quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Incondicionalmente


Por tempos andei pensando no que se referia essa Palavra bíblica: “Quem nos separará do amor de Cristo?”  
O segredo fundamental de Jesus em relação a seus discípulos era seu respeito soberano pela dignidade deles. Eram pessoas, não brinquedos, funções ou ocasiões  para compensação pessoal. No relato que Lucas faz da Paixão,  ele observa que após a terceira negação de Pedro, Jesus, o Senhor, “voltou-se e olhou diretamente para Pedro..”. Naquele olhar, desvendou-se a realidade do reconhecimento. Pedro sabia que nenhum homem jamais o havia amado, nem nenhuma mulher jamais o amaria como Jesus. O Homem que ele havia confessado como o Cristo, o Filho do Deus vivo, olhou em seus olhos, viu ali o terror a transparecer, observou-o representar o drama do seu vício – o desejo doentio por segurança – e ainda assim o amou. O amor de Jesus por Pedro residia na aceitação completa e incondicional dele. Nós que tão automaticamente colocamos condições ao nosso amor (Se você me amasse de verdade, você...), deixamos de perceber que nosso amor é na verdade uma troca – não um amor incondicional. Agarramo-nos a um de nossos vícios para concluir a frase. A realidade precisa andar segundo as nossas expectativas!

Por isso, quando O negamos por causa das tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor, nada nos separa do Seu amor, porque não se baseia em nossa humanidade, mas na sua essência, que é poder e amor incondicional.

O amor, o cuidado e a fidelidade presentes em Jesus Cristo sempre estarão presentes, acima de qualquer circunstância. 

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