sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sem o sofrimento seríamos capetas!


Talvez algumas devocionais do livro O Conhecimento de Deus ao Longo do Ano, de James Ian Packer, um dos teólogos protestantes vivos mais conhecidos no mundo, não agradaram a todos. Ele deixa claro que o não-sofrimento dos crentes seria um enorme prejuízo para o sofredor e para o reino de Deus. Porque “quando a cruz é mais pesada, a comunhão com o Pai e o Filho é mais vívida e a alegria cristã é maior” (p. 129).


Aos 83 anos, o apreciado professor do Regent College, em Vancouver, no Canadá, entende que, quando Deus em sua sabedoria pretende fazer em nós algo que ainda não alcançamos, não deveríamos ficar surpresos com certos acontecimentos inesperados, tristes e desencorajadores. O propósito de Deus é tanto nos fortalecer em paciência, bom humor, compaixão, humildade e mansidão, como destruir nossa complacência, nossas fantasias e algumas formas encobertas de orgulho e vaidade.


Ninguém duvida que o sofrimento de José na casa paterna, na mansão de Potifar e no calabouço dos prisioneiros do rei, foi a escola na qual ele se preparou para ser a maior autoridade no Egito depois do Faraó e uma peça importante na história de Israel.


O fato de Jacó ter de andar apoiado em uma vara o resto da vida e de Paulo não ser dispensado do espinho na carne obrigou-os a se livrar do hábito humano da segurança demasiada e do desperdício da graça que está em Deus.


Deus ordena os eventos da vida humana, diz Packer, “com duplo propósito: santificação pessoal do cristão e serviço na vida do povo de Deus”.

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