terça-feira, 20 de agosto de 2013

Devocional com Yancey - Edificadora


            Durante minha viagem pela Grã-Bretanha, para minha leitura matinal, levei comigo The Journal of John Wesley [O diário de John Wesley], um relato do dia a dia do incansável evangelizador. Ocorreu que, certas manhãs, eu lia sobre a visita de Wesley a uma cidade que eu iria visitar na noite do mesmo dia.
            Ah, mas que diferença! Eu viajava num carro confortável de uma cidade a outra e falava em eventos noturnos perante plateias amistosas que pagavam ingressos. John Wesley andava a cavalo, enfrentando chuva e neve, discursava quatro ou cinco vezes por dia diante de multidões enormes em campos abertos e enfrentava adversários enfurecidos.
            Terminei a leitura impressionado com a resistência física de Wesley, seu austero estilo de vida e sua devoção absoluta aos grupos de fiéis que surgiam por toda a Grã – Bretanha. Em contrapartida, não pude deixar de notar a falta de apreciação do autor pelas belezas que o cercavam e pelas riquezas culturais. Fixando um jardim florido, ele rapidamente objetivava: “Nada pode deleitar para sempre, a não ser o conhecimento e o amor de Deus”. Ele visitou uma das grandes casas históricas da Inglaterra e observou: “Como será breve o tempo até que esta própria casa, melhor, a terra inteira, termine destruída pelo fogo!”.
            Como vamos apreciar esta vida e suas dádivas de arte, beleza, música e amor, mesmo enquanto servimos aos pobres e armazenamos tesouros para o reino?
            Wesley certa vez enunciou o perigo da riqueza:
            Não vejo como possível, na natureza das coisas, que qualquer reavivamento religioso continue por muito tempo. Pois a religião deve produzir necessariamente indústria e frugalidade, e essas coisas só podem produzir riqueza. Mas, á medida que a riqueza aumenta, também aumenta o orgulho, a ira e o amor pelas coisas mundanas em todas as suas ramificações.
            Eu soube que, a continuarem as tendências atuais, não haverá mais metodismo na Inglaterra dentro de trinta anos. Meus pensamentos se voltaram para o meu país, o mais rico do mundo e, no entanto, pelo menos por agora, um dos mais religiosos. Que aprenderão os historiadores sobre a atual igreja americana daqui a duzentos anos? Uma citação de G. K. Chesterton me vem á mente: “É sempre fácil cair: há um número infinito de ângulo que levam alguém a cair, mas apenas um que o mantém de pé”.



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