sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cuide do seu dinheiro.

As armadilhas do cheque especialTaxa média de juros bancários desse tipo de crédito pré-aprovado subiu para mais de 9% ao mês


São Paulo- A taxa média de juros bancários para o cheque especial, crédito pré-aprovado que os bancos colocam à disposição dos clientes, subiu para 9,02% ao mês em setembro. A alta foi de 0,05 ponto porcentual em comparação com agosto, quando era de 8,97% ao mês. De acordo com a pesquisa mensal de taxa de juros para pessoa física da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), esse comportamento de alta vem sendo registrado desde janeiro e, até setembro, o aumento corresponde a 0,81 ponto porcentual.
Segundo o levantamento, a menor taxa de cheque especial é oferecida pela Caixa Econômica Federal (7,98% ao mês), enquanto a mais alta é a do Safra (12,30% ao mês). As altas na taxa em setembro, na comparação com o mês anterior, foram verificadas na Nossa Caixa, Banco do Brasil e HSBC. Os outros sete bancos pesquisados mantiveram suas taxas para a modalidade. Já no caso do empréstimo para pessoa física, a taxa média dos bancos ficou em 5,76%, o que corresponde a um aumento de 0,07 ponto porcentual em relação ao mês anterior (5,69%). A trajetória de elevação, que teve início em abril, totaliza uma alta de 0,40 ponto porcentual até setembro. As altas apuradas na comparação com agosto foram decididas pelo Banco do Brasil e Nossa Caixa. As outras oito instituições financeiras mantiveram inalteradas suas taxas de empréstimo.
A menor é a aplicada pela Caixa Econômica Federal (4,49%) e a mais alta é a praticada pelo Itaú (6,64%). A pesquisa de juros para pessoa física do Procon-SP considerou as taxas do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco no dia 2 de setembro. Para o levantamento, foi estipulado o período contratual de 12 meses. Os dados coletados referem-se a taxas máximas prefixadas para clientes não preferenciais. Para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias. Na reunião de quarta do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, a taxa Selic subiu 0,75 ponto percentual e atingiu 13,75% anuais.
O Procon recomenda que o consumidor faça um planejamento criterioso do orçamento antes de adquirir um bem móvel ou imóvel e de contratar um financiamento

Calote sobe 6,6% neste ano, diz SerasaPara os próximos quatro meses, comportamento da inadimplência dependerá do impacto dos juros, da inflação e do grau de endividamento do consumidor

São Paulo - A inadimplência dos consumidores cresceu 6,6% de janeiro a agosto de 2008, na comparação com o mesmo período de 2007, segundo pesquisa da Serasa. Na comparação de agosto deste ano com igual período do ano passado, a expansão foi de 4,8%. O índice registrou queda, no entanto, em relação a julho deste ano, de 5,2%.
De acordo com os técnicos da Serasa, a inadimplência do consumidor no acumulado de janeiro a agosto de 2008 em relação ao mesmo período de 2007 atingiu 6,6%, bem acima do verificado entre o acumulado de janeiro a agosto de 2007 ante 2006, quando foi registrada uma queda de 1,1%. Para o restante do segundo semestre, o comportamento da inadimplência dependerá do impacto dos juros sobre o crédito, da inflação e do grau de endividamento do consumidor. A concessão de crédito, por parte do varejo menos organizado, também precisa melhorar. As dívidas com os bancos mantiveram a liderança do ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores, com 43,2% de participação no indicador entre janeiro e agosto de 2008. No acumulado de janeiro a agosto de 2007, esta representação foi de 38,7%.
Cartões de crédito e financeiras representam o segundo maior peso nas dívidas dos consumidores, com índice de 32,5% nos oito primeiros meses deste ano, a participação dessas dívidas na inadimplência dos consumidores foi de 32,5%. No mesmo acumulado de 2007, a representatividade foi de 30,7%. Em seguida, com peso de 22% na inadimplência das pessoas físicas até agosto de 2008, estão os cheques devolvidos. No acumulado do ano, os cheques sem fundos representaram 27,9% da inadimplência dos consumidores. Fechando o ranking estão os títulos protestados, com participação de 2,3% no indicador de janeiro a agosto de 2008, percentual menor que os 2,6% obtidos no mesmo período de 2007.

terça-feira, 2 de setembro de 2008