sexta-feira, 14 de abril de 2017

É SEXTA-FEIRA SANTA


Ele morreu!

João 18-19

Hoje é sexta-feira. Dia de participar com o Senhor do seu sofrimento. De lembrar tudo o que ele fez por nós. De ler a Bíblia. De orar. O grande amor com que nos amou por nos libertar da escravidão de uma vida sem sentido. Dia de lembrar que ele morreu a nossa morte para vivermos sua vida.

Os sofrimentos que o Senhor sofreu por nossa causa. De tão poderoso, os seus carcereiros não conseguiram ficar de pé ao ter que prender o criador do universo e caíram para trás (18.6). Mesmo assim tiveram que prender o Senhor. O Rei do universo e incrivelmente amoroso teve que levar uma bofetada por ter que falar a verdade para um dos seus subalternos, arbitrariamente chamado de Grande Sacerdote (18.22).

Naquela sexta- feira ainda foi o dia de levar chicotadas. Nenhum de nós sabe o que é isto. Nenhum de nós sabe o que é ter um soldado extravasando sua força com um chicote na mão sob suas costas (19.1). Se não bastasse, fizeram daquele que veio dar a sua vida por uma causa justa um verdadeiro palhaço: colocaram uma coroa de espinhos sadicamente produzida para colocar na sua cabeça, e ainda uma capa vermelha, imitando um rei, e exposto publicamente como rei, para divertir os safados dos religiosos invejosos e doentes pelo poder.

Então um Pilatos morto de medo de perder o poder e acuado pelos religiosos judeus, e mesmo vendo a inocência de um homem verdadeiro na sua frente, manda crucificar (19.16), numa cruz nojenta, na forma mais cruel de morte que alguém poderia sofrer. Cravos nas mãos e nos pés e a ardência dos lanhos nas costas e no corpo.

Essa foi a sexta feira que o Senhor experimentou. Ele foi moído por amor a nós. Se temos paz hoje é porque Ele nos livrou da punição do pecado. Nos deu o direito de chamar seu Pai de nosso Pai também (20.17). É dia de orar. De agradecer. De relembrar que a nossa vida custou a vida do Senhor. Dia de ler a Bíblia. De contrição.

Que nosso Senhor seja louvado. TUA É A GLÓRIA, E A HONRA TAMBÉM. TUAS PARA SEMPRE, AMEM, AMÉM. TEUS OS DOMINIOS E OS TRONOS TAMBÉM. TEUS PARA SEMPRE, AMEM, AMEM. GLÓRIAS NAS ALTURAS E NA TERRA TAMBÉM.

Estudo 3

AS RECOMPENSAS DO LUGAR SECRETO

Quando orares, entra no Teu quarto, fechada à porta, orarás ao Teu Pai, secretamente... Mateus 6.6.

A oração é uma atividade contrária à nossa natureza. Desde que nascemos somos feitos para ser autossuficientes. E a oração desafia tudo isso: trata-se de um ataque à autonomia humana.

Além do mais, é pela oração que desenvolvemos intimidade com o Pai. você só poderá sentir prazer na vida espiritual com Jesus Cristo, se adquirir o hábito de cultivar a Sua presença. Bill Hibels afirmou: a parte mais enriquecedora e recompensadora da sua vida de fé estará na oração, e não em suas ações ou diligencia de fidelidade a Deus. Aceitação, fidedignidade, dom da paz, da graça – essas são as características do caráter do Pai, que se tornarão mais vivas para você à medida que se dedica a cultivar uma vida de oração.

Vamos abordar aqui alguns requisitos para o desempenho da vida de oração confidencial. O primeiro, é ter um lugar íntimo ou privado. Jesus é o nosso modelo de oração e Ele procurava sempre um lugar sem muita agitação. A oração em um lugar secreto é um dos segredos da vida privativa de oração. Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. Marcos 1.35. Lugar exclusivo gera mais intimidade.

Jesus sempre buscava lugares que lhe proporcionasse certa exclusividade em Sua comunhão com o Pai. E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar. Marcos 6.46. Sua preferência era sempre por alguns lugares isolados: Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava. Lucas 5.16. Precisamos eleger um lugar sem muito agito.

Deus é onipresente, mas nós somos limitados e distraídos, por isso precisamos de um lugar tranquilo para dar lugar a oração dos nossos corações inquietos. “Enquanto a tempestade se aproxima, regozijemo-nos pela fé por causa de nosso lugar atrás da porta fechada - em Cristo,” considerava com propriedade, J. Charles Stern.

Se temos o lugar, vamos separar um tempo. Um lugar e a agenda fazem parte de todo processo de oração. Quando Jesus foi escolher os doze discípulos, Ele retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.

Há sempre um período de oração, que pode ser maior ou menor, na disciplina do intercessor. A falta desta determinada ocasião, com frequência, ocasiona desistência e nós não percebemos a importância de termos um momento especial para a oração.

Destine uns minutos para o seu encontro com Deus e vá aumentando a medida que o relacionamento for se tornando mais significativo. “Não cabe a você dispor de seu tempo conforme seu agrado; ele é um talento glorioso de que precisaremos prestar contas, tanto quanto qualquer outro talento”. O tempo dos adoradores é sagrado.

Agora, pense em ter um caderno ou planilha de oração para anotar e consultar os pedidos. Esta é uma questão prática. A nossa mente é muito dispersa e precisamos de um meio para dar objetividade, tanto às súplicas como às respostas. Registrar os pedidos e datá-los é tão importante como anotar e assinalar o dia das respostas. George Muller deixou marcado 5 mil orações. Um dado curioso: ele tinha 5 amigos. Durante vários anos um a um foram sendo convertidos. 36 anos depois 2 ainda não tinham sido salvos, mas no dia do seu funeral, entregaram-se a Jesus. Suas orações eram sempre respondidas.

Orar é o privilégio dos cristãos. É a ferramenta deixada a nós para recebermos socorro do alto. O poder de Deus pode transformar circunstâncias e relacionamentos. Pode nos ajudar a enfrentar as lutas diárias, curar problemas psicológicos e físicos, remover dificuldades conjugais e suprir necessidades materiais.

Depois de ter um lugar privativo, uma hora específica e um local determinado e fácil de ser usado para poder registrar as petições e respostas - pense em poder aquietar a alma. Nada pode ser mais importante para a concentração do que a calma da alma.

Uma das propostas para conhecer a intimidade de Deus é esta: aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. Salmos 46.10. Sabemos que esta iniciativa não é nada fácil. Como manter desassustado o nosso velho coração, acostumado às palpitações desta vida frenética e temerária?

A quietude da alma no âmbito da oração é uma luta das mais complicadas que temos. Foi mais fácil, para Jesus, sossegar o mar revolto, do que serenar a alma dos seus discípulos assustados. Ficar despreocupado é um milagre que parece contrário ao estilo e propósito da oração. Como podemos nos tranquilizar ao suplicar em oração?

A inquietude da alma é um prejuízo sutil para os momentos de intimidade com o Pai. John Bunyan (preso 17 anos por pregar o evangelho) costumava dizer: “Se não tivermos tranquilidade em nossa mente, o conforto exterior não fará por nós mais do que fará um chinelo de ouro em um pé doente.” Precisamos do Espírito Santo para aquietar a nossa mente trepidante. A oração acalma a tempestade da alma. Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.

A oração cultivada num quintal isolado do mundo tira a ansiedade. Quando trabalhamos, nós trabalhamos; quando oramos, o Pai trabalha por nós. Aqueles que não oram, vivem sob cruel ataque ansioso. Rompem o elo com a paz de Deus e seu poder, e o resultado disto é que passam a se sentir subjugados, assolados, abatidos, humilhados e derrotados pelo mundo sem dó nem piedade.

Também, não é o fervor que faz da oração uma flecha certeira. Sim, é bom que Deus nos ouça, mas é melhor ouvi-Lo, antes. Andrew Murray insistia: - “A oração não é um monólogo, mas um diálogo; a voz de Deus em resposta à minha é a parte fundamental. E, ouvir a voz de Deus é o segredo da certeza de que ele ouvirá a minha”.

Se ouvirmos a Palavra de Deus, primeiro, podemos orar de acordo com o que ela diz. Orar a Palavra de Deus é outro ponto importante da vida de oração. É aqui que se encontra uma das chaves das petições: E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. 1 João 5.14.

Não há possibilidade de orar contra a vontade de Deus, se aquele que ora, ora em pleno acordo com a Palavra. Além do que, como ensinava A. W. Pink: “Pedir em nome de Cristo é deixar de lado nossa vontade e curvarmo-nos à perfeita vontade de Deus.”

Agora que podemos orar segundo a vontade de Deus, devemos pedir até que o nosso pedido fique, de fato, em Suas mãos. Entrega a tua jornada ao SENHOR, confia nele, e ele tudo fará. Salmos 37.5. Abrir mão do nosso controle não é nada fácil.

A oração também deve ir na base da confiança e entrega. Quanto mais ansiosa for a oração, mais tempo demora a resposta. Porque Deus primeiro trabalha nossa ansiedade. Se você orar querendo convencer Deus, certamente ficará muito desapontado. Se quando mais você orar por algo, mais ansioso ficar, então é hora de parar de orar, pois talvez essa intercessão pode estar disfarçada de desespero.

Aqui, temos uma grande luta. Se o nosso pedido não ficar entregue, nós vamos continuar entregando. Mas, se entregarmos, nossa luta arrefece e passamos a agradecer, pela fé, a resposta que

ainda não chegou, porque a fé vê o invisível. Temos que interceder até entregar. Depois de entregue, agradecer até receber. Estes são dois movimentos vitais da oração: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Filipenses 4.6.

As petições são características de criança. Como filhos de Deus somos, por um lado, crianças carentes, suplicantes e dependentes, por outro lado, adultos agradecidos. A petição fala da humildade de Jesus que dependia, em tudo, do Seu Pai. A gratidão diz da Sua mansidão, que vivia em adoração, agradecido por tudo.

A vida de oração deve ser permanente: ora, peticionando, ora, agradecendo. A escola de oração com Jesus não deixa ninguém sem estímulo para conversar com o seu Pai. Se não estamos suplicando, estamos agradecendo. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 1 Tessalonicenses 5:18.

Então busque um lugar que seja adequado; coloque em sua agenda o espaço para orar; tenha algo por perto para anotar; procure ficar em silêncio, aquiete-se; leia ou ouça um trecho da Palavra de Deus; ore de acordo com a vontade de Deus exposta na Bíblia; peça segundo a vontade de Deus até entregar; uma vez entregue, agradeça até receber; e já que recebeu, ore e adore até o fim de sua vida aqui na terra. É vida de oração.

 

 

SUGESTÃO PARA UMA VIDA DE ORAÇÃO

1- Tome a decisão de cultivar o hábito de orar

Tomar uma decisão exige se deparar com os valores que temos como prioridade. Se você faz da oração uma prioridade, então ela encontrará espaço na tua agenda.

2- Tenha paciência com você mesmo

O hábito tem que ser desenvolvido. Se falhar vários dias, comece de novo, e de novo, até formar o hábito.

3- Transforme a interrupção em oração

Ore por aquilo que te dispersou. Se ao começar a orar, veio o emprego na tua cabeça, ou as dívidas, ou a família, comece a orar por esses motivos. Use os intrusos ao seu favor. Essas vozes intrusas podem abrir uma conversa com o Pai.

4 - Não tenha pressa de orar

Temos que planejar. Não pode ser no meio do agito da casa. Não adianta quere orar quando todos começam a chegar em casa para jantar, almoçar, etc.

5- use as orações escritas e escreva orações

Ore o "Credo de Jesus" (Pai nosso), ore os salmos. Se tiver raiva, ore o salmo 137 "filha da babilônia!!"

6- Crie ambiente pra sua oração

Coloque música, uma almofada. Crie um ambiente.

 

Pr. Fábio Alcântara