sábado, 26 de dezembro de 2009

Mais Jesus, menos religião

O livro que indico ao lado, é uma manual de seriedade cristã. Ontem li o capítulo 9: A VIDA COMO ELA É - Uma fé sadia é vulnerável.

Fala sobre os nossos fracassos e a nossa disposição em entregá-los a Jesus. Ninguem está isento de nada nesta vida. Jesus nos deu a oportunidade de sermos verdadeiros, sem máscaras, sem tentar nos proteger por trás de uma fachada que sabemos ser falsa.

"Mas é confessando os pecados - não os negando - que ficamos livres para aprender, a partir dos nossos erros. A aceitação do fato de nossas pecaminosas tendências humanas nos leva à percepção da necessidade que temos de um Salvador. Ao receber a Cristo, os cristãos reconhecem que a perfeição pessoal jamais poderá ser alcançada nesta vida. Cristãos saudáveis querem evitar o pecado, mas eles não estão temerosos de cometer um pecado a tal ponto que deixem de provar da graça de Deus. A fé sadia aceita nossa total humanidade e é recompensada com paz e serenidade. Com Deus no controle, você não tem nada a perder por ser real - exceto seu orgulho. E isso é bom!".

Nossa deficiência é compensada pela suficiencia de Cristo nas nossas vidas!
Shalom.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cheios do Espírito

João 3.8 O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito.

Sabemos que o vento quer soprar para onde há vácuo. Se você se depara com uma tremenda lufada, saiba que há um espaço vazio em algum lugar do seu coração.

Se pudéssemos expelir todo orgulho, vaidade, justiça própria, egoísmo, ânsia por ser reconhecido, aplaudido, honrado e promovido; se fôssemos totalmente esvaziados de tudo isso, o Espírito viria rapidamente como um vento poderoso a nos encher.


Shalom.

sábado, 5 de dezembro de 2009

MAis da Suficiência de Cristo

A fé em Cristo é o antônimo do pecado dos pecados. Quem vive, espiritualmente, por conta própria, vive na autonomia pecaminosa da auto-suficiência. Aquele que só depende de Cristo em sua confiança, não será julgado no tribunal divino. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. João 3:18.

Todos nós nascemos incrédulos em relação a Cristo, logo, todos nós viemos ao mundo já sentenciados e condenados ao inferno. Quem não crê já está julgado. Assim sendo, crer em Cristo é a supressão da pena e a libertação do banimento eterno, por causa da descrença.

O problema que arrasta o ser humano para o castigo eterno no inferno não é simplesmente a transgressão da lei divina, mas a incredulidade referente à pessoa de Cristo Jesus. Neste texto acima ressaltado, ninguém será julgado pelos seus atos certos ou errados, pelas suas obras boas ou ruins, pela sua conduta adequada ou inadequada, mas pela sua fé ou descrença em Cristo. Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados. João 8:24. O pecado que gera os pecados é não crer que Jesus é Javé.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Suficiente

A salvaçao de uma pessoa não está no mérito da pessoa, mas na suficiência de Cristo!

Medite nesse frase e seja cheio do Espírito Santo.

Ora, se pecar é errar o alvo e o alvo de Deus para o ser humano é Cristo Jesus, então viver no pecado é não crer em Cristo como o seu exclusivo e satisfatório Salvador e Senhor. Aquele que não tem como seu alvo crer e depender apenas de Cristo para sua salvação, santificação e glorificação, vive no pecado, sem a perfeição de Cristo como a sua garantia eterna de perfeição.
Jó era um homem justo em sua justiça de aspecto imaculável, mas não cria suficientemente na justiça legítima de Javé para a sua plena justificação. Ele passou a maior parte do livro se justificando diante das acusações dos seus amigos justíssimos. Só quando Eliú, o seu amigo gracioso, começou a falar da misericórdia de Deus, Jó se calou, para depois ouvir Javé falar com ele. Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: Jó 38:1.
Javé sabatinou aquele justo indignado com setenta perguntas, e ele, justamente, tirou zero como nota de aprovação. Sem mérito para ser aprovado, ele se confessa como indigno e reconhece que falou do que não entendia. Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Jó 40:4. Aqui está o boletim de qualificação dos discípulos de Javé. Quando eles são reprovados em seus valores pessoais, então serão aprovados pela graça de Deus em Cristo.
Quando o homem é um nada diante o trono de Deus, Cristo é tudo para ele. Jó não se arrependeu de coisa alguma errada que tivesse praticado, mas arrependeu-se de si mesmo em sua autoconfiança. Ele havia errado o alvo crendo em si e afirmou: eu conhecia Javé só de ouvir falar. Toda a sua teologia era teórica e através de terceiros. Eram noções da escola dominical e não de relação pessoal com Deus. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:6.
Deus fez de Jó o seu alvo porque Jó havia perdido o alvo de Deus de vista. O pecado dos pecados é a autoconfiança evidenciada na justiça própria e esta é pesadíssima. A salvação do pecado é olhar para Cristo como o único alvo de Deus e este fardo é de pouco peso. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro. Isaías 45:22.

Shalom.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Em tempos de gratidão

CONFISSÃO E GRATIDÃO
Neemias 9:32-37 Pois eles no seu reino, na muita abundância de bens que lhes deste […] não te serviram […] —Neemias 9:35

Durante um culto de domingo, nossa congregação fez esta oração em conjunto: “Gracioso Deus, assim como muitos cristãos antes de nós, reclamamos quando o que queremos não acontece do nosso jeito. Desejamos tudo em abundância, ao invés daquilo que é suficiente para nos mantermos. Preferiríamos estar em qualquer outro lugar ao invés de onde estamos agora. Preferiríamos ter os dons que Tu dás a outros ao invés daqueles que concedes a nós. Preferiríamos que Tu nos servisses ao invés de te servirmos. Perdoa a nossa ingratidão por aquilo que Tu nos dás.”
Abundância não é garantia de gratidão ou ação de graças. A prosperidade pode até afastar os nossos corações do Senhor.Quando um grupo de exilados judeus voltou da Babilônia com Neemias para reconstruir os muros de Jerusalém, eles se reuniram para confessar os seus pecados e também os dos seus antepassados. Eles oraram: “Os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes e os nossos pais não guardaram a tua lei […] Pois eles no seu reino, na muita abundância de bens que lhes deste, na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles não te serviram, nem se converteram de suas más obras” (Neemias 9:34-35).A confissão é um prelúdio poderoso para uma oração de gratidão.
Shalom

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Açao de Graças

Tivemos hoje um culto maravilhoso, com muitos testemunhos do que Deus tem feito na vida do Povo. Como Pastor, fico feliz em ver Deus honrando a fé de muitos irmaos e irmãs. Na ocasião, ministrei a mensagem abaixo.
Bênçãos pela ação de graças
Texto Bíblico:
João 6.1-15
Introdução
Viver contente em todas as situações é uma bênção. A escola da graça de Deus é muito prática e aqueles que aprendem a viver contentes são treinados na experiência diária. Deus nunca ensina um conteúdo espiritual aos seus filhos de maneira teórica. A educação dos santos é exercida no praticar efetivo da realidade cotidiana. No reino de Deus não há contentamento sem fornalhas aquecidas nem serrotes amolados. Por isso a ação de graças tem o poder de multiplicar tudo o que está em nossas mãos.

A Bíblia fala que Jesus atravessou o lago da Galiléia, que media uns 21 km de comprimento por 13 de largura, onde também era chamado de lago de Tiberíades, em honra ao imperador romano Tibério.Jesus procurou um MONTE para compartilhar com seus discípulos. Como já vimos, os montes são sinais de apreensão bem como do lugar onde Deus deu ricas experiências para muitos homens que foram levantados por Ele para nos ensinar através das escrituras. Diante do desafio que Jesus tinha pela frente, o de alimentar uma multidão, a primeira atitude que ele tomou foi ir para o monte, mostrando geograficamente que buscar orientação do Pai deve ser a nossa primeira atitude diante das dificuldades. E a história nos ensina que para sermos abençoados e afastar a maldição que nos impede de prosperar, é necessário ter uma vida agradecida.

Para termos uma vida próspera, é necessário:
1)- Termos disposição para ser experimentados por Deus
6.5 Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? 6.6 Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer. 6.7 Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.
No monte da Galiléia Jesus queria desenvolver uma atitude positiva, de fé em Filipe. Provavelmente Filipe era um daqueles que reclamava bastante. Note que imediatamente ele retrucou a ordem de Jesus, tirando o corpo fora da solução. Um Denário era o valor de uma diária de um trabalhador. Felipe disse então que nem 3 mil reais daria para comprar pão o suficiente para alimentar a multidão. Todos temos tendência à murmuração e Deus irá nos experimentar, colocando-nos na escola da fé, capaz de transformar nossa vida de murmuradores a agradecidos.
Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores, e os demais companheiros de prisão escutavam. Atos 16:25. O apóstolo Paulo diz neste texto que estamos enfocando que ele aprendeu a viver contente. Isso significa que houve um tempo que ele não era tão contente assim. A palavra, no grego, tem um sentido de aprender por experiência, logo, o seu contentamento espiritual não era algo que tivesse experimentado desde a sua conversão. Ele precisou passar por alguns testes severos, suportando situações críticas a fim de aprender as lições do contentamento. Ninguém aprende a viver contente em qualquer circunstância, sem passar pelos lances mais contrastantes e absurdos, tanto na fartura como na penúria.Mas esse aluno incansável do contentamento torna-se, além disso, um dos mais eficientes mestres desse tema. Ele não foi só um discípulo exemplar nessa Universidade, como também foi o seu mais ilustre professor. Em uma de suas aulas sobre o assunto, Paulo mostra que a piedade cristã é altamente rentável, desde que esteja associada ao contentamento. De fato grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. 1 Timóteo 6:6.

Para termos uma vida próspera, é necessário:
2)- Jamais desprezar o que se tem à mão
6.8 Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: 6.9 Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?

André prontamente viu grandes possibilidades na pequena cesta básica encontrada com um rapaz. Muitas pessoas não são abençoadas porque desprezam o que tem à mão. Não sabe “sovar a massa”, para que possa dar grandes e bonitos pães. Reclamam o tempo todo porque nada têm, e não considera a riqueza que se encontra em suas mãos. Você já parou para pensar que o seu pouco é uma riqueza para outra pessoa? Aquele que se satisfaz com menos, tem um patrimônio muito grande para garantir a sua felicidade duradoura. Alguém disse que o contentamento consiste não em acrescentar mais combustível, mas em diminuir o fogo; não em multiplicar a riqueza, mas em diminuir os desejos. Aquele que se encontra satisfeito com menos coisas, é bem mais feliz do que aquele que vive ambicionando ansiosamente cada vez mais, buscando multiplicar o muito que já possui. A verdadeira riqueza não consiste em ter muitos bens, mas em viver bem com menos riqueza. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. 1 Timóteo 6:8.

Para termos uma vida próspera, é necessário:

2)- Receber tudo com ação de graças
6.10 Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. 6.11 Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam. 6.12 E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 6.13 Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido.

Jesus sabia que o Pai era a fonte para suprir todas as suas necessidades. Ele não se preocupava com o grau de dificuldade, pois para Deus nada é impossível. O Senhor então mostra o princípio de dar graças em todas as circunstancias da vida. Essa atitude abre as portas do céu para que sejamos recebedores dos infinitos recursos celestiais.
Os filhos de Deus são uma espécie rara de gente alcançada pela graça, aprendendo a viver contente em qualquer ambiente e sob quaisquer condições. Se você faz parte dessa turma, só lhe resta uma opção: Viver aprendendo a contentar-se em toda e qualquer eventualidade. Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: de maneira alguma de deixarei nunca jamais de abandonarei. Hebreus 13:5.Todos aqueles em que a cruz de Cristo deixou suas impressões no caráter, sempre vão transbordar seu contentamento, aprendido através das marcas dos cravos esculpidas pela fé. Ninguém pode viver mais contente do que os co-crucificados e regenerados na ressurreição pela graça em Cristo. Aqueles que estão satisfeitos com a suficiência de Cristo, embora tenham tribulações, tropeços e transtornos não deixam de expressar o seu contentamento por terem sido aceitos cabalmente pela graça do evangelho. Um cristão que não aprende a contentar-se em todas as ocasiões acaba injuriando o seu Salvador e difamando a sua salvação. Por isso contentai-vos... Regozijai-vos sempre. 1 Tessalonicenses 5:16.

Conclusão
Todos somos desafiados a subir no monte da Galiléia, onde Jesus preparou um banquete para todos sem ter nenhum recurso. Quando seu salário não for suficiente para viver, quando suas roupas forem apertando, quando as necessidades aparecerem, faça tudo com ação de graças, jamais murmurando.No monte da galiléia Filipe levou uma grande lição. Ele recolheu 12 cestos cheios de pães. Dando graças por tudo, você verá que Deus multiplicará tudo o que chegar às suas mãos.
Shalom.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Segredos do homem mais rico que já existiu


Terminei de ler esse livro. Uma pérola devocional, com muitos conselhos práticos. Só uma palhinha do final:

Podemos escolher ser felizes.
As pessoas mais felizes que conheço são as que vivenciaram as piores tragédias, tristezas e conflitos.. em determinado momento, decidiram que seriam felizes.
- pessoas felizes decidem ser assim;
- pessoas felizes gostam das decisões que tomam;
- pessoas felizes geralmente são aquelas que melhor sabem tomar decisões;
- pessoas felizes estimulam outros a produzir mais e com mais entusiasmo;
- pessoas felizes usam vocabulário completamente diferente. Elas dizem: realizaremos isso. Os infelizes declaram: isso é impossível!

Os pobres geralmente imaginam que o dinheiro resolve tudo. Os ricos sabem que não é assim!
Um dos principais segredos de sucesso que podemos encontrar na vida é a capacidade de reconhecer dádivas tremendas, insubstituíveis e gratificantes que o dinheiro não pode comprar.


A riqueza pode garantir-nos uma casa;
A sabedoria a transforma num porto seguro.
Riqueza pode garantir-nos favores;
A sabedoria nos garante o apreço das pessoas.
A riqueza determina nossas posses;
A sabedoria garante nossa paz.
As riquezas podem comprar-nos companheirismo;
A sabedoria gera compromisso.
A riqueza pode contratar alguém para nos ouvir;
A sabedoria produz amor.
A riqueza pode ocultar uma fraqueza;
A sabedoria a remove.
A riqueza tem seus limites e Salomão reconhecia esse segredo.

Shalom.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Libertaçao do Pecado

Veja como Jesus explica a visão da fé. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. João 12:45. Jesus é a fotografia revelada do Pai. Ele é a materialização da realidade espiritual e a manufatura visível da invisibilidade da fé. A salvação do pecado é a confiança irrestrita em Jesus, o Filho de Deus, a origem da fé e o único que nos capacita a crer nele mesmo e viver pela fé em sua pessoa.

Aquele que crê, mediante a revelação da palavra de Deus através do Espírito Santo, que o Jesus histórico é o Cristo eterno, passou do estado pecaminoso de descrença natural, onde quer sempre ter o controle da sua vida sob controle, para o reino esclarecido da visibilidade espiritual pela fé na palavra, no qual Cristo governa todas as suas decisões. Assim, a fé é a visão espiritual em antítese ao pecado e a via da certeza em que Cristo controla a sua vida por inteiro.
Shalom

O Pecado dos pecados

Ando estudando este tema tao precioso com o Pr. Glenio.
Para Jesus o pecado é a descrença em sua pessoa e o assunto é antiqüíssimo. O primeiro pecado, na verdade, estava ligado à pessoa de Javé Elohim. O Criador do universo é denominado na Escritura de Elohim, nome que expressa uma pluralidade ou a Congregação Soberana da Trindade, a Coletividade eterna da Unidade Divina.Um dos membros deste Conselho é Javé Elohim, o Formador do ser humano e o Deus da redenção. Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Gênesis 2:7. A tradução, Senhor Deus, vem da expressão hebraica Javé Elohim, destacando a identidade da segunda pessoa da Trindade ou o Verbo eternal, o Filho eterno de Deus Pai.Javé Elohim formou o homem do pó da terra e o colocou no Jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo, dando-lhe esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:16-17.
Adão ouviu a palavra de Javé Elohim quando Eva ainda não tinha sido concebida. A Bíblia não diz que Javé Elohim tenha falado com Eva antes do pecado. Tudo o que ela sabia sobre a ordem divina parece vir do marido e não de Javé Elohim, pois há alguns equívocos em sua noção sobre o assunto. E agora? Estas informações imprecisas seriam idéias próprias dela ou uma comunicação confusa proporcionada pelo marido?Na conversa com a cobra, Eva não sabia quem havia dado a ordem, pois mencionou o nome de Elohim, ao invés de Javé Elohim. Ao se referir à árvore proibida fez menção daquela que está no meio do jardim, a árvore da vida. Adicionou conceitos novos, garantindo que não era para tocar no fruto. Passou o sujeito que recebeu a ordem, do singular para o plural e, omitiu da citação uma palavra chave (livremente).
A Bíblia, além disso, assegura que há uma teia ardilosa neste episódio, ao descrever: Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. 1 Timóteo 2:14. Tudo faz crer que o engano teve como embasamento a falta de exatidão da mulher em relação à ordem divina, além da persuasão da serpente, é claro. Mas, se Eva não se encontrava devidamente esclarecida sobre o assunto, sendo ludibriada pela serpente, quem foi o responsável pelas informações que obteve? Adão não foi iludido. Ele sabia muito bem o que Javé Elohim havia dito, mesmo assim ele transgrediu a ordem. Acredito que esta desobediência vem antecedida de uma sutileza de incredulidade à palavra de Javé Elohim. Se ele tivesse crido de fato na pessoa de Javé Elohim e na sua palavra, com certeza não teria desobedecido.Ora, se Adão não foi iludido, temos que concluir que a sua transgressão foi voluntária e por incredulidade, enquanto a de Eva foi por engano. Ela foi tapeada e todos nós corremos os mesmos riscos, quando não damos crédito à exatidão da palavra de Deus.Notemos como o apóstolo Paulo trata este tema terrível com agudeza mostrando que, assim como Eva foi trapaceada, nós também podemos ser. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 2 Coríntios 11:3.
Vimos, no estudo anterior, que a fé é um produto do ouvido atento à palavra do Senhor Deus. Ela não é propriamente uma visão de Deus, mas a escuta precisa e meditativa de sua voz, no escuro. A ciência cogita em demonstrar as evidências dos fatos, enquanto o fato da fé é crer na palavra de Deus, sem necessidade de quaisquer evidências. Javé Elohim fez o homem com a condição de crer na sua palavra. Adão foi o único homem com livre-arbítrio, uma vez que ele era dotado da capacidade de crer na palavra de Deus, bem como de não crer. Ora, se crer na palavra de Deus é o propósito Divino para o ser humano andar com ele, então, não crer é a essência do pecado. Alguns teólogos sérios dão esta descrição ao caso do pecado no Éden. Adão decaiu de seu estado de retidão original (status integritatis) – em que lhe era possível pecar ou não pecar (posse pecare aut posse non pecare) - e assim se tornara morto em pecado e inteiramente corrompido em todas as suas faculdades (status corruptionis) – em que não lhe era mais possível não pecar (non posse non pecare).
Ora, se Jesus está correto ao definir o pecado como sendo não crer nele, então Adão pecou quando não creu na palavra de Javé Elohim, com isso toda a sua descendência se tornou incrédula por natureza, e assim ninguém pode crer nele, sem um milagre Divino em sua vida. Uma vez que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, Romanos 3:23, só algo sobre-humano pode levar alguém a crer em Jesus como o Filho de Deus. Crer que Jesus é o Cristo, sem dúvida, é o milagre da libertação do pecado.O ser humano que permanece no pecado é aquele que vive continuamente descrendo da palavra de Deus e descrente na pessoa de Cristo Jesus. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. João 8:47.
O homem no pecado está morto espiritualmente, sendo incapaz de ouvir a voz de Jesus. Ele primeiro precisa ser vivificado pelo Espírito através da pregação da palavra de Deus.Se o pecado é não crer em Jesus, sendo incredulidade radical à sua pessoa, então, todo aquele que vive no pecado, vive na condição de não posso não pecar (non posse non pecare), isto é, não posso ser senão incrédulo. Todos nós nascemos neste mundo descrentes por natureza e rebeldes à pessoa e obra de Jesus Cristo. Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? João 8:46.O pecador é um agnóstico ranzinza em relação à palavra de Deus e um ateu contumaz no que diz respeito a Cristo Jesus. Nenhuma pessoa poderá crer em Cristo corporificado em Jesus, se primeiro não for vivificada pela pregação da palavra de Deus. A minha alma está apegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. Salmos 119:25. A vivificação pela palavra antecede qualquer reação do defunto espiritual.A salvação do pecador começa com a pregação do pregador convicto de que Cristo Jesus crucificado e ressurreto é a única mensagem de vivificação dos mortos no pecado. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. 1 Coríntios 1:21.
O ser humano, morto em delitos e pecados, não será capaz de crer em Cristo Jesus como Salvador, se antes não for vivificado pelo poder do Espírito Santo, através da mensagem enfática sobre a pessoa e obra de Cristo Jesus crucificado e ressurreto. Ele é o Salvador do pecado e, portanto, o autor e consumador da fé. Desde que o pecado seja não crer em Jesus, a salvação do pecado será somente pela fé, ao crermos que Jesus é o Cristo.Todos nós nascemos em pecado, completamente incrédulos, sem quaisquer condições de crermos em Cristo Jesus como uma realidade espiritual. Nosso entendimento é tridimensional, por isso, a nossa razão requer fenômenos para podermos compreender os fatos lógicos. Tomé foi um verdadeiro cientista diante da realidade da ressurreição de Jesus: Se eu não vir em suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei. João 20:25.
Nada que seja espiritual pode ser atingido por simples racionabilidade humana. O objeto da fé não é sensível, logo ela é conflitante com nosso bom senso. Apesar dela não ser irracional, seu objeto de confiança está além dos limites naturais da racionalidade. Crer em Cristo Jesus é sair da jurisdição da descrença e entrar no estado da certeza por fé.A fé é um dom de Cristo e ninguém poderá ir a Cristo se não for trazido e ensinado primeiro pelo Pai de modo particular. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim. João 6:45. A palavra instrutiva do Pai precede a reação decisória daquele que foi vivificado pela pregação do evangelho de Cristo Jesus crucificado.Antes de irmos a Cristo, pela fé, somos vivificados por meio da palavra do evangelho pregada no poder Espírito Santo e revelada através da sabedoria de Deus. O Pai nos ensina a respeito do seu Filho, e, por uma razão, além da razão, todos os ateístas iluminados pelo Espírito da verdade respondem ao chamado que foi feito antes da fundação do mundo, crendo em Jesus e se arrependendo de sua vida no pecado de incredulidade. A libertação do pecado é a alforria, pela fé, através de Jesus. Crer que Jesus de Nazaré é o Cristo de Deus é o milagre da nossa redenção do pecado. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Atos 4:12.
Por que não há outro nome?Jesus é o Autor da fé e o único Salvador do pecado. Como Deus-Homem nos concede a fé para que, pela fé em sua palavra, possamos crer que é a encarnação de Deus assumindo o pecado da incredulidade humana, a fim de nos libertar da tirania das evidências na concreção da realidade espiritual. Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. João 15:22.A mente humana tem agora um grande problema: como crer em Deus na terceira dimensão? Como explicar a realidade espiritual da Divindade num corpo de homem? Se Javé Elohim falou com Adão da realidade espiritual para a realidade material, e ele desacreditou de sua palavra, tornando-se um morto para os lances espirituais, como poderá a humanidade crer agora que a matéria possa conter a manifestação plena da Divindade?O Deus Criador, absoluto e infinito, encarnado na criatura relativa, finita e dependente é a maior incoerência para os alcances da razão limitada pelas evidências, embora seja a plenitude para a sustentabilidade da confiança inabalável da fé. Se o pecado for a incredulidade relacionada à pessoa de Jesus, a salvação do pecado é a certeza de que Jesus Cristo, o Filho de Deus em carne, é a nossa vida espiritual e eterna. Veja como Jesus explica a visão da fé. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. João 12:45.
Jesus é a fotografia revelada do Pai. Ele é a materialização da realidade espiritual e a manufatura visível da invisibilidade da fé. A salvação do pecado é a confiança irrestrita em Jesus, o Filho de Deus, a origem da fé e o único que nos capacita a crer nele mesmo e viver pela fé em sua pessoa.Aquele que crê, mediante a revelação da palavra de Deus através do Espírito Santo, que o Jesus histórico é o Cristo eterno, passou do estado pecaminoso de descrença natural, onde quer sempre ter o controle da sua vida sob controle, para o reino esclarecido da visibilidade espiritual pela fé na palavra, no qual Cristo governa todas as suas decisões. Assim, a fé é a visão espiritual em antítese ao pecado e a via da certeza em que Cristo controla a sua vida por inteiro.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Halloween, Zumbis...

Como é que pode as pessoas se darem ao trabalho e "virarem zumbis" por um dia? Até pais com crianças fantasiadas com sangue!

Depois os crentes é que são caretas! A ignorância não tem limites!

http://g1.globo.com/VCnoG1/0,,MUL1363966-8491,00-ZUMBIS+CAMINHAM+PELAS+RUAS+DE+SAO+PAULO.html

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bom humor e confiança são bem-vindos mesmo em tempos difíceis


Li esta matéria na Voce S/A e achei muito oportuna, ainda mais para nós os discipulos do Senhor!


Algumas pessoas costumam afi rmar que crise é sinônimo de oportunidade e os mesmos caracteres são usados em chinês para escrever ambas as palavras. Eu, de meu lado, acho que esta crise que o mundo atravessa acabou por se tornar uma oportunidade para que pudéssemos ver, de fato, quem é quem. Alguns acabaram por mostrar seu melhor lado — equilíbrio, controle emocional, capacidade de se recriar.


Outros, diante das difi culdades, acabaram por permitir que seu lado menos admirável afl orasse: pouca gentileza no trato com colegas, um azedume e um espírito aziago que só fazem com que uma situação difícil se torne ainda pior. Se você preza seu emprego, zela por sua imagem e quer que as pessoas o associem a coisas positivas, cuide para não se deixar contaminar por esse espírito ruim que parece ter se instalado em algumas empresas e em algumas pessoas.


A gentileza é atemporal e, não importa o momento que você está vivendo, ela deve continuar presente em suas interações. Afi nal, se as coisas estão mais difíceis para você agora, estão mais difíceis para todos. Em qualquer circunstância, estão valendo aquelas regras que dizem que cumprimentar quem cruza seu caminho é atitude obrigatória dos elegantes.


Vale também esta afi rmação para o autocontrole: expulse a autocomiseração de seu cotidiano, controle seu temperamento, já que, na minha opinião, mau humor é um estado de espírito sempre presente naqueles que não têm controle sobre suas emoções. E como é que alguém mal-humorado imagina um futuro de sucesso, uma posição de liderança? Quem não tem competência para se gerenciar difi cilmente verá validada sua capacidade de liderança.


Assim, sugiro que todos nós passemos a nos policiar com mais rigor e façamos a nossa parte, a fi m de que, superadas a crise e as difi culdades, todos se lembrem de nós como pessoas resilientes, com capacidade de gerenciar as difi culdades com sabedoria e criatividade. Do contrário, o pano cai e as pessoas acabarão por descobrir quem é quem de fato e sem máscaras.


Bom humor e confiança são sempre bem-vindos.
Célia Leão.

sábado, 24 de outubro de 2009

Como Administrar as Finanças

O Globo Repórter desta Sexta-feira traz liçoes muito preciosas. VAle a Pena assistir:

http://g1.globo.com/globoreporter/0,,LS0-16627-76478,00.html

Shalom.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sem o sofrimento seríamos capetas!


Talvez algumas devocionais do livro O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano, de James Ian Packer, um dos teólogos protestantes vivos mais conhecidos no mundo, não agradaram a todos. Ele deixa claro que o não-sofrimento dos crentes seria um enorme prejuízo para o sofredor e para o reino de Deus. Porque “quando a cruz é mais pesada, a comunhão com o Pai e o Filho é mais vívida e a alegria cristã é maior” (p. 129).


Aos 83 anos, o apreciado professor do Regent College, em Vancouver, no Canadá, entende que, quando Deus em sua sabedoria pretende fazer em nós algo que ainda não alcançamos, não deveríamos ficar surpresos com certos acontecimentos inesperados, tristes e desencorajadores. O propósito de Deus é tanto nos fortalecer em paciência, bom humor, compaixão, humildade e mansidão, como destruir nossa complacência, nossas fantasias e algumas formas encobertas de orgulho e vaidade.


Ninguém duvida que o sofrimento de José na casa paterna, na mansão de Potifar e no calabouço dos prisioneiros do rei, foi a escola na qual ele se preparou para ser a maior autoridade no Egito depois do Faraó e uma peça importante na história de Israel.


O fato de Jacó ter de andar apoiado em uma vara o resto da vida e de Paulo não ser dispensado do espinho na carne obrigou-os a se livrar do hábito humano da segurança demasiada e do desperdício da graça que está em Deus.


Deus ordena os eventos da vida humana, diz Packer, “com duplo propósito: santificação pessoal do cristão e serviço na vida do povo de Deus”.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Remorso de poupar demais pode ser maior do que o de gastar, diz pesquisa

SÃO PAULO - Um estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Columbia e Harvard detectou que pensar sempre no futuro, inclusive quando o assunto é dinheiro , não é tão positivo quanto se imagina.A necessidade de se sentir eficiente e a tendência a se sentir culpado quando se faz alguma coisa "just for fun" (apenas para diversão, na tradução livre) é universalmente humano, diz o estudo, mas a obsessão pela produtividade pode fazer o indivíduo enxergar momentos de prazer - a exemplo de uma compra - como perda de tempo, irresponsabilidade ou imoralidade, o que não é bom.
Os pesquisadores Anat Keinan (Harvard) e Ran Kivetz (Columbia) disseram que o que acontece é que há pessoas que têm o hábito de superestimar os benefícios do que irão receber no futuro, por tomar decisões responsáveis agora. O nome dado ao fenômeno foi "hipermetropia", igual ao problema que acomete a visão, segundo publicado na Revista de Harvard dos meses de setembro e outubro.Relação com o dinheiroQuando trazido para o lado financeiro, o hábito pode ser encarado da seguinte forma: a pessoa poupa muito dinheiro, pensando nas condições futuras, o que a leva a não consumir aqueles produtos de que mais gosta. No futuro, isso tende a gerar um grande remorso, maior até do que se ela tivesse comprado.
A professora de Harvard começou a pensar na questão depois de notar uma tendência de reclamação das pessoas por ter estudado muito e trabalhado demais, em detrimento de sair aos finais de semana e viajar, por exemplo. Os pesquisadores pensaram, então, em analisar este comportamento com um estudo formal, que foi aplicado em estudantes.O resultado foi que, quando analisado o curto prazo, na escolha entre trabalho e prazer, quem escolheu a diversão se arrependeu mais. Mas quando consideradas decisões feitas há mais de cinco anos, mais pessoas se arrependeram de ter escolhido o trabalho.A teoria e a realidadeCom base no estudo, a professora de Harvard detectou que grupos nos extremos são raridades, sendo eles os que gastam tudo com prazer ou os que vivem voltados para o trabalho.
A maioria de nós está "no meio", segundo Anat, já que "pensamos que é importante o trabalho e ter objetivos e alcançá-los, mas também pensamos em outras coisas", como família, amigos, hobbies etc.Ela finaliza dizendo que tomar uma decisão fútil hoje pode ser um investimento em uma recordação adorável e em um futuro de felicidade.
Yahoo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Alexandre

Li estes dois testemunhos: um de quem se sentiu culpado por não ajudar; O outro mostrando que não somos donos das circunstâncias. Aprendi Muito.
Conhecíamos Alexandre há mais de cinco anos. Chegou com 20 e poucos, com o cérebro já detonado pelo crack. Durante o curso de discipulado foi alcançando coerência, e, ao fim de seis meses, voltou à sua casa para fazer vestibular, ciente do que queria: ser piloto missionário. Terminou o ensino médio, inspirou o pai a estudar e fizeram vestibular juntos. O pai passou em direito -- Alexandre, ainda tratando de ser lúcido, não.
Vieram outras crises; a razão saía por uma fresta da janela, ficava uma algaravia religiosa indecifrável. Nas crises, ele nos visitava para longas conversas. Nunca foi mau o rapaz. Eu sempre lhe sabia gentil, apesar das incoerências. Meu marido tinha ouvidos para lhe decifrar as angústias no meio da verborragia. Aconselhava, ouvia.
Nos últimos meses, Alexandre começou a observar minha filha que se tornava menina moça e a notar-lhe a beleza florescendo. Ligava às três da manhã falando da menina que vira no balanço, de suas amiguinhas, do toque puro que lhe deu na perna, de como Deus ama os anjos. Meu instinto de mãe se põe de guarda. Aviso às coleguinhas e, quando Alexandre vem, eu o acompanho ao redor da floresta que circunda a comunidade.
Na terça-feira a bicicleta com adesivo Yokohama para na minha porta. Nesse dia Reinaldo está com pressa. Explica pro Alexandre:
-- Tô de saída. Tenho reunião com pastores na cidade.
O rapaz insiste, mais transtornado que nunca na esperança absurda que tem em Reinaldo.
-- Você é meu pai, meu pastor, eu preciso de você.
Reinaldo começa a se irritar. Explica que não dá. Alexandre implora.
-- Deixa eu voltar pra viver aqui com vocês.
-- Como? Você se droga, anda por aqui observando nossas crianças e me liga de madrugada falando nelas. Como posso confiar pra te deixar morar aqui?
-- Não vou fazer nada com elas, só quero ser como elas, nascer de novo numa família de Deus, Reinaldo. Eu quero ser de Deus e não sei como, será que elas me ajudam?
-- Hoje não posso. Tô atrasado demais. Olha, já fizemos tudo o que podíamos por você. Agora acabou.
-- Como acabou? Não acaba não, olha.
E mostrou um rolo de papel higiênico que tinha nas mãos.
Reinaldo se irritou com aquele rolo -- me contou depois --, mesmo assim segurou a ponta enquanto o menino desenrolava lentamente tirando de dentro uma Bíblia pequena amarfanhada, pra ler o Salmo 136.
-- Olha o que a Bíblia fala: “Rendei graças ao Senhor, porque seu amor dura para sempre”.
E assim foi lendo parado no sol quente ao lado do carro o Salmo todo enquanto Reinaldo tentava lhe dizer que estava atrasado, que era pastor, que conhecia a Bíblia, que voltasse depois ou nem isto.
Foi-se o pastor pra reunião e o garoto em desespero para a estrada quente de bicicleta. Reinaldo disse que ainda o viu quando voltava, pedalando, percebendo o carro, mas nem o parou de novo como seria seu costume. Virou o rosto como se dissesse: “Olhe, você, meu pastor, falhou, me trocou por uma reunião, não me ouviu, deixou que seu amor acabasse, sendo que o amor de Deus nunca acaba”.
Acabou também naquela tarde a história de Alexandre e sua busca por Deus. Na manhã seguinte sua irmã nos ligou, chamando para o velório. O rapaz se matou na tarde anterior nas rodas de uma carreta de carga depois de duas outras tentativas. Choramos eu e Reinaldo muitas lágrimas de angústia, desespero e culpa, e ainda choro enquanto escrevo isto. Por nós, e por todos os Alexandres da vida que encontram na rua os levitas e não os samaritanos.
Bráulia Ribeiro


De Caio Fábio para Bráulia Ribeiro

Li o texto Alexandre (Ultimato, edição setembro/outubro, 2009) e me comovi profundamente com a dor de vocês, tão simples e verdadeiramente expressa pela Bráulia.
Você e eu já tivemos todas as chances de nos tornarmos mais próximos em razão de amigos comuns e de muitas identificações simples e práticas no Evangelho. Além disso, muitos já fizeram tudo para que isto acontecesse, mas as circunstâncias não permitiram; e a culpa é minha, não sua.
Não posso dizer que leio o que você escreve, que pesquiso, que estou informado sobre você em detalhes...
Sabia e soube de você mais pelo George Foster, pelo Pedro do Borel (hoje no Egito), pelo André Fernandes e pelo Tiago da Jocum em Brasília, do que por quaisquer outros meios. E todos me dão o mesmo testemunho; sim, falam-me da carta escrita com amor de Deus em seu coração para com todos os que passam em seu caminho.
Entretanto, amiga no Senhor, somente Jesus nunca foi levita e sacerdote na estrada, sendo sempre o samaritano.
Sim, além dele, todos os demais somos samaritanos de vez em quando, e ficamos felizes com isso. Embora em nossa ignorância e distração não registremos a quantidade enorme de vezes em que passamos de largo fazendo da agenda da estrada [...] o caminho de nossa pressa, e não fazendo a estrada submeter-se ao caminho interior, ao invés de seguir o roteiro da estrada [...], todos os dias vejo-me escolhendo apressadamente as agendas da estrada enquanto negligencio a agenda do caminho.
O levita e o sacerdote seguiram a estrada e seu “tempo”. O samaritano seguiu o seu caminho.
A estrada, todavia, é apressada, diferentemente do caminho, que só segue quando tem a permissão da vida para passar. Graças a Deus somos perdoados todos os dias pelas escolhas da estrada contra as veredas calmas do caminho!
Entretanto, o que desejo de coração dizer a você, publicamente, visto que seu texto é público, é que nem você e nem ele têm esse poder todo! Sim, vocês não têm o poder de saber nada além do que se tornou história com as configurações de “história” [...] de passado, portanto.
Na noite que meu filho Lukas morreu atropelado saindo de uma festa com os irmãos, antes de ir ele me ligou e me disse que estava meio cansado, a fim de dormir, e que se fosse seria apenas pelos irmãos e porque lá haveria uma moçada da Igreja Presbiteriana Betânia que ele não via há muito tempo.
“Vá meu filho! Vai ser legal! A Bruna está indo só por sua causa. E ela já saiu!”, foi o que eu disse; e ele foi.
O interessante em tudo isto é que por uma certeza mais profunda do que a morte dele naquela noite, eu sabia que não fora a “minha força” que o pusera no chão daquela estrada fria de Itaipú. Havia um caminho naquela estrada que estava para além de mim. E certamente muito para além da própria estrada.
Conheço a sensação de não atender a insistências que acabam de modo catastrófico. No curso da vida já deixei para visitar no dia seguinte muita gente que morreu durante a noite; já adiei idas que se confirmaram atrasadas depois dos fatos; já passei e soube que o “deixado” não resistiu; já sim, já muita coisa...
Sei também que o nível de pessoalidade do conhecimento do moço que se autovitimou aprofunda qualquer dor. Aumenta toda sensação de culpa e exacerba as perspectivas de responsabilidade e de omissão. Tais fatos, todavia, servem a nós de muitos modos quando o coração é como o de vocês.
A gente aprende que todos estão a um passo de qualquer coisa.
A gente aprende que por vezes nem todos os esforços do mundo mudam determinadas realidades.
A gente aprende que muita dor culposa que se sente decorre da culpa da bondade cristã salvadora, a qual assume para si poderes de salvação que não estão em nossas mãos.
A gente aprende a discernir quais são as coisas que podem esperar ante um desespero e quais não podem.
A gente aprende que nem todo desespero tem que parar o nosso caminho também.
A gente aprende, sutilmente, o que é agenda da estrada e o que é agenda do caminho.
Mas ninguém aprende isso sem se sentir levita e sacerdote de vez em quando, posto que nossos atos samaritanos são emblemáticos, mas nossas omissões levíticas e sacerdotais são a regra na agitação de nossas inúmeras distrações.
O pecado é adotar o caminho do levita e do sacerdote como modo de se desviar de gente na estrada. Ora, esse jamais foi ou será o caso de vocês, graças a Deus.
Entretanto, o mesmo samaritano um dia deve ter tido seu dia de levita. Ou, então, ele seria “Ele”. E não era...
Assim, minha oração é uma só nesse particular: “Senhor, faz de mim o samaritano possível no dia de hoje em minha existência! E salva-me dessa horrível tendência natural que tenho a, na estrada, preferir a omissão do caminho do levita e do sacerdote!”.
Sim, pois o mais devotado dos samaritanos tem seus momentos de pressa de levita e de sacerdote. E mais: isto é assim para que todo ato samaritano de nossa vida seja pura glória e graça de Deus sobre nós; e não fruto de nossa certeza de que em nossa existência não existem omissões.
Louvo a verdade de sua dor sincera e exposta de modo tão simples e franco.
Recomendo, no entanto, que essa dor se torne louvor àquele que amava o Alexandre, e que o ama e que o tem em seu seio, pois quem danou o Alexandre apenas por que a dor de sua perturbação mental o levou a um desatino?
O Alexandre, sim, o do salmo, o que buscava consolação onde há consolação, era apenas um jovem em estado de perturbação adquirida pelo vício. Não era filho do inferno.
Nenhum diabo teve o poder de tirar o Alexandre das mãos do Senhor Jesus! Assim como nenhum diabo tentará (e vencerá) vocês com a culpa de que poderiam ser os salvadores do Alexandre e não o foram.
Manos amados, também isto está consumado! Recebam meu amor e meu carinho sincero e cheio de orações.
Nele, em quem nenhum de nós tem o poder de salvar, mas apenas o de cooperar com o Salvador, o qual salva com ou sem nós,• Caio Fábio D´Araújo Filho é psicanalista clínico, escritor e pregador do Evangelho da Graça de Jesus.

Caio Fabio

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Filmes

Faz tempo que nao via a um filme evangelico. Qualidade muito ruim.

Mas por indicação de irmãos, vi O Fazendeiro de Deus e Prova de Fogo.

Gostei muito dos dois. Vale a pena.

Shalom.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

VOCÊ É DISTRAIDO?
Marvin Williams
Leitura:Lucas 10:38-42

Na pesquisa “Os Obstáculos Para o Crescimento”, feita com dados obtidos em entrevistas com mais de 20 mil cristãos em 139 países, descobriu-se que em média 40 por cento dos cristãos ao redor do mundo dizem que “frequentemente” ou “sempre” executam rapidamente suas tarefas, umas após outras. Cerca de 60 por cento dos cristãos afirmam que “frequentemente” ou “sempre” as ocupações da vida atrapalham o desenvolvimento de seu relacionamento com Deus. É evidente que as ocupações realmente interferem em nossa comunhão com Ele.Parece que Marta também permitiu que as suas ocupações a impedissem de compartilhar o seu tempo com Jesus. Quando ela recebeu Jesus e os discípulos em sua casa, ela ocupou-se demais com o preparo das refeições, com a lavagem dos pés e com o conforto de cada um deles. Tudo isto era necessário, mas parece que Lucas insinua que a ocupação de Marta com os preparativos transformou-se numa agitação, impedindo-a de refletir sobre as palavras de Jesus e de desfrutar momentos com Ele (Lucas 10:38-42).E quanto a nós? Estamos correndo de um lado para outro, permitindo que as ocupações da vida ou até mesmo o trabalho para Jesus, nos impeçam de desfrutar uma doce comunhão com Ele? Peçamos a Deus que nos ajude a diminuir nossas distrações, e que Jesus seja o centro de nossos interesses.

Se você está ocupado demais para Deus, priorize novamente seus interesses.
Shalom.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CONTENTAMENTO

Mateus 6:24-34

Uma fotografia fascinante de uma senhora idosa sentada numa pilha de lixo me fez refletir. Ela sorria enquanto se alimentava com comida que havia apanhado da lata de lixo. Era preciso tão pouco para a mulher se satisfazer.Fala-se muito sobre as dificuldades econômicas e o aumento do custo de vida. Muitos estão cada vez mais ansiosos quanto ao seu sustento. É possível atender ao ensino do nosso Senhor Jesus em Mateus 6:25: “não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir?”Nosso Senhor não estava dizendo que não precisamos trabalhar; que não precisamos comer, ou que não precisamos nos incomodar sobre como nos vestimos. Estava nos advertindo para que estas coisas não se tornassem tão importantes a ponto de nos tornarmos escravos do dinheiro, ao invés de nele confiarmos. Ele afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mateus 6:24).Buscar primeiro “o seu reino e a sua justiça” (Mateus 6:33) é reconhecer que não importa o quanto nos esforçamos para construir uma vida melhor para nós e nossas famílias, ao final é o Senhor que cuida das nossas necessidades. E como Deus é nosso Pai Celestial, teremos o suficiente.

O dinheiro nos serve bem se o recebermos como provisão de Deus.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A GRAÇA DIÁRIA


Êxodo 16.1-4 - E PARTINDO de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois de sua saída da terra do Egito.2 E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. 3 E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera tivéssemos morrido por mão do SENHOR na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.4 Então disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.

Necessidade de libertaçãoMuita gente vive oprimida pelo medo do futuro. O Futuro pode se tornar uma esperança da glória ou uma prisão no presente. Veja o contexto da história (texto acima) : o povo estava acostumado com a segurança aparente do Egito. Mas Deus mostrava para eles que eles eram escravos do medo da liberdade. Prefeririam a opressão da escravatura do que o desafio de alçar vôo para a liberdade. Você tem medo de confiar em Deus? Prefere seus próprios meios?Na liberdade Deus trata do seu povo diariamente. A mais difícil descoberta acerca da vida abundante é esta: viver um dia de cada vez e receber graça renovada do Senhor a cada dia. Deus, em sua bondade, dispôs a vida em compartimentos diários, de modo que podemos viver o presente com o poder da sua presença. O povo no deserto aprendeu a respeito da graça ilimitada para satisfazer às necessidades diárias.
O Modo do ser humano viver bem é viver o dia-a-dia. Não temos capacidade de controlar o passado ou o futuro. Não somos deuses (isto era o que Adão queria!). O maná fere nosso orgulho! Quando o povo viu uma camada fina, como geada, clamou: Manhu!, que significa: quê é isto? Daí o nome Maná.. quando eles o provaram, tinha gosto de mel ou óleo fresco. Descobriram que podiam moê-lo, soca-lo, e depois de cozido, transforma-lo em bolos. Com o maná, o Senhor proveria diariamente. Eles teriam que aprender a viver com a bênção renovada a cada dia. Há graça renovada para cada novo dia. À Medida que o Senhor nos concede o dia, Ele nos mostra o caminho.

A Provisão
Êxodo 16.12-13: Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o SENHOR vosso Deus. 13 E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial.Deus foi cuidadoso em seu milagre. As pesquisas sobre os hábitos migratórios das codornizes no Oriente Médio tornam o milagre da provisão bem mais emocionante. A cada outono os pássaros voam da Europa Central para a Turquia, onde se preparam para a travessia do Mediterrâneo. Atravessam o mar com um único vôo. Ao se aproximarem da terra, eles diminuem a altitude, mas mantém a velocidade. Tão logo alcançam o litoral, pousam exaustos e completamente esgotados. Por horas ficam sem se mover, enquanto recuperam as forças. Durante anos os beduínos que viviam ali recolhiam presa fácil. O fato emocionante é que essas aves voaram mais longe, onde estavam os hebreus, no deserto do Sinai. Como foi que elas continuaram a voar até ali? Puro milagre! (Senhor do Impossível – Cap. 6 p.75)

Viver Confiando
Esta é uma questão de OBEDIÊNCIA. Por incrível que pareça, crer nos cuidados de Deus diariamente é um princípio. Deus provou o seu povo dando cuidados diários.Então disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.
Êx 16.4
A falta de fé tem memória curta. O medo do futuro produz esquecimento fácil das bênçãos passadas. O medo do futuro é uma prisão. Por que é que a gente se apavora?Mas sempre existem os desobedientes, apavorados como nós!Êxodo 16.19-20 E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã. 20 Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles.No caso do sábado também alguns desobedeceram: vv 25-27: Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do SENHOR; hoje não o achareis no campo. 26 Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.27 E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam.

Desafio
Você é aprisionado pelo medo do futuro? Vive angustiado reclamando daquilo que não tem? Se tornou um avarento porque tem medo de ficar na miséria (mais do que já está!)?Ser cristão é confiar inteiramente na provisão diária do Senhor para as nossas vidas! Deste modo experimentaremos os milagres de Deus diariamente.Não precisamos de dinheiro, segurança, pessoas, saúde. Precisamos de Deus!
Shalom

domingo, 20 de setembro de 2009

MAIS TARDE

Para completar a meditação anterior...
Leitura: Gênesis 13:10-18
[...] para mim [...] os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. —Romanos 8:18

Parece que há dois tipos de pessoas neste mundo: aqueles que têm uma perspectiva eterna e aqueles que estão preocupados com o presente.

Um está absorvido com o que é permanente; o outro com o que é passageiro. Um ajunta tesouros no céu; o outro os acumula aqui na terra. Um permanece num casamento desafiador, porque isso não é eterno; o outro busca felicidade em outro cônjuge, acreditando que esta vida é tudo que temos. Um está disposto a enfrentar a pobreza, fome, indignidade e vergonha por causa da “glória a ser revelada” (Romanos 8:18); o outro acredita que a felicidade é ser rico e famoso. É tudo uma questão de perspectiva.

Abraão tinha uma perspectiva “do outro mundo”. Esta perspectiva o capacitou a desistir de um pedaço de terra bem-irrigado perto do Jordão (Gênesis 13). Ele sabia que, mais tarde, Deus teria algo melhor para ele. O Senhor lhe dissera para olhar para todos os lados até onde a vista alcançasse e depois lhe disse que um dia sua família possuiria tudo aquilo. Que concessão de terras! E Deus prometeu que seus descendentes seriam tão numerosos quanto “o pó da terra” (v.16).

Muitas pessoas não conseguem entender este ponto de vista e preferem desfrutar o agora. Mas o povo de Deus tem outra visão e sabe que Deus tem algo melhor para suas vidas!
Viva para Jesus e você viverá eternamente.

Shalom!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Descanso


Esconde-te junto ao ribeiro - 1 Reis 17.3


Não junto ao rio, mas ao ribeiro. O rio sempre poderia suprir em abundancia, mas o ribeiro poderia secar a qualquer momento.


O que nos ensina isso? Deus nao coloca seupovo em opulência aqui. A abundância do mundo pode roubar-lhe o amor por Ele. Deus não dá um rio, mas um ribeiro. O ribeiro talvez esteja correndo hoje, mas pode secar amanhã.


E por que Deus age desta maneira? Para nos ensinar que não devemos descansar em suas dádivas e bênçãos, mas nEle. É isso que o nosso coração sempre faz: descansa nas dádivas e não no doador.


Assim, Deus não nos pode colocar perto do rio, pois este, incosncientemente toma o lugar daquele em nosso coração. Diz-se de Israel que, quando estava farto, esquecia-se do seu Deus!


Shalom.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ele é Suficiente para nós.

Texto Bíblico:
Mateus 14:22-33 - Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! —27


Algumas vezes somos afligidos pela vida. As esmagadoras ondas de desapontamento; dívidas sem fim, doenças ou problemas com pessoas, podem nos trazer desesperança, depressão ou desespero. Isso aconteceu com os discípulos de Jesus, e comigo também.

Encontramos na Bíblia momentos de muita insegurança na vida dos discípulos de Jesus. Eles ficavam atemorizados pelas mesmas circunstancias da vida que nós atualmente.
Por isso é importante saber que não importa o quão fortes somos, mas o quanto Jesus é.

O texto de Mateus nos ensina que:


1)- Ele nos envia com coragem para viver ainda que meio a tempestades
14.22 Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões.
14.24 Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário.

Para viver precisamos de coragem.
Quando Deus nos alcança, ele nos envia. Veja que não somos resguardados do mundo, mas enviados para viver com bom animo para vencer!


2)- Que Ele intercede por nós junto ao Pai
14.23 E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.

Oura maravilhosa característica de Jesus é que Ele intercede por nós. A palavra de Deus diz que Ele é nosso advogado, intercessor para nos guardar do mal. Jesus orou por nós os que creríamos (João 17). Ainda com os discípulos, num desses momentos de oração, ele intercedeu por Pedro.

Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; (Lucas 22 : 31)

Portanto cremos que quando você confia em Jesus, Ele intercede por nós.


3)- Jesus sempre virá ao nosso encontro
14.25 Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar.
14.26 E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram.
14.27 Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!

Quando andamos com Jesus, vivemos na expectativa de que Ele sempre virá ao nosso encontro quando entrarmos em desespero. Foi assim com os discípulos e assim é conosco.
Ele não permite que sejamos tentados mais do que podemos suportar (1 Co 10.13). Não precisamos duvidar da presença constante do nosso mestre conosco.
Muito melhor é ouvir de Jesus: Tende bom ânimo!


4)- Mesmo andando com Jesus, muitas vezes “submergimos”

14.28 Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas.
14.29 E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus.
14.30 Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!


Pedro mesmo sabendo que Jesus estava à sua frente, não deixou de se apavorar. Isto é uma recriminação? Creio que não, mas uma manifestação de libertação. Não precisamos ter vergonha de confessar nossas fraquezas.

Muitas vezes perecemos de medo, mas não precisamos fingir força ou bancar super heróis. Podemos dizer a Deus: ta doendo! Tenho medo! Sou fraco! Encontraremos o Senhor nas nossas fraquezas.

Muita gente não tem essa liberdade. Vivem fingindo ou bancando santarrões achando que sua espiritualidade é maior que a dos outros. Mas no fundo está imersa em frustração.


5)- Jesus estará sempre pronto em estender Sua mão a nós!
14.31 E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?
14.32 Subindo ambos para o barco, cessou o vento.
14.33 E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!

Que somos de pequena fé Jesus sabe que todos somos. Quando vemos seu agir ficamos espantados. Nossa pequena fé ressalta o poder de Jesus.

A palavra afirma que Jesus nos socorre prontamente. Podemos experimentar isto? Pensemos em todas as vezes em que estivemos em apuros: Ele não estava ali?

O ultimo músculo que se desenvolve em nós é o da fé. Talvez porque não exercitamos como convém. Precisamos freqüentar a Academia espiritual para termos mais tranqüilidade no viver.


Desafio

Quaisquer que sejam as circunstâncias, Jesus está presente com Seu amor, compaixão e graça. Ele é prova, presença e provisão suficiente para nos sustentar durante nossa travessia.
O amor de Deus não evita que sejamos julgados, mas nos ajuda a enfrentar os julgamentos.
Shalom!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sabedoria

Sorte e Fama
O que uma tem de inconstante, a outra tem de firme. A sorte ajuda durante, e a fama, depois. Uma age contra a inveja, a outra contra o esquecimento. A fortuna é desejada e às vezes construída com nossos esforços, mas o renome exige trabalho constante. O desejo de ter uma boa reputação nasce da virtude. A fama foi e é irmã de gigantes, move-se sempre nos extremos: ou monstros ou prodígios, ou rejeição ou aplauso.

Gálatas 6.9
E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido

As horas desta vida presente são embriões das eras da vida por vir.
A.J. gordon

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Muito bom para nosso refrigerio

Sentindo-se Abatido
O que podemos fazer quando nos sentimos mal-humorados, aborrecidos e perdidos em emoções inexprimíveis? E, se, além disso, estivermos nos sentindo culpados por sermos incapazes de orar e de escapar das situações que consomem nossa atenção e energia?Conversa espiritual que, supostamente, deve nos acalmar.
Imagine-se encontrando um grupo de conselheiros para descobrir se algum deles poderá nos ajudar. Um deles é um pastor portando uma Bíblia. Outro dirige um carro que ostenta o símbolo de um peixe. Outro se apresenta como médico ou psiquiatra. Dois são psicólogos. O último a chegar traz uma pasta de papéis, em cuja capa há o símbolo de um peixe com o nome de Darwin dentro dele.As perguntas começam a surgir: Há quanto tempo você se sente assim? Horas, dias, meses? O que tem acontecido em sua vida? Desapontamentos? Aborrecimentos? Excesso de trabalho? Perda de emprego, casamento, ou alguém amado? Algum histórico de depressão na família? Algum motivo para sentir raiva ou medo? Há quanto tempo você não faz um exame clínico geral? Cirurgias recentes, nascimento de bebê, estresse financeiro? Que remédios você está consumindo?As perguntas continuam. Quantas horas de sono? Qual o tipo de sua alimentação? Quanto exercício físico você pratica para que o seu coração seja saudável; físico, social e espiritualmente?
Após termos respondido às perguntas da melhor maneira possível, o membro mais velho do grupo diz: “Reconhecemos que você está lutando com a escuridão. No entanto, como você pode observar cada um de nós, o ouve, considerando a sua própria área de especialização. Precisamos de algum tempo para comparar nossas anotações, e sugiro que você volte à sua casa e reconsidere as perguntas que lhe fizemos, antes de nosso próximo encontro.Neste meio tempo, caso você precise de ajuda imediata, aqui está uma lista que contém nossos números de telefones e números adicionais para uma linha aberta 24 horas.
Qualquer um de nós fará tudo que puder para ajudar.E agora, que estamos novamente sós, percebemos que mesmo após ouvir as perguntas dos conselheiros, relembramos o que já sabemos que é a verdade.Há um relacionamento complexo e delicado entre o corpo, alma e espírito. Somos tão maravilhosa e assombrosamente formados que uma interrupção em nossa saúde física pode turvar nossa mente e alterar nosso humor, da mesma maneira que a raiva, o medo e a desesperança podem afetar a química do nosso corpo.Há momentos em que mudanças de pensamentos e perspectivas podem alterar nosso humor drasticamente (Salmo73).
Às vezes, é necessário uma boa noite de descanso, uma caminhada no parque, conversas especiais com os amigos, ou umas boas risadas. Em outros momentos é necessário uma luta honesta, com o coração dilacerado na presença de Deus — a ponto de nos rendermos completamente a Ele.E há momentos em que, ao esperarmos no Senhor por Sua sabedoria e ajuda, precisamos lembrar que “na multidão de conselheiros há segurança” (Provérbios 11:14). Especialmente quando a tristeza continua e nem sabemos a razão que a motiva, nada que fazemos parece ajudar. Este pode ser o momento de receber a ajuda de um doutor, ou reconhecido conselheiro, sem deixar para trás o conselho espiritual e o apoio que necessitamos vindos de um sábio pastor ou de um amigo espiritualmente maduro.Mas mesmo se estivermos lutando com uma depressão resultante de fatores biológicos, ao olharmos para a vida, pelas janelas da Bíblia, não nos esqueçamos daqueles que gentilmente nos ajudam a encontrar forças para o momento e esperança para o futuro. O apóstolo Paulo nos lembra: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Romanos 15:4).
O pastor e autor de canções — Davi deu-nos expressões poéticas cheias de emoções obscuras e desesperadas. No entanto, aquelas mesmas canções mostram como seu coração transbordava frequentemente em celebrações pelo que somente Deus poderia ter feito para ele.Imagine o quão triste Davi se sentia ao escrever “Não me repreendas, SENHOR, na tua ira… Pois se elevam acima da minha cabeça, como fardos pesados, excedem as minhas forças… Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração. Na tua presença, Senhor estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta. Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças… Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, os meus parentes ficam de longe… Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre perante mim. Confesso a minha iniquidade, suporto tristeza por causa do meu pecado. Mas os meus inimigos são vigorosos e fortes… Não me desampares SENHOR, Deus meu, não te ausentes de mim. Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha” (Salmo 38).
Esta canção não diz que há relação direta entre os nossos pecados e nosso sofrimento. Nem nos dá uma fórmula para descobrirmos os resultados. Não nos oferece qualquer garantia de que nossas esperanças e sonhos serão realizados nesta vida. Mas, uma canção como esta pode nos dar uma perspectiva muito importante, assim como todas as Escrituras. Pode trazer-nos conforto, saber que outros antes de nós já sentiram a mesma escuridão e pensamentos desesperados, que podem estar nos perturbando neste exato momento.Esta canção torna-se importante, pois reflete um coração que, do fundo de um poço escuro, procura a luz.
Não olha para baixo, nem ao redor, mas para cima. Do pó do qual fomos criados, um coração quebrantado expressa a paciência da fé, que dá a Deus a chance de mostrar-se fiel.Oração: Pai celestial, nossa força e nossa visão é muito limitada. Com frequência nossa tendência é pensar que o nosso bem-estar depende do que podemos ver ou sentir. Por favor, ajuda-nos neste dia a enxergar além deste momento, ao amor do Teu coração, ao sofrimento do Teu Filho, da promessa do lar e do futuro que Tu estás nos preparando.
—Mart De Haan

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mosaico


UNIVERSAL
Muitas vezes creditamos algumas perseguições a Igrejas como obra do maligno. Não creio que esta última sobre a Universal seja obra prima sua. Deus tem seus métodos de purificar e trazer à tona a responsabilidade dos líderes religiosos.

Afinal as questões sobre dinheiro gritam muito nos últimos tempos. Principalmente estes que querem estar o tempo todo na TV. Não é barato, todos sabem.

Domingo, comendo churrasco na minha garagem, passou uma menina de 6 anos pedindo autorização para revirar o lixo. Cortou-nos o coração. O que esses homens tem a dizer à menina? Para vender seus chinelos amarrados com arame e colocar o dinheiro o altar?

Os evangélicos, principalmente da era da TV estão falando demais em dinheiro. Chega a enojar. O que Jesus pensa disso tudo, pois ensinou seus discípulos a não se preocupar com os cuidados deste mundo tendo em vista a vida eterna?

Uma carta na Veja dizia: Jesus Cristo é o caminho; Macedo é o pedágio.
A propósito: Macedo "odeia a religião". Não no sentido Bíblico como nós também odiamos; ele se refere às denominações como a nossa Metodista.
MORRIS CERULLO
Fiquei perplexo ao, por acaso, já que não assisto a nenhum programa de pregador na TV, ver o Silas Malafaia entrevistar o famoso pregador de cura e milagres Morris Cerullo. Até sentei para ouvir o que o homem de Deus tinha pra falar. Mas me arrependi rapidinho. Usou o tempo precioso para desafiar os crentes dar 900,00 (pasmem!) como oferta para serem abençoados financeiramente!

Isso é que dá importar esses americanos que não tem a menor noção da realidade brasileira! Alguém devia informar-lhe que 80 % dos Brasileiros, e principalmente membros das nossas igrejas) vivem pelo salário mínimo nacional e que 900,00, mesmo que para homenagear 2009 é um absurdo para a maioria de nós.

Claro que muitos podem fazer tal doação (o Kaká por exemplo), mas é uma maldade que muitos crentes de bom coração irá fazer um empréstimo para o propósito de fé! Que a bênção não venha só para pagar os juros e Deus os honre.

Reduziram nosso Deus a um Homem de negócio! Sabem de uma coisa, bom é admirar aquela freira, irmã Doroty, que foi assassinada pregando Jesus Cristo, sem casa nem dinheiro.

Oração:
Pai, usa o Ministério Público para chamar-nos todos a atenção! Chacoalha e peneira a igreja moderna.


CARTA A VEJA
Ninguém pode duvidar da inteligência, cultura e capacidade do Presidente Lula. Ele tem características e carisma que nenhum diploma pode conferir. Mas é triste ver que no final do governo, na ânsia de perpetuar sua espécie política, ele esteja esbarrando naquilo que vai alem dos títulos catedráticos: o caráter. Sou unânime com Carlos A. Montenegro: nosso Presidente não deixará herdeiro para o trono, principalmente se for a “mãe do PAC”, Dilma Roussef: será emPACotada!

Ainda do Presidente:
No Culto de celebração dos 150 anos da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, apesar de ter cochilado o tempo todo, quando pegou o microfone o Presidente Lula arrancou mais palmas do povo do que os Pastores!
Paz com inteligência e sabedoria!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mosaico de Sabedoria

O homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos.
Eles sabem o que precisam saber.
Nós não.

Shalom.

Não ter defeitos


É nosso destino ter imperfeições. Poucas são as pessoas que não tem uma falha moral ou um defeito natural (será que existem?) apesar de ser fácil curar-se, os homens deixam-se dominar pelos defeitos.
A prudência sente um enorme pesar quando observa um talento sublime com um defeito mínimo: basta uma nuvem para eclipsar o sol. A malevolência se levanta imediatamente e ainda repara nas manchas da reputação. É uma grande habilidade converter os defeitos em motivo de admiração. César soube cobrir sua calvície de louros!*

*No original se diz “premiar a natural deselegância”. Alguns autores interpretam isso como uma referencia à queda de César quando desembarcou na África. Disse ele: “não caí, mas tomei posse!”.

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DEVER OU NÃO DEVER, EIS A QUESTÃO

Fuçando nos meus arquivos, encontrei estes dois, uma preciocidade para aqueles que estao buscando equilibrio na administração pessoal:
Saiba discernir uma dívida boa de uma ruim para pegar dinheiro emprestado. Se o fizer cegamente, será a sua desgraça

Neste mês quero escrever sobre dívidas. E por que falar de dívidas aqui, na seção Dinheiro & Alma? Porque dívida é coisa séria. Corretamente administrado, um empréstimo pode viabilizar a casa própria, um negócio próprio, um sonho profissional. Já usado da forma errada, vira uma viagem sem volta ao inferno na própria terra. Seja para uma país, uma empresa, seja para um indivíduo, o endividamento tem o potencial de ser uma fonte de vida ou um câncer financeiro.
Durante séculos, a prática do empréstimo foi condenada pelo cristianismo, com é hoje pela fé muçulmana. Para mim, a questão é: como deve sem se perder? Antes de mais nada, é preciso entender que uma dívida não sai de graça. O credor quer duas coisas: o principal e os juros. Ou seja, quer o dinheiro de volta na hora certa, na moeda especificada e com um algo mais que torne para ele compensadora a transação, os juros. Um credor não importuna quem honra suas dívidas. Já para o tomador que não paga na hora aplica-se o martírio. Em última instância, apela-se para a Justiça, que pode levar carro, casa, bens, investimentos e até a empresa do devedor para honrar o compromisso. Não é brincadeira.
Isso posto, soa sensato contrair dívidas? Depende. Nem toda dívida é, ao contrário do que muitos pensam, nociva. O endividamento saudável é aquele que permite o acúmulo de um patrimônio ao longo do tempo. Para a maioria das pessoas comuns é praticamente impossível poupar o bastante para a casa própria, para a educação dos filhos ou se entregar a um empreendimento sem uma muleta financeira. Tudo isso, porém, tem o potencial de gerar no futuro o capital necessário para quitar a dívida. O segredo da dívida boa é justamente este: o equilíbrio entre o comprometimento financeiro que ela gera no presente e o potencial de retorno que ela trará no futuro. A dívida boa permite que o cotidiano prossiga sob controle, de forma produtiva e ordenada.
É o caso de um imóvel. Todo mundo precisa de um teto para viver. Com um financiamento, esse custo pode ser controlado e, em muitos casos, potencialmente rentável. O próprio imóvel serve de garantia da dívida. E, em caso de inadimplência do proprietário, o agente financeiro toma o imóvel de volta. É um endividamento que, devidamente balanceado, pode ser considerado bom. Como regra, costumamos dizer que um financiamento imobiliário saudável toma entre 25% e 35% da renda bruta do lar, não mais que isso.
No caso do cartão de crédito, uma dívida saudável é aquela honrada facilmente mês a mês, ou a usada para tirar proveito de uma oportunidade especialmente boa. Pendurar dívidas no cartão indefinidamente é perigoso, já que os juros nesse caso costumam ser altos e levam a um círculo vicioso.
Certas dívidas são nocivas e ponto final. É o caso das contraídas por puro luxo e consumismo, sem finalidade produtiva nenhuma. Ela acaba com o patrimônio, acaba com relacionamentos, acaba com o orgulho e pode destruir uma família. Cuidado com elas. Feito da forma correta pegar dinheiro emprestado tem o poder de estabilizar sua vida e seus planos. Sabendo discernir uma dívida boa de uma ruim, você pode pegar dinheiro emprestado, sim. Se o fizer cegamente, as dívidas serão a sua desgraça.
Richard B. Wagner

Compre sempre á vista

A tradição das religiões não permite incorporar algumas modernidades, situações novas com as quais os antigos não conviviam. Infelizmente não podemos criar mandamentos que eliminariam imenso sofrimento humano, que reduziriam inúmeros conflitos familiares modernos, que devolveriam paz de espírito a muitos seres humanos. Se pudéssemos, eu proporia um décimo primeiro mandamento: “Jamais comprarás a prazo”.
O endividamento pessoal, o crediário sem fim e as compras a prazo deturpam a condição humana. O trabalho se torna uma obrigação, a de saldar as dívidas do consumo, em vez do contrário. O consumo deveria ser a recompensa merecida pelo trabalho bem-feito.
“Curta hoje, pague depois” tornou-se o novo lema do consumismo mundial, uma inversão da ética milenar de colocar o sacrifício antes do prazer.
Talvez por isso sejamos um povo eternamente endividado, pendurado. Poupamos pouco, investimos menos ainda. Não é à toa que para muitos trabalhar é um fardo. O prazer veio antes.
A desculpa de “se eu não comprar a prazo, jamais comprarei algo” não convence, porque comprando a prazo você estará pagando muito mais pelo mesmo produto, acrescido de juros e inúmeros outros custos adicionais.
Se você depositar todo mês numa aplicação de renda fixa o valor equivalente ao que seria o da prestação, depois de dezoito meses terá entre 50% e 100% de rendimento a seu dispor, dependendo das taxas de juros do momento.
A questão nunca está entre comprar e não comprar, mas entre receber a mercadoria já, pagando prestações e juros no futuro, e poupar e comprar no futuro, à vista, com desconto e tudo mais. Não são os pobres que compram a prazo, é a compra a prazo que os deixa mais pobres. Compre a prazo e você ficará eternamente pendurado. Compre à vista e estará eternamente livre dos juros do crediário.
Quando se compra a prazo, paga-se por muitos custos adicionais, além dos juros, algo que nossos professores não ensinam. Comprando à vista, uma série de despesas se torna desnecessária, barateando o custo do produto.
Comprando em dez prestações, você está pagando por dez notas promissórias e dez lançamentos que precisam ser contabilizados e registrados. Cada vez que você paga uma prestação, um funcionário tem de receber e contar o dinheiro, um contador precisará dar baixa na prestação, um recibo deverá ser emitido e assinado. Tudo isso tem um custo. Além do mais, há o custo do centro de atendimento de crediário. Nada disso é necessário quando você compra a vista.
Existe ainda o custo da pesquisa de crédito: alguém tem de telefonar para seu empregador, seus antigos credores, para o serviço de proteção ao crédito e assim por diante. Chamam a isso custo de abertura de crédito. E quem paga é você.
Muita gente acaba não saldando as prestações, e o pior da compra a prazo é que você terá de pagar por esses caloteiros. De 3% a 8% dos devedores nunca quitam suas dívidas, e quem paga é você. Isso é uma enorme injustiça, os bons pagadores acabam pagando pelos maus pagadores. Como nunca se sabe de antemão quem vai dar o calote ou não, não há outro remédio a não ser incluir o custo no preço pago por todos.
Inadimplência não é o único custo que se tem quando se compra a prazo, existem ainda milhares de devedores que atrasam o pagamento. Embora não sejam exatamente caloteiros, acabam incorrendo em outros custos, dos cobradores, dos advogados, das cartas de aviso, e quem paga novamente é você, pagador pontual.
Todos esses custos estão embutidos nos juros cobrados, o que gera algumas conclusões equivocadas por parte de certos economistas, jornalistas e políticos que acusam o comércio, os bancos e os cartões de crédito de cobrar juros abusivos. Esquecem que os “juros” são na realidade a soma de juros mais todas essas despesas.
Além de tudo isso, a compra a prazo provoca um senso de superioridade incompatível com sua produtividade, uma ostentação acima de sua capacidade de produção. Na compra de um imóvel não há alternativa a não ser o plano a prazo, mas na compra de eletrodoméstico há. Para sua felicidade e de sua família, incorpore mais um lema em sua vida: compre à vista!

Stephen Kanitz

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Fermento dos Fariseus


Texto Bíblico:
Mateus
16.5 Ora, tendo os discípulos passado para o outro lado, esqueceram-se de levar pão.
16.6 E Jesus lhes disse: Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
16.7 Eles, porém, discorriam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão.
16.8 Percebendo-o Jesus, disse: Por que discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão?
16.9 Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes?
16.10 Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes?
16.11 Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pães? E sim: acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
16.12 Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.


Muitas vezes nossa fé e caminhada com Deus parece andar como um relcionamento com aquele colega de trabalho no qual não temos nem vontade de falar com ele por falta de intimidade e assunto. Nossa vida se torna enfadonha e sem motivação.

Temos que tomar muito cuidado para não deixar a amizade com Deus esfriar. Tomar todos os cuidados necessários para que a salvação da nossa alma seja preservada.
Os fariseus eram um grupo de religiosos que andavam lendo as escrituras por tradição e que não conheciam de fato a Deus. Achavam que seguir Sua lei era o suficiente porque era o mais próximo que podiam chegar de Deus. Mas quem anda assim está muito próximo de acabar no poço da infelicidade, porque deixou a alma esfriar em relação a Deus.

1)- Devemos tomar cuidado para não nos tornarmos religiosos sem intimidade com o Pai.
16.6 E Jesus lhes disse: Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.

Os fariseus eram conhecidos por ensinar a palavra de Deus, de ouvir, mas não praticar a comunhão com Deus.
Deus não deseja que sejamos crentes cabeçudos, que racionalizam, duvidam e não põe em prática Sua palavra.

Precisamos unir o conhecimento à prática. Ler e meditar na Palavra, orar e desenvolver amizade com nosso Pai. Ir às reuniões da Igreja para juntos esquentarmos o braseiro e termos uma vida feliz e tranqüila.

O mundo está cheio de religiosos. Vivemos na era do conhecimento, do estudar, das atividades, que tiram nossa intimidade com o Pai.

Ficamos agoniados, perplexos, desesperados? É porque não há intimidade com Deus.


2)-Devemos creditar cada milagre aos cuidados do nosso Pai.
16.8 Percebendo-o Jesus, disse: Por que discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão?
16.9 Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes?
16.10 Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes?

Aquelas pessoas haviam recebido milagres há pouco tempo:
- viram cinco pães alimentarem cinco mil homens;
- viram sete pães alimentarem quatro mil homens;
E acharam que tudo isto viera da habilidade dos padeiros!

Uma pessoa que anda longe de Deus não dá mais os créditos devidos a Deus. Se esquecem rapidamente do que já receberam e os novos milagres se tornam obras do acaso.
O religioso como os fariseus, por falta de intimidade e comunhão com Jesus não reconhece o que é feito em seu benefíciio. Acha que o bem estar que têm são produtos da sua própria inteligência, força e sabedoria.

Lembram-se da história que Jesus contou acerca dos dez leprosos?

Lucas
17.12 Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos,
17.13 que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós!
17.14 Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados.
17.15 Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz,
17.16 e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano.
17.17 Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?
17.18 Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?

“Estrangeiro”, significa que Deus está passando para outra pessoa a alegria da fé que perdemos. Muitos crentes estão como os nove leprosos religiosos, “da casa”.

A pessoa que não ora, busca a Deus, se esquece facilmente de tudo o que Deus fez na sua vida.


3)-Devemos tomar cuidado para não deixar nossa fé enfraquecer
16.12 Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.

NTLH
Então os discípulos entenderam que ele não estava dizendo que tivessem cuidado com o fermento usado no pão, mas com os ensinamentos dos fariseus e dos saduceus.

Os fariseus deixaram a oração e intimidade com Deus pelo estudo,e pelo trabalho e pelo contato com pessoas sem fé, que acabou os influenciado . Se tornaram bom freqüentadores das igrejas, mas passaram a viver uma fé mundana. SANSÃO tinha uma fé mundana!

Muita gente jamais influencia, mas é influenciada o tempo todo!

Phillip Yancey afirmou: o mundo é grande demais e cheio de tormentos. A menos que reconheçamos nossos limites e nos sujeitemos aos preceitos de Deus, a menos que confiemos no doador de toda boa dádiva (Tg 1.17), acabaremos em desespero.

Lute, peça ao Espírito Santo para te livrar de toda religiosidade para ter uma vida feliz. Se você está frio, ore e tenha um renovo Espiritual para ter uma vida feliz e tranqüila, aguardando a manifestação da glória de Deus.

Levantemos um clamor por renovo espiritual.