È terrível a preocupação com a nossa visibilidade, a nossa imagem pessoal perante os outros!
Pr. Glênio
sábado, 30 de julho de 2016
quinta-feira, 21 de julho de 2016
para meditar

GOSTEI MUITO DA PUBLICAÇÃO DO MEU AMIGO GABA.
Assim era a música para meu pai. Mais do que uma profissão, a música era uma forma de exercer sua vocação. Era difícil saber quando ele estava trabalhando e quando ele estava se divertindo. Passava horas tocando sua gaitinha e o fazia pelo simples prazer de tocar. Dedicava boa parte do seu tempo compondo, ensaiando e gravando. Mas não tinha grandes pretensões, pois o sucesso para... ele não era medido pelo número de cópias vendidas, mas pelo tempo que podia dedicar fazendo o que mais amava e pelo prazer do privilégio de contribuir com o progresso vocal e artístico de seus alunos.
Mais do que uma fonte de renda, a música era (e continua sendo) um canal de expressão da sua fé. Suas convicções de fé em Jesus Cristo estão impressas nas letras de suas composições. E elas atingem corações e transformam vidas. Ele cantava o que vivia, vivia o que cantava.
Mais do que melodias e arranjos, a música era uma forma de contar sua própria história de superação. Meu pai não teve vida fácil, pelo contrário, experimentou momentos de rejeição, passou por dificuldades financeiras, sofreu frustrações profissionais, batalhou contra enfermidades e vivenciou conflitos familiares. Apesar de sofrer nos dias maus, ele não se abatia. Deixava o que passou para trás e olhava à frente o caminho à conquistar, sempre com alegre coração e com sua confiança depositada em Deus.
E Deus o honrou, pois curou as enfermidades da sua casa, transformou a sua vida e a vida dos seus filhos. Deus lhe concedeu o privilégio de poder exercer sua vocação com alegria, testemunhar da sua fé e promover transformação de vidas.
Aqueles que se relacionaram com ele e o aceitaram como ele era, tiveram a oportunidade de admirar, respeitar e amar esse ser humano incrível.
Ele se foi e deixa um vazio em nossos corações. Mas também deixa um legado de superação, autenticidade, simpatia e fé, testemunhado através de sua vida, evidenciado em sua despedida e eternizado em suas canções.
Pai,
Sentiremos tua falta. Lembraremos de você sempre com muito carinho.
Você tem a nossa admiração, o nosso respeito e o nosso amor.
Seus filhos,
Guilherme, Gabriel, Francielle, Evelyn
Mais do que melodias e arranjos, a música era uma forma de contar sua própria história de superação. Meu pai não teve vida fácil, pelo contrário, experimentou momentos de rejeição, passou por dificuldades financeiras, sofreu frustrações profissionais, batalhou contra enfermidades e vivenciou conflitos familiares. Apesar de sofrer nos dias maus, ele não se abatia. Deixava o que passou para trás e olhava à frente o caminho à conquistar, sempre com alegre coração e com sua confiança depositada em Deus.
E Deus o honrou, pois curou as enfermidades da sua casa, transformou a sua vida e a vida dos seus filhos. Deus lhe concedeu o privilégio de poder exercer sua vocação com alegria, testemunhar da sua fé e promover transformação de vidas.
Aqueles que se relacionaram com ele e o aceitaram como ele era, tiveram a oportunidade de admirar, respeitar e amar esse ser humano incrível.
Ele se foi e deixa um vazio em nossos corações. Mas também deixa um legado de superação, autenticidade, simpatia e fé, testemunhado através de sua vida, evidenciado em sua despedida e eternizado em suas canções.
Pai,
Sentiremos tua falta. Lembraremos de você sempre com muito carinho.
Você tem a nossa admiração, o nosso respeito e o nosso amor.
Seus filhos,
Guilherme, Gabriel, Francielle, Evelyn
“Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia da sua vida.” - [Confúcio]
domingo, 5 de junho de 2016
Mensagem deste Domingo, 05
Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida
completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. Tomem cuidado
para que ninguém abandone a graça de Deus. Cuidado, para que ninguém se torne
como uma planta amarga que cresce e prejudica muita gente com o seu veneno.
Hebreus 12.14-15
Deus, nosso Pai, nos tornou filhos. Ele tirou o pecado de
nós, tirou o coração velho para colocar o Seu Espírito para governar nossa
vida. Devemos ter muito cuidado e verificar se estamos de fato vivendo como um
filho do Altíssimo. Tal pai, tal filho. Não se engane: sua conduta define sua
filiação. Vocês são filhos do Diabo e querem fazer o que o pai de vocês quer.
Desde a criação do mundo ele foi assassino e nunca esteve do lado da verdade
porque nele não existe verdade. Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que
é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras. João 8.44
Os filhos/as de Deus são o oposto. Não pode haver mentira
nem espirito assassino, pois não pode haver dois sentimentos saindo do mesmo
coração. Ou ama ou odeia. Odiar e amar ao mesmo tempo, são Características dos
filhos bipolares do inferno, cujo pai está ditando sua conduta. Não existem
bipolares no mundo dos renascidos. Aquele que nasceu de novo não tem o costume
de lamber o veneno que o pecado produz: o ódio e a amargura.
Neste mundo damos muitas trombadas. Afinal somos todos
diferentes e repletos de interesses próprios. Quando o outro não corresponde
nossas expectativas, ficamos extremamente machucados pois o ego intocado por
Deus está cheio de si e não permite a liberdade alheia. Quem experimentou o
amor de Deus jamais prende alguém em sua cadeia amargosa, pois reflete o mesmo
amor experimentado. Uma pessoa de espirito liberto sempre promoverá a
libertação do outro.
Para sermos libertos da amargura precisamos experimentar a
obra da cruz, pois sem isso, o amargurado se torna carcereiro. Uma pessoa
magoada corre um grande risco de tornar-se profundamente amargurada em seu
íntimo, ainda que na aparência pareça sem sintoma. Gente amargosa é gente de
dificílima convivência. Os amargurados são pessoas capazes de golpear,
envenenar e adoecer gerações inteiras, com os mesmos sintomas amargosos que lhe
amarguraram a alma. O convívio com pessoas amargas é um meio de contágio da
amargura em nossas vidas. O ácido mais destrutivo no mundo encontra-se em uma
alma amarga. Mas Jesus Cristo veio ao mundo para mudar sua história!
A obra de Cristo na cruz foi suficiente para nos libertar das
marcas e cicatrizes infligidas a nós por este mundo tenebroso. Aquele que
pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para
isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. 1 João
3.8.
Jesus se manifestou para que fôssemos libertos das correntes
do pecado. Na nova vida, podemos entregar, pela fé, todas as experiências do
passado que nos infligiram e podem afligir os outros. A cura que veio da cruz
não é produto falsificado que não produz efeito, mas uma poderosa obra
sobrenatural com efeitos potentes na vida daqueles que creram na sua
libertação, atestada pela Bíblia. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos
pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos
para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. 1 Pedro 2.24
Mágoas e ressentimentos são velharias da natureza pecaminosa
que foi crucificada com Cristo. Preste atenção se você não quiser ter uma
surpresa quando estiver na hora da verdade da salvação: se você é um discípulo
verdadeiro de Jesus Cristo, não há espaço na tua vida para a prática do pecado
da mágoa ou ressentimento. Cuidado com a sua filiação. Filhos de Deus tiveram
suas vidas crucificadas juntamente com Cristo. Pois sabemos que a nossa velha natureza
pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse
morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado. Romanos 6.6. Para mim, só
há um remédio à vista: a cruz de Cristo Jesus. Para podermos perdoar de verdade
precisamos morrer juntamente com Cristo na cruz e recebermos a vida da
ressurreição como a única capaz de nos imunizar contra o vírus do ódio.
Ora, se somos filhos de Deus, e vivemos neste mundo dando trombadas,
estamos sujeitos às contusões diárias, mas, também estamos equipados, pela vida
de Cristo, que habita em nós, a perdoar os agressores, assim como Ele nos
perdoou. Muitos discípulos de Cristo ainda vivem sob a custódia de alguns
sentimentos doloridos do seu passado. Eles já foram perdoados total e
cabalmente pela graça, mas continuam cultivando emoções dolorosas nos canteiros
subterrâneos de suas almas ressentidas. Até são salvos, mas ainda vivem
melindrosos e malacafentos, cultuando as suas manias de arrancar cascas de
ferida e bochechando a raiz de amargura como se fosse um xarope para curar a
sua dor de cotovelo.
A melhor maneira de cultivar a amargura e viver de
ressentimentos é esperar demais que as pessoas o tratem bem, que lhe deem
atenção, que façam o que você deseja. Quanto maior a expectativa que você
colocar na resposta emocional ou comportamental da outra pessoa em relação a
você, talvez pior será seu ressentimento quando a outra pessoa lhe frustrar.
O perdão é a única alternativa para a saúde emocional dos
salvos. Não existe outra opção para os filhos de Deus, senão perdoar A prisão
de segurança máxima, impossível de se empreender uma fuga, é aquela construída
com as grades invisíveis do ódio. Como dizia o Cardeal François Fenelon:
"quem tem mil amigos, nem sempre os encontra; quem tem um inimigo,
encontra-o em toda parte". Este inimigo, com certeza, vive escondido
debaixo dos nossos próprios trajes. Para onde você for o inimigo vai junto, mas
sem passagem, nem passaporte. Se você for ao restaurante, ele vai com você e
come junto, mas só você paga a conta e ele ainda regurgita em seu prato.
Está comprovado que o ressentimento não só deixa a pessoa
infeliz, mas deixa-a também doente fisicamente. Muitos médicos acreditam que
muitos seriam curados se abandonassem o ódio que tem no coração. Estudiosos de
psicologia acreditam que o ressentimento e a raiva podem acabar esgotando as
reservas essenciais de serotonina do nosso cérebro, causando perda de memória,
incapacidade de tomar decisões e até depressão. E eu acredito que o ódio traz
consigo uma legião de demônios. Assim como a carniça atrai urubu, o ódio atrai
urucubaca!
Quando o seu irmão estiver embirrado com você, por alguma
coisa que você tenha feito, a alternativa é buscar a reconciliação com ele. Se,
pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem
alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro
reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Mateus
5:23-24. Se, contudo, ele não quiser se
reconciliar com você, então o entregue ao Senhor e espere o tempo da graça em
sua própria vida. Porém, se é você que está magoado com a pessoa que o ofendeu,
a ordem do Pai é: perdoa. Se não formos libertos dos ressentimentos, vamos
passar esta vida em cadeias de segurança máxima, em nosso íntimo, e em
tormentos eternos, depois da morte aqui na terra.
Como então, vivendo num mundo empoeirado pelo pecado, e não
se deixar contaminar? Não existe regrinha de três passos e nem apostilinha que
seja capaz.
Um experiente escritor bíblico afirma: quero sugerir uma
coisa: só a morte do amargurado acaba com a sua amargura. É preciso morrer o
amargurado e sua altivez, a fim de fazer morrer a raiz da amargura que viceja
no fundo da sua alma, consumindo todas as energias vitais. A única maneira de
libertar o pecador do seu pecado é fazê-lo morrer juntamente com Cristo. Sem a
morte do arrogante não há libertação da arrogância. Como morremos? Crendo na
nossa morte com Cristo. Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente
com Cristo, em Deus. Colossenses 3.3
Para viver assim, de modo abundante como o Evangelho de
Jesus Cristo contempla, só sendo alguém que vai além da esfera da religião e
passa a uma vida de discípulo. O religioso vai se esquecer desta palavra assim
que o culto terminar. Assim como ele sai do culto, o culto sai dele.
Desejo e atitude são características dos que são alcançados
por Jesus Cristo. A porta é estreita e poucos são os que entram por ela. É mais
fácil criticar e viver sem o desconforto da obediência à Palavra de Deus,
entrando e saindo pela porta larga, do que viver no estreito caminho das
pegadas do Mestre. Tito 2.14 afirma que Jesus se deu por nós, a fim de
remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente
seu, zeloso de boas obras.
Como está a sua vida? Existem pessoas que precisam do teu
perdão? O ambiente do teu lar é banhado por liberdade onde todos tem compaixão
uns com os outros, reconhecendo e respeitando suas limitações? Você tem as chaves que prendem ou soltam os
outros e você.
Pr. Fábio Alcântara
domingo, 29 de maio de 2016
O Homem e o Reino
Marcos 5.22-23
21 Jesus voltou para o lado oeste do lago, e muitas pessoas foram se
encontrar com ele na praia. 22 Um homem chamado Jairo, chefe da
sinagoga, foi e se jogou aos pés de Jesus, 23 pedindo com muita
insistência: — A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre
ela para que sare e viva! 24 E Jesus foi com ele. Uma grande
multidão foi junto e o apertava de todos os lados.
35 Jesus ainda estava falando, quando chegaram alguns empregados
da casa de Jairo e disseram: — Seu Jairo, a menina já morreu. Não aborreça mais
o Mestre.36 Mas Jesus não se importou com a notícia e disse a
Jairo: — Não tenha medo; tenha fé! 37 Jesus deixou que fossem com
ele Pedro e os irmãos Tiago e João, e ninguém mais. 38 Quando
entraram na casa de Jairo, Jesus encontrou ali uma confusão geral, com todos
chorando alto e gritando. 39 Então ele disse: — Por que tanto choro
e tanta confusão? A menina não morreu; ela está dormindo. 40 Então
eles começaram a caçoar dele. Mas Jesus mandou que todos saíssem e, junto com
os três discípulos e os pais da menina, entrou no quarto onde ela estava. 41 Pegou-a pela mão e disse: —
“Talitá cumi!” (Isto quer dizer: “Menina, eu digo a você: Levante-se!”) 42 No
mesmo instante, a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar. E
todos ficaram muito admirados. 43 Então
Jesus ordenou que de jeito nenhum espalhassem a notícia dessa cura. E mandou
que dessem comida à menina.
Quando Deus escolheu formar um
povo particular a fim de manifestar as dimensões do seu amor ao mundo, começou
separando um homem que tinha o nome Abrão, que significava “Pai Elevado”.
Deus escolheu essse homem e
envolveu-o até lhe mudar o caráter, dando-lhe também um novo nome que
representasse os seus objetivos paternos: Abraão – Pai de uma grande família.
O mundo sempre teve carência da
figura paterna. Há muitos reprodutores, genitores e progenitores, mas poucos
pais. Não basta procriar, é preciso criar com sabedoria e amor. É uma tarefa
que exige graça e dedicação.
Estima-se que em média uma
criança faz 500 mil perguntas até os quinze anos. É um privilégio ter meio
milhão de oportunidades para comentar algumas coisas sobre o significado da
vida.
O encargo mais excelente que o
homem pode ter é o ensino da Palavra de Deus aos seus filhos. Ele precisa
investir tempo na comunicação dos princípios do Senhor.
DEUTERONOMIO 6.6-7
Estas palavras
que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e
delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e
ao levantar-te.
Jairo foi um pai muito sábio. Ele
era um líder tradicional na religião judaica, e seu formalismo religioso demonstrava
reservas profundas contra o estilo de Jesus. Mas na sua crise, não se agarrou
aos seus preconceitos e costumes radicais. Ele foi diretamente ao Senhor Jesus
Cristo buscar solução para seu problema.
Temos aqui o primeiro princípio
da verdadeira paternidade. Só poderá ser pai de verdade quem tem um modelo
divino de paternidade. Ele procurou Jesus por ser o Filho de Deus, capaz de
revelar a identidade satisfatória da paternidade exemplar. Alguém já disse: só
quem tem pai pode ser pai.
Cristo veio ao mundo para salvar
o ser humano dominado pelo pecado, cancelando a sua filiação espiritual do
diabo, a fim de torna-lo filho de Deus. Esse é o maior privilégio que uma
pessoa pode ter.
JOÃO 1.11-13
Veio para o que
era seu, e os seus não o receberam, Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes
o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os
quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem,
mas de Deus.
A humanidade é criação divina.
Todos os seres humanos são criaturas, mas alguns foram feitos, em cristo,
filhos de Deus pai. Todos aqueles que foram crucificados com Cristo e
ressuscitaram em novidade de vida são filhos de Deus. Esses conhecem na prática
a expressão do amor paternal de Deus, e podem, como humanos, ser pais amorosos
e responsáveis. A paternidade celestial é o modelo da paternidade adequada aqui
na terra.
Para revelar as proporções do
amor paternal, Jesus Cristo contou uma história de um pai que tinha dois filhos
(Lucas 15.11-32). O mais novo teve a iniciativa de pedir a herança enquanto o
pai ainda estava vivo. Sem qualquer discussão, o pai prodigo em amor estava
pronto para dar aquilo que o filho não tinha qualquer direito.
O verdadeiro amor não teme ceder
seus direitos a fim de conceder privilégios ao objeto da sua afeição. O pai
autentico não se preocupa em fazer os seus filhos bons ou perfeito, mas em tornà-los
mais felizes que ele possa conseguir. O grande patrimônio de uma vida é o
contentamento e o combustível da satisfação é a alegria. A felicidade é a
atmosfera onde todas as boas afeições crescem.
Mesmo sabendo que o filho mais
moço poderia se chafurdar na lama, aquele pai não reteve sua posse, nem tao
pouco se amargurou com a atitude arrogante do filho. Do mesmo modo que ele deu
ao filho a metade da sua fazenda para gastá-la deu a totalidade do seu perdão
para absolve-lo. Um pai que não perdoa as faltas do seu filho não conhece Deus
Pai.
EXEMPLO
O ser humano é uma criatura
influenciada mais por padrões do que por preceitos. Ser Pai não é uma questão
de mera genética, mas de pura ética. Não é bastante gerar filhos, é preciso
demonstrar exemplo. E não é suficiente fazer boas e belas preleções, é preciso espelhar
na conduta seu ensino.
Ser pai é ser exemplo de verdade.
Os filhos precisam mais ddas pegadas no caminho, do que palavras que encobrem
transgressões sutis. Um pai, ainda o mais pobre, tem sempre uma riqueza para
deixar para os filhos: o exemplo. Inconscientemente, os filhos estão mais
interessados em contemplar aqueles que mostram o que dizem, do que aqueles que
dizem e não mostram.
Ser um exemplo não significa ser
perfeito, mas ser governado pelos ditamos de um Deus perfeito. Não estamos
pregando a inerência, mas a coerência. A melhor maneira de ensinar ao menino o
caminho que se deve andar é nós mesmos trilharmos esse caminho. Os nossos
passos são fundamentais para orientar as pisadas dos filhos.
Um pai crente não investe apenas
no bem-estar dos seus filhos nesse mundo. A vida tem dimensões que não acabam
na sepultura, por isso ele se interessa sobremaneira com a vida espiritual da
sua família. Não basta construir um patrimônio aqui na terra para seus
familiares, é preciso fazer aplicações de proporções eternas.
Você poderá dar aos eu filho
todas as coisas materiais que ele precisa, mas terá falhado profundamente se
não se der a si mesmo, na expressão de um exemplo de amor e perdão. Ser um
homem realizado na sua profissão e ter um nome de realce na sociedade, mas ser
um fracasso como pai é uma ruina completa.
O General Douglas MacArthur disse
certa feita: “por profissão sou soldado e tenho orgulho deste privilégio. Mas
sinto-me infinitamente mais orgulhoso em ser um pai”. A grande necessidade de
nosso tempo é a restauração equilibrada da figura digna da paternidade
responsável. A terrível desordem social passa em primeiro lugar pelo lar. E o
desequilíbrio no lar se estriba na falta da legitima paternidade.
AMBIENTE DE AMOR
O reverendo Theodore Hersburgh
disse: a coisa mais importante que um pai pode fazer por seus filhos é amar a
mãe deles, e vice-versa.
O caráter forjado num ambiente de
amor suporta qualquer temperatura. O filho que sente amor do pai por sua mãe
cresce naturalmente saudável e se torna um exemplo para a outra geração.
O lar deve ser um ninho. Pai e
mãe podem ser destituídos de cultura e riqueza, mas nunca de amor, de modo que
eles possam inspirar nos filhos confiança, o respeito, o carinho com fartura de
amor.
Quando o pai ama a mãe, os filhos
se sentem protegidos e amparados. Quando uma criança começa a demonstrar
insegurança e hesitação nos relacionamentos, pode se pesquisar no seio da
família, que o problema está na falta de demonstração verdadeira de amor entre os
pais. Um casal que se ama de verdade é um padrão de estabilidade para os
filhos.
As pesquisas têm demostrado que
as crianças em cujos lares o pai demonstra uma atitude firme de amor para com
sua esposa, são emocionalmente mais inteligentes, seguras e preparadas para o
êxito na vida.
Jairo procurou Jesus Cristo
Para socorrer seu lar, pois sua
filha estava gravemente enferma. Muitos lares hoje estão sofrendo de grandes
enfermidades emocionais, e muitos dos nossos filhos passam por situações terríveis
de privação afetiva. Uma pesquisa com um grupo de 300 estudantes da sétima e
oitava séries mostrou que ficavam apenas 7 minutos com seus pais durante a
semana. Uma tragédia.
Um homem contou uma interessante
experiência da juventude: quando tinha 10 anos seu pai prometeu leva-lo ao
circo. No meio do caminho o pai recebeu uma ligação de negócios que exigia sua
atenção. Seu irmão e ele se consolaram mutuamente ante o desapontamento.
Ouviram então seu pai dizer que não atenderia o chamado. Quando ele voltou à
mesa, disse à mãe: “o circo vai voltar; a infância não”!
Os pais de hoje estão muito
preocupados com o bem-estar material da família, se esquecendo da comunhão com
amor e firmeza. Os filhos requerem os pais presentes, não o presente dos pais!
Conta-se da clássica história de
um homem que fez um desabafo na sua declaração de Imposto de Renda. Ele
escreve:
O pai moderno muitas vezes, perplexo e angustiado, passa a vida inteira
correndo como um louco em busca do futuro, esquecendo-se do agora. Com prazer e
orgulho, a cada ano, preenche a sua Declaração de Bens para o Imposto de Renda.
Cada nova linha acrescida foi produto de muito trabalho: lotes, casas,
apartamentos, sítios, casas na praia, automóvel do ano.
Tudo isso custou dias, semanas, meses de luta. Mas, ele está
sedimentando o futuro da família. Se partir de repente, já cumpriu sua missão e
não vai deixá-la desamparada!
Para ir escrevendo cada vez mais linhas na sua relação de bens, ele não
se contenta com um emprego só. É preciso ter dois ou três, negociar as férias,
levar serviço pra casa... É um tal de viajar, almoçar fora, fazer reuniões,
preencher agenda... Afinal, é um executivo dinâmico e não pode fraquejar!
Esse homem se esquece de que a verdadeira Declaração de Bens, o valor
que efetivamente conta, está em outra página do formulário de Imposto de Renda,
naquelas modestas linhas quase escondidas em que se lê Relação de Dependentes.
São filhos, a quem deve dedicar o melhor de seu tempo.
Os filhos, novos demais, não estão interessados em propriedades e no
aumento da renda. Eles só querem um pai para conviver, dialogar, brincar...
Os anos passam, os meninos crescem e o pai nem percebe, porque se
entregou de tal forma na construção do futuro, que não participou de suas
pequenas alegrias: não os levou ao colégio e nunca foi a uma festa infantil. Um
executivo não deve desviar a sua atenção para essas bobagens!
Há órfãos de pais vivos, porque
o pai vai para um lado e a mãe para outro. É a família desintegrada, sem amor e
sem diálogo. Sem a convivência, que solidifica a fraternidade entre irmãos, que
abre caminho no coração, que elimina problemas e resolve as coisas na base do
entendimento.
Há irmãos crescendo como verdadeiros estranhos que só se encontram de
passagem em casa. E para ver os pais é quase preciso marcar horas.
Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a
mensagem que tenho para dar é: não há tempo melhor aplicado do que aquele
destinado aos filhos.
Dos dezoito anos de casado, passei quinze absorvidos por muitas
tarefas, envolvidos em várias ocupações; e totalmente entregue a um objetivo
único e prioritário: construir o futuro para três filhos e minha esposa.
Isso me custou longos afastamentos de casa, viagens, estágios, cursos,
plantões no jornal, madrugadas no estúdio de televisão. Agora estou aqui com o
resultado de tanto esforço. Construí o futuro penosamente e não sei o que fazer
com ele depois da perda de meus filhos. De que vale tudo o que ajuntei se esses
filhos não estão mais aqui para aproveitar isso conosco!
Se o resultado de trinta anos de trabalho fosse consumido agora por um
incêndio e desses bens todos, não restasse nada mais do que cinzas, isso não
teria a menor importância, porque minha escala de valores mudou e o dinheiro
passou a ter peso mínimo e relativo em tudo. Se o dinheiro não foi capaz de
comprar a cura de meu filho, que se drogou e morreu; não foi capaz de evitar a
fuga de minha filhinha que saiu de casa e prostituiu-se e dela não tenho mais
notícias, para que serve? Para que ser escravo dele!
Eu trocaria, explodindo de felicidade, todas as linhas da Declaração de
Bens por duas únicas que tive de retirar da relação de dependentes: os nomes
dos meus filhos. E como doeu retirar essas linhas da Declaração de 1986, ano
base de 1985! Meu filho morreu aos quatorze anos e minha filha fugiu um mês
antes de completar quinze.
E vós, pais, não
provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do
Senhor. Efésios 6.4
Um filho de um pai irresponsável
tem grande chance de repetir o modelo. Por isso, o grande imperativo do nosso
tempo é a mudança radical desse paradigma. Você e eu somos responsáveis, à luz
do evangelho, pelo ciclo dessa transformação. Não podemos viver mais reféns de
uma mentalidade conformada com o papel deformado dessa paternidade
desmantelada. Pai, você é o exemplo que seu filho ou filha vai imitar.
GFP.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Conversão envolve todo nosso ser se voltando para Deus
Stephen J. Wellum
De Gênesis a Apocalipse, as Escrituras são claras em dizer que a conversão é absolutamente necessária para indivíduos experimentarem a salvação e conhecerem a Deus. A menos que nos voltemos do pecado e nos voltemos para Deus, a menos que saibamos experiencialmente o que a Bíblia descreve como uma circuncisão espiritual e sobrenatural do coração (Deuteronômio 30.6; Romanos 2.25-29), não conheceremos a Deus de modo salvífico e iremos permanecer sob seu julgamento e ira (Efésios 2.1-3).
Como Tom Schreiner demonstrou em seus dois artigos (A Conversão no Antigo e Novo Testamento), a necessidade da conversão é ensinada através das Escrituras. Pode não ser o tema central das Escrituras, mas é certamente fundacional à completa história de redenção, especialmente em termos de como a redenção é aplicada ao povo de Deus. À parte da conversão, não podemos conhecer a Deus de forma salvífica. Não podemos experimentar o perdão dos pecados. Não podemos entrar no reino de Deus e no seu reinado salvífico.
Mas, ainda pode ser perguntado: Por que a conversão é necessária?
Entendimento popular x entendimento bíblico
Antes de respondermos essa questão, vale a pena esclarecer que não estamos falando sobre “conversão” no senso popular da palavra, mas no sentido bíblico. Qual a diferença?
Se você fizer uma pesquisa sobre o tema “conversão espiritual”, os resultados predominantes serão algo do tipo: conversão é a “adoção de uma nova religião” ou a “internalização de um novo sistema de crenças”. Essas definições enxergam “conversão” como uma mudança no pensamento de alguém ou de sua perspectiva que, na maioria das vezes, deixa a pessoa fundamentalmente a mesma. Isso é uma conversão não-cristã.
Em vez disso, a conversão cristã depende da obra soberana e sobrenatural do Deus triuno na vida das pessoas. Na conversão, Deus traz pessoas da morte espiritual para vida. Isso capacita-os a abominar o que uma vez amaram – seu pecado e rebelião contra Deus – e a se voltarem para Cristo e confiarem nele.
Três verdades que embasam a necessidade da conversão
Por que esse entendimento da conversão é absolutamente necessário? Três verdades fundacionais sublinham o ensino bíblico sobre conversão e nos ajudam a ver porque a conversão é tão importante nas Escrituras, na teologia e na proclamação do evangelho.
Permitam-me também destacar que essas três verdades são completamente inter-relacionadas. Uma pessoa não pode entender corretamente o que a Bíblia ensina sobre conversão à parte de apreender corretamente essas outras verdades, que é simplesmente um lembrete que nossas crenças teológicas são mutuamente dependentes uma da outra. Ter uma área da nossa teologia depreciada afetará grandemente as outras e isso é certamente verdadeiro em nosso entendimento sobre conversão.
O problema humano
A primeira verdade fundacional que firma e faz sentido ao ensino bíblico sobre conversão é a visão bíblica do problema humano. Mesmo que os seres humanos sejam criados como portadores da imagem de Deus e assim possuam incrível valor e significado, nós nos rebelamos em Adão contra nosso Criador e assim nos tornamos pecadores que estão sujeitos à ira de Deus (Gênesis 3; Romanos 5:12-21).
Quando a Bíblia fala de pecado e de humanos como pecadores, não vê isso como um problema secundário. Não é algo que pode ser remediado por autoajuda, mais educação ou mesmo resoluções pessoais de se tornar uma pessoa melhor. Tais soluções perenemente presentes subestimam muito a natureza do problema humano que as Escrituras descrevem poderosa e graficamente.
Visto biblicamente, o pecado não é somente um problema universal que nenhuma pessoa pode escapar devido nossa solidariedade em Adão como nosso representante do pacto (Romanos 3.9-12, 23; 5.12-21; 1Coríntios 15.22). Em Adão e por nossas próprias escolhas, tornamo-nos rebeldes morais contra Deus, nascidos nesse mundo de criaturas caídas. Essa é uma condição que não podemos mudar por nossa própria iniciativa e ação. E é uma condição que, tristemente, não queremos mudar, à parte da graça soberana de Deus. Em nossa situação de queda, nós não somente nos deleitamos em nosso pecado e de bom grado permanecemos em oposição ao justo reinado de Deus sobre nós, mas essa mesma disposição é evidência que estamos inaptos de nos salvar e nos mudarmos (Romanos 8.7). Como resultado, permanecemos sob o julgamento e ira de Deus (Romanos 8.1; Efésios 2.1-3) quer tomemos conhecimento ou não. Em nosso pecado, nosso estado diante do juiz do universo é de condenação e culpa (Ezequiel 18.20; Romanos 5.12, 15-19; 8.1). As Escrituras descrevem esse estado como morte, tanto em nível espiritual como, em última instância, físico (Gênesis 2.16-17; Efésios 2.1; Romanos 6.23).
Salvação, a remediação bíblica para esse problema, reverte essa situação terrível. E o ponto decisivo nessa reviravolta é a conversão.
O que precisamos é primeiramente de um salvador que possa pagar por nosso pecado diante de Deus, satisfazer os justos requerimentos de Deus e o julgamento dele contra nós. Nosso Senhor Jesus Cristo, o Deus-Filho encarnado, faz justamente isso por nós em sua obra da cruz. Ele satisfaz as demandas do próprio Deus: nosso pecado é pago totalmente (Romanos 3.21-26; Gálatas 3.13-14; Colossenses 2.13-15; Hebreus 2.5-18).
Em adição, não precisamos apenas que nosso pecado seja pago, precisamos também ser trazidos da morte espiritual para vida, que resulta numa transformação de nossa natureza por inteiro (Romanos 6.1-23; Efésios 1.18-23; 2.4-10). Precisamos que o Deus triuno nos chame da morte para vida e, pela agência do Espírito de Deus, dê-nos o novo nascimento (Efésios 1.3-14; João 3.1-8 [1] ). Precisamos de uma ressurreição dos mortos paralela a ressurreição do nosso representante da aliança para que sejamos capacitados a nos voltar do pecado de bom grado, para pôr de lado nossa oposição a Deus e seu reinado, como também para responder em arrependimento e fé ao evangelho (João 3.5; 6.44; 1 Coríntios 2.14).
Resumindo, conversão é necessária porque é parte da solução à séria natureza do problema humano tal qual é descrito pelas Escrituras.
A doutrina de Deus
A segunda verdade fundacional que firma e faz sentido ao ensino bíblico sobre a necessidade de conversão é o ensino bíblico acerca da natureza e caráter de Deus.
Como dito acima, essas duas verdades se explicam mutuamente. O problema humano é o que é por causa do que o Deus da Bíblia é. Nosso problema pode somente ser visto em suas cores verdadeiras à luz do caráter pessoal, justo e santo próprio de Deus.
Conversão é necessária porque como pecadores e criaturas rebeldes não podemos habitar na santa presença de Deus. O pecado não somente transgride o caráter de Deus, que é a lei moral do universo, mas ele também nos separa da presença pactual de Deus (Gênesis 3.21-24; Efésios 2.11-18; Hebreus 9). Nós, que fomos criados para conhecer a Deus e viver diante dele como vice-regentes, governando como pequenos reis e rainhas sobre a criação para glória de Deus, agora permanecemos sob a ira e condenação de Deus.
Portanto, sem o caráter santo de Deus sendo satisfeito na sua própria provisão sacrificial dele mesmo em seu Filho, não podemos conhecer a Deus salvificamente (Romanos 6; Efésios 4.20-24; Colossenses 3.1-14). Além disso, não é suficiente uma transação legal acontecer, importante como essa é no veredito de nossa justificação diante de Deus. Salvação também envolve a remoção interna do pecado e a transformação de nossa inteira natureza caída. Isso começa quando somos unidos a Cristo pela obra de regeneração do Espírito, que nos capacita de bom grado a nos voltarmos do pecado e descansarmos na obra consumada de Cristo nosso Senhor.
Em outras palavras, conversão é absolutamente necessária porque Deus demanda que suas criaturas sejam santas como ele é santo. Portanto, para que habitemos diante dele, devemos ser vestidos com a justiça de Cristo, transformados pelo poder do Espírito e feitos novas criações em Cristo Jesus (2Coríntios 5.17-21). Não há forma de portadores da imagem de Deus serem trazidos de volta ao proposito da sua criação e desfrutarem de todos os benefícios da nova criação sem terem seus pecados pagos completamente, sem serem nascidos novamente pelo Espírito e sem estarem unidos a Cristo pela fé.
Se falharmos em compreender alguma coisa da resplandecente santidade de Deus, sua perfeita justiça e sua exigência que suas criaturas ajam como filhos obedientes e portadores da sua imagem, nunca iremos compreender porque conversão é tão importante nas Escrituras.
Em adição, se não compreenderemos que nossa conversão somente acontece devido a iniciativa soberana do Deus triuno da graça, então nunca apreciaremos a profundidade e a largura do amor de Deus por nós, seu povo.
Conversão envolve arrependimento e fé – nosso eu holístico se voltando para Deus
A terceira verdade fundacional que nos ajuda a entender o ensino bíblico sobre conversão é que ela afeta a pessoa inteira e afeta a pessoa como um todo. Isto é, nas Escrituras, conversão envolve tanto se voltar do pecado (arrependimento) e se voltar para Deus (fé). Ambos são necessários para conversão, e assim arrependimento e fé são vistos corretamente como dois lados da mesma moeda.
Em outras palavras, conversão bíblica nunca é meramente uma mudança de perspectiva intelectual que não resulta em uma mudança na vida do indivíduo. Infelizmente, em muitas de nossas igrejas, encontramos pessoas que professam ter sido convertidas, mas que exibem meramente um assentimento intelectual do evangelho à parte de qualquer evidência de mudança real em suas vidas.
As Escrituras claramente consideram esse tipo de mero assentimento mental como falsa conversão (Mateus 7.1-23). Deus exige que a pessoa por inteiro lhe responda como suas criaturas do pacto: nosso pecado é uma rebelião da pessoa por inteiro contra Deus, e a salvação cristã é uma transformação da pessoa por inteiro, literalmente uma nova criação. Conversão envolve se voltar do pecado e se voltar para Deus. O que envolve a pessoa inteira – seu intelecto, vontade e emoções (Atos 2.37-38; 2 Coríntios 7.10; Hebreus 6.1).
Não é suficiente tirar nosso chapéu para Jesus
Conversão não é opcional. É absolutamente necessária. Não podemos entender salvação e o evangelho à parte de uma visão robusta dela.
O cristianismo nominal, que se prolifera rapidamente em nossas igrejas, não é o cristianismo bíblico. Não é suficiente tirar nosso chapéu para Jesus. Devemos experimentar a obra graciosa e soberana de Deus em nossas vidas, dando-nos nova vida e nos habilitando, por meio da obra do Espírito de Deus, a nos arrependermos e cremos no evangelho.
Nossos entendimentos defeituosos da conversão são geralmente por causa da nossa teologia defeituosa. O remédio para essa situação é retornar às Escrituras de joelhos, pedindo que nosso grande Deus possa reviver novamente sua igreja para que na proclamação do evangelho, homens e mulheres, garotos e garotas, possam se arrepender dos seus pecados e crerem em Cristo Jesus nosso Senhor.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
pregação deste domingo, 08
A excelência da união fraternal
Cântico de romagem. De Davi
1 Oh! Como é
bom e agradável viverem unidos os irmãos!2 É como o óleo precioso
sobre a cabeça, o qual desce para a barba,a barba de Arão,e desce para a gola
de suas vestes.3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os
montes de Sião.Ali, ordena o SENHOR a sua bênçãoe a vida para sempre.
Se eu
preciso dar um nome a esta mensagem, sugiro:
SÓ
JESUS NA CAUSA
Algumas
coisas na vida e na bíblia são espantosas:
- A
unidade na Trindade. Essa sincronização é maravilhosa!
- A
unidade na família
Como
pode um Pai/Mãe/Filhos, tão diferentes, serem unidos?
- A
unidade na Igreja
Como
pode um povo, de mamando a caducando, idiossincrático, permanecerem juntos? É
um milagre.
São 3
realidades interessantes.
O AUTOR DA UNIDADE – O PAI
1 Oh! Como é
bom e agradável
viverem unidos os irmãos!
Deus
preparou a unidade através do seu Filho.
O
apóstolo Paulo nos orienta a preservar algo que já foi providenciado por Deus e
é guardado pelo Espirito: a unidade (Efesios 4.1-3)
NTLH
A Igreja é o corpo de Cristo
1 Por isso eu, que estou preso porque
sirvo o Senhor Jesus Cristo, peço a vocês que vivam de uma maneira que esteja
de acordo com o que Deus quis quando chamou vocês. 2 Sejam sempre
humildes, bem-educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. 3 Façam
tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá.
|
ARA
A unidade da fé
1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro
no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, 2 com
toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros
em amor, 3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;
|
Ouço com
frequência frases como: “Devemos buscar a unidade; precisamos realizar
atividades que desenvolvam a unidade; temos que nos aproximar de outras igrejas
para cultivar a unidade...”. Tais expressões revelam o pensamento de que somos
capazes de produzir união entre os filhos de Deus. Não se pode guardar algo que
não existe. O apóstolo Paulo nos exorta a preservar algo que já é uma realidade
na Igreja, e não a buscar formas de criar o que não existe.
Mas como
podemos falar de unidade quando vemos tantas divisões e opiniões diferentes no
meio do Povo de Deus? Mas observe a
exortação que serve de base para a nossa reflexão. Ela inclui palavras como
humildade, mansidão, suportar uns aos outros e ser pacientes. Estas não são
frases que falam de um trabalho de construção, mas são, antes de tudo, atitudes
necessárias para ser mantida a unidade do Espírito no vinculo da paz.
A
unidade não é algo natural em nós, mas uma realidade sobrenatural, com sua
origem o Espírito Santo. Não conseguimos produzir nem desenvolvê-la. Só podemos
experimentá-la como uma manifestação da presença de Deus em nós. Podemos ser
unidos porque o Pai, o Filho e o Espírito Santo formam uma perfeita unidade.
Estando unidos na Trindade, por meio do Filho, a unidade será transmitida a
povo.
O que podemos fazer? A verdade é
que rompemos a unidade por meio de atitudes de soberba, altivez, egoísmo e
impaciência. Por isto, os caminhos para a restauração não são os projetos para
produzi-la, mas o arrependimento. A unidade é preservada pela eliminação das atitudes
erradas. Para que ela se manifeste em sua total plenitude, precisamos deixar de
lado as tendências individuais e abrir caminho para que o espírito de amor e
mansidão, que vem do Senhor, comece a operar em nossos corações.
Cabe
assinalar que a unidade é uma condição espiritual e não mental. Nós a
entendemos muitas vezes como uma uniformidade, isto é, todos pensando da mesma
forma e fazendo as mesmas coisas. Com isto em mente, organizamos eventos e
chamamos o povo a participar, para assim mostrarmos a existência da unidade na
Igreja.
Era isto
que a igreja de Jerusalém queria impor a Paulo e Barnabé. Essa uniformidade não
admite diferenças, mas a verdadeira unidade permite que um Pai, um Filho e um
Espirito convivam em perfeita harmonia, embora sejam diferentes um do outro.
A ALTERNATIVA DO PAI – O FIHO
2 É como o
óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba,a barba de Arão,e desce
para a gola de suas vestes.
A
unidade só é possível em Cristo. A harmonia na família só será possível em
Cristo.
Não ore
para que seu marido/esposa mude, o filho, um parente. Ore para que eles recebam
Cristo.
Não
haverá pessoas iguais, mas pessoas que se submetem a Jesus para serem
transformados.
Jesus
Cristo também nos faz um.
João
17.20-21.
20 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que
vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; 21 a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e
eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
POR QUE
O ÓLEO ERA PRECIOSO?
Para
isto precisamos entender Êxodo 30.22-24
22 Disse mais o SENHOR a Moisés: 23 Tu, pois,
toma das mais excelentes especiarias: de mirra fluida quinhentos siclos, de
cinamomo odoroso a metade, a saber, duzentos e cinquenta siclos, e de cálamo
aromático duzentos e cinquenta siclos, 24 e de cássia
quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveira um
him. 25 Disto farás o óleo sagrado para a unção, o perfume
composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado da unção.
Verso
23, o material precioso do Óleo
- 500
siclos de Mirra – Símbolo do Pai
- 250
siclos de canela (Cinamomo) perfume símbolo da morte
- 250
siclos de cálamo – Cana quebrada de beira de rio. O símbolo da ressurreição
- 500
siclos de acácia – símbolo do Espirito Santo
500 – Número da perfeição
250 – Símbolo do corpo partido de
Cristo
Temos aqui a morte e a
ressurreição sendo apontados para este óleo precioso, que cai na cabeça de Arão
para produzir o que é agradável.
O bom
perfume de Cristo, da Unidade, que gera nossa aproximação.
Sem cruz
não há unidade.
- Jesus Cristo veio tirar o que
gera divisão, características do desamor.
Arrogância, soberba, inveja,
ciúmes, fofoca, calunia, mania de censurar. Tudo isto desintegra. Unidade só
pelo milagre da obra da cruz,
- Por
isso que a Bíblia diz “o que desce”, e não o que “sobe”.
O
evangelho desce. Vejamos os graus de nobreza deste mundo:
Em ordem
crescente de importância: escudeiro>cavaleiro>baronete>sir>barão>Visconde>Conde
barão>conde>marquês>duque>grão
duque>arquiduque>infante>príncipe>grão-príncipe>príncipe
real>príncipe imperial>príncipe regente>rei>imperador....Deus.
Esse
“Deus” que temos, desce e lava pé!!
O EXECUTOR DA UNIDADE - O
ESPÍRITO SANTO
3 É como o
orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a
sua bênção e a vida para sempre.
ORVALHO
DE HERMOM
-
SIGNIFICA FRESCOR E HUMILDADE
REVIGORANTE PARA OS MONTES. ORVALHO TIPIFICA O ESPIRITO SANTO transportando
refrigério para irmãos reunidos em toda a terra.
O
EXEMPLO DO AVÔ MATANDO ABELHAS
Matou 1,
matou 2, mas quando chegou no enxame, o neto pediu que matasse. “se eu matar
uma delas, as outras virão sobre nós”.
Assim é
quando estamos unidos. O diabo não pega ninguém!
CONCLUSÃO
Você
deseja paz na sua família?
Você
deseja união na sua família?
Você
deseja que esse as brigas, as confusões entre os membros da sua família?
Você
deseja que não haja rancor e ressentimentos que tem minado sua família?
Então não ore para que eles mudem
de atitudes, mas para que Jesus entre nessas vidas.
A
unidade não é algo natural em nós, mas uma realidade sobrenatural, com sua
origem o Espírito Santo. Não conseguimos produzir nem desenvolvê-la. Só podemos
experimentá-la como uma manifestação da presença de Deus em nós. Podemos ser
unidos porque o Pai, o Filho e o Espírito Santo formam uma perfeita unidade.
Estando unidos na Trindade, por meio do Filho, a unidade será transmitida às
pessoas à nossa volta.
Assinar:
Postagens (Atom)




