terça-feira, 1 de março de 2011

O TESTE SUPREMO

Leia este testemunho:

Enquanto visitava um especial servo de Deus, observei as anotações escritas nas margens de várias páginas de sua Bíblia. Curioso, indaguei: “Algumas pessoas sublinham versículos que julgam serem especiais, contudo percebo que você anotou datas ao lado de certos versículos”.
“Sim, ao longo dos anos tenho tido a oportunidade de provar a Palavra”, explicou.
“O que Deus registrou em Sua Palavra é totalmente digno de confiança. A despeito disso, tenho tido o privilégio, vez após vez, de experimentar de forma pessoal algumas dessas promessas nas circunstâncias mais adversas”. Ele, então, abriu sua Bíblia para mostrar-me as várias datas que foram anotadas ao lado de versículos que ele julgava especiais: 12/02/46, 20/07/52 e ainda 09/10/68.
Ele prosseguiu: “Parece que a cada nova experiência, Deus concede que uma determinada promessa ganhe novas dimensões para mim. Isso me deixa profundamente maravilhado. Tenho certeza de que continuarei a experimentar muitas de Suas promessas até aquele dia em que hei de contemplá-lO face a face”.

Enquanto folheava sua Bíblia, ele acrescentou: “Acho que deveria esclarecer que não seleciono versículos (promessas) aleatoriamente, quando eles chamam minha atenção. Não ouso colocar a planta dos meus pés (por assim dizer) sobre um versículo a menos que Ele, de maneira especial, o tenha vivificado para mim. Assim, o versículo deixa de ser uma verdade impressa em uma página para se tornar luz no meu espírito. Dessa forma, posso pacientemente esperar que o próprio Deus cumpra determinado versículo. Quando penso que estou provando a Deus em Sua palavra, na verdade, é Ele quem está me provando”.

Veja um exemplo: alguns anos atrás, a seguinte história chegou ao mundo ocidental vindo de um país da cortina de ferro. Na época, agentes secretos da polícia prenderam um obreiro cristão. Pouco depois de sua prisão, ele foi conduzido de sua cela para a sala de interrogatórios, onde estavam um oficial e um médico assentado à volta de uma mesa. Sobre a mesa havia uma Bíblia aberta. Ordenaram ao prisioneiro que se assentasse. O interrogatório teve início. Eles lhe perguntaram: “Você acredita que este livro é a Palavra de Deus?” Ele respondeu: “Sim”.
O oficial, então, pediu-lhe que lesse um determinado versículo, era Marcos 16:18. O obreiro leu: “...e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal”.
“Você acredita que este versículo também faz parte da Bíblia?”, o oficial interpelou. O cristão respondeu: “Sim”.

Assim, o oficial colocou sobre a mesa um copo cheio, e explicou: “Neste copo há um forte veneno. Se o livro estiver certo, como você insiste, bebê-lo não lhe causará nenhum dano. Para mostrar-lhe que não estamos blefando, veja isto”. Foi então que o oficial trouxe um cachorro enorme e o fez beber aquele veneno. Em poucos instantes, o cão caiu morto. O oficial olhou para o cristão e perguntou: “Ainda afirma ser verdadeiro este livro que você chama ‘Palavra de Deus’?”
O cristão mais uma vez respondeu, ”Sim, é a palavra de Deus! É verdadeiro”.
Sob o olhar atento do médico, o oficial comunista finalmente gritou: “Então beba tudo!”.
O cristão sabia que aquele era o teste supremo. Pediu permissão para orar antes de beber. Ajoelhou-se perto da mesa, pegou o copo e orou por sua família – para que permanecessem firmes na fé.

Também orou pelo oficial comunista e pelo médico, para que encontrassem a Deus e se tornassem cristãos. Então, ao final de sua oração acrescentou: “Ó Senhor, vistes como eles te desafiaram. Estou pronto para morrer, mas pela Tua Palavra creio que nada irá me acontecer. Se teu plano for diferente, estou pronto para encontrar-Te. Minha vida está em tuas mãos, como desejas. Que seja feita a Tua vontade”.
Com essas palavras aquele prisioneiro levantou o copo e bebeu. O oficial e o médico ficaram surpresos. Não imaginavam que o cristão beberia o veneno por acharem que ele se renderia. Olhavam atentos, esperando que o prisioneiro sucumbisse como o cachorro.
Segundos transformaram-se em minutos. Minutos pareciam horas. O silêncio tomou conta da sala. Todos aguardavam a inevitável morte.

Após vários minutos de espera, o médico foi o primeiro a se mover. Segurou o braço do cristão e tomou seu pulso, que estava normal. Procurou por outros sintomas, mas não os encontrou.
Demonstrando surpresa e espanto, o médico prosseguiu com o seu exame, mas não conseguiu encontrar nenhum vestígio de leões. O exame prosseguiu. O médico ficou mais e mais surpreso. Finalmente, assentou-se bruscamente em sua cadeira. Após alguns instantes, tirou de seu bolso a carteirinha do partido e, rasgando-a, jogou-a ao chão.
Depois, tomando a Bíblia em suas mãos, disse: “De hoje em diante, também acreditarei neste livro. Com toda a certeza, ele é verdadeiro. Estou pronto para crer em Cristo que fez tamanha coisa diante dos meus próprios olhos”.

Nessa experiência, aos provar a Palavra de Deus, o obreiro cristão também foi provado. Ambos foram provados. Imagino que nosso Pai celestial contemplou esse incidente com um sorriso de aprovação. Com toda certeza, esse obreiro cristão poderia agora colocar uma data ao lado daquele versículo em sua Bíblia.
Enchemo-nos de temor ao reconhecer quão grande é a hostilidade do homem para com Deus e Sua Palavra. No entanto, em momentos de crise como aquele da história, Deus demonstrará que Ele é fiel para com Sua própria Palavra.

Pai, não é de admirar que o nosso Senhor Jesus veementemente anunciou: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:18). Quão grande apreço tens pela Tua própria Palavra! Não tenho agora a graça para morrer, entretanto, quando precisar dela, Tu suprirás tudo que preciso... Tal como fizestes com Teu servo que bebeu o copo com veneno. Amém!

(...) porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça (...) Hb 13:9b
Fonte: Pr. DeVern Fromke - A Janela mais Ampla de Deus.

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