segunda-feira, 3 de maio de 2010

A graça não foi de graça para que haja graça!


LUCAS - NTLH
7.40 Jesus então disse ao fariseu: — Simão, tenho uma coisa para lhe dizer: — Fale, Mestre! — respondeu Simão.
7.41 Jesus disse: — Dois homens tinham uma dívida com um homem que costumava emprestar dinheiro. Um deles devia quinhentas moedas de prata, e o outro, cinqüenta,
7.42 mas nenhum dos dois podia pagar ao homem que havia emprestado. Então ele perdoou a dívida de cada um. Qual deles vai estimá-lo mais?
7.43 — Eu acho que é aquele que foi mais perdoado! — respondeu Simão. — Você está certo! — disse Jesus.
7.44 Então virou-se para a mulher e disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Quando entrei, você não me ofereceu água para lavar os pés, porém ela os lavou com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.
7.45 Você não me beijou quando cheguei; ela, porém, não pára de beijar os meus pés desde que entrei.
7.46 Você não pôs azeite perfumado na minha cabeça, porém ela derramou perfume nos meus pés.
7.47 Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado.

A graça é tudo. Só não é de graça. Os teólogos dizem que ela é “preveniente” (antecede a decisão e o esforço humanos), “eficaz” (o que Deus propõe e cumpre não falha), “irresistível” (o chamado é tal que o favorecido não consegue fazer-se de surdo) e “suficiente” (ela pode salvar perfeitamente os que se aproximam de Deus por meio de Cristo). Porém todos são obrigados a acreditar e a proclamar que a graça não é de graça.

A remoção do pecado e da culpa não é feita de qualquer modo. A tese multissecular é que “não havendo derramamento de sangue não há perdão de pecados” (Hb 9.22, NTLH). Nem na antiga aliança nem na nova. A graça, definida pelo teólogo Gerson Luís Linden como o “favor imerecido de Deus manifestado àqueles que mereciam apenas condenação”, custa um preço muito alto, como salienta o apóstolo Pedro:

“Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos de sua maneira vazia de viver, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e defeito” (1Pe 1.19).

A partir da leitura de Levítico, o terceiro livro da Bíblia, onde “os conceitos de pecado, sacrifício e expiação são usados no Novo Testamento para interpretar a morte de Cristo” (Bíblia de Estudos Genebra, p. 129), é fácil -- e até emocionante -- descobrir que a graça não é de graça.

De acordo com as cerimônias e os rituais estabelecidos por Deus e entregues ao povo de Israel, todos que quebrassem, propositalmente ou não, uma das leis do Senhor e fizessem o que é proibido teriam de oferecer um sacrifício pelo pecado. Não importava se o transgressor fosse um cidadão comum, alguém revestido de autoridade ou o próprio sumo sacerdote; não importava se fosse um indivíduo ou o povo todo (Lv 4.1-35) -- ninguém seria dispensado do sacrifício. Os ricos teriam de oferecer um bovino de grande porte; os de classe média, um caprino de pequeno porte; os pobres, duas aves: rolas ou pombos; e os que estivessem abaixo da linha de pobreza, apenas um quilo da melhor farinha (Lv 5.7-13).

Os sacrifícios servem para tirar o pecado e a culpa por ele deixada. As expressões “tirar pecados” e “tirar a culpa do pecado cometido” aparecem dezenas de vezes em Levítico e em Números. Esta última tem alguns sinônimos significativos: “Conseguir o perdão”, “ficar livre da culpa” ou “pagar a dívida” (Lv 4–6).

Se quebrar uma das leis do Senhor, a pessoa “ficará impura e também culpada” e “merecerá castigo” (5.1-2). Porém, se essa mesma pessoa confessar seu pecado e oferecer ao Senhor um animal “como sacrifício para tirar a culpa do pecado que cometeu”, ela “será perdoada” (4.31, 35; 5.10). As duas possibilidades são opostas entre si: em uma situação a pessoa fica impura e culpada; na outra, purificada e desculpada.

O processo do perdão começa com a consciência do pecado: “Se uma pessoa do povo, sem querer, quebrar uma das leis de Deus e for culpada de fazer aquilo que o Senhor proibiu, “logo que for avisada de que cometeu o pecado”, trará como sua oferta a Deus uma cabra sem defeito, para tirar o pecado que cometeu” (Lv 4.27-28, NTLH). Esse aviso de cometimento de pecado pode vir por meio da reação da consciência não cauterizada, de uma estranha tristeza interior, de alguma dor ou sofrimento, de orações não respondidas, da leitura ou exposição das Escrituras, da indicação de algum servo de Deus, da palavra acusatória do Espírito Santo ou por meio de alguma providência da misericórdia divina. J. I. Packer, no devocionário”, diz que Deus “continua odiando os pecados de seu povo e usa todo tipo de dor e aflição, interiores e exteriores, para desarraigar seus corações da transigência e da desobediência” (p. 81).

Moisés deixa claro que as tais “leis de Deus” exigem mais do que se supõe. A pessoa pode pecar e ofender a Deus “nos seguintes casos: se ficar com aquilo que alguém lhe entregou para guardar; se não devolver o que alguém deixou como garantia de pagamento de alguma dívida; se roubar alguma coisa de alguém; se usar de violência contra qualquer pessoa; se jurar que não achou um objeto perdido quando, de fato achou; ou se fizer contra alguém qualquer outra coisa parecida com estas” (Lv 6.2-3, NTLH). Para ficar livre da culpa de uma ou de todas essas faltas, o pecador, além de confessar e oferecer sacrifícios, deverá fazer os reparos necessários. No caso de alguma apropriação indébita, o culpado entregará à vítima “o valor total do que roubou, mais um quinto” (Lv 6.4-7).

Se todo o cerimonial for feito de acordo com as instruções, a oferta queimada produzirá “um cheiro agradável a Deus” (Lv 1.9, NTLH). Essa expressão aparece cerca de quinze vezes em Levítico e assinala o bom resultado do sacrifício e a desejada justificação do pecador.

Outra orientação significativa é dada por Moisés a Arão e seus descendentes: “O fogo do altar nunca se apagará; deverá ficar sempre aceso. Todas as manhãs, o sacerdote porá lenha no fogo, arrumará por cima a oferta que vai ser completamente queimada e queimará a gordura das ofertas de paz” (Lv 6.12, NTLH). A justiça de Deus precisa ser aplacada continuamente com o cheiro da oferta queimada e o pecador precisa estar continuamente seguro da sua justificação. A expiação é uma graça continuada.

O ser humano, em qualquer época, cultura ou lugar, está preso entre sua pecaminosidade e a santidade de Deus. Ele é absolutamente pecador e Deus é absolutamente santo. Por essa razão, ele depende exclusivamente da graça de Deus para ter comunhão com ele, se livrar do pecado, conseguir perdão, ter suas dívidas pagas, para não arder no Geena, onde o fogo também não se apaga (Mc 9.13-44). Essa graça existe, mas não é de graça. Ela custou a vida, não de um cordeiro qualquer, mas do Cordeiro de Deus, que “tira o pecado do mundo” João 1.29



Introdução
Alegria completa acontece quando um indigente endividado recebe comida, dinheiro, perdão das suas dívidas e dos seus pecados. Assim devem ser aqueles que se chegam a Jesus!


Desenvolvimento
A mulher era uma pessoa completamente perdida. Segundo as Escrituras relatavam em Levitico, seriam tantos sacrifícios que ela não mais daria conta de ser salva!
Mas conheceu Jesus e recebeu perdão dos seus pecados, sendo aceita incondicionalmente por Ele. Ao usar um precioso óleo, demonstra um profundo amor e gratidão a alguém que tanto lhe amou.



1)- O evangelho significa amor incondicional
7.40 Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre.
7.41 Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta.
7.42 Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?
7.43 Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem.


O resultado prático na nossa vida do amor de Jesus é a alegria de um amor incondicional dado a nós. Quando temos o conhecimento de que nada existe em nós que seja capaz de satisfazer a Deus e que Ele mesmo providenciou o caminho que nos levaria a Ele, encontramos paz. Cessa toda a busca.
Ninguém precisaria buscar aceitação dos outros se tivesse certeza da sua aceitação incondicional pela graça de Deus em Cristo Jesus. Nele, foi providenciado nossa morte também. O evangelho é a boa noticia da morte da velha natureza escrava do orgulho e um descontente nato, mas que foi sentenciado na cruz com Cristo. Quando Ele morreu, nós também morremos juntamente com Ele.
Ao enxugar com os cabelos os pés de Jesus, a mulher demonstra total rendição a Jesus.



2)- A aceitação de Jesus gera uma alegria impossível de ser explicada
7.42 Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?
7.43 Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem.
7.47 Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado.


A História contada por Jesus ilustra a causa da adoração de um pecador. O perdão de uma divida impagável gera uma alegria impossível de ser explicada.
Jesus apreciou a analise daquele fariseu, uma vez que ele havia percebido que há um maior perdão para aquele que tem uma maior dívida. Isto pode muito bem significar que o maior pecador perdoado será sempre o mais agradecido dos adoradores. Ou seja, quando mais consciência da grandiosidade e gravidade do pecado, mais gratidão pelo perdão dos seus pecados e mais alegria na adoração.
Quando maior for o refresco da divida, maior será a celebração daquele que recebeu a absolvição e maior será a festa! Aquele que se reconhece o maior pecador é, na verdade o mais convicto adorador agradecido. Aquela mulher pecadora indigna sabia se derramar em adoração diante dos pés do Senhor, porque conhecia bem a grandeza e gravidade do seu pecado, alem de reconhecer a extraordinária magnitude do perdão divino.



3)- O Pouco perdoado, pouco ama
Jesus destaca bem as atitudes da mulher que muito amou pelos seus pecados perdoados. A primeira delas é a honra.

7.44 Então virou-se para a mulher e disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Quando entrei, você não me ofereceu água para lavar os pés, porém ela os lavou com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.
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A pecadora honrou a Jesus demonstrando os cuidados pelos pés do servo de Deus. Lavar os pés era questão de honra. O Fariseu nem se importou com isto, antes se preocupava com sua própria celebridade, usando a pessoa de Jesus.
Devemos honrar a Jesus com a nossa vida. Como estamos adorando ao Senhor? Está sendo fruto de uma vida perdoada e presenteada com a vida abundante e eterna?

A pecadora demonstrou gratidão.
7.45 Você não me beijou quando cheguei; ela, porém, não pára de beijar os meus pés desde que entrei.
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O beijo é questão de gratidão profunda. Ela não parava de beijar os pés de Jesus. Ele havia de falar que onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado. Os discípulos;as de Jesus são muito amorosos em relação ao seu Senhor. Você é assim? Tem beijado constantemente a Jesus com a sua vida o ela já se tornou sem sentido?

A pecadora demonstrou que Ele se tornara Senhor da sua vida daquele dia em diante.
7.46 Você não pôs azeite perfumado na minha cabeça, porém ela derramou perfume nos meus pés.
Ungir a cabeça de alguém significa entregar sua vida. Você não se pertence mais, mas àquele que lhe comprou com sangue precioso. Outro dia me referi ao Pastor Luciano dizendo que muitos querem ser felizes, mas não fiéis. Esta semana, conversando com um querido missionário que deixara conforto nos EUA para servir no Brasil, e disse a mesma coisa: Jesus não nos chamou para termos conforto, mas para segui-Lo.
Para seguirmos ao mestre precisamos ser motivados pelo perdão e amor incondicional e deixa-lo ser nosso Senhor de fato.não nos pertencemos mais. Diz a Palavra:

2 Coríntios
5.15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Deus nos convida para vivermos numa constante celebração de gratidão.
Há festa na casa do perdoado, mas há muito PROCON na casa do fariseu religioso. Este é uma pessoa pobre no espírito da adoração, mas rica nos relatos de recriminação.
Jesus já viveu o luto por nós. Agora Ele nos pede festa.
Você vive como um perdoado?

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