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quinta-feira, 28 de março de 2019

Pastoreando em meio à depressão


Não me lembro de todos os detalhes da conversa. Minha esposa e eu estávamos sentados juntos. Era o entardecer. Nós tínhamos esse canto em nosso apartamento que chamamos de “o canto”. Era entre a sala de jantar e a cozinha, e tinha espaço suficiente para acomodar duas poltronas, uma mesa entre elas, com uma lâmpada. Passamos muito tempo naquele recanto juntos, com muitas conversas. Este se destaca para mim porque foi a primeira conversa significativa que tivemos sobre minha tristeza.
Minha esposa mencionou perceber alguma desconexão emocional em mim. Eu estava tentando explicar isso de forma divertida, como quando você dorme sobre seu braço e ele adormece. Você se senta e tenta alcançar um copo de água com aquele braço. Você olha para o copo e olha para o braço, mas, por mais que queira alcançar, há uma desconexão com a intenção de alcançar e a capacidade do braço de realmente fazer isso. Foi assim que me senti na minha vida emocional. Eu queria me conectar e emocionalmente estender a mão, mas algo dentro de mim estava adormecido ou desconectado. Algo havia mudado.
Não foi surpresa para minha esposa que eu estivesse triste. Houve circunstâncias desafiadoras na igreja. Houve conflito, confusão e, pela primeira vez em toda a minha vida, eu tinha experimentado ser caluniado e ouvido mentiras sobre mim, onde perdi minha reputação com pessoas de quem gostava. Eu estava exausto. Eu estava regularmente em reuniões até a meia-noite, tentando trabalhar com uma dinâmica relacional realmente difícil. Eu perdi muita confiança em mim mesmo. Eu não sabia qual era o caminho para cima e qual era o caminho para baixo durante grande parte daquela temporada. Durou cerca de 18 meses.
Mas comecei a perceber que não estava apenas triste ou desanimado com as circunstâncias. Algo estava diferente. Houve uma escuridão que se instalou. Minha tristeza e desânimo começaram a envolver-me e a sufocar. Foi difícil não experimentar toda a minha realidade (minha família, trabalho, descanso, orações) através do filtro de tristeza e aflição. “A carne pode suportar apenas um certo número de feridas e não mais”, diz Charles Spurgeon, “mas a alma pode sangrar de dez mil maneiras e morrer repetidamente a cada hora”[i]. Em outras palavras, enquanto a depressão pode ter sido desencadeada por circunstâncias, não foram apenas circunstâncias desencorajadoras que me mantiveram deprimido.
Depressão era algo que eu nunca tinha experimentado. Eu sempre tive a capacidade de enxergar além do horizonte; de falar a verdade em qualquer circunstância e confiar em Deus ou, pecaminosamente, em mim mesmo, para passar por elas. Mas agora era como se eu tivesse vendas emocionais que não me permitiam ver ou sentir muita coisa além da minha tristeza. Minha vida interior parecia rejeitar uma palavra de encorajamento como um corpo que vomita remédio. Eu poderia agarrar a esperança da mesma forma que poderia segurar fumaça com as minhas mãos.
Mas quanto mais eu me abria e falava sobre isso, mais eu ouvia de outros pastores e colegas que eles nunca tinham experimentado depressão até que entrassem no ministério pastoral ou se envolvessem em algum conflito significativo ou desânimo em seu trabalho. Eu não estava sozinho. O que era notável é que, embora as palavras de verdade e encorajamento muitas vezes parecessem tão eficazes quanto um xarope contra a tosse para o câncer de garganta, a presença permanente de um companheiro sofredor era como a mão de Deus sobre minhas feridas. Isso ajudou a ampliar meu escopo da realidade. A depressão era como estar em uma caverna confusa, ofuscantemente escura, mas a presença de alguém que pudesse dar testemunho da minha dor era como uma voz na escuridão, despertando alguma esperança de que pudesse haver alguma direção.
Continua após anúncio:
Eu era pastor e estava deprimido. É claro que a depressão não atinge apenas os pastores e nem todos os pastores experimentam depressão. Mas havia alguns desafios únicos em ser um líder e guia espiritual, ao mesmo tempo em que me sentia enfraquecido pela minha vida emocional, para a qual não tinha muitas categorias. Como eu poderia ajudar os outros se me sentisse desamparado? Como eu poderia pregar o fruto da alegria cristã quando, literalmente, passaram meses desde que eu mesmo a experimentara? Vergonha, culpa e medo eram emoções que pareciam estar se revolvendo em mim.

Não é anormal ser triste

Aqui está a verdade honesta: Bons pastores se colocam no caminho de potenciais críticas e regularmente dentro do domínio e alcance da dor de outras pessoas. Não deveria, então, surpreendê-lo, pastor, que você possa experimentar depressão, mesmo que nunca tenha experimentado isso antes. Carregar o peso emocional consistente das várias dores, medos, críticas, sofrimentos e transições de uma congregação (grande ou pequena) é uma vocação desafiadora. O que ela pode fazer na sua vida interior pode ou irá surpreendê-lo. Mas, embora possa surpreender você, saiba que não é anormal. Além do peso pastoral, a tristeza é uma experiência cristã normal. “O caminho para a tristeza foi bem percorrido, é a trilha normal das ovelhas para o céu, e todo o rebanho de Deus teve que passar por ela”, diz Charles Spurgeon.
Eu sei que em alguns círculos, existem estigmas contra pastores que procuram aconselhamento; mas é uma coisa boa, mesmo em temporadas que não pareçam uma crise. Aconselhar e ter alguém dando alguma direção à sua vida interior é um padrão saudável para os líderes espirituais em todas as estações.
Procure ajuda dentro da igreja local. Nem todo mundo vai ajudar. Nem todo mundo vai entender, mas não tenha medo de falar abertamente sobre isso com seus colegas mais velhos, se você os tiver. A igreja local pode ser (deveria ser) um lugar agradável para as pessoas, até os líderes, desmoronarem. Mas, muitas vezes, as complexidades da depressão podem ser desafiadoras para os líderes leigos. Pode ser sábio procurar aconselhamento profissional.

Encontrando a linguagem

Na minha experiência, encontrar linguagem e categorias para usar a fim de falar sobre minha depressão foi um grande primeiro passo para a cura. Há poder em nomear seu problema. Eu não quero dizer apenas ser capaz de usar a palavra “depressão”. Mas, ainda mais, há algo sobre metáforas usadas por colegas sofredores que pareciam abrir minha compreensão da tempestade dentro de mim. Palavras clínicas podem ajudar na categorização e análise, mas as metáforas pareciam fazer meu coração disparar: “É isso!”
Zack Eswine explica que as metáforas às vezes ajudam a desvendar os mistérios da alma melhor que os termos clínicos, porque eles não explicam muito, mas deixam espaço; elas permitem nuances e diferenciações; elas exigem mais reflexão e exploração[ii]. Encontrar bons livros (A Depressão de Spurgeon, de Zack Eswine ou Lincoln’s Melancholy, de Joshua Wolf Shenk) é uma boa ajuda para acessar um novo vocabulário. Mas aprender a encontrar uma habitação nos Salmos é o melhor remédio.
Comecei a perceber que os Salmos estavam cheios de palavras de crentes desesperados, tristes, desanimados e confusos. Eles tinham palavras para mim que eu não sabia que precisava. O que foi um conforto mais profundo e surpreendente foi que eles foram inspirados por Deus, que sabe o que homens e mulheres precisam dizer quando não sabemos o que dizer. Deus sabe o quanto podemos ficar desesperados e providenciou palavras para nós dizermos nesses tempos. “Aqui”, diz ele, “use essas palavras. Elas vão ajudar”. Sim, o Espírito geme por nós quando ficamos sem palavras como uma folha frágil, mas os Salmos fornecem palavras, linguagem, para quando nossas almas precisam alcançar a expressão. “A minha alma, de tristeza, verte lágrimas”. (Sl 119.28); “Estou cansado de tanto gemer”. (Sl 6.6); “Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita-se a minha força, por causa da minha iniquidade, e os meus ossos se consome”. (Sl 31.10); “Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a vorage”. (Sl 69.15); “Pois a minha alma está farta de males, e a minha vida já se abeira da morte”. (Sl 88.3).
Essas palavras podem parecer um guidão emocional enquanto tentamos encontrar sentido e lidar com nossas experiências.

Procure melhores hábitos

Muitos de nós dormem menos horas do que deveríamos e comem mais do que deveríamos. Nós não nos exercitamos e nos sobrecarregamos. Isso não só traz má saúde, mas também leva a insalubridade emocional. Algumas armas básicas contra a depressão é adotar hábitos saudáveis.
Adote um “Sabbath” regular. Lute por um dia de descanso toda semana. Resista a buscar justificativas para “pular” dias de folga. Coma de forma saudável e faça exercícios. Isso tudo trará efeitos surpreendentes em sua vida mental. Ore os Salmos. Crie amizades saudáveis, mesmo que você tenha que sacrificar o conforto por isso. Os pastores conhecem muitas pessoas superficialmente e ninguém profundamente. Desligue o seu telefone da hora do jantar até a hora do café da manhã. Faça pausas regulares nas mídias sociais. Esses ritmos e hábitos não curam sua depressão, mas melhoram seu pensamento e sua vida emocional.
Depois de vários meses de depressão, a nuvem se elevou para mim. Eu experimentei cura. Posso te contar uma coisa maravilhosa? A alegria que sinto agora com amigos, minha esposa, meus filhos, minha igreja é mais profunda. Eu sou um pastor melhor, eu acho. As pessoas aqui e ali que também sofreram depressão ou melancolia expressaram que sentem que sou uma pessoa segura para conversar. Isso é um presente. Você acredita nisso? O Senhor de alguma forma restaurou tudo o que o gafanhoto tinha comido e muito mais. Louvado seja o Senhor! Eu não teria escolhido experimentar a escuridão, mas a escuridão foi transformada em graça e eu não a trocaria por nada.
[i] Spurgeon, “Honey in the Mouth”. MTP, Vol. 37, p. 485.
[ii] Zack Eswine, “A depressão de Spurgeon”: Esperança realista em meio à angústia, Editora Fiel, 2015. 98, 99.

quarta-feira, 20 de março de 2019

4 razões do porque todo pastor precisa de silêncio

Eu passei a maior parte da minha vida adulta odiando o silêncio – mas não sabia disso. Foi um grande ponto cego. Eu desconsiderei meu desejo constante de estar com as pessoas simplesmente sendo extrovertido. Atribuí minha natureza faladora aos meus instintos relacionais intensos. Essas qualidades pareciam ajudar em minhas interações pastorais com as pessoas, então eu não pensava nisso. Não até que comecei minha própria jornada – através de aconselhamento – durante uma crise pessoal onde fui confrontado com essa decepção de longa data.
Meu conselheiro observou um comportamento em minha vida que passou despercebido pela maioria, mas tornou-se um sinal de preocupação para ele. Eu fugia de estar sozinho. Eu ficava desconfortável com o silêncio. Muitas vezes dominava as conversas. Isso expôs minhas terríveis habilidades de ouvir, a qual o conselheiro foi sábio o suficiente para conectar com as questões do silêncio. Ele me pressionou nessa área e foi difícil. Isso levou a uma implosão da minha alma, mas começou um processo desesperadamente necessário de cura.
Através dessa descoberta pessoal, o Senhor me ensinou quatro lições sobre o valor do silêncio.
1. O silêncio expõe a alma
Se as emoções são a porta de entrada para a alma, o silêncio expõe a alma. Eu não estava pronto para enfrentar as coisas feias que haviam sido expostas. Mas Deus, em sua graça, me encontrou de uma maneira poderosa, e minha jornada trouxe paz recém-descoberta à minha alma. Foi através do silêncio em um lugar quieto, meditando sobre a verdade, e em oração pedindo a ajuda de Deus, que eu experimentei este nível mais profundo de sua graça e presença.
Se um pastor quer ter um longo ministério, ele deve aprender a buscar esse tipo de silêncio. Tal silêncio não é alguma forma de meditação secular, mas o silêncio bíblico e a solitude. Don Whitney a considera uma significativa disciplina espiritual da vida cristã. É uma quietude que nos permite crescer mais conscientes da atividade de nossa alma, como o Espírito Santo vive e trabalha em nós. É uma disciplina pela qual nós comungamos com Jesus, nos tornando mais conscientes de sua verdade e presença, e mais receptivos à sua infinita graça. O estudioso puritano e pastor de longa data Joel Beeke articula bem o tipo de meditação que promove essa experiência:
A meditação puritana envolve a mente com a verdade revelada de Deus para inflamar o coração com afeição para com Deus e transformar a vida em obediência. Thomas Hooker definiu assim: “A meditação é uma intenção séria da mente, através da qual chegamos a procurar a verdade e estabelecê-la efetivamente no coração.” A direção de nossas mentes revela o verdadeiro amor de nossos corações e, assim, Hooker disse que aquele que ama a Palavra de Deus medita sobre ela regularmente (Sl 119. 97). Portanto, a meditação Puritana não está repetindo um som, esvaziando a mente, ou imaginando visões físicas e sensações, mas um exercício concentrado de pensamento e fé sobre a Palavra de Deus.
2. Silêncio confronta as vozes
Essas vozes são as mensagens que ouvimos sobre nós mesmos. Elas são vozes daqueles que atravessam o espaço da nossa vida e falam mensagens que o inimigo ama sussurrar de novo e de novo em nossos ouvidos. São as mensagens interpretativas daqueles atualmente em nossa vida. Quando essas vozes são duras, abusivas e mentem sobre nosso valor e identidade em Cristo, elas são desagradáveis e corremos delas.
Essas vozes me atormentavam. Vozes abusivas do meu passado, mentiras do inimigo, e palavras dolorosas de crítica criaram essas mensagens de fracasso e autoaversão. Elas eram especialmente altas quando eu estava sozinho. Então, para escapar das vozes, fugia do silêncio. Mas eu precisava de silêncio para confrontar essas vozes, para contrapor as mentiras nas quais eu acreditava há muito tempo com a verdade do evangelho. Martyn Lloyd-Jones abordou de forma notável essas vozes no contexto da depressão:
O problema principal em toda essa questão da depressão espiritual é, em certo sentido, que permitimos que o nosso eu nos fale ao invés de conversar com o nosso eu. Estou apenas tentando ser deliberadamente paradoxal? Longe disso. Essa é a essência da sabedoria nesse assunto. Você já percebeu que a maior parte de sua infelicidade na vida se deve ao fato de estar ouvindo a si mesmo em vez de falar consigo mesmo?
O silêncio nos permite confrontar a realidade de que, quando ouvimos a nós mesmos, em vez de falarmos para nós mesmos, ouvimos com frequência palavras duras que esmagam nossa alma.
3. O silêncio nos ensina a ouvir
Fiquei profundamente perturbado ao descobrir que tinha sido pastor por tanto tempo e ainda assim permanecia um ouvinte ruim. Claro, eu escutava, mas era principalmente para preparar uma resposta. Eu precisava aprender a ouvir sem precisar responder – apenas para ouvir e ter empatia.
Ao abraçar o silêncio, percebi que estava aprendendo a ouvir. Eu ouvi sons ao meu redor que eu nunca havia notado antes. Eu me senti mais receptivo à Palavra de Deus. É incrível o que acontece quando você não está preocupado em tentar descobrir o que dizer ou fazer logo em seguida.
4. O silêncio testa nossa necessidade de ruído
Eu não tinha ideia de que “precisava” de barulho sempre que minha alma era atormentada em silêncio. O silêncio expõe a alma e testa o quanto dependemos do ruído para bloquear nossa dor. Esta é uma das muitas razões pelas quais todos nós precisamos de períodos de tempo longe do nosso telefone, e-mail, mídia social e todos os dispositivos eletrônicos que criam a fonte constante de ruído.
Os pastores não precisam fazer muito esforço para encontrar barulho e distração, mas o silêncio é outro assunto. Nós devemos lutar por isso. O silêncio nos desafia a enfrentar nossa dor e permitir que o evangelho penetre profundamente em nossas almas, onde encontramos a cura.
Abrace o silêncio
Enquanto estava em um retiro de silêncio, encontrei essas palavras (abrace o silêncio) em uma sala dedicada ao silêncio e à solitude:
A regra do silêncio foi considerada importante aqui, como um meio de garantir que não se desperdice essa preciosidade, mas exigindo um tempo de refrigério através da desaceleração e poucas conversas. As comunidades que respeitam o crescimento humano provavelmente precisam prever explicitamente a solitude, caso contrário, uma fonte potencial de enriquecimento é perdida.
Eu odiava o silêncio, mas aos poucos percebi que precisava fazer “provisão explícita para a solitude” em prol da minha alma.
Jesus nos libertou do poder do pecado, da vergonha e da morte e nos resgatou da ira de Deus que merecemos. É tudo pela graça. Nossa identidade está agora em Cristo e somos eternamente filhos adotados de Deus. Temos o Espírito Santo habitando em cada um de nós pela fé, tornando-nos mais parecidos com Jesus todos os dias. E, no entanto, muitos cristãos não conseguem sentir profundamente o poder da graça de Deus no evangelho.
Isso inclui pastores e foi assim comigo na maior parte do meu ministério.
O silêncio é uma ferramenta maravilhosa e um presente de Deus para trazer essa consciência. Abrace o silêncio como aquele bálsamo calmo e curador para a sua alma barulhenta e inquieta.


domingo, 10 de março de 2019

Permita-se errar!






...e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. Efésios 1.5-6

Gosto de falar sobre esse tema, pois por muito tempo fui um algoz de mim mesmo. Lembro de um artigo de revista que mostrou a vida do famoso cantor João Gilberto. Ele é conhecido pelo seu ouvido “absoluto” em matéria de música, mas extremamente exigente consigo mesmo. Muitos dos seus discos não são relançados porque ele acha defeito em todas as fases da produção. Nunca está bom. Um médico amigo seu, afirmou “minha impressão é que ele sofre da ‘síndrome do escrivão’, uma cobrança e perfeccionismo tão grandes que, quando vai tocar, sente até dor nas articulações”.

OS SINTOMAS

O perfeccionismo afeta muita gente e é a causa da infelicidade que atormenta suas vítimas. Não somos capazes de ser perfeitos. Talvez excelentes no que fazemos, mas longe da perfeição que os outros ou nós mesmos consideramos ideal. O perfeccionismo é a constante sensação de que nunca se consegue atingir o padrão desejado, nunca ser satisfeito naquilo que se propõe a fazer e que afeta tudo ao nosso redor, pois nada fica bom.

Como a pessoa jamais consegue atingir o que considera perfeito, experimenta-se uma sensação de auto depreciação e autodesprezo. Quando pegos em uma situação de surpresa, o sentimento de não ter desempenhado o papel ideal vem como um carcereiro. Afinal, “por que não fiz diferente? Por quê não falei a coisa certa para o meu chefe? Por quê não estudei direito? Por que não preguei aquele sermão como deveria?”. E aquela punição auto imposta se arrasta por dias a fio.

Alguns sinais podem mostrar se estamos reféns de sentimentos paralisantes que não nos deixa prosperar na área dos relacionamentos e da saúde mental. Um deles é a tirania dos deveres. A pessoa perfeccionista sempre achará que deveria ter feito melhor, que tem que melhorar ou que não foi muito bem. Além disso, se cobra constantemente por que seu empreendimento, sua igreja ou organização não está conforme sua expectativa, e a causa é sempre resulta em autocondenação. Girar a roda da vida constantemente é o seu trabalho e não se dá descanso por isto.

Outro sintoma do mal da exigente pessoa é a auto depreciação. Ela sempre achará não ser adequada para a tarefa que desempenha. Muitos outros com bem menos capacidade se consideram bem-sucedidos e vivem tranquilos com suas limitações, mas não o perfeccionista que é excelente em tudo, mas não se dá conta disso. Às vezes vamos um velório e ficamos admirados do tanto de gente que vão homenagear a bem-aventurada pessoa. Talvez se o perfeccionista pudesse ver o próprio velório ficaria surpreso por saber o quanto era admirado. Mas não precisa chegar a esse ponto, não é?

A ansiedade também assola a pessoa perfeccionista. Por esperar demais a aprovação dos outros, não consegue dar tempo ao tempo para que seu trabalho seja reconhecido pelos resultados. O perfeccionista é muito suscetível ao que as pessoas vão pensar dele e procura desesperadamente a aprovação alheia, o qual nunca vem de modo suficiente. Como não consegue aceitar a si mesmo e não tem convicção da aprovação do Pai celestial, se torna presa fácil das estimativas e opiniões acerca de si. É escravo dos cenhos franzidos do patrão, da esposa, do marido e dos amigos(as). Tenho um amigo que é tão certinho que nem consegue desligar o aplicativo de GPS sem pedir desculpas!

Além do mais, o perfeccionista é de difícil trato, pois só consegue observar nos outros o que fazem de errado, querendo corrigi-los o tempo todo. Ele não entende que ninguém muda ninguém, pois a pior forma de piorar alguém é tentar mudá-lo. Isso é trabalho do Espirito Santo. Se você quiser piorar alguém tímido, inseguro ou radical, tente muda-lo. Mas o perfeitão tenta!

A CURA

Os perfeccionistas foram programados de uma forma que se encheram de realidades imaginárias, ideias geniais, mas de realizações impossíveis, e de cobranças feitas a eles pelos seus antepassados. A cura começa a se instalar com a reprogramação da mente e de uma vida espiritual autêntica, baseada na aceitação incondicional por Deus através de Cristo. É encontrar a graça de Deus. Alguém disse que graça e o rosto que Deus tem quando olha para nossa imperfeição, nosso pecado, fraqueza e fracasso e nos chama para o Seu reino. Gosto de um autor que afirma Deus nos ama como somos e não como deveríamos ser.

Quando conhecemos o evangelho, aprendemos que toda a nossa aprovação deverá vir daquele a quem nos recebeu por sua inteira graça. A Bíblia diz que Deus nos aceita pela perfeição do Amado de Deus, Jesus. Ele cumpriu toda a justiça durante seus mais de trinta anos de perfeita obediência a tudo que o Pai ordenara. Ele fez isto por nós. Tendo realizado a obra que jamais poderíamos fazer, ele carregou a sentença da justiça divina e pagou nossa dívida acumulada. Agora ele está ressurreto, sentado à destra do Pai, intercedendo por nós.

Somente ao descansar em Cristo é que somos aptos para permanecer em pé com todos os nossos defeitos e imperfeições diante de um Deus tão perfeito. Jesus é a suficiência de Deus para a nossa deficiência. Tudo o que ele exigiu de nós Ele encontrou perfeição no Filho. Escondidos em Cristo, encontramos descanso para a nossa doença de querer ser perfeitos, podendo experimentar a liberdade de errar e não cair prostrados.

Errar e aceitar as próprias limitações é libertador. “Não sei mesmo”. “Não consigo mesmo”. “Sim, realmente ele/ela é melhor do que eu nessa área”. Desabafar como o Apóstolo Paulo: “miserável homem que sou...” (Romanos 7.24) mas descansar na fé curadora de que um dia realmente seremos perfeitos: Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade (1 Coríntios 15.53) Dê-se ao direito de falhar e saiba que disso faz parte o ser humano. Começar com essa consciência já é o primeiro passo em direção à cura.



Pr. Fábio Alcântara

domingo, 6 de janeiro de 2019

Mensagem às 7 Igrejas - 06 de Janeiro 2019




FILADÉLFIA

Texto Bíblico:

Apocalipse 3.7-13



Introdução

Um programa de Tv que gosto muito é “Desastres aéreos”.

Num desses episódios, um avião saindo de Marabá para Belém, em Setembro de 1989, foi achado despedaçado a mil quilômetros em direção contrária. O erro foi simples: ao interpretar a rota escrita 0270 que era para ser 0,27, foi programado para 270. O primeiro era para Norte e o segundo para Oeste. Como não acharam Belém, ficaram a sobrevoar a selva perdidos até que o combustível acabou.



FILADELFIA

Filadélfia (Atual Alashehir) significa amizade entre irmãos. Amor de irmãos.

Localizada ao lado de uma montanha 48 km a sudeste de Sardes, foi fundada por Átalo II, rei de Pérgamo.

Era um importante ponto comercial numa famosa estrada, chamada de “Postal Imperial” para as comunicações de correio.

 Paulo teve um ministério longo ali (Atos 19.10).

 Apesar do seu caráter local de comunidade do I século, essa é uma igreja que começa no século XVIII, quando o Santo e Verdadeiro decidiu abrir a porta do avivamento que se espalhou da Europa para o mundo. Foi uma época marcante do evangelismo mundial.

 Essas palavras iniciais de identificação são reminiscentes da linguagem que identifica Cristo em Apocalipse 1.18. Elas também invocam explicitamente a linguagem de Isaías 22.22, onde Eliaquim é identificado como o servo do Senhor a quem havia sido outorgada autoridade para administrar as chaves de acesso à casa de Davi.

O que Isaías profetizou acerca de Eliaquim prenunciava Jesus Cristo, que tem autoridade absoluta sobre a chave da casa de Deus e do reino eterno. Ninguém, seja judeu ou gentio, entra na casa de Deus ou tem lugar entre o povo de Deus a menos que Cristo lhe conceda acesso ou entrada.

 Com essas notáveis palavras de identificação ressoando em seus ouvidos, a carta se volta à promessa que Cristo estende à igreja em Filadélfia. Cristo “conhece” as obras dela. Ele está ciente de que a igreja em Filadélfia era, quando vista sob a perspectiva de números ou de prestígio social, uma igreja de “pouca força” (Apocalipse 3.8).

  

O CENTRO DA MENSAGEM – O ENGANO

Eis o que eu farei com alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que se declaram judeus e não são, mas mentem. Eis que farei com que venham até você, prostrem-se aos seus pés e reconheçam que eu amo você. (3.9)



Tomar cuidado com a mensagem falsa é o centro da palavra dada por Jesus Cristo. Os inimigos de Cristo se infiltram adulterando a mensagem o que pode causar uma grande confusão e levar o povo a um desastre, como no voo da Varig.



Iniquidade é, portanto: chamarem-no de Senhor, profetizarem, expulsarem demônios e fazerem muitos milagres em Seu nome, embora o Senhor jamais os tenha ordenado, porque nunca os conheceu. É falar em nome de Jesus sem a procuração dEle, para promover as causas humanistas. Isto é fraude e tem um preço em labaredas.



Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, chegando até a assentar-se no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus. 




O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que creem e conhecem a verdade. 




Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também. São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. 




Portanto, se disserem a vocês: “Eis que ele está no deserto!”, não vão lá. Ou, se disserem: “Eis que ele está no interior da casa!”, não acreditem. Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem.

Mateus 24.26-27

  

CONFIANÇA

Ao examinar a igreja de Filadélfia, o Senhor afirma alguns pontos chaves que precisamos ver aqui: Conheço as tuas obras - eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar - que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Apocalipse 3:8.

Jesus não só conhece as nossas obras, mas também as motivações que as movem. Ele sustenta que a porta escancarada da evangelização foi posta por Ele e que ninguém poderia trancá-la. Afirma ainda que esta igreja não é poderosa; na verdade ela é até impotente, mesmo assim, ficou firme na Palavra e não negou o Seu nome.

 No Reino de Deus, a fraqueza é o ponto de partida do poder do Altíssimo.

Aqueles que guardam a Palavra em seus corações têm a garantia de Deus, que também serão guardados no final das contas. Como ensinava o Rev. Vance Havner: "não há diabo nos dois primeiros capítulos da Bíblia, nem nos dois últimos. Graças a Deus por um livro que elimina o diabo"!

Que segurança é saber que Deus tem a Palavra capaz de banir o inimigo que apareceu no meio do processo.

 A fé evangélica é dada pela graça e sustentada através da Palavra.

O sacerdote no Antigo Testamento não podia usar roupa de lã. Não era para suar. Não poderia fazer esforço, para depender da obra de Deus.



PERSEVERANÇA

Filadélfia e Esmirna são as únicas igrejas que não sofreram censura da parte do Senhor, embora, nas duas, estejam fincadas as sinagogas de Satanás.

Isto nos faz crer que, onde houver antagonismo à fé, haverá uma maior consistência na via sacra da peregrinação espiritual.

Parece que a perseguição facilita à purificação.

 Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar.

1 Coríntios 10.13

 Ninguém deve temer a perseguição ou tribulação se tem convicção da presença de Jesus Cristo.

Benjamim Fernando já disse: "esmagar a igreja é como esmagar o átomo: a energia de alta qualidade é liberada em quantidades enormes e com efeitos miraculosos".

A perseguição é um dos sinais mais valiosos para o avanço do Evangelho. Sto. Agostinho também dizia: "os mártires foram presos, amarrados, açoitados, supliciados, queimados, torturados, rasgados, cortados - e multiplicaram-se".



Quando você estiver fraco, você está na melhor condição de depender de Deus. Quando nós recorremos aos nossos poderes, antes de recorrer ao poder de deus, o senhor vai financiar nosso enfraquecimento para que nós aprendamos a depender Dele. É a forma de Deus agir em nossas vidas.



FIDELIDADE

Todos odiarão vocês por minha causa; mas aquele que perseverar até o fim será salvo.  Marcos 13.13

 Fidelidade é ter todos os dias a face de Jesus Cristo olhando para a nossa.

 Você guardou a palavra da minha perseverança. Por isso, também eu o guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra. Venho sem demora. Conserve o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa.

Ao vencedor, farei com que seja uma coluna no santuário do meu Deus, e dali jamais sairá. Gravarei sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

Apocalipse 3.10-12



CONCLUSÃO

Filadélfia era uma igreja fiel, embora parecesse fraca e invisível aos olhos do mundo. Sua condição lhe deu o direito morar na Nova Jerusalém.

Conserve o que tem e receberá o grande premio da satisfação da vida.

Você está cuidando para não errar a rota?


 Pr Fabio Alcantara

sábado, 5 de janeiro de 2019

MEnsagem as 7 igrejas



Sardes

Texto Bíblico:

Apocalipse 3.1-6



Introdução

“FICO BONITO PORQUE SOU BONITO”

Cristiano Ronaldo, jogador imodesto, argumentando que, no caso dele, aparecer sempre impecável é capricho da natureza. Depois deu risada e relativizou: “é brincadeira!”.

Se há algo que o livro do Apocalipse nos ensina, é que as aparências enganam, que há mais do que os olhos podem ver e que as coisas nem são como parecem ser.

A desconexão entre como as coisas aparentam ser e como elas de fato são não é menos verdadeira no caso da carta de Jesus à igreja em Sardes.

SARDES

Situada numa acrópole (Local mais alto das antigas cidades gregas, que servia de cidadela e onde eventualmente se erguiam templos e palácios) que se ergue a 450 m acima da base do vale, a cidade (atual Sart), era praticamente inconquistável.

Por volta de 1200 a.C., ganhou destaque como a capital do reino da Lídia, hoje uma parte da Turquia.

Os lídios foram o primeiro povo antigo a cunhar regularmente moedas.

Sua principal atividade comercial era a colheita da lã, tingida e usada para fabricar roupas.

Sardes já foi descrita como “uma cidade com um passado áureo e uma segurança posta no lugar errado”. Ela possuía uma fortaleza cercada de três lados por uma imponente muralha, da qual se pensava ser tão impenetrável que a expressão “capturar a acrópole de Sardes” se tornou uma metáfora para alcançar o impossível.

Contudo, a cidade afinal caiu nas mãos dos persas, graças ao excesso de confiança e ao descuido de seus cidadãos, que deixaram de vigiá-la para protegê-la de potenciais calamidades.

O centro da mensagem

O âmago da repreensão de Jesus a essa igreja se encontra em Apocalipse 3.1, em que ele diz: “Tens nome de que vives e estás morto”. Embora a reputação de uma igreja na comunidade ao redor seja importante, nada é quando comparada à avaliação daquele “que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas” (3.1).

Segundo o nosso Senhor, que sonda o coração e prova a mente dos homens, a igreja em Sardes era muito mais saudável por fora do que por dentro. A repreensão de Jesus aos fariseus vem à mente: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mateus 23.27-28).

Diferentemente de suas observações às outras igrejas, Jesus não aponta nenhuma falta específica da parte dos crentes em Sardes.

Não há menção aos nicolaítas, aos balaamitas, à mulher chamada Jezabel ou a sinagogas de Satanás. Em vez disso, a igreja ouve que “o resto” está “para morrer” e que Cristo não tem “achado íntegras as [suas] obras na presença do meu Deus” (Apocalipse 3.2).

Força nas adversidades

Por mais irônico e contra intuitivo que possa parecer à primeira vista, a igreja geralmente é mais forte quando está diante de algum desafio específico (seja doutrinário ou moral); e o oposto também é verdadeiro: que a igreja está em gravíssimo perigo quando as águas estão mais calmas e quando a viagem parece mais tranquila.

Se os cristãos em Sardes estivessem enfrentando uma ameaça doutrinária específica como os efésios, então muito provavelmente eles teriam “[posto] à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os [achado] mentirosos” (2.2). Ou, se estivessem enfrentando um dilema moral concreto, eles, como os de Filadélfia, provavelmente teriam usado a “pouca força” que tivessem para não negar o nome de Jesus (3.8).

Mas, quando a vida da igreja parece seguir seu caminho usual, especialmente em uma cidade tida por impenetrável como Sardes, é muito fácil parar de observar, parar de proteger e parar de ser vigilante em guardar a igreja e o seu povo.

Em uma palavra, quando os lobos se vestem de ovelhas e Satanás parece um anjo de luz, de repente se torna muito tentador contentar-se com celeiros maiores, mais programas e a reputação de ser uma testemunha “vibrante” na comunidade. Em meio à fartura e num contexto de abundância, a presunçosa afirmação à alma – “tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te” – pode ser ouvida em muitos salões de igreja.

Pode alguém negar que essa mesma tentação assola as igrejas desta nação? Nós somos o grande homem do campus global, nossa “fortaleza” é tão invencível como a cidadela de Sardes e nossas megaigrejas estão se multiplicando quase tão rápido quanto nossos supermercados.

Mas será a força nossa maior fraqueza? Será que o perigo nos espreita por detrás de nossa suposta segurança? Será que nossa reputação de “vida” não é senão um fino verniz por trás do qual a morte esconde sua face?



No que precisamos ficar atentos

Com o estado de letargia

Talvez o maior desafio da igreja ocidental não seja a franca impiedade ou a perversão grosseira, mas sim um estado letárgico que nos faz entorpecidos e sem vida.

WESLEY DIZIA

– Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus.


Com a Vigilância

Talvez, em meio ao nosso conforto, nós tenhamos esquecido aquele que vem “como ladrão” na hora em que menos esperarmos (3.3).

Aqui a referencia não é com a segunda vinda de Cristo, mas à sua repentina vinda à igreja mão arrependida e morta para feri-la e destruí-la.


"Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha."


"Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam. 

Você anda brincando com a sua salvação eterna?
Gosto das fotos de Natal que a gente faz em família.

Alguns não estarão lá na próxima!


Com a condição de Pecado

Talvez precisemos parar de nos darmos tapinhas nas costas, dizendo “Paz! Paz” quando não há paz, e começar a buscar ser como aquelas “poucas pessoas” em Sardes “que não contaminaram as suas vestiduras”, que andarão de branco junto com Jesus, “pois são dignas” (3.4).


TOZER DIZIA

– O cristianismo de hoje não transforma as pessoas. Pelo contrário, está sendo transformado por elas. 

WESLEY

– A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão.