido na presença de Deus.

No papel estava a mensagem escrita por ele: das dez e meia da noite, até à meia noite e meia – fogo! O Deus de Jesus Cristo, não o de filósofos e sábios, que pode ser conhecido por meio do Evangelho. Segurança. Ternura. Paz. Lágrimas de alegria. Amém! Foi o relato do Êxtase de uma pessoa rendida, durante duas incríveis horas, na presença de Deus.

Certa vez, estava Jesus orando e quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Lucas 11.1.

Como uma realidade espiritual, a oração é uma semente que vem do coração de Deus e é plantada no coração dos Seus filhos, para voltar para Ele. Como disse C. H. Spurgeon: “As verdadeiras orações são como pombos-correios que encontram seu caminho com extrema facilidade; elas não podem deixar de ir para o céu, pois é do céu que procedem; elas estão apenas voltando para o lugar de onde vieram. ” a oração deve ser uma reação humana à ação divina.

Um dos ministérios mais difíceis, no reino de Deus, é o da oração. Talvez o mais. E, além do mais, há pouco ou quase nenhum interesse por esse assunto. Jesus tinha um grupo de 12 apóstolos, mas só um propôs a Ele que os ensinasse a orar. Pouca gente se percebe motivada a orar, ou quer orar.

Orar não é fácil. Trata-se de um diálogo de uma pessoa física com uma pessoa metafísica, isto é, além da física. É a conversa dum ser que vive na esfera tridimensional, com alguém que está numa outra dimensão, completamente fora da nossa. Como posso falar com alguém que não vejo, não escuto e não percebo a sua presença real? Somente pela fé. Alguém que realmente crê na presença invisível do Espírito Santo. Caso contrário, tal pessoa se achará falando sozinha. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. Hebreus 11.6

Há muita dificuldade em orar. É mais complicado orar, do que trabalhar. Hoje é muito mais fácil encontrar um pregador do que um intercessor. Um cantor do que um adorador secreto. Tudo o que exige o suor e o agito do corpo e da alma é mais atrativo do que a quietude e confiança na oração, que exige paciência e um aparente ócio. Falar com as pessoas sobre Deus é uma grande coisa, mas falar a Deus sobre as pessoas é algo ainda maior. No nosso mundo, o agito da alma é mais interessante do que a quietude da alma.

Além do mais, caímos na teia da urgência, negligenciando aquilo que é importante. Vivemos o tempo todo emaranhados em servir as expectativas alheias do que procurando aquilo que realmente vai satisfazer os anseios mais profundos do ser humano, que só se encontra na presença de Deus, nossa origem.

Uma outra questão no processo da oração é o tempo que investimos no tema. “A maioria dos problemas dos crentes modernos origina-se do tempo exagerado que passa usando as mãos e do tempo insuficiente que passa usando os joelhos”, disse muito bem Ivern Boyett. O pequeno valor que damos à nossa oração torna-se evidente pelo tempo que dedicamos a ela.

Orar exige muita concentração. Falar com alguém numa dimensão invisível e imperceptível, sendo distraído, o tempo todo, por tudo o que é sensorial, requer um nível de atenção fora de série. Jesus convidou três dos seus discípulos para orar com Ele, mas vejam o que aconteceu: E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Mateus 26.40. ainda bem que naquele tempo não havia “uatizapi”, senão os problemas de Jesus seriam maiores.

Orar é sempre uma luta espiritual intensa. Quem ora encontra-se num plano material, embora trave uma guerra no mundo transcendente, porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Efésios 6.12. É o combate entre dois mundos: o material e o espiritual. A igreja que não ora, colabora direto com o Diabo na expansão do seu império maligno.

Orar não é um assunto da pessoa natural. Trata-se de um expediente da vida espiritual. Só atenta às realidades espirituais aquele que tem vida espiritual. O ser natural pode rezar, repetir palavras e mantras; mas falar com Deus, nunca. A oração é uma conversa espiritual de um filho de Deus com o seu Pai.

Oração é uma realidade espiritual movida pela fé, e essa só funciona no mundo invisível. Ora, ter fé é ter certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e ter convicção de que uma coisa existe, mesmo quando não a vemos. Hebreus 11.1. Não existe fé nesta dimensão. Nesta, constatamos os fatos sensíveis. Aquele que crê, fica tão seguro das coisas que estão acontecendo em uma outra dimensão que não se preocupa com o balançar da cauda dos leões ao seu redor.

Daniel, o servo de Deus, experimentou novas amizades felinas ao orar com fé. O Rei que o maltratara pode ter ficado sem dormir, mas não aquele intercessor. O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum. (Dn 6.22). Aqui está a lição da serenidade: paz diante de Deus e das pessoas.

A oração é uma realidade espiritual manifesta apenas no ser espiritual, que tem a visão espiritual. Nós não nos concentramos nas coisas que podemos ver, mas nas coisas que não podemos ver. Pois o que nós podemos ver é temporário, mas o que não podemos ver é eterno. 2 Coríntios 4.18. A oração é uma visão do invisível.


Não vamos pagar preço nenhum para orar; mas vamos pagar caro se não orarmos! Não gosto de ouvir, no meio evangélico, de que temos que pagar algum preço, pois Jesus pagou um alto preço por nossa redenção, e jamais teremos que
gar alguma coisa pelas dádivas que Deus nos deu. Não pagamos coisa alguma vivendo em oração, mas pagaremos caro se não orarmos.
Oração é na verdade, uma senha para sermos atendidos e recebermos as dádivas dos céus. Aquele que nasceu de novo deseja a amizade com seu Pai e com seu Filho Jesus Cristo. Além do mais, perde quem não ora, pois muito do seu trabalho seria facilitado, com menos esforço e com mais produtividade. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Filipenses 4.6
As reuniões de oração são termômetros da vida espiritual da igreja. Nenhuma igreja é maior do que suas reuniões de oração. Todos nós devemos orar em nosso lugar secreto, mas se nós não orarmos juntos, como igreja, não somos uma igreja de verdade.
A igreja de Jerusalém tinha o hábito de orar em comunhão congregacional, e, ao orar, o Senhor se manifestava. Vejam essa ocasião, quando oraram pelos apóstolos que foram presos: tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. Atos 4.31. Assim como o fogo precisa de mais combustível para queimar com mais força e vigor, assim a igreja precisa de maior ênfase na oração para se tornar fervorosa.
Todos nós, na igreja, temos diferentes dons, segundo a medida da graça, mas, como filhos de Deus, como trigo legítimo, temos todos a capacidade espiritual de sermos intercessores, portanto, todos nós somos vocacionados a participar da vida de oração na comunidade espiritual.