quarta-feira, 30 de março de 2016

Buscando O que morreu entre os vivos!


Por que buscais entre os mortos ao que vive? Lucas 24.5.

As melhores notícias que o mundo já ouviu vieram de um túmulo. A história da Páscoa não termina numa noite de velório, mas na celebração de uma madrugada jubilosa. Jesus nunca oficiou um funeral, nem deixou margem para que fossem visitar o seu corpo na sepultura. A vida espiritual autêntica do Senhor Jesus não estaciona em cemitério nem corteja defunto. Não há visita de finados.

Maria havia chegado à conclusão do roubo do corpo de Jesus. Pedro e João tiveram uma revelação diferente, promovida pelas palavras que o Senhor havia dito sobre sua ressurreição, e que eles lembraram no instante em que viram o túmulo vazio. Um detalhe revelador que João testemunhara: o lenço que havia sido usado para cobrir a cabeça de Jesus não estava com o restante dos panos que envolveram seu corpo, mas estava enrolado à parte. ...e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto com os lençóis, mas estava enrolada ali ao lado. (João 20.7) Como afirma Eugene Peterson, com a inteligência de um detetive, João deduz que roubo era algo fora de cogitação.

As religiões humanas falam dos seus líderes como homens que estiveram vivos, mas estão mortos, porém o Evangelho anuncia um Cristo que esteve morto e está vivo. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. Apocalipse 1.17-18. Não temos túmulo sagrado em nosso culto, porque não temos cadáver. Nosso Evangelho não termina na morte, mas em vitória; não em túmulos, mas em triunfo. O cristianismo começa onde a religião termina – com a ressurreição. O Evangelho não glorifica o moribundo, como em outras religiões, mas elogia aquele que vive.

O cristianismo é essencialmente a pregação da mensagem viva da esperança que brota de um túmulo vazio. W. Robertson Nicoli disse que o túmulo vazio de Cristo foi o berço da igreja. Enquanto o velho judaísmo ocultava um cadáver no crepúsculo do seu penúltimo dia semanal, a fim de cumprir um descanso sabático engessado no legalismo, o novo cristianismo despontava na alvorada do primeiro dia, com a notícia radiante de um túmulo desabitado. O símbolo de nossa fé é uma cruz vazia e uma sepultura desocupada. A morte de Jesus e a sua ressurreição são as verdades centrais da história da igreja.

Não podemos explicar o surgimento da igreja sem a cruz onde Jesus morreu, para nos levar a morrer juntamente com Ele, e sem a ressurreição de onde recebemos a nova vida. Os Evangelhos não explicam a ressurreição; todavia, a ressurreição explica os Evangelhos e a nossa experiência de salvação. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. 1 Pedro 1.3. Nós somos salvos pela vida ressuscitada de Cristo. Por isso que a Bíblia diz que sem ressurreição, não há salvação do pecador E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados (1 Coríntios 15.17).

A grande comunicação da fé cristã se baseia no fato singular da ressurreição de Cristo. Fulton Sheen disse certa ocasião: Satanás pode aparecer com vários disfarces como Cristo, e, no fim do mundo, apresentar-se-á como benfeitor e filantropo; mas Satanás jamais poderá aparecer com as cicatrizes nas mãos. Há muitas fórmulas de falsificação e imitação no cristianismo. O amor dissimulado e a humildade fingida são bons exemplos. Há fraudes tão perfeitas que são capazes de enganar os melhores peritos. Mas ninguém poderá imprimir as feridas da cruz em seu próprio corpo ou remendar as marcas do Calvário no corpo vivo do Cristo ressuscitado.

Com isto. sem uma revelação especial e salvadora – a revelação que se centraliza no Senhor Jesus Cristo – não iremos conhecer a Deus nem poderemos conhecê-lo. Só o Espírito pode nos revelar o real senhorio de Cristo. O Senhor que deixou vago seu túmulo não deixou vago seu trono. Jesus não pode ser nosso Salvador, a não ser que seja primeiramente nosso Senhor. Se Aquele que ressuscitou é de fato teu Senhor, sua presença está para a tua vida como a lua está para a maré. Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Atos 2.36. Ora, se Cristo não é o seu Senhor, Ele também não é o seu Salvador. Não dá nenhum valor a Cristo quem não lhe dá valor acima de tudo, como seu Senhor.

Se a morte não pode manter a história de Cristo refém de um cadáver nem aprisioná-lo no fundo de um túmulo, tão pouco o desânimo poderá sepultar a esperança daqueles que se apoiam no poder de Cristo ressuscitado. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 1 Coríntios 15.19. Se Deus está interessado em contabilizar os fios de cabelo de seu povo, certamente ele preservará suas cabeças com uma mentalidade de esperança, capaz de modificar as duras crises. Todas as bênçãos que Deus tem reservado para o ser humano encontram-se depositadas na pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Qualquer pássaro pode cantar em um dia ensolarado, mas o canto de esperança pertence a uma espécie rara de fé, que sempre surge em meio às nuvens escuras da tempestade. Muitos costumam dizer: Hoje não tem sol. Mas isto não é verdade. Hoje o sol está encoberto; mesmo assim, a esperança vislumbra a sua luz, até diante das densas camadas. No coração do crente nunca se apaga a esperança da vitória, pois ele sabe que o berço da nova vida foi um túmulo frio da morte. Assim, não há tempo perdido em esperar, quando esperamos no Senhor ressuscitado. Os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Atos 4.33.

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