sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Mais um Capítulo do Livro TARA NA BALANÇA... reflexões


O Caminho do Senhor

O Senhorio de Jesus Cristo

Vemos no texto de Atos 18.25 que Apolo era instruído no caminho do Senhor. Esse é um ponto positivo, mesmo sendo impreciso no caminho de Deus. Mas será que ele conhecia mesmo o senhorio de Jesus Cristo?

O domínio absoluto do Senhor é uma questão de difícil aceitação. Os discípulos de Jesus tiveram problemas com o seu consentimento do seu senhorio em várias ocasiões, como a travessia do mar da galiléia (Lucas 8.24-35).

Ele havia dado uma ordem e sabia que era irrevogável. Nada neste universo, criado pelo poder da sua palavra, teria condições de impedir o cumprimento desse comando. Aquele barco não tinha opção: ou passava para a outra margem ou não havia margem para naufragar. Por isso, a ensaboada nos discípulos. Como podiam ser incrédulos diante das palavras do Senhor do mundo?

O novo testamento faz referencias a Jesus Cristo como Salvador aproximadamente vinte vezes; como Mestre, cerca de sessenta e quatro vezes; mas ele é considerado como Senhor em mais de seiscentas e cinquenta ocasiões. Com certeza, Jesus Cristo é o único Salvador desse mundo e o Mestre dos mestres por excelência.

 

Jesus Cristo era servo por excelência

Ele é o senhor da criação que se encarnou como servo sofredor, sem, contudo, perder a sua natureza de dono universal do cosmos. Ele serviu com elegância sem murmurar ou se condoer. A mentalidade de um escravo se percebe pelo gemido. As lamentações e exigências são marcas de um estilo lamuriento de vassalagem, corrompido pela inveja da excelência, e que sempre acaba com a celebração da festa. Escravo não festeja, escravo murmura, reclama e critica. Por outro lado, o louvor faz parte da linguagem dos servos que não deixam se dominar pelos sentimentos de grandeza.

O serviço no cristianismo não é uma preferência pessoal, mas um atributo decorrente do seu Senhor. Se a atitude do Senhor está inclinada para servir, nenhum dos seus servos pode se omitir nesse mister. Ser um servo legitimo do Senhor Jesus Cristo é ser um obediente amo do serviço em favor daqueles que ele tanto ama. ( João 13.13-15)

Aquele que se encontra sob o senhorio de Cristo tem grande alegria em servir as pessoas a quem o Senhor lhe tem designado. Não há vida cristã sem serviço e não existe serviço cristão sem a alegria de servir sob a autoridade de Cristo. Já que Ele é o único senhor, todo o serviço dos seus servos deve ser executado pelo deleite de obedecer as determinações daquele que tem a preferência em suas vidas.

Quem nãos erve ao seu Senhor por amor, não serve por inteiro. Um serviço feito por constrangimento é uma labuta azucrinante que não vale a pena. Muitos obreiros na igreja fazem o seu serviço apenas por dever, por isso vivem insatisfeitos a resmungar de suas tarefas.

 

Os verdadeiros nascidos de novo obedecem

Há muitos que até chamam Jesus de Senhor, mas não lhe obedecem. Jesus Cristo não será realmente o Senhor na vida da Igreja se os seus discípulos não corresponderem, na prática, àquilo que eles dizem nas suas confissões.  (Mateus 7.21)

Se o Senhor Jesus Cristo não é o dono e governante da sua vida, você de fato não é um cristão. Richard Baxter dizia que uma pessoa cheia de si jamais poderá pregar verdadeiramente o Cristo que se esvaziou de si mesmo.  Precisamos urgentemente de um quebrantamento promovido pelo Espírito Santo no seio da Igreja contemporânea, a fim de estabelecer a postura legitima da verdadeira submissão ao senhorio de Cristo na vida de cada membro do rebanho do Senhor. Sem essa mudança de mentalidade, fica impossível a comunhão saudável dos membros da igreja e muito complicada a sua unidade.

Por isso mesmo é necessário um batismo na morte de Cristo, para que a vida de Cristo se manifeste soberana no convívio da igreja. Somente aqueles que, pela graça de Deus, foram batizados no sacrifício do Senhor Jesus Cristo podem manifestar a vida de Cristo diariamente no seu modo de viver.

Por isso ninguém pode exercer um serviço fidedigno em seu ministério, com a manifestação dos verdadeiros dons espirituais, sem primeiro experimentar o governo de Cristo em sua vida como seu único Senhor.

 

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