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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Esperar no Senhor...


Salmo 27.14 Confie no SENHOR.  Tenha fé e coragem. Confie em Deus, o SENHOR.

 

Uma das posturas mais difíceis que existe na vida do cristão é a espera com oração e pequenos movimentos de fé. Esperar não é fácil. Queremos mesmo é sair fazendo, dando nosso jeitinho, alimentando nossa ansiedade com uma pecaminosa celeridade da vida.

Nossa carne deseja mesmo: Converter os religiosos que estão à nossa frente, ao invés de esperar o Espírito agir na sua forma mansa de amolecer a pedra dura, assim como o tempo faz com as duras rochas; alimentar o desejo de vingança com aqueles que perseverantemente desejam nosso mal; sair impondo nosso jeito de administrar as coisas, impedindo que as pessoas amadureçam durante os erros que cometem; e que possam nos mostrar uma possibilidade de que não estávamos tão certos assim; resolvendo as situações difíceis do nosso jeito para interromper nosso sofrimento egoista. Afinal queremos estar no sofá, sem problemas à nossa volta que nos atrapalhem o bem estar. Sair desesperadamente atrás do povo da igreja com suas necessidades infinitas, na tentativa de manter o sistema girando, numa escravidão eterna de um ciclo mercadológico, mundanizado, deixando o povo ditar a vida do ministro, assim como Moisés fora encontrado por Jetro, em total estado de torpeza emocional.

Esperar não é fácil. É atitude de fé. Uma das mais difíceis matérias do cristão, que ganhou a eternidade, mas não se deu conta dela. Quem adquire essa dádiva, perdeu a pressa. Marchar, e fazê-lo rapidamente é muito mais fácil para os guerreiros do Senhor do que esperar pela voz de comando e permanecendo parado.

O que fazer então? Atormentar-se pelo desespero? Recuar com covardia? Virar à direita com medo? O precipitar-se na presunção? Não. Simplesmente esperar. E esperar com oração. Clamando a Deus e desdobrar o caso diante Dele.

Em dilemas entre um dever e outro, é doce ser humilde como uma criança e esperar pelo Senhor com simplicidade de alma. Espere em fé. Expresse sua firme confiança nEle, pois a espera sem fé é um insulto ao Senhor. Espere com paciência apaziguada, sem rebelar-se por estar em aflição.

Spurgeon ensina a orar: Agora Senhor, não mais a minha vontade, mas a Tua vontade seja feita. Eu não sei o que fazer, mas esperarei até que o Senhor libere o rio, mova a nuvem ou que os inimigos recuem. Esperarei até que o Senhor me faça esperar por muitos dias, pois meu coração está fixado somente no Senhor, e meu espirito espera na convicção plena de que serão minha alegria e minha salvação, meu refúgio e minha fortaleza.

Pr. Fábio Alcântara

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O cansaço do servo e serva de Deus

Como são preciosas as devocionais que homens e mulheres de Deus deixam para nós. E certamente o Senhor os usa para perpetuar a experiencia. Hoje acordei e fui surpreendido pela devocional de Christopher Shaw:

"É um aprendizado bastante útil para cada ministro/a reconhecer que nao somos nós a mover as coisas do Reino. É pelo agir de Deus que se produz vida abundante. Quando um líder chega à profunda convicção de que "se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que nela edificam", encontra-se assim em ótimas condiçãoes de participar dos projetos de Deus. Terá deixado de confiar em suas proprias habilidades, paixões e impulsos para colocar toda a sua confiança em seu Pai celestial. Este sim é um modo desejável".

Sim. Façamos isto. A fé descansa, e nao fica se batendo de um lado para o outro. Se você tem paz consigo, com as pessoas e com Cristo, treine seu espírito a descansar no Senhor e não andar de tanque vazio no ministério.

Graça e Paz!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Respostas a algumas perguntas feitas a mim


1-      Percebe-se em nossos dias , que a visão e os sonhos românticos de uma vida de "sucesso ministerial " dão muitas vezes lugar à frustração, ao cansaço, a ira, à tristeza, à amargura , ao desapontamento, desanimo,  depressão, auto comiseração, crise de identidade pastoral  e consequentemente abandono do ministério.  A que o Senhor atribui isso ? Explique:

 

Atribuo isso à pressão que tomou conta do meio Eclesíastico, face às igreja Neo Pentecostais com seu crescimento numérico baseado na lógica mercantilista.

Mesmo que muitas denominações, como a nossa, não faça pressão por resultados, o Pastor/a fica cercado pela mentalidade de sucesso ministerial.

Isto causa o sentimento de inutilidade e de fracasso.

Se não houver um firme posicionamento na fé e uma vocação ministerial sincera, os sintomas de doença emocional certamente acometerá o obreiro/a.

O remédio está em ter uma consciência tranquila diante de si mesmo, de Deus e das pessoas. Prosseguir no chamado e manter-se num estilo de vida simples e desapegado, sabendo que é chegado o Reino de Deus.

 

2-      O que você entende por sucesso pastoral ?

Sucesso Pastoral é exercer honestamente o chamado feito por Deus, ensinando o Evangelho, independente da mentalidade mercadológica que infestou o meio cristão.

 

3-      Pastorear uma igreja com uma quantidade expressiva de membros, possuir um bom carro, morar bem, ter um excelente plano de saúde , pode ser considerado como um ministério pastoral bem sucedido ?  Porque?

De forma nenhuma. Porque se isto se transformar num fim em si mesmo, tal Pastor/a sucumbirá no vazio existencial da sua vocação.

 

4-      A influência  pós moderna, sugere uma figura pastoral orientada pelo mercado e pelo marketing. O que você acha disso?

Um desvio do chamado, conforme mencionei acima.

 

5-      Parece que o título " pastor está desgastado ", como o Senhor  percebe isso ?

A falta de credibilidade e relevância na sociedade tem dificultado a imagem pastoral. Está desgastada a imagem da figura Pastoral porque a Igreja em si não tem mais formado pessoas com responsabilidade. Ser convertido a Cristo não faz de alguém um Pastor com suas responsabilidades éticas e morais que dão crédito a uma pessoa. Hoje os/as Pastores/as mais se parecem com animadores de auditório do que pessoas formadoras de caráter e opinião.

Uma palhinha do livro PEGADAS DE LOBO NA PORTEIRA: “Antes de Deus usar uma pessoa como ministro do evangelho, ele precisa transformar essa pessoa em uma nova criatura, pelo milagre do novo nascimento, através da sua morte e ressurreição juntamente com Cristo (p.88). Não confunda o novo nascimento produzido pelo Espírito Santo com a aceitação de Jesus patrocinada pelo espírito humano, que busca resultados estatísticos para encher igrejas”.

6-      Títulos ,  mestre,  administrador, psicólogo, sociólogo, e bacharel nas mais diversas áreas,  doutor,  pós doutor , apóstolo,  etc... Em que isso relaciona-se com sucesso pastoral ?  Explique seu ponto de vista ?

Explica-se pela necessidade de uma pessoa miúda de espírito agregar títulos para afirmar-se como grande diante dos outros.

7-      Em sua opinião o que é preciso para desenvolver um ministério relevante, saudável e duradouro ? Que conselhos o Senhor  daria a pastores que estão iniciando o ministério hoje ?

Um ministério duradouro vêm da perseverança e constância no trabalho, confiando totalmente no Deus da obra.

Meu conselho é que cada um seja simples e faça tudo conforme suas forças, sem mensurar o sucesso do seu trabalho com resultados visíveis. E que se envolvam pouco com os negócios deste mundo, evitando levar uma vida que não condiz com sua realidade. Mas, conforme lhe foi dado nas circunstâncias favoráveis, que aprendam de tudo, sem preguiça para ser relevante, evitando as 3 tentações do ministério: brilhar, queixar-se e a tentação de descansar demais (conf Pr. Glênio diz no livro, pág. 29)

 

8- O Senhor se considera um pastor  bem sucedido ? Explique:

Muito bem sucedido.

Porque tenho a consciência tranquila com Deus, comigo e com os que me cercam, de que faço o trabalho pastoral com zelo e responsabilidade.

 

sábado, 30 de julho de 2016

autoimagem

È terrível a preocupação com a nossa visibilidade, a nossa imagem pessoal perante os outros!

Pr. Glênio

quinta-feira, 21 de julho de 2016

para meditar





GOSTEI MUITO DA PUBLICAÇÃO DO MEU AMIGO GABA.


Assim era a música para meu pai. Mais do que uma profissão, a música era uma forma de exercer sua vocação. Era difícil saber quando ele estava trabalhando e quando ele estava se divertindo. Passava horas tocando sua gaitinha e o fazia pelo simples prazer de tocar. Dedicava boa parte do seu tempo compondo, ensaiando e gravando. Mas não tinha grandes pretensões, pois o sucesso para... ele não era medido pelo número de cópias vendidas, mas pelo tempo que podia dedicar fazendo o que mais amava e pelo prazer do privilégio de contribuir com o progresso vocal e artístico de seus alunos.
Mais do que uma fonte de renda, a música era (e continua sendo) um canal de expressão da sua fé. Suas convicções de fé em Jesus Cristo estão impressas nas letras de suas composições. E elas atingem corações e transformam vidas. Ele cantava o que vivia, vivia o que cantava.
Mais do que melodias e arranjos, a música era uma forma de contar sua própria história de superação. Meu pai não teve vida fácil, pelo contrário, experimentou momentos de rejeição, passou por dificuldades financeiras, sofreu frustrações profissionais, batalhou contra enfermidades e vivenciou conflitos familiares. Apesar de sofrer nos dias maus, ele não se abatia. Deixava o que passou para trás e olhava à frente o caminho à conquistar, sempre com alegre coração e com sua confiança depositada em Deus.
E Deus o honrou, pois curou as enfermidades da sua casa, transformou a sua vida e a vida dos seus filhos. Deus lhe concedeu o privilégio de poder exercer sua vocação com alegria, testemunhar da sua fé e promover transformação de vidas.
Aqueles que se relacionaram com ele e o aceitaram como ele era, tiveram a oportunidade de admirar, respeitar e amar esse ser humano incrível.
Ele se foi e deixa um vazio em nossos corações. Mas também deixa um legado de superação, autenticidade, simpatia e fé, testemunhado através de sua vida, evidenciado em sua despedida e eternizado em suas canções.
Pai,
Sentiremos tua falta. Lembraremos de você sempre com muito carinho.
Você tem a nossa admiração, o nosso respeito e o nosso amor.
Seus filhos,
Guilherme, Gabriel, Francielle, Evelyn

“Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia da sua vida.” - [Confúcio]

domingo, 5 de junho de 2016

Mensagem deste Domingo, 05


Lambendo veneno – a raiz da amargura
Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. Tomem cuidado para que ninguém abandone a graça de Deus. Cuidado, para que ninguém se torne como uma planta amarga que cresce e prejudica muita gente com o seu veneno. Hebreus 12.14-15
Deus, nosso Pai, nos tornou filhos. Ele tirou o pecado de nós, tirou o coração velho para colocar o Seu Espírito para governar nossa vida. Devemos ter muito cuidado e verificar se estamos de fato vivendo como um filho do Altíssimo. Tal pai, tal filho. Não se engane: sua conduta define sua filiação. Vocês são filhos do Diabo e querem fazer o que o pai de vocês quer. Desde a criação do mundo ele foi assassino e nunca esteve do lado da verdade porque nele não existe verdade. Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras. João 8.44
Os filhos/as de Deus são o oposto. Não pode haver mentira nem espirito assassino, pois não pode haver dois sentimentos saindo do mesmo coração. Ou ama ou odeia. Odiar e amar ao mesmo tempo, são Características dos filhos bipolares do inferno, cujo pai está ditando sua conduta. Não existem bipolares no mundo dos renascidos. Aquele que nasceu de novo não tem o costume de lamber o veneno que o pecado produz: o ódio e a amargura.
Neste mundo damos muitas trombadas. Afinal somos todos diferentes e repletos de interesses próprios. Quando o outro não corresponde nossas expectativas, ficamos extremamente machucados pois o ego intocado por Deus está cheio de si e não permite a liberdade alheia. Quem experimentou o amor de Deus jamais prende alguém em sua cadeia amargosa, pois reflete o mesmo amor experimentado. Uma pessoa de espirito liberto sempre promoverá a libertação do outro.
Para sermos libertos da amargura precisamos experimentar a obra da cruz, pois sem isso, o amargurado se torna carcereiro. Uma pessoa magoada corre um grande risco de tornar-se profundamente amargurada em seu íntimo, ainda que na aparência pareça sem sintoma. Gente amargosa é gente de dificílima convivência. Os amargurados são pessoas capazes de golpear, envenenar e adoecer gerações inteiras, com os mesmos sintomas amargosos que lhe amarguraram a alma. O convívio com pessoas amargas é um meio de contágio da amargura em nossas vidas. O ácido mais destrutivo no mundo encontra-se em uma alma amarga. Mas Jesus Cristo veio ao mundo para mudar sua história!
A obra de Cristo na cruz foi suficiente para nos libertar das marcas e cicatrizes infligidas a nós por este mundo tenebroso. Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. 1 João 3.8. 
Jesus se manifestou para que fôssemos libertos das correntes do pecado. Na nova vida, podemos entregar, pela fé, todas as experiências do passado que nos infligiram e podem afligir os outros. A cura que veio da cruz não é produto falsificado que não produz efeito, mas uma poderosa obra sobrenatural com efeitos potentes na vida daqueles que creram na sua libertação, atestada pela Bíblia. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. 1 Pedro 2.24
Mágoas e ressentimentos são velharias da natureza pecaminosa que foi crucificada com Cristo. Preste atenção se você não quiser ter uma surpresa quando estiver na hora da verdade da salvação: se você é um discípulo verdadeiro de Jesus Cristo, não há espaço na tua vida para a prática do pecado da mágoa ou ressentimento. Cuidado com a sua filiação. Filhos de Deus tiveram suas vidas crucificadas juntamente com Cristo. Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado. Romanos 6.6. Para mim, só há um remédio à vista: a cruz de Cristo Jesus. Para podermos perdoar de verdade precisamos morrer juntamente com Cristo na cruz e recebermos a vida da ressurreição como a única capaz de nos imunizar contra o vírus do ódio.
Ora, se somos filhos de Deus, e vivemos neste mundo dando trombadas, estamos sujeitos às contusões diárias, mas, também estamos equipados, pela vida de Cristo, que habita em nós, a perdoar os agressores, assim como Ele nos perdoou. Muitos discípulos de Cristo ainda vivem sob a custódia de alguns sentimentos doloridos do seu passado. Eles já foram perdoados total e cabalmente pela graça, mas continuam cultivando emoções dolorosas nos canteiros subterrâneos de suas almas ressentidas. Até são salvos, mas ainda vivem melindrosos e malacafentos, cultuando as suas manias de arrancar cascas de ferida e bochechando a raiz de amargura como se fosse um xarope para curar a sua dor de cotovelo.
A melhor maneira de cultivar a amargura e viver de ressentimentos é esperar demais que as pessoas o tratem bem, que lhe deem atenção, que façam o que você deseja. Quanto maior a expectativa que você colocar na resposta emocional ou comportamental da outra pessoa em relação a você, talvez pior será seu ressentimento quando a outra pessoa lhe frustrar.
O perdão é a única alternativa para a saúde emocional dos salvos. Não existe outra opção para os filhos de Deus, senão perdoar A prisão de segurança máxima, impossível de se empreender uma fuga, é aquela construída com as grades invisíveis do ódio. Como dizia o Cardeal François Fenelon: "quem tem mil amigos, nem sempre os encontra; quem tem um inimigo, encontra-o em toda parte". Este inimigo, com certeza, vive escondido debaixo dos nossos próprios trajes. Para onde você for o inimigo vai junto, mas sem passagem, nem passaporte. Se você for ao restaurante, ele vai com você e come junto, mas só você paga a conta e ele ainda regurgita em seu prato.
Está comprovado que o ressentimento não só deixa a pessoa infeliz, mas deixa-a também doente fisicamente. Muitos médicos acreditam que muitos seriam curados se abandonassem o ódio que tem no coração. Estudiosos de psicologia acreditam que o ressentimento e a raiva podem acabar esgotando as reservas essenciais de serotonina do nosso cérebro, causando perda de memória, incapacidade de tomar decisões e até depressão. E eu acredito que o ódio traz consigo uma legião de demônios. Assim como a carniça atrai urubu, o ódio atrai urucubaca!
Quando o seu irmão estiver embirrado com você, por alguma coisa que você tenha feito, a alternativa é buscar a reconciliação com ele. Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Mateus 5:23-24.  Se, contudo, ele não quiser se reconciliar com você, então o entregue ao Senhor e espere o tempo da graça em sua própria vida. Porém, se é você que está magoado com a pessoa que o ofendeu, a ordem do Pai é: perdoa. Se não formos libertos dos ressentimentos, vamos passar esta vida em cadeias de segurança máxima, em nosso íntimo, e em tormentos eternos, depois da morte aqui na terra.
Como então, vivendo num mundo empoeirado pelo pecado, e não se deixar contaminar? Não existe regrinha de três passos e nem apostilinha que seja capaz.
Um experiente escritor bíblico afirma: quero sugerir uma coisa: só a morte do amargurado acaba com a sua amargura. É preciso morrer o amargurado e sua altivez, a fim de fazer morrer a raiz da amargura que viceja no fundo da sua alma, consumindo todas as energias vitais. A única maneira de libertar o pecador do seu pecado é fazê-lo morrer juntamente com Cristo. Sem a morte do arrogante não há libertação da arrogância. Como morremos? Crendo na nossa morte com Cristo. Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Colossenses 3.3
Para viver assim, de modo abundante como o Evangelho de Jesus Cristo contempla, só sendo alguém que vai além da esfera da religião e passa a uma vida de discípulo. O religioso vai se esquecer desta palavra assim que o culto terminar. Assim como ele sai do culto, o culto sai dele.
Desejo e atitude são características dos que são alcançados por Jesus Cristo. A porta é estreita e poucos são os que entram por ela. É mais fácil criticar e viver sem o desconforto da obediência à Palavra de Deus, entrando e saindo pela porta larga, do que viver no estreito caminho das pegadas do Mestre. Tito 2.14 afirma que Jesus se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.
Como está a sua vida? Existem pessoas que precisam do teu perdão? O ambiente do teu lar é banhado por liberdade onde todos tem compaixão uns com os outros, reconhecendo e respeitando suas limitações?  Você tem as chaves que prendem ou soltam os outros e você.
Pr. Fábio Alcântara
 
 

domingo, 29 de maio de 2016

O Homem e o Reino




 

Marcos 5.22-23

21 Jesus voltou para o lado oeste do lago, e muitas pessoas foram se encontrar com ele na praia. 22 Um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, foi e se jogou aos pés de Jesus, 23  pedindo com muita insistência: — A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva! 24 E Jesus foi com ele. Uma grande multidão foi junto e o apertava de todos os lados.

35 Jesus ainda estava falando, quando chegaram alguns empregados da casa de Jairo e disseram: — Seu Jairo, a menina já morreu. Não aborreça mais o Mestre.36 Mas Jesus não se importou com a notícia e disse a Jairo: — Não tenha medo; tenha fé! 37 Jesus deixou que fossem com ele Pedro e os irmãos Tiago e João, e ninguém mais. 38 Quando entraram na casa de Jairo, Jesus encontrou ali uma confusão geral, com todos chorando alto e gritando. 39 Então ele disse: — Por que tanto choro e tanta confusão? A menina não morreu; ela está dormindo. 40 Então eles começaram a caçoar dele. Mas Jesus mandou que todos saíssem e, junto com os três discípulos e os pais da menina, entrou no quarto onde ela estava.  41 Pegou-a pela mão e disse: — “Talitá cumi!” (Isto quer dizer: “Menina, eu digo a você: Levante-se!”) 42 No mesmo instante, a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar. E todos ficaram muito admirados.  43 Então Jesus ordenou que de jeito nenhum espalhassem a notícia dessa cura. E mandou que dessem comida à menina.
 

Quando Deus escolheu formar um povo particular a fim de manifestar as dimensões do seu amor ao mundo, começou separando um homem que tinha o nome Abrão, que significava “Pai Elevado”.

Deus escolheu essse homem e envolveu-o até lhe mudar o caráter, dando-lhe também um novo nome que representasse os seus objetivos paternos: Abraão – Pai de uma grande família.

O mundo sempre teve carência da figura paterna. Há muitos reprodutores, genitores e progenitores, mas poucos pais. Não basta procriar, é preciso criar com sabedoria e amor. É uma tarefa que exige graça e dedicação.

Estima-se que em média uma criança faz 500 mil perguntas até os quinze anos. É um privilégio ter meio milhão de oportunidades para comentar algumas coisas sobre o significado da vida.

O encargo mais excelente que o homem pode ter é o ensino da Palavra de Deus aos seus filhos. Ele precisa investir tempo na comunicação dos princípios do Senhor.

DEUTERONOMIO 6.6-7

Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

 
JAIRO

Jairo foi um pai muito sábio. Ele era um líder tradicional na religião judaica, e seu formalismo religioso demonstrava reservas profundas contra o estilo de Jesus. Mas na sua crise, não se agarrou aos seus preconceitos e costumes radicais. Ele foi diretamente ao Senhor Jesus Cristo buscar solução para seu problema.

Temos aqui o primeiro princípio da verdadeira paternidade. Só poderá ser pai de verdade quem tem um modelo divino de paternidade. Ele procurou Jesus por ser o Filho de Deus, capaz de revelar a identidade satisfatória da paternidade exemplar. Alguém já disse: só quem tem pai pode ser pai.

Cristo veio ao mundo para salvar o ser humano dominado pelo pecado, cancelando a sua filiação espiritual do diabo, a fim de torna-lo filho de Deus. Esse é o maior privilégio que uma pessoa pode ter.

JOÃO 1.11-13

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam, Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

A humanidade é criação divina. Todos os seres humanos são criaturas, mas alguns foram feitos, em cristo, filhos de Deus pai. Todos aqueles que foram crucificados com Cristo e ressuscitaram em novidade de vida são filhos de Deus. Esses conhecem na prática a expressão do amor paternal de Deus, e podem, como humanos, ser pais amorosos e responsáveis. A paternidade celestial é o modelo da paternidade adequada aqui na terra.

 PROPORÇOES DO AMOR PATERNO

Para revelar as proporções do amor paternal, Jesus Cristo contou uma história de um pai que tinha dois filhos (Lucas 15.11-32). O mais novo teve a iniciativa de pedir a herança enquanto o pai ainda estava vivo. Sem qualquer discussão, o pai prodigo em amor estava pronto para dar aquilo que o filho não tinha qualquer direito.

O verdadeiro amor não teme ceder seus direitos a fim de conceder privilégios ao objeto da sua afeição. O pai autentico não se preocupa em fazer os seus filhos bons ou perfeito, mas em tornà-los mais felizes que ele possa conseguir. O grande patrimônio de uma vida é o contentamento e o combustível da satisfação é a alegria. A felicidade é a atmosfera onde todas as boas afeições crescem.

Mesmo sabendo que o filho mais moço poderia se chafurdar na lama, aquele pai não reteve sua posse, nem tao pouco se amargurou com a atitude arrogante do filho. Do mesmo modo que ele deu ao filho a metade da sua fazenda para gastá-la deu a totalidade do seu perdão para absolve-lo. Um pai que não perdoa as faltas do seu filho não conhece Deus Pai.

EXEMPLO

O ser humano é uma criatura influenciada mais por padrões do que por preceitos. Ser Pai não é uma questão de mera genética, mas de pura ética. Não é bastante gerar filhos, é preciso demonstrar exemplo. E não é suficiente fazer boas e belas preleções, é preciso espelhar na conduta seu ensino.

Ser pai é ser exemplo de verdade. Os filhos precisam mais ddas pegadas no caminho, do que palavras que encobrem transgressões sutis. Um pai, ainda o mais pobre, tem sempre uma riqueza para deixar para os filhos: o exemplo. Inconscientemente, os filhos estão mais interessados em contemplar aqueles que mostram o que dizem, do que aqueles que dizem e não mostram.

Ser um exemplo não significa ser perfeito, mas ser governado pelos ditamos de um Deus perfeito. Não estamos pregando a inerência, mas a coerência. A melhor maneira de ensinar ao menino o caminho que se deve andar é nós mesmos trilharmos esse caminho. Os nossos passos são fundamentais para orientar as pisadas dos filhos.

 HERANÇA

Um pai crente não investe apenas no bem-estar dos seus filhos nesse mundo. A vida tem dimensões que não acabam na sepultura, por isso ele se interessa sobremaneira com a vida espiritual da sua família. Não basta construir um patrimônio aqui na terra para seus familiares, é preciso fazer aplicações de proporções eternas.

Você poderá dar aos eu filho todas as coisas materiais que ele precisa, mas terá falhado profundamente se não se der a si mesmo, na expressão de um exemplo de amor e perdão. Ser um homem realizado na sua profissão e ter um nome de realce na sociedade, mas ser um fracasso como pai é uma ruina completa.

O General Douglas MacArthur disse certa feita: “por profissão sou soldado e tenho orgulho deste privilégio. Mas sinto-me infinitamente mais orgulhoso em ser um pai”. A grande necessidade de nosso tempo é a restauração equilibrada da figura digna da paternidade responsável. A terrível desordem social passa em primeiro lugar pelo lar. E o desequilíbrio no lar se estriba na falta da legitima paternidade.
 

AMBIENTE DE AMOR

O reverendo Theodore Hersburgh disse: a coisa mais importante que um pai pode fazer por seus filhos é amar a mãe deles, e vice-versa.

O caráter forjado num ambiente de amor suporta qualquer temperatura. O filho que sente amor do pai por sua mãe cresce naturalmente saudável e se torna um exemplo para a outra geração.

O lar deve ser um ninho. Pai e mãe podem ser destituídos de cultura e riqueza, mas nunca de amor, de modo que eles possam inspirar nos filhos confiança, o respeito, o carinho com fartura de amor.

Quando o pai ama a mãe, os filhos se sentem protegidos e amparados. Quando uma criança começa a demonstrar insegurança e hesitação nos relacionamentos, pode se pesquisar no seio da família, que o problema está na falta de demonstração verdadeira de amor entre os pais. Um casal que se ama de verdade é um padrão de estabilidade para os filhos.

As pesquisas têm demostrado que as crianças em cujos lares o pai demonstra uma atitude firme de amor para com sua esposa, são emocionalmente mais inteligentes, seguras e preparadas para o êxito na vida.

 JAIRO

Jairo procurou Jesus Cristo

Para socorrer seu lar, pois sua filha estava gravemente enferma. Muitos lares hoje estão sofrendo de grandes enfermidades emocionais, e muitos dos nossos filhos passam por situações terríveis de privação afetiva. Uma pesquisa com um grupo de 300 estudantes da sétima e oitava séries mostrou que ficavam apenas 7 minutos com seus pais durante a semana. Uma tragédia.

Um homem contou uma interessante experiência da juventude: quando tinha 10 anos seu pai prometeu leva-lo ao circo. No meio do caminho o pai recebeu uma ligação de negócios que exigia sua atenção. Seu irmão e ele se consolaram mutuamente ante o desapontamento. Ouviram então seu pai dizer que não atenderia o chamado. Quando ele voltou à mesa, disse à mãe: “o circo vai voltar; a infância não”!

Os pais de hoje estão muito preocupados com o bem-estar material da família, se esquecendo da comunhão com amor e firmeza. Os filhos requerem os pais presentes, não o presente dos pais!

 DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

Conta-se da clássica história de um homem que fez um desabafo na sua declaração de Imposto de Renda. Ele escreve:

O pai moderno muitas vezes, perplexo e angustiado, passa a vida inteira correndo como um louco em busca do futuro, esquecendo-se do agora. Com prazer e orgulho, a cada ano, preenche a sua Declaração de Bens para o Imposto de Renda. Cada nova linha acrescida foi produto de muito trabalho: lotes, casas, apartamentos, sítios, casas na praia, automóvel do ano.

Tudo isso custou dias, semanas, meses de luta. Mas, ele está sedimentando o futuro da família. Se partir de repente, já cumpriu sua missão e não vai deixá-la desamparada!

Para ir escrevendo cada vez mais linhas na sua relação de bens, ele não se contenta com um emprego só. É preciso ter dois ou três, negociar as férias, levar serviço pra casa... É um tal de viajar, almoçar fora, fazer reuniões, preencher agenda... Afinal, é um executivo dinâmico e não pode fraquejar!

Esse homem se esquece de que a verdadeira Declaração de Bens, o valor que efetivamente conta, está em outra página do formulário de Imposto de Renda, naquelas modestas linhas quase escondidas em que se lê Relação de Dependentes. São filhos, a quem deve dedicar o melhor de seu tempo.

Os filhos, novos demais, não estão interessados em propriedades e no aumento da renda. Eles só querem um pai para conviver, dialogar, brincar...

Os anos passam, os meninos crescem e o pai nem percebe, porque se entregou de tal forma na construção do futuro, que não participou de suas pequenas alegrias: não os levou ao colégio e nunca foi a uma festa infantil. Um executivo não deve desviar a sua atenção para essas bobagens!

 Há órfãos de pais vivos, porque o pai vai para um lado e a mãe para outro. É a família desintegrada, sem amor e sem diálogo. Sem a convivência, que solidifica a fraternidade entre irmãos, que abre caminho no coração, que elimina problemas e resolve as coisas na base do entendimento.

Há irmãos crescendo como verdadeiros estranhos que só se encontram de passagem em casa. E para ver os pais é quase preciso marcar horas.

Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a mensagem que tenho para dar é: não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos.

Dos dezoito anos de casado, passei quinze absorvidos por muitas tarefas, envolvidos em várias ocupações; e totalmente entregue a um objetivo único e prioritário: construir o futuro para três filhos e minha esposa.

Isso me custou longos afastamentos de casa, viagens, estágios, cursos, plantões no jornal, madrugadas no estúdio de televisão. Agora estou aqui com o resultado de tanto esforço. Construí o futuro penosamente e não sei o que fazer com ele depois da perda de meus filhos. De que vale tudo o que ajuntei se esses filhos não estão mais aqui para aproveitar isso conosco!

Se o resultado de trinta anos de trabalho fosse consumido agora por um incêndio e desses bens todos, não restasse nada mais do que cinzas, isso não teria a menor importância, porque minha escala de valores mudou e o dinheiro passou a ter peso mínimo e relativo em tudo. Se o dinheiro não foi capaz de comprar a cura de meu filho, que se drogou e morreu; não foi capaz de evitar a fuga de minha filhinha que saiu de casa e prostituiu-se e dela não tenho mais notícias, para que serve? Para que ser escravo dele!

Eu trocaria, explodindo de felicidade, todas as linhas da Declaração de Bens por duas únicas que tive de retirar da relação de dependentes: os nomes dos meus filhos. E como doeu retirar essas linhas da Declaração de 1986, ano base de 1985! Meu filho morreu aos quatorze anos e minha filha fugiu um mês antes de completar quinze.

 A paternidade ajustada é o início de uma revolução na estrutura social inadequada em que vivemos. Precisamos de pais legítimos com solicitude de sua paternidade. Nada pode ser mais catastrófico para a formação da personalidade do que essa lacuna deixada pelos pais no desenvolvimento dos filhos.

E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. Efésios 6.4

Um filho de um pai irresponsável tem grande chance de repetir o modelo. Por isso, o grande imperativo do nosso tempo é a mudança radical desse paradigma. Você e eu somos responsáveis, à luz do evangelho, pelo ciclo dessa transformação. Não podemos viver mais reféns de uma mentalidade conformada com o papel deformado dessa paternidade desmantelada. Pai, você é o exemplo que seu filho ou filha vai imitar.

 

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