quinta-feira, 23 de julho de 2015

Apontamentos...

Terminei de ler o livro de Phillip Yancey.
Sou admirador desse autor de incrível percepção Cristã.

Eis alguns apontamentos.


O amigo dos pecadores, mas sem pecado

Jesus era amigo dos pecadores. Ele elogiou um cobrador de impostos servil acima de um fariseu temente a Deus. A primeira pessoa a quem se revelou francamente como Messias foi uma mulher samaritana que tinha um passado de cinco casamentos fracassados e a ocasião vivia com outro homem.com seu último alento perdoou um ladrão que não teria nenhuma oportunidade de crescer espiritualmente

Observo admirado a combinação intransigente da gentileza de Jesus para com os pecadores com a sua hostilidade para com o pecado.

Atualmente muitos daqueles cristãos que condenavam veementemente a homossexualidade, que Jesus nem mencionou, desprezam seus mandamentos diretos contra o divórcio. Continuamos redefinindo o pecado e mudando a ênfase.

Cada vez mais, temo, a igreja é considerada inimiga dos pecadores.

Percebo, ao olhar para a vida de Jesus Cristo, como nos distanciamos do equilíbrio divino que ele estabeleceu para nós. Ouvindo sermões e lendo as obras da atual igreja, às vezes detecto mais de Constantino do que de Jesus. O homem de Nazaré era um amigo dos pecadores, mas sem pecado, um padrão que deveria nos convencer das duas coisas.

 

 

Retrato de Deus

George Buttrick, ex capelão de Harvard, lembra-se dos alunos que entravam em seu escritório, desabavam sobre uma cadeira e declaravam não crer em Deus. Buttrick costumava dar esta resposta que os desarmava: “sente-se e me diga em qu3 tipo de Deus você não crê. Talvez eu também não creia nesse Deus”.  E então ele falava acerca de Jesus Cristo, a correção para todas as nossas suposições acerca de Deus.

Jesus apresenta Deus com pele, o qual podemos pegar ou largar, amar ou desprezar. Nesse modelo visível, reduzido, podemos discernir as características de Deus com maior clareza. Martinho Lutero incentivou seus alunos a fugir do Deus oculto e a correr para Cristo, e agora sei por quê.

O Antigo Testamento destaca o imenso abismo entre Deus e a humanidade. Ele é supremo, onipotente transcendente e qualquer contato limitado com ele põe risco aos seres humanos. As instruções de adoração num livro como Levítico me fazem pensar num manual para lidar com material radioativo.

Os discípulos de Jesus Cristo cresceram num ambiente desses, nunca pronunciando o nome de Deus, agindo de acordo com o intricado código de purificação, obedecendo as exigências da lei mosaica. Eles tinham por certo, como em muitas outras religiões da época, que o culto tinha de incluir sacrifício: alguma coisa tinha que morrer. O Deus deles proibia sacrifício de seres humanos e, assim, no dia do festival de Jerusalém se enchia de balidos e mugidos de um quarto de milhão de animais destinados ao altar do templo. O barulho e o cheiro do sacrifício eram fortes lembretes sensoriais do grande abismo entre Deus e eles.

Dessa maneira, Jesus Cristo introduziu profundas alterações no modo pelo qual vemos a Deus. Principalmente trouxe Deus para mais perto. Para os judeus que conheciam um Deus distante, Jesus Cristo trouxe a mensagem de que Deus se importa com a relva dos campos, alimenta os pardais, conta os cabelos da cabeça de uma pessoa.

Para os judeus que não se atrevia a pronunciar o Nome, Jesus Cristo trouxe a chocante intimidade da palavra aramaica Aba. Era um termo de conhecido afeto familiar, onomatopeico como “papá”, a primeira palavra que muitas crianças dizem. Antes de Jesus, ninguém imaginaria aplicar tal palavra a Javé, o Senhor soberano do universo.

Enquanto Jesus pendia da cruz, aconteceu algo que pareceu selar a nova intimidade para a jovem igreja. Marcos registra que exatamente quando Jesus Cristo expirou, o “véu do templo se resgou em duas partes, de alto a baixo” (15.38).

Com demasiada frequência e facilidade esquecemos o que custou a Jesus obter para todos nós – gente comum – o acesso imediato à presença de Deus. Conhecemos Deus como Aba, o Pai amoroso, apenas por causa de Jesus Cristo.

E você? Já deixou ser amado por Deus, através de Jesus Cristo?

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