segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CArgas pesadas 3

Como é possível a remoção dos fardos?
Quando abandonamos a religião da Felicidade
Tiago
1.12 Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.

A felicidade bíblica tem pouco a ver com o culto a si mesmo que encontramos no mundo. O que temos hoje é um modelo de contos de fada e das novelas da Globo com happy end. Mas ninguém conta o que virá depois do último capítulo.

Algumas vezes as pessoas que servem a Deus vivem com um “contrato de fé” não declarado. Por darem tempo e energia no trabalho para Deus, pensam que merecem um tratamento especial em troca. Mas descobrem que a vida é a mesma para todos, com suas dificuldades e crises.
Phillip Yancey conta sobre seu amigo Douglas. Ele vive em muitos aspectos uma experiência de Jó, experimentando o fracasso de um ministério, a morte de sua esposa por câncer, e ferimentos impostos a ele e seu filho por um motorista bêbado. Entretanto, Douglas aconselha: “Não confunda Deus com a vida.”
O seu segredo estava em lançar sobre Jesus toda a ansiedade que torna nossas vidas insuportáveis se não forem lançados sobre os ombros do mais forte.
Ouse confiar.

Felicidade Bíblica é Cristo em nós, a esperança da glória de Deus (Colossenses 1.27). Em cada página do Novo Testamento encontramos servos e servas entregando suas vidas por saber que a vida eterna estaria mais próxima. O apóstolo Paulo dizia categoricamente que o viver era ter Cristo e o morrer seria lucro (Filipenses 1.21).

Uma das maneiras mais eficazes de não sermos felizes é insistir em sermos felizes a qualquer custo. A religião da felicidade é uma religião cruel e talvez a melhor maneira de não enlouquecer esteja em não nos importar muito de enlouquecermos!

Existem muitas pessoas com vergonha de confessar sua dor, por medo de mostrar sua “fraqueza na fé”. O fardo se torna insuportável. A Bíblia diz que os discípulos não estão isentos da dor:

Mateus
10.22 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.

Hebreus
12.7 É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?


Porém a promessa da presença do Senhor é constante:

Hebreus
13.5 Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.
13.6 Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?
13.7 Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.
13.8 Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.

Ser feliz conforme este mundo e a religião centrada no homem é um fardo pesadíssimo. Crer e confiar na presença constante do Senhor é uma libertação dos fardos pesados que nos leva a confiar irrestritamente no nosso Pai.

Brennan Manning afirma:
Em meio aos eventos trágicos que nos deixam destituídos de qualquer possibilidade de entender as coiss, a confiança não exige explicações, mas volta-se para Aquele que prometeu: “não vos deixarei órfãos” (Jo 14.18). em face da pressão da necessidade de respostas e soluções para os problemas da vida – respostas que não nos chegam rapidamente – a confiança na sabedoria e no poder de Jesus Cristo sabe como esperar.

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