sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Procurando algo para ler sobre Natal?

O SINAL DO NATAL

Não há uma evidência mais absurda do que esta. Os anjos apontam a prova do nascimento do Salvador, com a simples presença de uma criança enrolada em panos e deitada num cocho. Nada pode ser mais esquisito para a visão de um Deus Todo-Poderoso, do que sua dependência completa. O Rei dos reis nasce no seio de uma família pobre, descende de um povo escravizado e tem como berço um tabuleiro de curral. O Salvador divino tem umbigo. O Criador do universo se tornou num momento uma simples célula, passando por todo o processo de gestação. É humilhante para o Soberano Senhor de todas as coisas, tornar-se uma mera criança subalterna, sujeita a todos os cuidados dos seres humanos.
Não estariam os anjos equivocados com a prova do nascimento do Salvador? Não seria melhor apresentar um outro sinal mais contundente e que tivesse as marcas grandiosas da Divindade? Aqui, encontramo-nos diante de um tremendo contra-senso. Como pode o Soberano Criador tornar-se subordinado a uma situação de total dependência? Este despropósito do razoável se constitui a fórmula de Deus chegar na dimensão do finito. Para poder salvar o gênero humano de sua teomania, do seu desejo de grandeza e sua necessidade de importância, Deus se vestiu de plena humanidade. O Natal é a vinda de Deus na estatura de homem, e na forma humana, do tamanho de criança. A medida de um bebê é a extensão do Salvador. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6.
Deus virou criança. Um neném agora é o único sinal apontado pelos anjos aos pastores. Como vocês vão saber que nasceu na cidade de Davi o Salvador? Apenas um recém nascido embrulhado em cueiros, testemunha a presença de Deus no mundo. É extraordinária a metodologia dos céus. Deus abala as estruturas humanas com um bebê, e não com bomba. Enquanto nós provamos nossa estatura pelo pedestal, Deus revela sua grandeza pelo esvaziamento. O homem exibe a sua dignidade pela exaltação, mas Deus mostra que a humildade é a maior manifestação de sua glória. O trono elevado de Deus está posto na soleira do porão. Uma criancinha de colo deitada numa cocheira se constitui na mensagem mais nobre de que Deus está no mundo, a fim de salvar os ho-mens de sua arrogante suspeita de elevação.
O sinal do Natal é o limite de uma criança. Ninguém mais pode falar da magnificência divina do que a perfeita dependência infantil. Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança amamentada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Salmo 131:1-2. Jesus descansa no colo de sua mãe. Como criança amamentada Ele sossega nos braços daquela que o aleita. Ele era totalmente Deus e perfeitamente homem, mas agora como criança dependia de seus pais, como nós humanos devemos depender de Deus. Só a criancinha satisfeita e aconchegada pode dormir tranqüila no regaço. Somente depois que o homem se tornar uma criança, poderá descansar no colo confortável do Deus Todo-Poderoso. Disse Jesus: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3.
Um homem da cidade e um outro do campo caminhavam, certo dia, por uma estrada rural. De repente o citadino perguntou: - Ouviste este ruído? - Que ruído? Indagou o campesino. Uma moeda caíra sobre as pedras! Depois de algum tempo perguntou o camponês: - Estás escutando isto? - O que? Pergun-tou o urbano companheiro. - O mavioso canto da calhandra! Destarte, os dois homens só ouviam o que estavam acostumados a ouvir. O mesmo pode acontecer com relação à mensagem do Natal. Alguns ouvem o barulho dos presentes; outros ouvem a voz de um Deus presente na dimensão de uma criança.
Jesus como criança era o sinal de Deus para os pastores, e ao mesmo tempo apela para que nós, convertidos em crianças, sejamos o sinal da regeneração de Deus e participantes do seu reino. Ninguém poderá entrar no reino de Deus se primeiro não for transformado em criança, para recebê-lo como criança. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Marcos 10:15. A criancinha expressa simplicidade, confiança e total dependência. É impossível a sua subsistência sem a participação de alguém. A grande mensagem do Natal fala desta nossa necessidade. Sermos transformados em crianças para dependermos inteiramente de Deus. Somente aqueles que foram gerados de novo, como crianças, poderão participar da alegria permanente da salvação.
Adão foi feito adulto, e neste estado, quis ser como Deus. Ele não se contentou em ser apenas homem. Ele não tinha umbigo, o que demonstra sua vontade de ser independente. Jesus foi gerado criança, para se tornar homem. Jesus era Deus que se fez homem, mas, na proporção de um bebê. Os homens descendentes de Adão querem se expressar como grandes deuses, e se melindram, quando são vistos com procedimentos pueris de grandiosidade. A proposta de Jesus para tornar os seres humanos verdadeiramente humanos, e grandes no reino de Deus, é torná-los como crianças, sem qualquer postura de ostentação. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. Mateus 18:4. O guarda roupa dos membros celestiais é composto de camisolas, fraldas e macacões. Não há smokings nem trajes de gala. A numeração é sempre baixa para corresponder às dimensões da gurisada, e a confecção bastante simples, pois o reino de Deus pertence aos pequeninos. Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. Mateus 19:14.
O sinal do Natal é a marca de uma criança. Ninguém melhor para aproveitar a vida sem preocupação nem angústia do que um recém nascido. Todos da casa estão prontos para cuidar deste indefeso. Ninguém poderá viver a verdadeira vida espiritual, se não descansar completamente na soberana graça de Deus, como uma criança de colo. Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças de dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Mateus 11:25 e 28. Quando somos convertidos em crianças no que tange à malícia e à dependência divina, tornamo-nos simples, tranqüilos, serenos, ingênuos e confiantes em Deus. Enquanto o mundo se agita, a criança sossegada descansa em sua alma, no colo paternal. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Mateus 11:29


NATAL, UMA INVERSÃO DE VALORES
Mas o anjo lhes disse: Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é o Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura. Lucas 2:10-12(NVI).
O Natal é uma inversão completa de valores: Enquanto no pecado o homem ambicionou ser Deus, na salvação dos homens, Deus se tornou homem. O orgulho é a base do pecado, mas a humildade é o fundamento da salvação.
No Jardim do Éden, Adão foi invadido por uma teomania clássica. Ele queria ser Deus e passou este gene para toda a humanidade. O ser humano ficou contagiado de um sentimento elevado de importância, e briga e sofre por ser reconhecido. As guerras e conflitos que marcam a nossa espécie são frutos deste estado egoísta de onipotência reprimida. Queremos ser donos absolutos do nariz. O orgulho, no sentido espiritual, é a atitude de autonomia, de autodeterminação, de independência de Deus.
Mas em Belém, no cocho, entre os animais, vemos Deus como uma criancinha indefesa enrolada em cueiros. Como podemos entender o Senhor do Universo dependendo do ser humano? Não há extravagância maior do que o Criador amamentado pela criatura. O Deus Todo-Poderoso subordinado aos cuidados de servos tão frágeis é algo que desafia nossa compreensão.
O Natal é a comemoração de um paradoxo. Se o homem quer ser Deus, o disparate é Deus se tornar homem. Se o homem cobiça a grandeza, Deus se esvazia de sua absoluta divindade e assume a posição de servo. Se o homem quer ser notabilizado, Deus se humilha até a morte, sem perder nada de sua essência.
Eis a grande lição do Natal para a humanidade: Pois todo o que se exalta será humilhado e o que se humilha será exaltado. Lucas 14:11(NVI). Cristo é a encarnação da humilhação de Deus, a fim de receber sobre si a exaltação do orgulho humano. Ele veio à terra em humildade e se humilhou até à morte de cruz, para nos alcançar em nossa soberba. Ele se fez carne e assumiu a nossa causa. Morreu em nosso benefício e incluindo-nos em sua morte, nos fez parceiros da mesma, a fim de ganharmos a nossa morte para esta arrogância insuportável que nos motiva tantos males.Enquanto os homens se queimam de febre pela grandeza, Deus se aniquila na insignificância, para nos fazer saber o que realmente tem significado. A humildade do Natal comparada com a humilhação da cruz pode ser uma boa reflexão para meros mortais que supõem ostentar a nobreza da divindade.


A ILUMINAÇÃO DE NATAL
O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. Isaías 9:2.
A Bíblia diz que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. 1 João 1:5. Não há escuridão, por mais densa que seja, capaz de ofuscar a luz de uma simples candeia. Deus é luz em sua plenitude, e quando Ele criou o mundo, a primeira coisa que Ele manifestou foi a luz. E disse Deus: Haja luz. E houve luz. Gênesis 1:3. A energia da luz é a base de toda a criação. A matéria é energia condensada, e a luz é a fonte de toda energia. A luz vai além da visibilidade; sendo o raio X também luz, ultrapassa ao campo ocular. Deus criou a luz antes de criar os astros, pois da concentração da energia luminsosa, Deus criou os corpos celestes que resplandecem no firmamento. A luz do sol é uma das expressões luminosas que existe no universo. Há luz que é perceptível e há luz inatingível. Deus é o único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, Ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível, a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém. 1 Timóteo 6:15-16.
Jesus é a verdadeira luz que veio ao mundo para iluminar a todos os homens. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. João 1:4-5. Jesus é a luz que resplandece nas trevas a fim de trazer iluminação perfeita aos corações de todos os homens. A luz mostra toda sujeira e desvenda qualquer imperfeição. Da luz apenas fogem os escaravelhos, os ladrões e os ignorantes. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus. João 3:19-21. Jesus é apresentado no Velho Testamento como o sol que ilumina o dia. Ele é chamado de sol da justiça. Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis e crescereis como os bezerros do cevadouro. Malaquias 4:2. Ele é a luz do mundo que permite a iluminação dos corações mais sombrios. Ele é a luz da vida que produz o calor nas almas mais geladas. Somente por Ele podemos perceber o caminho que devemos seguir. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. João 9:5.
A igreja primitiva enfatizava muito claramente a importância de Jesus como a única luz capaz de iluminar a vida dos homens. Mas, insidiosamente uma outra mensagem foi se incorporando no seio da igreja como uma cilada. Sem perceber o ardil, vagarosamente a idolatria da Babilônia foi tomando corpo no meio da igreja. A adoração ao deus sol chegou de modo astucioso na celebração do Natal. Nada mais justo do que relacionar o Sol da justiça, que no monte da transfiguração teve o seu rosto resplandescente como o sol, com a estrela solar adorada na mitologia. Assim, Jesus Cristo foi comparado como o sol e identificado com o deus mitológico. O dia 25 de dezembro comemorado como a festa que celebrava o solstício de inverno, o renascimento do sol, quando, no hemisfério norte do globo terrestre, os dias começam a tornar-se mais longos. Quando o sol começa a prover mais calor, a agricultura torna-se possível. Luz é vida. Por conseguinte, talvez tenha sido próprio para o império romano substituir a festa pagã por uma celebração que tinha mais sentido para os cristãos do que a celebração das meras forças da natureza. Foi dentro deste contexto político e mitológico que a festa pagã da adoração ao sol foi implantada no coração da igreja com todas as suas representações. Durante aquelas festividades pagãs fogueiras eram acesas em homangem ao deus sol e permaneciam queimando por alguns dias. Durante este período as pessoas comiam e bebiam fartamente para tentar exorcizar a tristeza provocada pela ausência de luminosidade. As fogueiras natalinas foram mantidas por muitos anos no perímetro da igreja romana. Depois as velas foram tomando conta do cenário e mais recentemente as lâmpadas elétricas assumem o fascínio do embelezamento natalino. Só que pouca gente sabe que estas luzes que exercem tanto encantamento no espírito de Natal é uma representação moderna de uma antiga adoração ao deus sol. Sendo a luz algo cativante, a sedução de sua magia vem logo nos distrair da verdadeira luz que é Cristo.
A adoração ao sol é uma das mais antigas formas de misticismo, que a Bíblia condena veementemente. Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o Senhor teu Deus, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do Senhor teu Deus, traspassando o seu concerto, que for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles, ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei, ... então levarás o homem ou a mulher que fez este malefício às tuas portas, sim, o tal homem ou mulher, e os apedrejarás com pedras até que morram. Deuteronômio 17:2-5. A essência da idolatria está em ter pensamentos indignos acerca de Deus. Tornar Deus como um objeto é uma afronta ao seu caráter. Fazer o Criador semelhante a uma criatura é algo ofensivo e indigno de um ser pensante. Um deus fabricado não é Deus.
Jesus Cristo é a encarnação de Deus ao nível do homem, mas não é um deus criado pelo homem. Ele é o Criador encarnado e não uma criatura divinizada. Jesus Cristo não pode ser entendido adequadamente em termos de qualquer categoria aplicável ao homem. Ele é por si mesmo, uma categoria. Ele não é apenas grande; é o único. Ele não pode ser comparado com nenhuma criatura. Ele é singular. Thomas Brooks dizia: Cristo é admirável, Cristo é muito admirável, Cristo é o mais admirável, Cristo é sempre admirável, Cristo é totalmente admirável. Ele não pode ser equiparado a qualquer outro, nem é análogo a nenhum símbolo que possamos confrontar. Ele é a Luz, que a luz se ofusca. Ele é o Sol, que o sol se apaga. Ele é a Vida, que a vida fenece. Ele é incomparável, extraordinário, invulgar, único, singular, insigne, admirável e só Ele merece o nosso reconhecimento, respeito e adoração.
Jesus é a Luz que não carece de iluminação. Ele brilha nos nossos corações com o fulgor resplandecente capaz de enceguecer. E indo Paulo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disso o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Atos 9:3-5. O apóstolo Paulo ficou três dias sem ver nada, e alguns anos mais tarde quando ele falava perante o rei Agripa disse: Ao meio dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. Atos 26:13. Jesus é a luz que não precisa de fogueira, nem de vela, nem de pisca-pisca ou qualquer outro material incandescente.Todos estes expedientes humanísticos têm servido para distrair os olhos de contemplarem a beleza da luz interior refletida pelo caráter singular de Cristo. Contudo, o risco deste procedimento fica muito definido nas palavras do profeta: Mas todos vós que acendeis fogo, e vos cingis com tições acesos, andai entre as labaredas do vosso fogo, e entre os tições que acendestes. Isto é o que recebereis da minhão mão: Em tormentos jazereis. Isaías 50:11. Tirar os olhos da verdadeira luz para contemplar os vaga-lumes representativos da idolatria solar pode ser um prejuízo irreparável no caminho da vida cristã. Jesus é a única luz que nos pode iluminar e atrair. A Bíblia mostra que na Nova Jerusalém não há qualquer forma de iluminação pois o Cordeiro é a sua luz. E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia; e reinarão para todo o sempre. Apocalipse 21:23-24 e 22:5. Assim, podemos dizer que em qualquer tempo e para todos os tempos a verdadeira luz do Natal e do Reino eterno é Cristo. As luzes que enfeitam as nossas cidades são apenas efeitos visuais que causam um êxtase momentâneo. Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Provérbios 4:18.


NATAL: UM CONVITE À FÉ
Fazia tempo que não víamos um Natal tão atípico. Os finais de ano tinham uma atmosfera mais envolvente. Havia mais enfeites natalinos, luzes nas casas, presépio nas lojas, presentes e amigos secretos. Havia uma expectativa de um novo ano e mais solidariedade entre as pessoas. As aceleradas mudanças, a crise econômica e a violência tem tornado as pessoas mais indiferentes e entediadas. Até o papai Noel deixou de ser simpático. Os sabores das festas de final de ano já são conhecidos e o natal foi esvaziado do seu verdadeiro sentido.É preciso lembrar que o Natal é uma festa cristã, e que a sociedade está experimentando a dissolução dos valores cristãos. O mundo está ficando cada vez mais secularizado. A pós-modernidade tenta desalojar o fundamento do Natal, que é a presença de Deus em nosso meio. O que nos sobra é apenas uma casca fina de um natal frio, sem graça e motivado pelo mundo do comércio ávido para tomar o nosso escasso dinheiro.
O Natal sempre foi um convite à fé. Foi em meio às condições de adversidade, dificuldades e simplicidade que se deu o primeiro natal. Um sacerdote chamado Zacarias foi desafiado a crer no poder de Deus por um anjo. Seria pai de um filho com o nome de João, o qual iria preparar os caminhos para a chegada do Senhor. Uma virgem da cidade de Nazaré, recebeu a notícia de que geraria uma criança de uma maneira misteriosa. O pai de seu filho não seria Jose, o seu noivo, mas Deus. Alguns pastores de ovelhas que estavam nos campos foram convocados a acreditar que o Cristo estava em uma singela manjedoura na cidade de Belém. Em todos os casos as circunstâncias não eram nada favoráveis para crer que Deus estava agindo.
O Natal continua sendo um convite à fé. Há um natal histórico e um natal experimental de fé. O natal histórico relata a encarnação de Deus por meio de Jesus, mas o natal da fé é a revelação da presença de Cristo em nossos orações. Assim, o natal é um chamado a crer que o meigo bebê numa manjedoura representava o início da redenção da humanidade.
O Natal é um desafio a confiar que Deus cumpriu o seu plano eterno chamado Emanuel (Deus conosco). A presença de Deus em nosso meio era definitiva. Por esta razão o natal somente faz sentido quando olhamos para a encarnação de Deus na perspectiva de sua vida, ministério, morte, ressurreição e ascensão. Jesus nasceu com o propósito de identificar-se com o homem a fim de levá-lo a morrer e ressuscitar juntamente com ele.
Contrariando todas as expectativas humanas, a morte de Jesus foi a grande vitória dos céus. A cruz destruiu o velho modelo de humanidade e na ressurreição uma nova humanidade foi recriada. Assim o verdadeiro natal nasce da sepultura. O túmulo de Jesus foi o grande útero do qual nasceu uma nova humanidade. "O natal da manjedoura trouxe Jesus para o mundo dos homens. O natal da sepultura traz os homens para o mundo de Deus."
Nestes tempos em que o medo tem derrotado a esperança, precisamos de um novo lhar para as coisas. Uma olhar de fé para enxergar por detrás dos fatos a manifestação da graça e a presença do Senhor Jesus. Ver que Deus continua agindo na surdina. Fixar os nossos olhos em Jesus e não nas circunstâncias adversas, sofrimentos e no mundo sem esperança. Somente assim poderemos experimentar as transformações e a alegria que Maria experimentou ao responder o convite de participar do Natal com as seguintes palavras:"Eis aqui a serva do Senhor. Que se cumpra em mim conforme a tua palavra". Lucas 1.38

Ministério Palavra da Cruz
Feliz NAtal

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