sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Muito bom para nosso refrigerio

Sentindo-se Abatido
O que podemos fazer quando nos sentimos mal-humorados, aborrecidos e perdidos em emoções inexprimíveis? E, se, além disso, estivermos nos sentindo culpados por sermos incapazes de orar e de escapar das situações que consomem nossa atenção e energia?Conversa espiritual que, supostamente, deve nos acalmar.
Imagine-se encontrando um grupo de conselheiros para descobrir se algum deles poderá nos ajudar. Um deles é um pastor portando uma Bíblia. Outro dirige um carro que ostenta o símbolo de um peixe. Outro se apresenta como médico ou psiquiatra. Dois são psicólogos. O último a chegar traz uma pasta de papéis, em cuja capa há o símbolo de um peixe com o nome de Darwin dentro dele.As perguntas começam a surgir: Há quanto tempo você se sente assim? Horas, dias, meses? O que tem acontecido em sua vida? Desapontamentos? Aborrecimentos? Excesso de trabalho? Perda de emprego, casamento, ou alguém amado? Algum histórico de depressão na família? Algum motivo para sentir raiva ou medo? Há quanto tempo você não faz um exame clínico geral? Cirurgias recentes, nascimento de bebê, estresse financeiro? Que remédios você está consumindo?As perguntas continuam. Quantas horas de sono? Qual o tipo de sua alimentação? Quanto exercício físico você pratica para que o seu coração seja saudável; físico, social e espiritualmente?
Após termos respondido às perguntas da melhor maneira possível, o membro mais velho do grupo diz: “Reconhecemos que você está lutando com a escuridão. No entanto, como você pode observar cada um de nós, o ouve, considerando a sua própria área de especialização. Precisamos de algum tempo para comparar nossas anotações, e sugiro que você volte à sua casa e reconsidere as perguntas que lhe fizemos, antes de nosso próximo encontro.Neste meio tempo, caso você precise de ajuda imediata, aqui está uma lista que contém nossos números de telefones e números adicionais para uma linha aberta 24 horas.
Qualquer um de nós fará tudo que puder para ajudar.E agora, que estamos novamente sós, percebemos que mesmo após ouvir as perguntas dos conselheiros, relembramos o que já sabemos que é a verdade.Há um relacionamento complexo e delicado entre o corpo, alma e espírito. Somos tão maravilhosa e assombrosamente formados que uma interrupção em nossa saúde física pode turvar nossa mente e alterar nosso humor, da mesma maneira que a raiva, o medo e a desesperança podem afetar a química do nosso corpo.Há momentos em que mudanças de pensamentos e perspectivas podem alterar nosso humor drasticamente (Salmo73).
Às vezes, é necessário uma boa noite de descanso, uma caminhada no parque, conversas especiais com os amigos, ou umas boas risadas. Em outros momentos é necessário uma luta honesta, com o coração dilacerado na presença de Deus — a ponto de nos rendermos completamente a Ele.E há momentos em que, ao esperarmos no Senhor por Sua sabedoria e ajuda, precisamos lembrar que “na multidão de conselheiros há segurança” (Provérbios 11:14). Especialmente quando a tristeza continua e nem sabemos a razão que a motiva, nada que fazemos parece ajudar. Este pode ser o momento de receber a ajuda de um doutor, ou reconhecido conselheiro, sem deixar para trás o conselho espiritual e o apoio que necessitamos vindos de um sábio pastor ou de um amigo espiritualmente maduro.Mas mesmo se estivermos lutando com uma depressão resultante de fatores biológicos, ao olharmos para a vida, pelas janelas da Bíblia, não nos esqueçamos daqueles que gentilmente nos ajudam a encontrar forças para o momento e esperança para o futuro. O apóstolo Paulo nos lembra: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Romanos 15:4).
O pastor e autor de canções — Davi deu-nos expressões poéticas cheias de emoções obscuras e desesperadas. No entanto, aquelas mesmas canções mostram como seu coração transbordava frequentemente em celebrações pelo que somente Deus poderia ter feito para ele.Imagine o quão triste Davi se sentia ao escrever “Não me repreendas, SENHOR, na tua ira… Pois se elevam acima da minha cabeça, como fardos pesados, excedem as minhas forças… Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração. Na tua presença, Senhor estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta. Bate-me excitado o coração, faltam-me as forças… Os meus amigos e companheiros afastam-se da minha praga, os meus parentes ficam de longe… Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre perante mim. Confesso a minha iniquidade, suporto tristeza por causa do meu pecado. Mas os meus inimigos são vigorosos e fortes… Não me desampares SENHOR, Deus meu, não te ausentes de mim. Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha” (Salmo 38).
Esta canção não diz que há relação direta entre os nossos pecados e nosso sofrimento. Nem nos dá uma fórmula para descobrirmos os resultados. Não nos oferece qualquer garantia de que nossas esperanças e sonhos serão realizados nesta vida. Mas, uma canção como esta pode nos dar uma perspectiva muito importante, assim como todas as Escrituras. Pode trazer-nos conforto, saber que outros antes de nós já sentiram a mesma escuridão e pensamentos desesperados, que podem estar nos perturbando neste exato momento.Esta canção torna-se importante, pois reflete um coração que, do fundo de um poço escuro, procura a luz.
Não olha para baixo, nem ao redor, mas para cima. Do pó do qual fomos criados, um coração quebrantado expressa a paciência da fé, que dá a Deus a chance de mostrar-se fiel.Oração: Pai celestial, nossa força e nossa visão é muito limitada. Com frequência nossa tendência é pensar que o nosso bem-estar depende do que podemos ver ou sentir. Por favor, ajuda-nos neste dia a enxergar além deste momento, ao amor do Teu coração, ao sofrimento do Teu Filho, da promessa do lar e do futuro que Tu estás nos preparando.
—Mart De Haan

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mosaico


UNIVERSAL
Muitas vezes creditamos algumas perseguições a Igrejas como obra do maligno. Não creio que esta última sobre a Universal seja obra prima sua. Deus tem seus métodos de purificar e trazer à tona a responsabilidade dos líderes religiosos.

Afinal as questões sobre dinheiro gritam muito nos últimos tempos. Principalmente estes que querem estar o tempo todo na TV. Não é barato, todos sabem.

Domingo, comendo churrasco na minha garagem, passou uma menina de 6 anos pedindo autorização para revirar o lixo. Cortou-nos o coração. O que esses homens tem a dizer à menina? Para vender seus chinelos amarrados com arame e colocar o dinheiro o altar?

Os evangélicos, principalmente da era da TV estão falando demais em dinheiro. Chega a enojar. O que Jesus pensa disso tudo, pois ensinou seus discípulos a não se preocupar com os cuidados deste mundo tendo em vista a vida eterna?

Uma carta na Veja dizia: Jesus Cristo é o caminho; Macedo é o pedágio.
A propósito: Macedo "odeia a religião". Não no sentido Bíblico como nós também odiamos; ele se refere às denominações como a nossa Metodista.
MORRIS CERULLO
Fiquei perplexo ao, por acaso, já que não assisto a nenhum programa de pregador na TV, ver o Silas Malafaia entrevistar o famoso pregador de cura e milagres Morris Cerullo. Até sentei para ouvir o que o homem de Deus tinha pra falar. Mas me arrependi rapidinho. Usou o tempo precioso para desafiar os crentes dar 900,00 (pasmem!) como oferta para serem abençoados financeiramente!

Isso é que dá importar esses americanos que não tem a menor noção da realidade brasileira! Alguém devia informar-lhe que 80 % dos Brasileiros, e principalmente membros das nossas igrejas) vivem pelo salário mínimo nacional e que 900,00, mesmo que para homenagear 2009 é um absurdo para a maioria de nós.

Claro que muitos podem fazer tal doação (o Kaká por exemplo), mas é uma maldade que muitos crentes de bom coração irá fazer um empréstimo para o propósito de fé! Que a bênção não venha só para pagar os juros e Deus os honre.

Reduziram nosso Deus a um Homem de negócio! Sabem de uma coisa, bom é admirar aquela freira, irmã Doroty, que foi assassinada pregando Jesus Cristo, sem casa nem dinheiro.

Oração:
Pai, usa o Ministério Público para chamar-nos todos a atenção! Chacoalha e peneira a igreja moderna.


CARTA A VEJA
Ninguém pode duvidar da inteligência, cultura e capacidade do Presidente Lula. Ele tem características e carisma que nenhum diploma pode conferir. Mas é triste ver que no final do governo, na ânsia de perpetuar sua espécie política, ele esteja esbarrando naquilo que vai alem dos títulos catedráticos: o caráter. Sou unânime com Carlos A. Montenegro: nosso Presidente não deixará herdeiro para o trono, principalmente se for a “mãe do PAC”, Dilma Roussef: será emPACotada!

Ainda do Presidente:
No Culto de celebração dos 150 anos da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, apesar de ter cochilado o tempo todo, quando pegou o microfone o Presidente Lula arrancou mais palmas do povo do que os Pastores!
Paz com inteligência e sabedoria!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mosaico de Sabedoria

O homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos.
Eles sabem o que precisam saber.
Nós não.

Shalom.

Não ter defeitos


É nosso destino ter imperfeições. Poucas são as pessoas que não tem uma falha moral ou um defeito natural (será que existem?) apesar de ser fácil curar-se, os homens deixam-se dominar pelos defeitos.
A prudência sente um enorme pesar quando observa um talento sublime com um defeito mínimo: basta uma nuvem para eclipsar o sol. A malevolência se levanta imediatamente e ainda repara nas manchas da reputação. É uma grande habilidade converter os defeitos em motivo de admiração. César soube cobrir sua calvície de louros!*

*No original se diz “premiar a natural deselegância”. Alguns autores interpretam isso como uma referencia à queda de César quando desembarcou na África. Disse ele: “não caí, mas tomei posse!”.

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DEVER OU NÃO DEVER, EIS A QUESTÃO

Fuçando nos meus arquivos, encontrei estes dois, uma preciocidade para aqueles que estao buscando equilibrio na administração pessoal:
Saiba discernir uma dívida boa de uma ruim para pegar dinheiro emprestado. Se o fizer cegamente, será a sua desgraça

Neste mês quero escrever sobre dívidas. E por que falar de dívidas aqui, na seção Dinheiro & Alma? Porque dívida é coisa séria. Corretamente administrado, um empréstimo pode viabilizar a casa própria, um negócio próprio, um sonho profissional. Já usado da forma errada, vira uma viagem sem volta ao inferno na própria terra. Seja para uma país, uma empresa, seja para um indivíduo, o endividamento tem o potencial de ser uma fonte de vida ou um câncer financeiro.
Durante séculos, a prática do empréstimo foi condenada pelo cristianismo, com é hoje pela fé muçulmana. Para mim, a questão é: como deve sem se perder? Antes de mais nada, é preciso entender que uma dívida não sai de graça. O credor quer duas coisas: o principal e os juros. Ou seja, quer o dinheiro de volta na hora certa, na moeda especificada e com um algo mais que torne para ele compensadora a transação, os juros. Um credor não importuna quem honra suas dívidas. Já para o tomador que não paga na hora aplica-se o martírio. Em última instância, apela-se para a Justiça, que pode levar carro, casa, bens, investimentos e até a empresa do devedor para honrar o compromisso. Não é brincadeira.
Isso posto, soa sensato contrair dívidas? Depende. Nem toda dívida é, ao contrário do que muitos pensam, nociva. O endividamento saudável é aquele que permite o acúmulo de um patrimônio ao longo do tempo. Para a maioria das pessoas comuns é praticamente impossível poupar o bastante para a casa própria, para a educação dos filhos ou se entregar a um empreendimento sem uma muleta financeira. Tudo isso, porém, tem o potencial de gerar no futuro o capital necessário para quitar a dívida. O segredo da dívida boa é justamente este: o equilíbrio entre o comprometimento financeiro que ela gera no presente e o potencial de retorno que ela trará no futuro. A dívida boa permite que o cotidiano prossiga sob controle, de forma produtiva e ordenada.
É o caso de um imóvel. Todo mundo precisa de um teto para viver. Com um financiamento, esse custo pode ser controlado e, em muitos casos, potencialmente rentável. O próprio imóvel serve de garantia da dívida. E, em caso de inadimplência do proprietário, o agente financeiro toma o imóvel de volta. É um endividamento que, devidamente balanceado, pode ser considerado bom. Como regra, costumamos dizer que um financiamento imobiliário saudável toma entre 25% e 35% da renda bruta do lar, não mais que isso.
No caso do cartão de crédito, uma dívida saudável é aquela honrada facilmente mês a mês, ou a usada para tirar proveito de uma oportunidade especialmente boa. Pendurar dívidas no cartão indefinidamente é perigoso, já que os juros nesse caso costumam ser altos e levam a um círculo vicioso.
Certas dívidas são nocivas e ponto final. É o caso das contraídas por puro luxo e consumismo, sem finalidade produtiva nenhuma. Ela acaba com o patrimônio, acaba com relacionamentos, acaba com o orgulho e pode destruir uma família. Cuidado com elas. Feito da forma correta pegar dinheiro emprestado tem o poder de estabilizar sua vida e seus planos. Sabendo discernir uma dívida boa de uma ruim, você pode pegar dinheiro emprestado, sim. Se o fizer cegamente, as dívidas serão a sua desgraça.
Richard B. Wagner

Compre sempre á vista

A tradição das religiões não permite incorporar algumas modernidades, situações novas com as quais os antigos não conviviam. Infelizmente não podemos criar mandamentos que eliminariam imenso sofrimento humano, que reduziriam inúmeros conflitos familiares modernos, que devolveriam paz de espírito a muitos seres humanos. Se pudéssemos, eu proporia um décimo primeiro mandamento: “Jamais comprarás a prazo”.
O endividamento pessoal, o crediário sem fim e as compras a prazo deturpam a condição humana. O trabalho se torna uma obrigação, a de saldar as dívidas do consumo, em vez do contrário. O consumo deveria ser a recompensa merecida pelo trabalho bem-feito.
“Curta hoje, pague depois” tornou-se o novo lema do consumismo mundial, uma inversão da ética milenar de colocar o sacrifício antes do prazer.
Talvez por isso sejamos um povo eternamente endividado, pendurado. Poupamos pouco, investimos menos ainda. Não é à toa que para muitos trabalhar é um fardo. O prazer veio antes.
A desculpa de “se eu não comprar a prazo, jamais comprarei algo” não convence, porque comprando a prazo você estará pagando muito mais pelo mesmo produto, acrescido de juros e inúmeros outros custos adicionais.
Se você depositar todo mês numa aplicação de renda fixa o valor equivalente ao que seria o da prestação, depois de dezoito meses terá entre 50% e 100% de rendimento a seu dispor, dependendo das taxas de juros do momento.
A questão nunca está entre comprar e não comprar, mas entre receber a mercadoria já, pagando prestações e juros no futuro, e poupar e comprar no futuro, à vista, com desconto e tudo mais. Não são os pobres que compram a prazo, é a compra a prazo que os deixa mais pobres. Compre a prazo e você ficará eternamente pendurado. Compre à vista e estará eternamente livre dos juros do crediário.
Quando se compra a prazo, paga-se por muitos custos adicionais, além dos juros, algo que nossos professores não ensinam. Comprando à vista, uma série de despesas se torna desnecessária, barateando o custo do produto.
Comprando em dez prestações, você está pagando por dez notas promissórias e dez lançamentos que precisam ser contabilizados e registrados. Cada vez que você paga uma prestação, um funcionário tem de receber e contar o dinheiro, um contador precisará dar baixa na prestação, um recibo deverá ser emitido e assinado. Tudo isso tem um custo. Além do mais, há o custo do centro de atendimento de crediário. Nada disso é necessário quando você compra a vista.
Existe ainda o custo da pesquisa de crédito: alguém tem de telefonar para seu empregador, seus antigos credores, para o serviço de proteção ao crédito e assim por diante. Chamam a isso custo de abertura de crédito. E quem paga é você.
Muita gente acaba não saldando as prestações, e o pior da compra a prazo é que você terá de pagar por esses caloteiros. De 3% a 8% dos devedores nunca quitam suas dívidas, e quem paga é você. Isso é uma enorme injustiça, os bons pagadores acabam pagando pelos maus pagadores. Como nunca se sabe de antemão quem vai dar o calote ou não, não há outro remédio a não ser incluir o custo no preço pago por todos.
Inadimplência não é o único custo que se tem quando se compra a prazo, existem ainda milhares de devedores que atrasam o pagamento. Embora não sejam exatamente caloteiros, acabam incorrendo em outros custos, dos cobradores, dos advogados, das cartas de aviso, e quem paga novamente é você, pagador pontual.
Todos esses custos estão embutidos nos juros cobrados, o que gera algumas conclusões equivocadas por parte de certos economistas, jornalistas e políticos que acusam o comércio, os bancos e os cartões de crédito de cobrar juros abusivos. Esquecem que os “juros” são na realidade a soma de juros mais todas essas despesas.
Além de tudo isso, a compra a prazo provoca um senso de superioridade incompatível com sua produtividade, uma ostentação acima de sua capacidade de produção. Na compra de um imóvel não há alternativa a não ser o plano a prazo, mas na compra de eletrodoméstico há. Para sua felicidade e de sua família, incorpore mais um lema em sua vida: compre à vista!

Stephen Kanitz